Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

fevereiro, 2017

Consultor da Crédito & Mercado vence Troféu Benchmark

O especialista em finanças Felipe Affonso, da Crédito & Mercado, ganhou o “Troféu Benchmark” como o melhor consultor de investimentos para Institutos estaduais e municipais sob o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Promovido pela Revista Investidor Institucional, o concurso elegeu os melhores profissionais do mercado financeiro com base na votação direta realizada entre seus leitores. Participaram da eleição 741 instituições, incluindo 131 fundos de pensão, 495 RPPS, 98 assets e 17 consultorias. Com um voto por instituição, foram eleitos os melhores profissionais de 20 categorias. O resultado com os vencedores está publicado nesta edição de fevereiro.

Pós-graduado em Finanças, Felipe Affonso é consultor de valores mobiliários credenciado pela CVM, com certificações CPA10 e CPA20 da ANBIMA, atuando no segmento de Regimes Próprios há mais de sete anos. Ao longo da carreira, foi consultor de investimentos de uma carteira com mais de 80 RPPS, desenvolveu projetos educacionais voltados para conselheiros do setor, bem como participou de inúmeras palestras e apresentações para servidores. Em 2014, assumiu a diretoria da  Crédito & Mercado.

Com esse prêmio, a Crédito & Mercado, sediada em Santos (SP), firma cada vez mais a sua atuação no mercado como uma das mais competentes e bem-sucedidas consultorias para RPPS. O ano já começa repleto de realizações, pois a empresa também ultrapassou o número de 260 clientes, consolidando-se como a maior consultoria do segmento. Pertencente ao grupo Starboard Participações Ltda, é formada por investidores com experiência no mercado financeiro e que tem como objetivo investir na constante melhoria do segmento dos RPPS e na busca por melhores práticas de atuação dos prestadores de serviços.

Nossa Visão – 20/02/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial em dezembro recuou 1,6% frente a novembro, mas cresceu 2% no ano de 2016, quando a expectativa era de uma evolução de 1,7%.

Segundo a agência Eurostat, a segunda revisão do PIB da zona do euro indicou uma taxa de crescimento de 0,4% no quarto trimestre de 2016, sendo que na primeira estimativa a taxa apurada foi de 0,5%. Na base anual a taxa de crescimento foi de 1,7%.

Nos EUA, foi divulgado que a inflação do consumidor em janeiro teve o maior aumento em quatro anos, empurrada pela alta dos preços dos combustíveis. O avanço do índice foi de 0,6%, enquanto os analistas o estimavam em 0,3%.

Também em janeiro, as vendas do varejo aumentaram 0,4%, enquanto os analistas esperavam 0,1% e a produção industrial caiu 0,3%, quando a expectativa era de estagnação.

Em discurso no Senado americano, a presidente do FED, Janet Yellen destacou que o banco central avaliará nos próximos encontros do comitê de política monetária, se as condições de emprego e a inflação continuarão a evoluir de acordo com as expectativas, e nesse caso um ajuste adicional da taxa de juros provavelmente seria apropriado.

No mercado acionário internacional, a semana foi novamente de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,77% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,57%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu outra vez novo patamar recorde, ainda embalado pela promessa de Trump de reduzir impostos e subiu 1,51%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,74%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou de 0,18% para 0,02%, da primeira quadrissemana de fevereiro, para a segunda e o IPC-S, também desacelerou, de 0,61% na primeira quadrissemana, para 0,49% na segunda quadrissemana deste mês. Já o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, teve forte desaceleração de 0,76% para 0,02% na segunda prévia de fevereiro.

De acordo com o Banco Central, a atividade econômica, medida através do IBC-Br apresentou queda de 4,34% em 2016, resultado ainda pior do que a queda de 4,28% registrada em 2015. E conforme o IBGE, as vendas no varejo recuaram 6,2% em 2016, o pior resultado desde 2001, enquanto o setor de serviços encolheu 5% no ano passado, o pior resultado em cinco anos.

Na semana, o Ibovespa avançou 2,46% e acumula uma alta de 12,49% em 2017. Ao superar os 67 mil pontos, atingiu o maior patamar em cinco anos. Já o dólar, ficou estável na semana, mas chegou a atingir o menor valor desde junho de 2015. Acumula queda de 5,04% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou queda de 0,04% na semana e acumula uma alta de 4,44% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,43% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,47%. Cabe destacar, que a estimativa continua distanciando a inflação do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, assim como na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, contra R$ 3,36 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,49 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 71 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e do PMI composto, em fevereiro.

