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Consultoria em Investimentos

março 14th, 2017

Nossa Visão – 13/03/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a agência Eurostat confirmou a sua estimativa anterior, de que o PIB dos 19 países da região no último trimestre de 2016 cresceu 0,4% sobre o trimestre anterior e 1,7% na comparação anual. O consumo das famílias e a recuperação dos investimentos garantiram o resultado.

Também na semana anterior, o Banco Central Europeu – BCE, em reunião ordinária deixou inalterada a sua política monetária, como era esperado, apesar da inflação de fevereiro ter atingido a marca anualizada de 2%. Além de ter mantido novamente a taxa para depósito dos bancos em -0,4% e a taxa básica em 0%, o BCE confirmou que continuará comprando títulos de dívida da região até o valor de 80 bilhões de euros até o final de março e de 60 bilhões de euros de abril, até o final do ano.

Nos EUA, foi divulgada a criação de vagas de trabalho não rural em fevereiro, que atingiu a marca de 235 mil novos postos, quando a expectativa era de 200 mil. Foi também revisado o número de janeiro de 227 mil novos empregos, para 238 mil. Já a taxa de desemprego, que era de 4,8% em janeiro, recuou para 4,7% em fevereiro.

No mercado acionário internacional, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,53% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,42%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,44% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,70% na semana.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe registrou queda de 0,09% na primeira quadrissemana de março, depois de fechar fevereiro com deflação de 0,08%. O IPC-S, por seu turno, acelerou de 0,31% em fevereiro, para 0,34% na primeira quadrissemana de março.

Já o IPCA surpreendeu ao desacelerar de 0,38% em janeiro, para 0,33% em fevereiro, a menor taxa para o mês desde o ano 2000, graças às quedas nos preços dos alimentos. No ano acumulou alta de 0,71% e em doze meses de 4,76%, bem próximo do centro da meta perseguida pelo Banco Central.

Em relação à atividade econômica, o IBGE divulgou que o PIB do país em 2016 recuou 3,6%, depois de encolher 3,8% em 2015. O setor agropecuário caiu 6,6%, o industrial 3,8% e o de serviços 2,7%. Foi também divulgada a queda da produção industrial de 0,1% em janeiro, em relação à dezembro e alta de 1,4% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Na última semana, o Ibovespa recuou 3,16%, com o noticiário político e internacional, mas ainda acumula uma alta de 7,38% em 2017. Já o dólar, subiu 0,83% na semana, mas acumula queda de 2,97% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,26% na semana e acumula uma alta de 6,25% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na última segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,19% em 2017, frente a expectativa de 4,36% na semana anterior. Cabe destacar, que a estimativa de inflação ainda continua se distanciando do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 9% frente a 9,25% na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,75%, diante dos 9,00% na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, sendo que na semana anterior era de 0,49% e para 2018 um avanço de 2,40%, sendo que na semana anterior era de 2,39%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 72 bilhões em 2017 e US$ 72 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em janeiro e da inflação do consumidor em fevereiro.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor, a produção industrial e as vendas no varejo em fevereiro, a confiança dos consumidores em março, além da reunião do FED que deliberará sobre as taxas de juros, na próxima quarta-feira.

No Brasil, serão divulgados os indicadores semanais de inflação.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é a reunião do FED na quarta-feira onde possivelmente ocorrerá novo aumento da taxa básica de juros, principalmente após os dados do mercado de trabalho que permanece bastante robusto. No Brasil, em uma semana de poucos indicadores, o foco maior também estará na reunião do BC americano.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais. A nova tabela abaixo passa a melhor ilustrar a alocação sugerida dos recursos, em função da qualificação do RPPS investidor.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 13/03/2017

Índices de Referência – Fevereiro / 2017