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abril, 2017

Diretor da Crédito & Mercado participa de Debate com Ministro do TCU

Hoje nosso Diretor Executivo Felipe Affonso, participou do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, realizado pela Frente Nacional dos Prefeitos – FNP, sendo debatedor na mesa sobre “Os impactos da Reforma da Previdência nos Regimes Próprios”. Na mesa estavam presentes o Ministro do TCU Sr. Augusto Nardes, o secretário de controle externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência Social do TCU, Sr. Fábio Granja, Celso Sterenberg, presidente da ACINPREV e representantes do Banco do Brasil.

“É um momento único poder representar a Crédito & Mercado em um debate altamente qualificado, onde o censo comum é que boa gestão e governança são essenciais para sustentabilidade nos Regimes Próprios. Pude, dando voz a questões vividas por nossos mais de 400 clientes, levar a reflexão da importância da gestão dos investimentos. A reforma trata questões de impacto direto no passivo, mas caso não seja feita uma boa gestão dos ativos previdenciários, problemas irão voltar a aparecer. Precisamos sair da fase dos discursos e ir para prática” ressalta Felipe Affonso.

Nossa Visão – 25/04/2017

Retrospectiva

Na Câmara dos Deputados, a base aliada ao governo fez acordo com a oposição e adiou, para a primeira semana de maio, a votação da reforma da Previdência na comissão especial dessa casa. A decisão representou mais um recuo do governo na tentativa de aprovar a reforma e indica que esse processo não deverá ser rápido. Até o final da última semana, a proposta original do governo já sofreu alterações em cerca de 20% de seu conteúdo.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor em março foi confirmada em 1,5% na base anual, depois de ter registrado 2% em fevereiro, a máxima de quatro anos.

Já a economia da região iniciou o segundo trimestre com um crescimento forte e sustentável, conforme revelou o PMI, que subiu para 56,7 pontos em abril, depois de ter registrado 56,4 em março.

Importante também mencionar o resultado das eleições presidenciais na França, em que Emmanuel Macron, candidato de centro, com maior chance e Marie Le Pen, candidata de direita irão disputar o segundo turno, conforme previam as pesquisas eleitorais.

Nos EUA, em março, a produção industrial subiu 0,1% em relação a fevereiro, acima do que previam os analistas. Por sua vez, o PMI composto recuou de 53,2 para 52,7 pontos na prévia de abril, indicando perda de força da atividade.

No relatório conhecido como Livro Bege, os doze distritos do FED relataram que suas economias cresceram desde março em um ritmo moderado e que foi verificado um pequeno aumento de preços. No entanto, as empresas se queixaram da falta de mão-de-obra, inclusive da não especializada.

Nos mercados de ações internacionais, as ações européias atingiram a mínima de três semanas, após a premiê britânica pedir eleição antecipada. ODax, índice da bolsa alemã, caiu na semana0,67% eo FTSE-100, da bolsa inglesa, 2,85%. Por outro lado, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,15% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,02%

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,31% na primeira medição de abril, para 0,43% na segunda, influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por sua vez, que na segunda prévia de abril subiu 0,44%, desacelerou a alta para 0,31% na terceira, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação. Quanto ao IGP-M, registrou queda de 0,99% na segunda prévia de abril, a menor taxa desde meados de 1989.

Já o IPCA-15, prévia da inflação oficial, encerrou o mês de abril com uma variação de 0,21%, e em doze meses acumulou alta de 4,41%, abaixo do centro da meta perseguida pelo Bacen. Foi a menor taxa para o mês desde 2006.

Na semana, foi também divulgado pelo Banco Central o IBC-Br de fevereiro, que registrou uma alta de 1,31% na comparação com janeiro, mas uma queda de 0,73% em um ano.

