outubro, 2016

Crescimento e Destaque

Confira na íntegra a entrevista do presidente da ACINPREV – Associação das Consultorias de Investimento e de Previdência, Sr. Celso Sterenberg, para a Revista RPPS do Brasil – 30ª Edição – Setembro / Outubro 2016.
(clique nas imagens para ampliá-las)




Hoje é dia do Servidor Público!

Nossa Visão – 24/10/2016

Retrospectiva

Depois de participar da reunião do G-20 na Índia, o presidente Temer esteve no Japão, onde foi recebido pelo imperador Akihito e pelo primeiro ministro Shinzo Abe. Além de objetivar a abertura do mercado japonês para produtos agropecuários brasileiros e atrair investimentos para o programa brasileiro de concessões, também foi foco da visita o esforço de estimular as empresas japonesas já implantadas no país a ampliarem os seus investimentos. Foi a primeira visita de um líder brasileiro em dez anos.

No Congresso Nacional, continuou o impasse em torno da votação do projeto que altera a Lei da Repatriação. Enquanto isso, a Receita Federal anunciou que o programa já arrecadou R$ 18,6 bilhões com a regularização de R$ 61,3 bilhões de recursos que foram enviados ilegalmente ao exterior. Por enquanto, o programa se encerra no próximo dia 31 de outubro. No Senado, depois da Câmara dos Deputados, foi a provada a medida provisória que facilita a privatização das empresas distribuidoras de energia pertencentes à Eletrobrás.

Em Brasília, o ex-deputado Eduardo Cunha foi preso preventivamente pela Polícia Federal, na última quarta-feira, seis dias depois de ter se tornado réu na Operação Lava Jato. Após a prisão, a base aliada do governo não conseguiu reunir o quórum necessário para concluir a votação do projeto que altera as regras de exploração do pré-sal. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o ex-presidente da Câmara contratou o advogado Marlus Arns, que atuou em diversos acordos de delação premiada. Para analistas políticos, o governo do presidente Temer e o PMDB podem ser afetados diretamente, como consequência.

Ainda no âmbito da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu, na sexta-feira, quatro policiais legislativos do Senado, suspeitos de atrapalhar investigações da operação destruindo escutas telefônicas autorizadas pelo STF na casa de senadores.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, os preços mais altos em restaurantes e cafés, além dos aluguéis e cigarros elevaram a inflação do consumidor para 0,4% em setembro, em base anual. Foi o maior nível desde outubro de 2014, mas ainda longe da meta anual de 2%.

Já na reunião da última quinta-feira, o Banco Central Europeu – BCE manteve a taxa de depósito em -0,4% e a taxa de empréstimo em 0% e também deixou inalterada a política de estímulos quantitativos através da compra de ativos, que deverá ser encerrada em março de 2017.

Nos EUA, a produção industrial teve uma ligeira alta de 0,1% em setembro, depois da queda de 0,5% em agosto, em linha com a expectativa dos economistas. Já a inflação do consumidor aumentou 0,3% em setembro e 1,5% na base anualizada, também em linha com as expectativas.

Por sua vez, os indicadores antecedentes tiveram alta de 0,2% em setembro, novamente em linha com as expectativas. A queda inesperada ocorreu na construção de imóveis nesse mesmo mês, sendo que ao invés de um recuo de 9% era esperada uma alta nesse indicador. Em compensação o aumento de 3,2% na venda de imóveis usados foi maior que o esperado.

Na China, a atividade econômica cresceu 6,7% no terceiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período de 2015, graças aos investimentos imobiliários e a evolução das vendas ao consumidor, compensando as fracas exportações.

Para as bolsas internacionais, a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 2,03%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,10% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,38%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-Fipe teve alta de 0,02% na segunda prévia de outubro, depois de ter registrado deflação de 0,07%, na primeira. Já o IPC-S desacelerou de 0,19% na primeira quadrissemana do mês, para 0,14% na segunda, por conta da queda mais acentuada dos preços dos alimentos.

Considerado uma prévia do IPCA, o IPCA-15, calculado pelo IBGE desacelerou de 0,23% em setembro para 0,19% em outubro, sendo a menor taxa para o mês desde 2009. Por sua vez, o IGP-10, calculado pela FGV desacelerou para 0,12% em outubro, depois de haver subido 0,36% em setembro.

Em relação à reunião do Copom, por unanimidade o colegiado decidiu por uma redução de 0,25 pontos da taxa Selic, como esperava a maioria do mercado financeiro, mas condicionou futuros cortes ao avanço do ajuste fiscal e da inflação.

