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janeiro, 2017

Comunicado – Manual para o Novo DAIR e DPIN

Na última semana a COORDENAÇÃO-GERAL DE AUDITORIA, ATUÁRIA, CONTABILIDADE E INVESTIMENTOS – CGACI, publicou o manual para orientações sobre o novo DAIR e novo DPIN.

Estes documentos poderão ser atualizados continuamente visando esclarecer as dúvidas de preenchimento que persistirem. Assim, a CGACI solicita que as colaborações sejam enviadas para o e-mail cgaai.investimentos@previdencia.gov.br, com o título “Manual Novo DAIR ou DPIN.

Abaixo, segue o link para acesso à estes documentos.

Manual Novo DPIN 2017

Manual Novo DAIR 2017

FAQ – Manual Novo DAIR 2017

Nossa Visão – 23/01/2017

Retrospectiva

Enquanto no Brasil, a semana que passou foi marcada pela trágica morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, nos Estados Unidos aconteceu a posse de Donald Trump na presidência do país.

Embora de naturezas distintas, ambos os eventos trazem incertezas. Com o desaparecimento do ministro Teori ficou adiada até a definição de um novo relator, a homologação de todo o conteúdo das delações premiadas da Odebrecht, que pode envolver mais de duzentos políticos de diversos partidos e o próprio andamento da operação Lava Jato.

Por outro lado, com o adiamento da homologação da delação, que poderia atingir o centro do poder e os principais partidos políticos do país, o governo ganha precioso tempo para seguir negociando com o Congresso importantes medidas de caráter econômico, como a reforma da previdência e outras.

Embora o discurso de posse de Donald Trump não tenha trazido novidades, é impossível garantir que o seu governo não o faça. Há muito mais dúvidas do que certezas ao seu respeito. Para o Brasil existe por um lado o risco do protecionismo exagerado e por outro, a oportunidade de negociações, na medida em que o país não entrou em sua lista de desafetos.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, na semana que passou foi divulgada a confirmação da inflação do consumidor em dezembro, que atingiu a taxa anual de 1,1%. E em reunião realizada na quinta-feira, o Banco Central Europeu decidiu manter em 0% a taxa de refinanciamento, em -0,40% a sua taxa de depósito, bem como o programa de compra de ativos de 80 bilhões de euros mensais.

Nos EUA, foi divulgado que a produção industrial cresceu 0,8% em dezembro, sobre o mês anterior, quando caiu 0,7%. Já a inflação do consumidor no último mês do ano foi de 0,3%, fechando 2016 com alta de 2,1%, a maior desde 2011. E na sexta-feira, a presidente do FED, Janet Yellen falou sobre a política monetária americana no sentido de se evitar o risco de superaquecimento da atividade econômica.

Na China, a agência oficial do governo informou que o PIB do último trimestre do ano evoluiu 6,8%, fazendo com que o PIB do ano de 2016 tenha avançado 6,7%. Foi o menor ritmo de crescimento desde 1990.

Para as bolsas internacionais, foi outra semana de resultados alternados. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,01%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 1,90%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,23% na semana e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, subiu 0,22%.

Em relação à economia brasileira, o IBGE divulgou que o IPCA-15 de janeiro avançou 0,31%. Houve aceleração em relação a dezembro, quando a taxa ficou em 0,19%, no entanto, a taxa de janeiro, com a energia mais barata foi a menor para o mês desde 1994, quando foi criado o Plano Real.

Dos demais indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que abriu o mês de janeiro de 2017 com elevação de 0,75% desacelerou na segunda quadrissemana para 0,69%. O IPC-S, ao contrário, acelerou de 0,50% na primeira quadrissemana do mês, para 0,62% na segunda, por conta dos reajustes das mensalidades escolares e pelo aumento da gasolina e da tarifa de ônibus. Já o IGP-M, subiu 0,76% na segunda prévia de janeiro.

Foi também divulgada a ata da última reunião do Copom, em que a taxa Selic foi reduzida para 13% aa. Nela o comitê citou a desaceleração da inflação e a atividade econômica aquém do esperado, inclusive no último trimestre de 2016, como fatores que permitiram a antecipação de um ciclo de reduções maiores da taxa.

Na semana, o Ibovespa avançou 1,37%, acumulando uma alta de 7,13% em 2017. Já o dólar, se desvalorizou 0,36% e acumula queda de 2,06% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou ligeira queda de 0,06% na semana e acumula um avanço de 1,85% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,71% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,80%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50% frente a 9,75%, da semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,38%, sendo que na semana anterior era que estivesse em 9,50%.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,5%, como na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,20%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50, também sem alteração frente a última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,46 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e do PMI composto, em janeiro.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas de novas moradias e as encomendas de bens duráveis em dezembro, a confiança do consumidor em janeiro e o PIB do quarto trimestre de 2016.

No Brasil, além dos indicadores parciais de inflação serão divulgadas as transações correntes em dezembro.