Na terceira semana de abril, o Ibovespa subiu 1,49% e passou a acumular uma alta de 5,87% em 2017. Já o dólar subiu 0,59% na semana, mas ainda acumula uma queda de 3,49% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 0,22% na semana e acumula alta de 7,26% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,04% em 2017, frente a expectativa de 4,06% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,32%, frente a 4,39% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,43%, frente a 0,40% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,38, frente a R$ 3,40na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e da indústria, além da inflação do consumidor em abril e a realização da reunião do Banco Central Europeu, que discutirá a evolução da política monetária.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas de casas novas e os pedidos de bens duráveis, em março, a confiança do consumidor em abril e a primeira prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, as contas externas e a taxa de desemprego em março.

Do lado da economia internacional, a divulgação do PIB americano no primeiro trimestre é o fato mais importante. No Brasil,o andamento das reformas trabalhista e da Previdência é que ocuparão as maiores atenções do mercado financeiro, em um momento em que a inflação extremamente bem-comportada, tem permitido pronunciamentos do Banco Central no sentido da continuidade do corte da taxa Selic, até em maior percentual.

É importante mencionarmos aos clientes que realizamos a última reunião de nosso Comitê de Investimentos, na última quarta-feira, em que foram avaliados os cenários econômicos externo e interno, além do cenário político atual no nosso país. De forma unânime, à luz dos últimos acontecimentos e considerando-se as perspectivas dos cenários mencionados, decidimos manter a sugestão de alocação vigente, dos recursos financeiros dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos.Permanece então, a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/04/2017

Índices de Referência – Março / 2017

Nossa Visão – 17/04/2017

Retrospectiva

No dia seguinte à divulgação da lista de políticos que serão investigados a pedido do ministro e relator da Operação Lava Jato no STF, Edson Fachin, a bolsa e o dólar, tradicionais indicadores da temperatura no mercado financeiro, diante de fatos adversos, tiveram variações pouco expressivas. Embora o evento já fosse aguardado, o fato é que a incerteza política aumentou.

O ministro Fachin, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou a abertura de inquérito contra 8 ministros do governo Temer, além de 24 senadores e 39 deputados federais. Com isso, os políticos que foram citados nas delações de 78 executivos do Grupo Odebrecht passam agora a ser investigados, em um novo estágio do processo.

Para diversos analistas políticos, o evento pode atrasar o andamento da reforma da Previdência, a mais aguardada pelo mercado, mas não deverá inviabilizá-la. Só um ambiente econômico mais favorável em 2018 poderia gerar mais chances para os políticos dos principais partidos envolvidos nas delações.

Para o presidente Temer o governo não pode e não deve ser paralisado. Uma agenda positiva deve ser mostrada para a sociedade. Faz parte dela a reforma trabalhista, que segundo o seu relator, o deputado Rogério Marinho, deve ser votada na Câmara até o final de abril.  Enquanto isso, o aumento da nota de crédito da Petrobrás, pela agência Moody’s foi no governo muito comemorado.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial em fevereiro recuou 0,3%, frente a janeiro, quando se esperava um avanço de 0,2%. Na comparação anual o crescimento foi de 1,2%, embora a evolução esperada fosse de 2%.

Por sua vez, a confiança do investidor da zona do euro melhorou mais do que o esperado em abril e atingiu o nível mais elevado em quase dez anos, indicando que a região continua a progredir no campo econômico.

Nos EUA, em março, a inflação do consumidor retrocedeu pela primeira vez em um ano, com a queda de 0,3%, enquanto os analistas esperavam que se mantivesse estável. Em doze meses, a inflação reduziu seu avanço ficando em 2,4%, depois de ter alcançado 2,7% em fevereiro, o nível mais alto em quase cinco anos.

Já a confiança do consumidor, depois de ter se enfraquecido em fevereiro e março, alcançou na preliminar de abril os 98 pontos, quando as expectativas indicavam que chegaria a 97 pontos.

Na China, a economia cresceu no primeiro trimestre deste ano 6,9% em base anualizada, superando até a meta do governo de 6,5%. Ajudaram a atingir a alta taxa de crescimento a produção industrial, os investimentos em ativos fixos e as vendas no varejo.