Nos EUA, serão divulgados o PMI industrial e de serviços, a confiança do consumidor de fevereiro e a ata da última reunião de política monetária do FED.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, serão divulgados o IPCA-15 de fevereiro, os dados fiscais de janeiro, além da reunião do Copom na quarta-feira.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é a divulgação da ata da última reunião do FED e no Brasil o mercado estará atento à reunião do Copom, onde nova redução da taxa Selic será decidida.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 20/02/2017

Índices de Referência – Janeiro / 2017

Nossa Visão – 13/02/2017

Retrospectiva

Com a definição do ministro Edson Fachin, como o novo relator da Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal e a homologação da delação premiada da Odebrecht, o fator político voltou a poder ter grande influência sobre o econômico, em um momento em que o sigilo que envolve a citada delação pode ser quebrado pela imprensa e/ou oficialmente derrubado.

Em entrevista coletiva para a imprensa, nesta segunda-feira, o presidente Temer afirmou que os ministros de estado que eventualmente sejam denunciados pela Procuradoria-Geral da República, no âmbito da operação serão afastados provisoriamente do governo. Caso o STF aceite a denúncia, o que transformaria o ministro em réu, ele seria definitivamente desligado do governo.

Com a homologação das 77 delações da Odebrecht, realizada pelo STF em janeiro, é esperado que novos inquéritos sejam abertos pela PRG para investigar citados na colaboração da empreiteira.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PMI do setor varejista indicou expansão da atividade em janeiro, ao passo que a produção industrial na Alemanha, em dezembro teve queda de 3%, a maior em quase oito anos.

De acordo com a pesquisa divulgada na quinta-feira, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, o crescimento econômico deve ganhar força em vários países avançados como a Alemanha, o Japão e os EUA, assim como em nações em desenvolvimento, incluindo Brasil, China e Rússia. O índice de indicadores antecedentes dos 35 países que integram a OCDE ficou em 99,9 pontos em dezembro, repetindo o nível de novembro e sugerindo ímpeto de crescimento estável.

Nos EUA, foi divulgado que a prévia do sentimento do consumidor em fevereiro ficou um pouco abaixo das expectativas, mas ainda segue robusto.

Também na quinta-feira, o presidente Trump declarou que apresentará um espetacular plano de redução de impostos, nas próximas duas ou três semanas, mas sem entrar em detalhes.

Na China, a balança comercial deu novo sinal de recuperação, com as exportações disparando 7,9% em ritmo anual, em janeiro e o superávit comercial crescendo de US$ 40 bilhões em dezembro, para US$ 51,3 bilhões em janeiro. E no Japão, a economia cresceu 1% em taxa anualizada, no último trimestre de 2016.

No mercado acionário internacional a semana foi de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,13% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,98%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde, embalado pela promessa de Trump de reduzir impostos e subiu 0,81%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa, evoluiu 2,44%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou de 0,32% para 0,18%, da quarta quadrissemana de janeiro, para a primeira de fevereiro e o IPC-S, também desacelerou, de 0,69% na última quadrissemana do mês anterior, para 0,61% na primeira quadrissemana deste mês. Já o IGP-M. considerado a inflação do aluguel, após fechar janeiro com uma alta de 0,64%, teve forte desaceleração para 0,10% na primeira prévia de fevereiro.

Já o IPCA, que subiu 0,38% em janeiro, registrou a menor taxa para esse mês desde 1994 e acumulou alta de 5,35% em doze meses. Mesmo com a alta das tarifas de ônibus e das mensalidades escolares, o índice ficou abaixo da média de 0,42% estimada por economistas. Por sua vez, o INPC subiu 0,42% em janeiro e acumulou alta de 5,44% em doze meses.

Na semana, o Ibovespa avançou 1,80% e acumula uma alta de 9,79% em 2017. O dólar, se desvalorizou 0,28% na semana e acumula queda de 4,41% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 1,60% na semana e acumula uma alta de 4,48% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,47% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,64%. Cabe destacar que a estimativa já considera a inflação abaixo do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, frente a 0,49% na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, sendo que na semana anterior era de 2,25%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,36, no fim de 2017, contra R$ 3,40 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,49, frente a R$ 3,50 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,93 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial, em dezembro e de nova prévia do PIB do quarto trimestre de 2016.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor, as vendas do varejo e a produção industrial em janeiro, além do discurso semestral da presidente do FED, Janet Yellen, perante o Congresso americano.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, serão divulgadas as vendas no varejo e o IBC-Br de dezembro.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é o discurso da presidente do FED, no Congresso dos EUA e no Brasil o mercado estará atento aos indicadores de atividade em dezembro e a eventuais notícias da Operação Lava Jato.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/02/2017

Índices de Referência – Janeiro / 2017

Comunicado – Alteração Modelo Credenciamento

Na última semana a Coordenação de Investimentos da CGACI (Coordenação Geral do Departamento dos RPPS da Secretaria de Previdência) publicou uma nota de esclarecimento sobre os modelos de credenciamento.

