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março, 2017

Nossa Visão – 27/03/2017

Retrospectiva

Como era de se esperar, a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal contra um esquema envolvendo fiscais agropecuários federais e empresários do setor provocou estragos nas exportações brasileiras. Vários países importadores declararam a suspensão temporária de compra do produto nacional, até que o governo brasileiro dê as devidas explicações. A China, o maior importador, já voltou a importar.

Em relação à reforma da Previdência, o governo decidiu excluir da proposta os servidores públicos estaduais e municipais. Assim, ela será proposta para os servidores da iniciativa privada e os servidores públicos federais. Ficará por conta dos estados e municípios a edição de normas relativas à matéria. Para o ministério do Planejamento, a alteração do projeto não terá impacto nas contas do governo federal.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o progresso do setor privado registrou em março o maior nível em quase seis anos, conforme a primeira estimativa da pesquisa Markit. O PMI dos setores de serviço e manufatureiro subiu para 56,7 pontos em março, frente a 56 em fevereiro. Um índice superior a 50 reflete avanço da atividade, enquanto um índice inferior indica recuo.

Nos EUA, em fevereiro, foram vendidas 592 mil novas casas, quando a expectativa era de 565 mil e 5,48 milhões de casas existentes, quando a expectativa era de 5,55 milhões. Já os pedidos de bens duráveis cresceram 1,7%, enquanto os analistas esperavam um avanço de 1,3%.

No mercado acionário internacional foi uma semana de quedas, por conta da derrota do presidente Trump na derrubada do sistema de assistência médica criado pelo governo Obama. Assim, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,26% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,19%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 1,44% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,33% na semana.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S acelerou de 0,35% na segunda quadrissemana, para 0,39% na terceira e o IPCA-15, prévia da inflação, foi de 0,15% em março, sendo que no mês anterior havia sido de 0,54%. Para um mês de março é a menor inflação dos últimos 8 anos.

Quanto ao setor externo, as transações correntes registraram em fevereiro um déficit de US$ 935 milhões, totalizando US$ 22,8 bilhões nos últimos doze meses. Já os investimentos diretos no país somaram US$ 5,3 bilhões no mês.

Na última semana, o Ibovespa recuou 0,562%, mas ainda acumula uma alta de 6,02% em 2017. Já o dólar subiu 0,67% na semana, mas acumula queda de 4,02% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,06% no mesmo período e acumula uma alta de 6,75% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,12% em 2017, frente a expectativa de 4,15% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 9%, como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,47%, sendo que na semana anterior era 0,48% e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,28, no fim de 2017, sendo que na pesquisa anterior estaria em R$ 3,29 e para o final do próximo ano em R$ 3,40, como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 73,50 bilhões em 2017 e US$ 74 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança e da inflação do consumidor em março.

Nos EUA, serão divulgadas a confiança do consumidor em março e a última revisão do PIB do quarto trimestre de 2016, além do discurso de Janet Yellen, presidente do FED

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, a confiança do consumidor em março, o IBC-Br e as vendas no varejo, em janeiro

Do lado da economia internacional, a agenda não será das mais cheias. No Brasil, o foco estará na divulgação de eventual aumento de impostos, dado o rombo orçamentário de R$ 58 bilhões previsto para este ano e a necessidade de cumprimento da meta fiscal.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 27/03/2017

Índices de Referência – Fevereiro / 2017

Nossa Visão – 20/03/2017

Retrospectiva

E a semana que passou foi boa para o Brasil, mas também foi ruim. Embora em Brasília persista o clima de nervosismo e incertezas, por conta da Operação Lava Jato, com as delações de executivos da construtora Odebrecht, o Senado aprovou uma nova rodada do programa que permite a repatriação de recursos do exterior, para o bem das contas públicas. O texto foi aprovado como veio da Câmara dos Deputados e define que o prazo para a regularização será de quatro meses, contados 30 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Teve muito sucesso o leilão de concessão dos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis. O ágio alcançado, de quase R$ 1,5 bilhão foi superior a 90%, com forte participação de investidores estrangeiros. Considerando as outorgas, a arrecadação prevista é de R$ 3,72 bilhões. Os investimentos a serem realizados pelos vencedores, nos quatro aeroportos é estimado em R$ 6,6 bilhões.

