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Consultoria em Investimentos

fevereiro 7th, 2017

Comunicado – Alteração Modelo Credenciamento

Na última semana a Coordenação de Investimentos da CGACI (Coordenação Geral do Departamento dos RPPS da Secretaria de Previdência) publicou uma nota de esclarecimento sobre os modelos de credenciamento.

Seguindo a Nota Técnica, poderão ser adotados como alternativas os formulários Questionários Due Diligence da ANBIMA (QDD Anbima), em substituição aos modelos dos formulários de Termo de Análise de Credenciamento, previsto no art. 6º-E da Portaria MPS nº 519/2011, inserido pela Portaria MPS nº 300/2015.

Para baixar o questionário QDD Anbima, clique no link abaixo:

Questionário QDD Anbima

Cabe destacar que a nota informa que essa alternativa é temporária e não efetiva, pois novos modelos estão sendo aprimorados pela equipe da CGACI.

Informamos que nosso sistema mantém como base o processo qualitativo para o Credenciamento, atribuindo uma análise sobre critérios e informações disponíveis nestes relatórios.

Nossa Visão – 06/02/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PIB dos 19 países que formam o bloco aumentou 0,5% entre outubro e dezembro de 2016, em relação ao trimestre anterior, quando havia evoluído 0,4%. No ano o crescimento foi de 1,8%, conforme prévia da agência Eurostat.

Em dezembro, enquanto a taxa de desemprego na zona do euro caiu para 9,6%, com cerca de 15 milhões de desempregados, o nível mais baixo desde maio de 2009, as vendas no varejo decepcionaram e tiveram queda de 0,3%, quando a expectativa era de uma alta de 0,3%.

Já em janeiro, a inflação acelerou fortemente e atingiu 1,8% anualizada, graças aos aumentos dos preços da energia e se aproximou bastante da meta de 2% do Banco Central Europeu. Por sua vez, o índice de gerentes de compras PMI composto, que engloba os setores industrial e de serviços ficou em 54,4, repetindo e permanecendo no maior nível em cinco anos e meio.

Nos EUA, foi divulgado que em dezembro os gastos das famílias subiram 0,5%, enquanto as receitas subiram 0,3% e que os pedidos às indústrias avançaram 1,3% no mês, ligeiramente abaixo das expectativas.

Foi também divulgado que em janeiro, a criação de novas vagas de trabalho não rurais superou as expectativas dos economistas e alcançou a marca de 227 mil, quando se esperava 175 mil. No entanto, a taxa de desemprego avançou de 4,7%, no mês anterior, para 4,8%, com mais pessoas procurando emprego. Ainda em janeiro, a confiança dos consumidores caiu mais que o previsto e a atividade no setor de serviços desacelerou em relação a dezembro.

E na última quarta-feira, o banco central americano, o FED, decidiu manter inalterada a taxa de juros entre 0,50% e 0,75% aa. destacando que o crescimento econômico continua, que o mercado de trabalho segue sólido e que a confiança das empresas e dos consumidores melhora.

Na China, a atividade industrial registrou leve desaceleração em janeiro, mas permanece robusta e no Japão, o banco central manteve a política monetária e projeções otimistas sobre a evolução dos preços na economia.

No mercado acionário internacional, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 1,38% na semana e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,05%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde e subiu 0,12% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, caiu 2,82%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação o IPC-Fipe desacelerou de 0,58% para 0,32%, da terceira quadrissemana de janeiro, para a quarta e última e o IPC-S, ao contrário, acelerou de 0,68% na terceira quadrissemana do mês, para 0,69% na quarta. Já o IGP-M. considerado a inflação do aluguel, após avançar 0,54% em dezembro, fechou janeiro com uma alta de 0,64% diante da maior pressão dos preços ao consumidor.

Do lado fiscal, foi divulgado o déficit primário de dezembro, que alcançou a cifra de R$ 70,7 bilhões, totalizando R$ 155,8 bilhões em 2016 ou 2,47% do PIB. O resultado refletiu a queda na arrecadação, consequência da recessão e do aumento de despesas importantes, como as com a Previdência.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12% no último trimestre do ano anterior, com 12,3 milhões de desempregados e mesmo com a alta de 2,3% da produção industrial em dezembro, frente ao mês anterior, o ano registrou uma queda de 6,6% em relação a 2015.

Na semana, o Ibovespa recuou 1,64%, mas ainda acumula uma alta de 7,85% em 2017. Só no mês de janeiro, os investidores estrangeiros, investiram R$ 6,2 bilhões líquidos na bolsa brasileira. Já o dólar, se desvalorizou 1,12% na semana e acumula queda de 4,14% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,62% na semana e acumula uma alta de 2,84% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,64% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,70%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,49%, frente a 0,50% na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,25%, sendo que na semana anterior era de 2,20%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50, também sem alteração frente a última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,96 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PMI do varejo em janeiro e da produção industrial na Alemanha em dezembro.

Nos EUA, serão divulgados o resultado fiscal em janeiro e a prévia da confiança do consumidor em fevereiro.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, será divulgado o IPCA de janeiro.

Do lado da economia internacional, não há grandes eventos programados para esta semana e no Brasil o mercado estará atento a divulgação do IPCA de janeiro, que poderá impactar nas expectativas para a próxima reunião do Copom.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/02/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016