Do lado da economia internacional, serão importantes as primeiras medidas do governo Trump, nos EUA, no que o mercado no Brasil também estará focado.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 23/01/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016

2º Fase Votação Prêmio Benchmark

Agradecemos mais uma vez pelo voto de confiança, colocando dois profissionais de nossa equipe entre os três melhores do ano em duas categorias na disputa ao prêmio Benchmark 2016 da Revista Investidor Institucional.

Sendo eles – Felipe Affonso, na categoria melhor consultor de investimentos a RPPS e Elayne Martins, na categoria de melhor Advogado de RPPS.

O prazo final de votação da segunda fase, momento determinante da premiação, termina dia 20/01/2017.

Contamos mais uma vez com o apoio de vocês.

Acesse o site da Revista Investidor Institucional e vote em nossos profissionais!

http://investidorinstitucional.com.br/module/premiobenchmark/

Nossa Visão – 16/01/2017

Retrospectiva

Na última terça-feira, o Banco Mundial divulgou seu relatório denominado Perspectivas Econômicas Globais, em que reduziu suas previsões de crescimento mundial para 2017, pelo que considera uma crescente incerteza em torno da política econômica do futuro governo de Donald Trump nos EUA. Estima que o PIB mundial aumentará 2,7% este ano, contra 2,6% em 2016. No entanto, a previsão representa 0,1% a menos que a anunciada em junho.

A leve aceleração do crescimento global se dará através da recuperação dos preços do petróleo e das commodities, o que deverá aliviar as pressões sobre os mercados emergentes exportadores de matéria-prima e as dolorosas recessões no Brasil e na Rússia devem chegar ao fim.

O crescimento das economias avançadas deverá acelerar para 1,8%, ante 1,6% em 2016, enquanto o das economias emergentes e em desenvolvimento deverá subir para 4,2% neste ano, ante 3,4% no ano anterior. Para o Brasil foi estimado um crescimento de 0,5%.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, na semana que passou foi divulgado que a produção industrial aumentou muito mais do que o esperado em novembro, uma vez que as empresas elevaram acentuadamente a produção de bens de consumo não duráveis, como vestuário e gêneros alimentícios. A produção cresceu 1,5% em relação a outubro e 3,2% em relação ao ano anterior.

Nos EUA, foi divulgado que as vendas no varejo aumentaram 0,6% em dezembro, frente ao mês anterior, um pouco abaixo da previsão de 0,7% dos analistas e na China, o primeiro-ministro Li Keqiang afirmou que o país enfrentará mais pressões e problemas em 2017, com mudanças nas políticas globais, mas confia na manutenção do crescimento econômico sustentado.

Para as bolsas internacionais, a semana anterior foi de resultados alternados. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,26%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, atingiu novo recorde de alta e subiu 1,77%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,10% na semana e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, teve queda de 0,86%.

Em relação à economia brasileira, o IBGE divulgou que o IPCA de dezembro avançou 0,30%, fazendo com que a inflação acumulada no ano, de 6,29%, ficasse abaixo do teto da meta pela primeira vez em dois anos. Já o INPC aumentou 0,14% em dezembro e registrou alta de 6,58% em 2016.

Dos indicadores parciais, o IPC-Fipe abriu o mês de janeiro de 2017 com elevação de 0,75% em relação a última semana de dezembro, quando registrou avanço de 0,72% em relação a terceira semana do mês. As maiores altas foram nos preços da habitação, alimentação e transportes. Já o IGP-M, após registrar alta de 0,20% na última semana de 2016, subiu 0,86% na primeira prévia de janeiro.

A grande notícia da semana foi a decisão do Copom de acelerar o corte da taxa Selic, reduzindo-a em 0,75 pp. para 13% aa. Possibilidade que consideramos no Nossa Visão anterior. Foi a primeira vez desde abril de 2012 que o Copom decidiu uma redução dessa ordem, isso porque o processo de queda da inflação ficou mais disseminado entre os vários produtos de consumo e a atividade econômica está pior que o esperado.

Outra notícia importante foi o retorno da Petrobrás e de uma empresa brasileira ao mercado internacional de títulos corporativos, através da emissão de bônus (Global Notes) no valor de US$ 4 bilhões, com vencimento em cinco e dez anos.

Também foi divulgado pelo Banco Central o IBC-Br de novembro, que registrou alta de 0,20% em relação a outubro. Foi o primeiro crescimento mensal da atividade econômica desde julho, mas por enquanto de forma bem modesta. Ainda em novembro, o IBGE informou que as vendas no varejo cresceram 2% em relação a outubro, mas caíram 3,5% em relação ao mesmo mês de 2015.

Na semana, o Ibovespa avançou 3,22%, já acumulando uma alta de 5,69% em 2017. Já o dólar, se desvalorizou 0,07% e acumula queda de 1,71% neste ano. Por sua vez, o IMA-B Total, apresentou forte alta de 1,79% na semana e acumula um avanço de 1,91% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,80% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,81%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,75% frente a 10,25%, da semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,50%.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,5%, como na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,20%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, frente a R$ 3,45 da pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,10 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação final do consumidor em dezembro e a realização da reunião do Banco Central Europeu que deliberará sobre as taxas de juros.