Seguindo a Nota Técnica, poderão ser adotados como alternativas os formulários Questionários Due Diligence da ANBIMA (QDD Anbima), em substituição aos modelos dos formulários de Termo de Análise de Credenciamento, previsto no art. 6º-E da Portaria MPS nº 519/2011, inserido pela Portaria MPS nº 300/2015.

Para baixar o questionário QDD Anbima, clique no link abaixo:

Questionário QDD Anbima

Cabe destacar que a nota informa que essa alternativa é temporária e não efetiva, pois novos modelos estão sendo aprimorados pela equipe da CGACI.

Informamos que nosso sistema mantém como base o processo qualitativo para o Credenciamento, atribuindo uma análise sobre critérios e informações disponíveis nestes relatórios.

Nossa Visão – 06/02/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PIB dos 19 países que formam o bloco aumentou 0,5% entre outubro e dezembro de 2016, em relação ao trimestre anterior, quando havia evoluído 0,4%. No ano o crescimento foi de 1,8%, conforme prévia da agência Eurostat.

Em dezembro, enquanto a taxa de desemprego na zona do euro caiu para 9,6%, com cerca de 15 milhões de desempregados, o nível mais baixo desde maio de 2009, as vendas no varejo decepcionaram e tiveram queda de 0,3%, quando a expectativa era de uma alta de 0,3%.

Já em janeiro, a inflação acelerou fortemente e atingiu 1,8% anualizada, graças aos aumentos dos preços da energia e se aproximou bastante da meta de 2% do Banco Central Europeu. Por sua vez, o índice de gerentes de compras PMI composto, que engloba os setores industrial e de serviços ficou em 54,4, repetindo e permanecendo no maior nível em cinco anos e meio.

Nos EUA, foi divulgado que em dezembro os gastos das famílias subiram 0,5%, enquanto as receitas subiram 0,3% e que os pedidos às indústrias avançaram 1,3% no mês, ligeiramente abaixo das expectativas.

Foi também divulgado que em janeiro, a criação de novas vagas de trabalho não rurais superou as expectativas dos economistas e alcançou a marca de 227 mil, quando se esperava 175 mil. No entanto, a taxa de desemprego avançou de 4,7%, no mês anterior, para 4,8%, com mais pessoas procurando emprego. Ainda em janeiro, a confiança dos consumidores caiu mais que o previsto e a atividade no setor de serviços desacelerou em relação a dezembro.

E na última quarta-feira, o banco central americano, o FED, decidiu manter inalterada a taxa de juros entre 0,50% e 0,75% aa. destacando que o crescimento econômico continua, que o mercado de trabalho segue sólido e que a confiança das empresas e dos consumidores melhora.

Na China, a atividade industrial registrou leve desaceleração em janeiro, mas permanece robusta e no Japão, o banco central manteve a política monetária e projeções otimistas sobre a evolução dos preços na economia.

No mercado acionário internacional, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 1,38% na semana e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,05%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde e subiu 0,12% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, caiu 2,82%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação o IPC-Fipe desacelerou de 0,58% para 0,32%, da terceira quadrissemana de janeiro, para a quarta e última e o IPC-S, ao contrário, acelerou de 0,68% na terceira quadrissemana do mês, para 0,69% na quarta. Já o IGP-M. considerado a inflação do aluguel, após avançar 0,54% em dezembro, fechou janeiro com uma alta de 0,64% diante da maior pressão dos preços ao consumidor.

Do lado fiscal, foi divulgado o déficit primário de dezembro, que alcançou a cifra de R$ 70,7 bilhões, totalizando R$ 155,8 bilhões em 2016 ou 2,47% do PIB. O resultado refletiu a queda na arrecadação, consequência da recessão e do aumento de despesas importantes, como as com a Previdência.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12% no último trimestre do ano anterior, com 12,3 milhões de desempregados e mesmo com a alta de 2,3% da produção industrial em dezembro, frente ao mês anterior, o ano registrou uma queda de 6,6% em relação a 2015.