Nos mercados de ações internacionais fatores geopolíticos provocaram quedas. O Dax, índice da bolsa alemã, caiu na semana0,95%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,30%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 1,13% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa1,27%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,14% no final de março, para 0,31% na primeira medição de abril, influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por outro lado, que na primeira prévia de abril subiu 0,49%, desacelerou a alta para 0,44% na segunda, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação.

Em decisão unânime, o Copom decidiu, na última quarta-feira reduzir a taxa Selic de 12,25% para 11,25% aa. Foi o maior corte desde junho de 2009 e é o menor nível da taxa desde outubro de 2014. Sobre as próximas decisões o Banco Central entende que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá da evolução da atividade econômica e das projeções e expectativas de inflação.

Na semana, foi também divulgado pelo IBGE que as vendas no varejo recuaram 0,2% em fevereiro, em relação a janeiro e 3,2% em relação ao ano anterior. Já o setor de serviços cresceu 0,7% também em fevereiro, em relação ao mês anterior, mas recuou 5% em doze meses.

Na segunda semana de abril, o Ibovespa caiu 2,74%, em função das quedas das bolsas no exterior, mas ainda acumula uma alta de 4,31% em 2017. Já o dólar caiu 0,11% na semana e acumula uma queda de 4,06% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 0,29% na semana e acumula alta de 6,69% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,06% em 2017, frente a expectativa de 4,09% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,39%, frente a 4,46% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,40%, frente a 0,41% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,37na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em março, do PMI composto e da confiança do consumidor em abril.

Nos EUA, serão divulgadas a construção de novas residências e a produção industrial em março, além do Livro Bege e o PMI composto de abril.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, o IBC-Br de fevereiro e o IPCA-15 de abril.

Do lado da economia internacional, a divulgação do Livro Bege nos dará uma ideia da evolução da economia norte-americana e no Brasil,a divulgação do IBC-Br e do IPCA-!5 ilustrarão os últimos dados sobre a atividade econômica e sobre a evolução da inflação do consumidor.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendaçãoé de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/04/2017

Índices de Referência – Março / 2017

Nossa Visão – 10/04/2017

Retrospectiva

Conforme levantamento feito pelo Grupo Estado na Câmara dos Deputados e divulgado no início da semana anterior, se votada agora como foi inicialmente enviada, a reforma da Previdência seria rejeitada por 241 deputados dos 513, ou 36 votos a mais do que o número máximo de votos contrários permitidos para que o texto seja aprovado.

Um dos pontos da reforma mais rejeitado é a idade mínima para a aposentadoria, de 65 anos para homens e 60 para mulheres. No jogo democrático, a negociação apenas começou e é preciso ouvir e se preciso mudar. Se ficar como está, todos no futuro acabarão perdendo. Para o relator do projeto da reforma, Arthur Maia, cinco pontos serão alterados e para o presidente Temer, com isso, o governo cedeu até onde podia.

Para o governo, o rombo na Previdência será de R$ 188,8 bilhões neste ano e de R$ 202,2 bilhões no próximo. As mudanças em negociação deverão reduzir a economia com a reforma, estimada inicialmente em cerca de R$ 800 bilhões, entre 15 e 20%.

Economistas ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo foram categóricos em afirmar que o país perde confiança se a mudança não for realizada. Sem ela, a recuperação econômica, que mal começou, estará comprometida e a solvência do Estado seriamente ameaçada. Para o mercado financeiro, conforme declaração de diretor da Ambima, a expectativa é de aprovação da reforma entre o segundo e o terceiro trimestre do ano. Já a reforma trabalhista, que é mais palatável que a previdenciária, poderá ser aprovada antes, conforme o presidente Temer.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as vendas no varejo cresceram 0,7% em fevereiro, em relação ao mês anterior, quando a expectativa era de elevação de 0,5%. Por sua vez, a taxa de desemprego que em janeiro era de 9,6%, caiu para 9,5% no mês seguinte. Um ano atrás era de 10,3%.

Já o PMI composto, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu para 56,4 pontos em fevereiro, depois de registra 56 pontos no mês anterior. Foi o maior nível em 71 meses e revela a continuidade da expansão da região.

