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Consultoria em Investimentos

fevereiro 21st, 2017

Nossa Visão – 20/02/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial em dezembro recuou 1,6% frente a novembro, mas cresceu 2% no ano de 2016, quando a expectativa era de uma evolução de 1,7%.

Segundo a agência Eurostat, a segunda revisão do PIB da zona do euro indicou uma taxa de crescimento de 0,4% no quarto trimestre de 2016, sendo que na primeira estimativa a taxa apurada foi de 0,5%. Na base anual a taxa de crescimento foi de 1,7%.

Nos EUA, foi divulgado que a inflação do consumidor em janeiro teve o maior aumento em quatro anos, empurrada pela alta dos preços dos combustíveis. O avanço do índice foi de 0,6%, enquanto os analistas o estimavam em 0,3%.

Também em janeiro, as vendas do varejo aumentaram 0,4%, enquanto os analistas esperavam 0,1% e a produção industrial caiu 0,3%, quando a expectativa era de estagnação.

Em discurso no Senado americano, a presidente do FED, Janet Yellen destacou que o banco central avaliará nos próximos encontros do comitê de política monetária, se as condições de emprego e a inflação continuarão a evoluir de acordo com as expectativas, e nesse caso um ajuste adicional da taxa de juros provavelmente seria apropriado.

No mercado acionário internacional, a semana foi novamente de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,77% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,57%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu outra vez novo patamar recorde, ainda embalado pela promessa de Trump de reduzir impostos e subiu 1,51%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,74%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou de 0,18% para 0,02%, da primeira quadrissemana de fevereiro, para a segunda e o IPC-S, também desacelerou, de 0,61% na primeira quadrissemana, para 0,49% na segunda quadrissemana deste mês. Já o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, teve forte desaceleração de 0,76% para 0,02% na segunda prévia de fevereiro.

De acordo com o Banco Central, a atividade econômica, medida através do IBC-Br apresentou queda de 4,34% em 2016, resultado ainda pior do que a queda de 4,28% registrada em 2015. E conforme o IBGE, as vendas no varejo recuaram 6,2% em 2016, o pior resultado desde 2001, enquanto o setor de serviços encolheu 5% no ano passado, o pior resultado em cinco anos.

Na semana, o Ibovespa avançou 2,46% e acumula uma alta de 12,49% em 2017. Ao superar os 67 mil pontos, atingiu o maior patamar em cinco anos. Já o dólar, ficou estável na semana, mas chegou a atingir o menor valor desde junho de 2015. Acumula queda de 5,04% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou queda de 0,04% na semana e acumula uma alta de 4,44% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,43% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,47%. Cabe destacar, que a estimativa continua distanciando a inflação do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, assim como na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, contra R$ 3,36 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,49 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 71 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e do PMI composto, em fevereiro.

Nos EUA, serão divulgados o PMI industrial e de serviços, a confiança do consumidor de fevereiro e a ata da última reunião de política monetária do FED.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, serão divulgados o IPCA-15 de fevereiro, os dados fiscais de janeiro, além da reunião do Copom na quarta-feira.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é a divulgação da ata da última reunião do FED e no Brasil o mercado estará atento à reunião do Copom, onde nova redução da taxa Selic será decidida.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/02/2017

Índices de Referência – Janeiro / 2017