Na semana, o Ibovespa recuou 1,64%, mas ainda acumula uma alta de 7,85% em 2017. Só no mês de janeiro, os investidores estrangeiros, investiram R$ 6,2 bilhões líquidos na bolsa brasileira. Já o dólar, se desvalorizou 1,12% na semana e acumula queda de 4,14% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,62% na semana e acumula uma alta de 2,84% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,64% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,70%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,49%, frente a 0,50% na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,25%, sendo que na semana anterior era de 2,20%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50, também sem alteração frente a última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,96 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PMI do varejo em janeiro e da produção industrial na Alemanha em dezembro.

Nos EUA, serão divulgados o resultado fiscal em janeiro e a prévia da confiança do consumidor em fevereiro.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, será divulgado o IPCA de janeiro.

Do lado da economia internacional, não há grandes eventos programados para esta semana e no Brasil o mercado estará atento a divulgação do IPCA de janeiro, que poderá impactar nas expectativas para a próxima reunião do Copom.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/02/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016

Nossa Visão – 30/01/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, na semana que passou foi divulgada a prévia do PMI composto, que mede a atividade no setor industrial e no setor de serviços na região. O índice teve um pequeno recuo de 54,4 pontos em dezembro, para 54,3 pontos em janeiro, quando a expectativa era de um leve avanço para 54,5 pontos.

Também foi divulgada a confiança do consumidor da zona do euro em janeiro, que melhorou em relação a dezembro, porém menos do que a expectativa do mercado. A boa nova veio fora do bloco econômico, na medida em que foi anunciado o crescimento de 0,6% do PIB do Reino Unido entre outubro e dezembro, sobre o trimestre anterior e de 2,2% em relação a um ano antes, afastando a ideia de desaceleração após o Brexit.

Nos EUA, foi divulgado que a produção de bens duráveis em dezembro recuou 0,4%, enquanto a expectativa do mercado era de que crescesse 2,2% e as vendas de imóveis novos, nesse mesmo mês cresceu em 536 mil unidades, quando se esperava 593 mil.

Também abaixo do esperado foi a primeira prévia do crescimento do PIB do último trimestre de 2016, em relação ao ano anterior. Enquanto se esperava uma variação anual de 2,2%, a efetiva foi de 1,9%. As principais causas foram a queda das exportações, aumento das importações e desaceleração dos gastos do governo federal.

Por outro lado, o índice de confiança do consumidor norte-americano atingiu em janeiro 98,5 pontos, quando o consenso de mercado apontava que seria de 98,1 pontos, indicando a melhora da intenção de gastos.

No Japão, o banco central surpreendeu o mercado de títulos governamentais, ao elevar as compras de bônus de cinco a dez anos, ajudando a reduzir os rendimentos das máximas atingidas em doze meses.

Para as bolsas internacionais, foi uma semana bem melhor. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 1,58%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 0,19%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde e subiu 1,03% na semana e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, subiu 1,72%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação o IPC-Fipe desacelerou de 0,69% para 0,58%, da segunda quadrissemana de janeiro, para a terceira. O IPC-S, ao contrário, acelerou de 0,62% na segunda quadrissemana do mês, para 0,63% na terceira.

No setor externo do país, o banco central divulgou que as transações correntes apresentaram déficit de US$ 5,9 bilhões em dezembro, acumulando no ano um resultado negativo de US$ 23,5 bilhões, que foi totalmente financiado pelo Investimento Estrangeiro Direto que atingiu US$ 78,9 bilhões em 2016.

Na semana, o Ibovespa avançou 2,34%, acumulando uma alta de 9,64% em 2017 e atingindo o patamar mais alto desde abril de 2012. Já o dólar, se desvalorizou 1,01% e acumula queda de 3,05% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,34% na semana e acumula uma alta de 2,20% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,70% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,71%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, sendo que na semana anterior era que estivesse em 9,38%.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,5%, como na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,20%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50, também sem alteração frente a última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,93 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PIB do quarto trimestre de 2106, da taxa de desemprego e das vendas no varejo em dezembro, da inflação e da confiança do consumidor em janeiro, bem como do PMI industrial e de serviços nesse mesmo mês.

Nos EUA, serão divulgados os gastos dos consumidores, a renda pessoal e as encomendas às indústrias em dezembro, a taxa de desemprego, a criação de novas vagas de trabalho, o PMI industrial e a confiança do consumidor em janeiro, além da reunião do FED sobre a taxa de juros.

No Brasil, além dos indicadores parciais de inflação serão divulgadas as informações sobre a política fiscal e a taxa de desemprego em dezembro.

Do lado da economia internacional, teremos a reunião do FED na próxima quarta-feira, em que será debatida a evolução da política monetária já no governo Trump e que será acompanhada também com todo o interesse no Brasil.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 31/01/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016