Na quarta-feira a agência internacional de rating, Moody’s elevou a perspectiva da nota da dívida brasileira de negativa, para estável. Embora a nota Ba2, que revela nível especulativo e sujeito a alto risco de crédito, tenha sido mantida, no comunicado afirmou que revisou para cima a perspectiva por considerar que os riscos anteriores estão diminuindo e que as condições macroeconômicas do país estão se estabilizando.

O fato ruim foi a operação lançada pela Polícia Federal em seis estados, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e cerca de 40 empresas, entre elas a JBS e BRF, acusadas de pagamento de propina para a liberação de mercadorias sem fiscalização. Além da forte queda no preço das ações das companhias envolvidas e listadas em bolsa, a repercussão no exterior foi a pior possível. Péssimo para um setor em que o Brasil tem demonstrado competência.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a agência Eurostat informou que a produção industrial da região subiu 0,9% em janeiro, frente a dezembro. Embora a expectativa fosse de uma alta superior a 1%, o avanço foi associado à boa alta da produção de bens de capital.

Em relação à inflação do consumidor, foi confirmado pela Eurostat o avanço de 2% dos preços, em fevereiro, já em cima da meta do Banco Central Europeu.

Nos EUA, a inflação do consumidor avançou em fevereiro 0,1% e atingiu a marca anual de 2,7%. Sem considerar os gastos com alimentação e energia o avanço foi de 2,2%. Já a produção industrial ficou estável nesse mês, enquanto se esperava uma alta de 0,2%. E as vendas no varejo cresceram 0,1% também em fevereiro, como era esperado.

Na quarta-feira o banco central, o FED, se reuniu e elevou a taxa básica de juros pela segunda vez em três meses, desta vez de 0,50% a 0,75% para 0,75% a 1% aa., como era esperado. No comunicado destacou o crescimento econômico estável, os ganhos no emprego e a confiança de que a inflação está subindo de encontro a meta. A instituição também reafirmou que o aperto na taxa de juros será gradual, o que foi muito bem recebido pelo mercado.

No mercado acionário internacional, o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,80% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,12%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,24%, mas o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,42% na semana.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe registrou alta de 0,02% na segunda quadrissemana de março, depois da queda de 0,09% na primeira. O IPC-S, por seu turno, acelerou de 0,34% na primeira quadrissemana, para 0,35% na segunda. A maior alta partiu do grupo alimentação, puxada pelo item restaurantes.

Em fevereiro, o setor de serviços e a indústria de transformação puxaram a geração de emprego com carteira assinada no país. Foram criadas no total 35,6 mil novas vagas, após 22 meses de queda, de acordo com os dados do Caged. E já em março, o índice de confiança da indústria aumentou para 54 pontos, ante 53,1 pontos no mês anterior, o maior nível desde janeiro de 2014, conforme a Confederação Nacional da Indústria.

Na última semana, o Ibovespa recuou 0,72%, mas ainda acumula uma alta de 6,61% em 2017. Já o dólar, com o comunicado mais brando do FED, recuou 1,73% na semana e acumula queda de 4,65% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,41% no mesmo período e acumula uma alta de 6,69% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,15% em 2017, frente a expectativa de 4,19% na semana anterior. Se distanciando cada vez mais do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 9%, como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, diante dos 8,75% na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, como que na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,50%, sendo que na semana anterior era de 2,40%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,29, no fim de 2017, sendo que na pesquisa anterior estaria em R$ 3,30 e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 72 bilhões em 2017 e US$ 74,50 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e do PMI composto, em março.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas de casas novas e usadas, bem como as encomendas de bens duráveis em fevereiro e o PMI industrial de março.

No Brasil, serão divulgados os indicadores semanais de inflação e o IPCA-15.

