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outubro, 2016

Crescimento e Destaque

Confira na íntegra a entrevista do presidente da ACINPREV – Associação das Consultorias de Investimento e de Previdência, Sr. Celso Sterenberg, para a Revista RPPS do Brasil – 30ª Edição – Setembro / Outubro 2016.
(clique nas imagens para ampliá-las)




Hoje é dia do Servidor Público!

Nossa Visão – 24/10/2016

Retrospectiva

Depois de participar da reunião do G-20 na Índia, o presidente Temer esteve no Japão, onde foi recebido pelo imperador Akihito e pelo primeiro ministro Shinzo Abe. Além de objetivar a abertura do mercado japonês para produtos agropecuários brasileiros e atrair investimentos para o programa brasileiro de concessões, também foi foco da visita o esforço de estimular as empresas japonesas já implantadas no país a ampliarem os seus investimentos. Foi a primeira visita de um líder brasileiro em dez anos.

No Congresso Nacional, continuou o impasse em torno da votação do projeto que altera a Lei da Repatriação. Enquanto isso, a Receita Federal anunciou que o programa já arrecadou R$ 18,6 bilhões com a regularização de R$ 61,3 bilhões de recursos que foram enviados ilegalmente ao exterior. Por enquanto, o programa se encerra no próximo dia 31 de outubro. No Senado, depois da Câmara dos Deputados, foi a provada a medida provisória que facilita a privatização das empresas distribuidoras de energia pertencentes à Eletrobrás.

Em Brasília, o ex-deputado Eduardo Cunha foi preso preventivamente pela Polícia Federal, na última quarta-feira, seis dias depois de ter se tornado réu na Operação Lava Jato. Após a prisão, a base aliada do governo não conseguiu reunir o quórum necessário para concluir a votação do projeto que altera as regras de exploração do pré-sal. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o ex-presidente da Câmara contratou o advogado Marlus Arns, que atuou em diversos acordos de delação premiada. Para analistas políticos, o governo do presidente Temer e o PMDB podem ser afetados diretamente, como consequência.

Ainda no âmbito da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu, na sexta-feira, quatro policiais legislativos do Senado, suspeitos de atrapalhar investigações da operação destruindo escutas telefônicas autorizadas pelo STF na casa de senadores.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, os preços mais altos em restaurantes e cafés, além dos aluguéis e cigarros elevaram a inflação do consumidor para 0,4% em setembro, em base anual. Foi o maior nível desde outubro de 2014, mas ainda longe da meta anual de 2%.

Já na reunião da última quinta-feira, o Banco Central Europeu – BCE manteve a taxa de depósito em -0,4% e a taxa de empréstimo em 0% e também deixou inalterada a política de estímulos quantitativos através da compra de ativos, que deverá ser encerrada em março de 2017.

Nos EUA, a produção industrial teve uma ligeira alta de 0,1% em setembro, depois da queda de 0,5% em agosto, em linha com a expectativa dos economistas. Já a inflação do consumidor aumentou 0,3% em setembro e 1,5% na base anualizada, também em linha com as expectativas.

Por sua vez, os indicadores antecedentes tiveram alta de 0,2% em setembro, novamente em linha com as expectativas. A queda inesperada ocorreu na construção de imóveis nesse mesmo mês, sendo que ao invés de um recuo de 9% era esperada uma alta nesse indicador. Em compensação o aumento de 3,2% na venda de imóveis usados foi maior que o esperado.

Na China, a atividade econômica cresceu 6,7% no terceiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período de 2015, graças aos investimentos imobiliários e a evolução das vendas ao consumidor, compensando as fracas exportações.

Para as bolsas internacionais, a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 2,03%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,10% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,38%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-Fipe teve alta de 0,02% na segunda prévia de outubro, depois de ter registrado deflação de 0,07%, na primeira. Já o IPC-S desacelerou de 0,19% na primeira quadrissemana do mês, para 0,14% na segunda, por conta da queda mais acentuada dos preços dos alimentos.

Considerado uma prévia do IPCA, o IPCA-15, calculado pelo IBGE desacelerou de 0,23% em setembro para 0,19% em outubro, sendo a menor taxa para o mês desde 2009. Por sua vez, o IGP-10, calculado pela FGV desacelerou para 0,12% em outubro, depois de haver subido 0,36% em setembro.

Em relação à reunião do Copom, por unanimidade o colegiado decidiu por uma redução de 0,25 pontos da taxa Selic, como esperava a maioria do mercado financeiro, mas condicionou futuros cortes ao avanço do ajuste fiscal e da inflação.