Na sexta-feira, o Banco Central divulgou o IBC-Br de agosto com uma queda de 0,91% em relação ao mês anterior. Foi o pior resultado mensal desde maio de 2015. Em doze meses, o indicador apresentou queda de 5,48%. Também em agosto as vendas no varejo recuaram 0,6% em relação a setembro e o setor de serviços regrediu 3,9% em relação ao mês anterior, completando as más notícias para o mês.

Na semana, o índice Ibovespa superou os 64 mil pontos, com uma alta de 3,79%, ampliando o avanço no ano para 47,88% e para 36,18% em doze meses. O dólar teve queda de 0,85% no período, recuando para o menor patamar em dois meses, enquanto o IMA-B Total subiu 0,47%, elevando a alta no ano para 23,77%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro passou a acreditar que o IPCA neste ano subirá 6,89% e não mais 7,01%. Para o de 2017, a expectativa também decresceu de 5,04% para 5%.

Para a taxa Selic a expectativa se manteve em 13,50% para o final de 2016 e em 11% para o final de 2017.

Em relação ao PIB, as estimativas para este ano mudaram de uma queda de 3,19% para 3,22% e para o próximo de alta de 1,30% para 1,23%. Quanto à produção industrial, neste ano a expectativa se manteve em uma queda de 6% e para 2017, a projeção se manteve em 1,11%.

Para a taxa de câmbio, o mercado aposta que ela estará em R$ 3,20, ao invés de R$ 3,25 no final de 2016 e em R$ 3,40 no final de 2017.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano caiu de US$ 49 bilhões para US$ 48.06 bilhões, e para o próximo se manteve em US$ 45 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo subiram para US$ 68 bilhões.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgados o PMI industrial e a confiança do consumidor em outubro.

Nos EUA serão divulgadas a confiança do consumidor em outubro, as vendas de novas moradias e a as encomendas de bens duráveis em setembro e o PIB do terceiro trimestre.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação, será divulgada a ata da reunião do Copom, as contas do setor externo, o resultado primário do Tesouro e a Pnad contínua de setembro.

Nos mercados internacionais, as atenções continuarão voltadas para a divulgação dos indicadores da economia americana, tendo-se em vista a próxima reunião do FED que será realizada logo no início de novembro.

No Brasil, o foco estará na ata da última reunião do Copom e principalmente na votação em segundo turno da PEC 241.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/10/2016


Índices de Referência – Setembro / 2016


Novidades do Ministério!

No último dia 11, o Ministério da Previdência publicou em seu site o modelo simplificado do Termo de Credenciamento de Administradores e Gestores e o novo modelo do Termo de Análise de Fundos.

Em relação ao modelo de Análise de Fundos, o Ministério deixou de exigir essa ação no momento do credenciamento e passou a orientar que seja feito próximo a decisão de investimento.

Por isso, reforçamos a importância de que, antes de qualquer aplicação, seja solicitada uma análise do investimento para a consultoria.

Lembramos que na Plataforma SIRU (disponível aos clientes da Crédito & Mercado), temos a opção ”Análises”, ambiente disponibilizado para você solicitar avaliações de investimentos. Para efetivar a solicitação basta inserir o CNPJ e o nome do fundo de investimento a ser analisado para que nossa equipe seja informada e inicie o procedimento de análise.

Já relativo ao Termo de Credenciamento de Administradores de Gestores, a Plataforma SIRU, oferece aos Gestores e Administradores um ambiente para eles subirem seus documentos e formulários e disponibilizarem para todos os RPPS usuários da Plataforma, como você!

Isso facilita muito o seu processo.

Entre na Plataforma com seu login e senha, vá no ambiente ”Administração”, opção ”credenciamento”, na parte superior vai existir um campo chamado ”Instituições com documentação inserida”. Ali estão listados os Administradores e Gestores que já disponibilizaram suas certidões e formulário através do sistema.

Caso queira credenciar qualquer um deles ou renovar seu processo, basta clicar em ”novo” e digitar o CNPJ, as principais informações já virão preenchidas para você! Use e veja como é simples!

Caso as instituições que você possua aplicação não estejam naquela lista, orientamos que seu RPPS entre em contato com a mesma e explique que é usuário da Plataforma SIRU no auxílio à gestão e acompanhamento de seus investimentos e, ainda, que se utiliza da Plataforma como ferramenta para o cumprimento das demandas dos órgãos de controle e fiscalização, e por isso a importância da mesma realizar sua adesão na Plataforma SIRU para realizar o processo de Credenciamento.

Desta forma, fique mais tranquilo, levamos a você soluções para todas essas mudanças.

Aproveitamos para informar que já está disponível também no site do Ministério o novo modelo do CADPREV, com as novas estruturas do DAIR e DPIN. Mesmo ainda não sendo a versão oficial, julgamos importante todos tomarem conhecimento.

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