Do lado da economia internacional, a agenda não será das mais cheias. No Brasil, o foco estará na divulgação do IPCA-15, que deverá confirmar a queda continuada da inflação, apesar do acionamento da bandeira amarela, que elevou os preços da energia elétrica .

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais. A nova tabela abaixo passa a melhor ilustrar a alocação sugerida dos recursos, em função da qualificação do RPPS investidor.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/03/2017

Índices de Referência – Fevereiro / 2017


Nossa Visão – 13/03/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a agência Eurostat confirmou a sua estimativa anterior, de que o PIB dos 19 países da região no último trimestre de 2016 cresceu 0,4% sobre o trimestre anterior e 1,7% na comparação anual. O consumo das famílias e a recuperação dos investimentos garantiram o resultado.

Também na semana anterior, o Banco Central Europeu – BCE, em reunião ordinária deixou inalterada a sua política monetária, como era esperado, apesar da inflação de fevereiro ter atingido a marca anualizada de 2%. Além de ter mantido novamente a taxa para depósito dos bancos em -0,4% e a taxa básica em 0%, o BCE confirmou que continuará comprando títulos de dívida da região até o valor de 80 bilhões de euros até o final de março e de 60 bilhões de euros de abril, até o final do ano.

Nos EUA, foi divulgada a criação de vagas de trabalho não rural em fevereiro, que atingiu a marca de 235 mil novos postos, quando a expectativa era de 200 mil. Foi também revisado o número de janeiro de 227 mil novos empregos, para 238 mil. Já a taxa de desemprego, que era de 4,8% em janeiro, recuou para 4,7% em fevereiro.

No mercado acionário internacional, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,53% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,42%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,44% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,70% na semana.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe registrou queda de 0,09% na primeira quadrissemana de março, depois de fechar fevereiro com deflação de 0,08%. O IPC-S, por seu turno, acelerou de 0,31% em fevereiro, para 0,34% na primeira quadrissemana de março.

Já o IPCA surpreendeu ao desacelerar de 0,38% em janeiro, para 0,33% em fevereiro, a menor taxa para o mês desde o ano 2000, graças às quedas nos preços dos alimentos. No ano acumulou alta de 0,71% e em doze meses de 4,76%, bem próximo do centro da meta perseguida pelo Banco Central.

Em relação à atividade econômica, o IBGE divulgou que o PIB do país em 2016 recuou 3,6%, depois de encolher 3,8% em 2015. O setor agropecuário caiu 6,6%, o industrial 3,8% e o de serviços 2,7%. Foi também divulgada a queda da produção industrial de 0,1% em janeiro, em relação à dezembro e alta de 1,4% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Na última semana, o Ibovespa recuou 3,16%, com o noticiário político e internacional, mas ainda acumula uma alta de 7,38% em 2017. Já o dólar, subiu 0,83% na semana, mas acumula queda de 2,97% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,26% na semana e acumula uma alta de 6,25% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na última segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,19% em 2017, frente a expectativa de 4,36% na semana anterior. Cabe destacar, que a estimativa de inflação ainda continua se distanciando do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 9% frente a 9,25% na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,75%, diante dos 9,00% na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, sendo que na semana anterior era de 0,49% e para 2018 um avanço de 2,40%, sendo que na semana anterior era de 2,39%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 72 bilhões em 2017 e US$ 72 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em janeiro e da inflação do consumidor em fevereiro.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor, a produção industrial e as vendas no varejo em fevereiro, a confiança dos consumidores em março, além da reunião do FED que deliberará sobre as taxas de juros, na próxima quarta-feira.