Nos EUA, serão divulgadas a produção industrial, a inflação do consumidor e novas construções residenciais em dezembro, bem como haverá discurso da presidente do FED, Janet Yellen na sexta-feira.

Na China, será divulgado o PIB do quarto trimestre de 2016, além da produção industrial e as vendas no varejo em dezembro.

E no Brasil, além dos indicadores parciais de inflação, será divulgada a ata da última reunião do Copom e as considerações acerca da decisão tomada.

Do lado da economia internacional, o evento mais importante é a reunião do Banco Central Europeu e o comunicado após a sua realização.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 13/01/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016

Nossa Visão – 09/01/2017

Retrospectiva

Com o Legislativo e o Judiciário em recesso, os fatos e as notícias de caráter exclusivamente econômico, divulgadas no início de 2017, receberam a nossa total atenção.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado o PMI industrial de dezembro, que atingiu o seu nível mais alto desde abril de 2011.  O ritmo mais rápido de crescimento da atividade industrial, em cinco anos, sugeriu que as indústrias da zona do euro estão entrando em 2017 com uma força renovada.

Por seu turno, a inflação do consumidor acelerou fortemente em dezembro, ao atingir a marca de 1,1%, depois de ter registrado 0,6% em novembro. A alta decorreu do aumento dos preços da energia, segundo a agência Eurostat.

Nos EUA, foi divulgado que a atividade industrial acelerou para a máxima de dois anos, em dezembro, em meio a um aumento das novas encomendas e no nível de emprego no setor. O ISM industrial subiu 1,5% para uma leitura de 54,7 pontos, a mais alta desde dezembro de 2014.

Já a criação de novas vagas de trabalho fora do setor agrícola atingiu a marca de 156 mil em dezembro, quando a expectativa era de que 178 mil vagas fossem criadas. A taxa de desemprego se elevou para 4,7%, depois de ter atingido 4,6% em novembro, a menor taxa em nove anos.

Na China, o setor de serviços acelerou em dezembro o seu crescimento para o nível mais alto em dezessete meses, com o PMI de serviços atingindo a marca de 53,4 pontos.

Para as bolsas internacionais, a semana anterior foi de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, que subiu 6,87% em 2016, avançou 1,03% na primeira semana de 2017. O FTSE-100, da bolsa inglesa, que subiu 14,43% no ano anterior, se elevou em 0,94% na semana que passou. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, que subiu 9,54% em 2016, subiu 1,70% na semana enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa, que subiu 0,42% no ano anterior, começou o novo ano com uma alta de 1,78%.

Em relação à economia brasileira, a FGV informou que a inflação de 2016, medida através do IPC-S, foi de 6,18%, já que o indicador encerrou o mês de dezembro com alta de 0,33%. Já o IPC-Fipe, que encerrou dezembro com um avanço de 0,72%, acumulou no ano anterior uma alta de 6,54%.

Quanto a produção industrial em novembro, o IBGE informou um avanço de 0,2% na comparação com o mês anterior, sendo que a expectativa dos economistas apontava uma alta de cerca de 2%. Em outubro o recuo foi de 1,2%.

Conforme o Ministério da Indústria e Comércio, com as importações caindo quase cinco vezes mais que as exportações em relação a 2015, a balança comercial brasileira apresentou em 2016 superávit de US$ 47,7 bilhões, o maior da história. Em um ano em que dos principais produtos da pauta de exportações do país, apenas o açúcar em bruto teve alta no preço.

Depois de registrar a expressiva alta de 38,93% no ano de 2016, o Ibovespa avançou 2,39% na primeira semana de 2017. Já o dólar, que se desvalorizou 16,54% no ano passado, teve queda de 1,64% na semana anterior. Por sua vez, o IMB-B Total, que apresentou alta de 23,37% em 2016, teve alta de 0,12% na semana que passou.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,81% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,87%

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 10,25%, como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,5%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,45, no fim de 2017, frente a R$ 3,48 da pesquisa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017.

Perspectiva

Sem dúvida, o principal evento econômico da semana será a reunião do Copom no próximo dia onze. Com a inflação surpreendendo positivamente o mercado e o nível da atividade econômica ainda muito deprimido, o consenso já é de uma redução de 0,50% na taxa Selic, que iria para 13,25% aa. No entanto, não nos surpreenderia uma redução de 0,75 pp, ou mesmo a adoção de viés de baixa para a Selic. Uma política de redução mais agressiva do Banco Central encontraria respaldo nos fundamentos atuais da nossa economia.

Do lado da economia internacional, o grande evento esperado é a posse de Donald Trump na presidência dos EUA, no próximo dia 20, na medida em que será possível a partir de então conhecer efetivamente a linha de conduta que ele deverá perseguir.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.