Nos EUA, em março, foram criadas 98 mil novas vagas de trabalho não rural, quando a expectativa era de 180 mil vagas. No entanto, a taxa de desemprego recuou de 4,7% para 4,5%, o menor nível em quase dez anos. Ainda no mês, a atividade industrial desacelerou levemente, conforme o ISM.

Também foi a anunciado, na última semana, que as vendas no varejo cresceram 0,4% em fevereiro, como era estimado, depois do recuo de 0,2% no mês anterior. Já a ata da última reunião do FOMC, revelou que a maioria dos participantes antecipou aumentos graduais das taxas de juros, contanto que a economia continue caminhando como o esperado.

Nos mercados de ações internacionais,oDax, índice da bolsa alemã, caiu na semana0,71%, enquanto o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,36%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu0,30% na semana, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesacaiu 1,29%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,06% na terceira medição de março, para 0,14 no final, por conta do grupo alimentação. O IPC-S que fechou em 0,47% em março, acelerou para 0,49% na primeira medição de abril. Já o IGP-M, conforme a FGV, teve deflação de 0,74% na primeira semana deste mês, principalmente por conta do recuo dos preços agropecuários.

Na semana, foi também divulgado pelo IBGE o IPCA, que depois de marcar 0,33% em fevereiro, desacelerou para 0,25% em março. Assim, no ano, a inflação acumulada foi de 0,96%, o resultado mais baixo desde o início do Plano Real, em 1994 e a inflação em doze meses foi de 4,57%, bem próxima do centro da meta de inflação.

Quanto à produção industrial de fevereiro, a alta de 0,1% em relação a janeiro ficou abaixo da estimativa de 0,5%. No ano a alta acumulou 0,3% e em doze meses a queda foi de 4,8%.

Na primeirasemana de abril, o Ibovespa caiu0,60%, masacumula umaalta de 7,25% em 2017. Já odólarcaiu1,21% na semana e acumulou uma queda de 3,96% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentouqueda de 0,48% na semana e acumula alta de 6,38% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,09% em 2017, frente a expectativa de 4,10% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,46%, frente a 4,50% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou quepara o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em8,50%, frente a 8,75% na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, comona pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,41%, frente a 0,47% da última pesquisae para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, sendo que na pesquisa anteriorestaria em R$ 3,25 e para o final do próximo ano em R$ 3,370, frente a R$ 3,40 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhõesem 2017 e US$ 74 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial de fevereiro e da confiança do investidor em abril.

Nos EUA, serão divulgadas a taxa de desemprego, a inflação do consumidor em março e a prévia da confiança do consumidor em abril.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, a pesquisa mensal de vendas no varejo em fevereiro, além da realização da reunião do Copom no dia 12.

Do lado da economia internacional, não há eventos de grande relevância. No Brasil, o foco estará na reunião do Copom, em que o mercado financeiro estima uma redução de 1% na taxa Selic, com o colegiado do Banco Central levando-a para 11,25% aa.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendaçãoé de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/04/2017

Índices de Referência – Março / 2017

Nossa Visão – 03/04/2017

Retrospectiva

Empenhado em chegar ao final deste ano com um déficit de até R$ 139 bilhões, o governo federal anunciou, na última quarta-feira, um bloqueio de R$ 42,1 bilhões de despesas previstas no Orçamento de 2017 e a reoneração da folha de pagamento de cerca de 50 setores. A medida entra em vigor em agosto e depende da aprovação do Congresso Nacional.

Quanto à reforma da Previdência, o governo decidiu que dará seis meses para que Estados e municípios ajustem seus sistemas previdenciários após a promulgação da reforma da Previdência conforme acharem adequado, caso contrário, deverão ser adotadas as regras aprovadas pelo Congresso.

Na quinta-feira, o presidente Temer sancionou o projeto de lei que regulamenta a terceirização, mantendo a essência da proposta que permite a contratação de trabalhadores terceirizados em todas as atividades das empresas e institui a responsabilidade subsidiária que obriga à prestadora de serviços pagar os direitos trabalhistas. Se isso não acontecer judicialmente, a contratante é acionada para honrar as obrigações.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor em março caiu para 1,5% anualizado, depois de ter atingido os 2% em fevereiro, a meta do BCE, por conta da alta menor dos preços de energia. Já a confiança do consumidor permaneceu estável em março, em comparação com o mês anterior.