No Brasil, serão divulgados os indicadores semanais de inflação.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é a reunião do FED na quarta-feira onde possivelmente ocorrerá novo aumento da taxa básica de juros, principalmente após os dados do mercado de trabalho que permanece bastante robusto. No Brasil, em uma semana de poucos indicadores, o foco maior também estará na reunião do BC americano.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais. A nova tabela abaixo passa a melhor ilustrar a alocação sugerida dos recursos, em função da qualificação do RPPS investidor.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 13/03/2017

Índices de Referência – Fevereiro / 2017

Nossa Visão – 06/03/2017

Retrospectiva

Por conta dos feriados de Carnaval, o Nossa Visão não foi publicado na última segunda-feira, de uma semana em que o assunto Lava Jato voltou ao noticiário nacional. Com o depoimento de Marcelo Odebrecht e mais dois diretores da empresa à Justiça Eleitoral, sobre as doações à campanha presidencial de 2014, a dúvida que ficou para uma eventual sobrevivência do governo atual, é se o TSE entenderá ter havido uma separação das contas Dilma-Temer, na responsabilidade sobre as contas da campanha.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as vendas no varejo em janeiro surpreenderam com a queda de 0,1%, quando a expectativa era de um aumento de 0,4%. Por outro lado, a atividade empresarial da região cresceu no ritmo mais forte em quase seis anos, em fevereiro e a criação de empregos foi a mais rápida em quase uma década, devido à força da demanda interna e das exportações, conforme revelou o PMI composto.

Ainda em fevereiro, segundo a agência Eurostat, o índice de preços ao consumidor registrou o maior nível desde o início de 2013, ao apresentar alta de 2%, atingindo dessa forma a meta do banco central.

Nos EUA, foi divulgada a segunda estimativa da evolução do PIB no quarto trimestre de 2016, que foi mantida em um crescimento de 1,9% nesse período e de 1,6% no ano todo.

Em pronunciamento na última sexta-feira, a presidente do FED, Janet Yellen indicou que pode ser apropriada a elevação das taxas de juros na reunião da autoridade monetária, marcada para o dia 15 próximo e que o processo de ajuste monetário em 2017, provavelmente será mais rápido que em anos anteriores.

No mercado acionário internacional, a semana foi novamente de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 1,89% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,80%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu outra vez novo patamar recorde e subiu 0,67%, acumulando no ano uma alta de 6,44%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,96% na semana.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe registrou queda de 0,08% em fevereiro, após deflação de 0,05% na terceira quadrissemana do mês. O IPC-S, também desacelerou, de 0,40% na terceira quadrissemana, para 0,31% na última. Já o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, teve forte desaceleração e subiu apenas 0,08% em fevereiro.

Depois de ter reduzido a taxa Selic de 13% para 12,25% aa. em sua reunião em fevereiro, o Copom divulgou a ata da reunião, que sinaliza a possibilidade de aceleração do ritmo de queda da taxa Selic na próxima reunião, além de reiterar a necessidade de reformas e ajustes pelo governo, para reduções mais ambiciosas dos juros.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil, apurada através da Pnad Contínua aumentou de 11,8% para 12,6% no trimestre encerrado em janeiro, quando a população desocupada chegou a 12,9 milhões de pessoas.

Ainda em janeiro, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 36,7 bilhões, sendo que no acumulado de doze meses o déficit primário foi de R$ 147 bilhões. Já em fevereiro, o superávit da Balança Comercial foi de US$ 4,56 bilhões, elevando o acumulado no ano para US$ 7,3 bilhões.

Na última semana, o Ibovespa avançou 0,18% e acumula uma alta de 10,89% em 2017. Já o dólar, subiu 1,2% na semana, mas acumula queda de 3,76% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,18% na semana e acumula uma alta de 5,98% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,36% em 2017, expectativa igual da semana anterior. Cabe destacar, que a estimativa continua distanciando a inflação do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,25%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,49%, sendo que na semana anterior era de 0,48% e para 2018 um avanço de 2,39%, sendo que na semana anterior era de 2,37%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 72 bilhões em 2017 e US$ 72 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, de nova estimativa do PIB do quarto trimestre de 2016, além da reunião do BCE que discutirá a evolução de sua política monetária.

Nos EUA, serão divulgados o relatório da criação de novos empregos e a taxa de desemprego em fevereiro.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, serão divulgados o IPCA de fevereiro, o PIB do quarto trimestre de 2016 e a produção industrial em janeiro.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é a divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA e no Brasil o mercado estará atento à divulgação do PIB de 2016 e do IPCA de fevereiro.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/03/2017

Índices de Referência – Janeiro / 2017