Nos EUA, a confiança dos consumidores atingiu em março o seu auge em 17 anos, mês que os analistas esperavam uma queda. Já a inflação do consumidor em março foi de 2,1% nos últimos doze meses, acima da meta do FED de 2%.

Também foi divulgada a revisão final da variação do PIB americano no último trimestre de 2016. Ao invés de 1,9% a variação foi de 2,1% anualizada. No entanto o crescimento do ano todo permaneceu de 1,6%, o pior desempenho em cinco anos. Para o primeiro trimestre de 2017 a expectativa é de uma evolução do PIB de cerca de 2%.

Das bolsas internacionais, o Dax, índice da bolsa alemã, subiu na semana 2,06% e encerrou o mês com alta de 4,31%, enquanto o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 0,19%, subindo 1,09% em março. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, avançou 0,80% na semana, mas recuou 0,20% no mês, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 1,83% na semana e 1,94% no mes.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S acelerou de 0,39% na terceira quadrissemana, para 0,47% na quarta e o IPC-Fipe de 0,02% para 0,06% na terceira medição. Já o IGP-M, conforme a FGV, desacelerou de 0,08% em fevereiro, para 0,01% em março.

Em janeiro, as vendas no varejo surpreenderam ao recuar 0,7%, quando a expectativa era de um avanço de 0,60%. No entanto, conforme a FGV, o índice de confiança do comércio atingiu em março o maior nível desde o fim de 2014. Já o setor de serviços apresentou queda de 2,2% também em janeiro, a maior perda de 2012. Na indústria, a confiança dos empresários voltou a subir em março, depois de registrar queda um mês antes.

Para o Banco Central, a atividade econômica recuou 0,26% em janeiro, medida através do IBC-Br. Em 12 meses a retração foi de 3,99%, um mau início de ano. E conforme o IBGE, no trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil aumentou para 13,2%, depois de ter registrado 11,9% na mediação anterior. A população desocupada chegou a 13,5 milhões de pessoas.

No setor público consolidado, o déficit primário ressurgiu em fevereiro, alcançando os R$ 23,5 bilhões, depois do expressivo superávit alcançado em janeiro. No ano o superávit primário caiu para R$ 13,2 bilhões. Em doze meses o déficit atingiu R$ 147,4 bilhões ou 2,34% do PIB.

Na última semana de março, o Ibovespa subiu 1,77% e acumulou uma queda de 2,52% no mês, mas uma alta de 7,90% em 2017. Já o dólar subiu 1,29% na semana e acumulou uma alta de 2,23% no mês, mas uma queda de 2,78% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,13% na semana, de 1,04% no mês e de 6,89% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,10% em 2017, frente a expectativa de 4,12% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,75%, frente a 9% na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,47%, sem alteração da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, sendo que na pesquisa anterior estaria em R$ 3,28 e para o final do próximo ano em R$ 3,40, como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 74,50 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da taxa de desemprego e as vendas no varejo em fevereiro e o PMI composto de março.

Nos EUA, serão divulgadas a taxa de desemprego, a criação de novas vagas de trabalho não rural e o PMI industrial em março. Também será divulgada a ata da última reunião do FOMC.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, o IPCA de março e a produção industrial de fevereiro.

Do lado da economia internacional, a divulgação da ata da última reunião do FED é o fato mais importante. No Brasil, o foco estará na divulgação do IPCA de março, principalmente depois que no Relatório Trimestral de Inflação o Banco Central sinalizou a possibilidade de um recuo maior da taxa Selic. Na esfera política, é esperado o início do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral se a chapa Dilma-Temer abusou do poder político e econômico na campanha eleitoral de 2014, o que pode provocar turbulências no mercado financeiro nacional.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 03/04/2017

Índices de Referência – Fevereiro / 2017