Na sexta-feira, o Banco Central divulgou o IBC-Br de agosto com uma queda de 0,91% em relação ao mês anterior. Foi o pior resultado mensal desde maio de 2015. Em doze meses, o indicador apresentou queda de 5,48%. Também em agosto as vendas no varejo recuaram 0,6% em relação a setembro e o setor de serviços regrediu 3,9% em relação ao mês anterior, completando as más notícias para o mês.

Na semana, o índice Ibovespa superou os 64 mil pontos, com uma alta de 3,79%, ampliando o avanço no ano para 47,88% e para 36,18% em doze meses. O dólar teve queda de 0,85% no período, recuando para o menor patamar em dois meses, enquanto o IMA-B Total subiu 0,47%, elevando a alta no ano para 23,77%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro passou a acreditar que o IPCA neste ano subirá 6,89% e não mais 7,01%. Para o de 2017, a expectativa também decresceu de 5,04% para 5%.

Para a taxa Selic a expectativa se manteve em 13,50% para o final de 2016 e em 11% para o final de 2017.

Em relação ao PIB, as estimativas para este ano mudaram de uma queda de 3,19% para 3,22% e para o próximo de alta de 1,30% para 1,23%. Quanto à produção industrial, neste ano a expectativa se manteve em uma queda de 6% e para 2017, a projeção se manteve em 1,11%.

Para a taxa de câmbio, o mercado aposta que ela estará em R$ 3,20, ao invés de R$ 3,25 no final de 2016 e em R$ 3,40 no final de 2017.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano caiu de US$ 49 bilhões para US$ 48.06 bilhões, e para o próximo se manteve em US$ 45 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo subiram para US$ 68 bilhões.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgados o PMI industrial e a confiança do consumidor em outubro.

Nos EUA serão divulgadas a confiança do consumidor em outubro, as vendas de novas moradias e a as encomendas de bens duráveis em setembro e o PIB do terceiro trimestre.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação, será divulgada a ata da reunião do Copom, as contas do setor externo, o resultado primário do Tesouro e a Pnad contínua de setembro.

Nos mercados internacionais, as atenções continuarão voltadas para a divulgação dos indicadores da economia americana, tendo-se em vista a próxima reunião do FED que será realizada logo no início de novembro.

No Brasil, o foco estará na ata da última reunião do Copom e principalmente na votação em segundo turno da PEC 241.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/10/2016


Índices de Referência – Setembro / 2016


Novidades do Ministério!

No último dia 11, o Ministério da Previdência publicou em seu site o modelo simplificado do Termo de Credenciamento de Administradores e Gestores e o novo modelo do Termo de Análise de Fundos.

Em relação ao modelo de Análise de Fundos, o Ministério deixou de exigir essa ação no momento do credenciamento e passou a orientar que seja feito próximo a decisão de investimento.

Por isso, reforçamos a importância de que, antes de qualquer aplicação, seja solicitada uma análise do investimento para a consultoria.

Lembramos que na Plataforma SIRU (disponível aos clientes da Crédito & Mercado), temos a opção ”Análises”, ambiente disponibilizado para você solicitar avaliações de investimentos. Para efetivar a solicitação basta inserir o CNPJ e o nome do fundo de investimento a ser analisado para que nossa equipe seja informada e inicie o procedimento de análise.

Já relativo ao Termo de Credenciamento de Administradores de Gestores, a Plataforma SIRU, oferece aos Gestores e Administradores um ambiente para eles subirem seus documentos e formulários e disponibilizarem para todos os RPPS usuários da Plataforma, como você!

Isso facilita muito o seu processo.

Entre na Plataforma com seu login e senha, vá no ambiente ”Administração”, opção ”credenciamento”, na parte superior vai existir um campo chamado ”Instituições com documentação inserida”. Ali estão listados os Administradores e Gestores que já disponibilizaram suas certidões e formulário através do sistema.

Caso queira credenciar qualquer um deles ou renovar seu processo, basta clicar em ”novo” e digitar o CNPJ, as principais informações já virão preenchidas para você! Use e veja como é simples!

Caso as instituições que você possua aplicação não estejam naquela lista, orientamos que seu RPPS entre em contato com a mesma e explique que é usuário da Plataforma SIRU no auxílio à gestão e acompanhamento de seus investimentos e, ainda, que se utiliza da Plataforma como ferramenta para o cumprimento das demandas dos órgãos de controle e fiscalização, e por isso a importância da mesma realizar sua adesão na Plataforma SIRU para realizar o processo de Credenciamento.

Desta forma, fique mais tranquilo, levamos a você soluções para todas essas mudanças.

Aproveitamos para informar que já está disponível também no site do Ministério o novo modelo do CADPREV, com as novas estruturas do DAIR e DPIN. Mesmo ainda não sendo a versão oficial, julgamos importante todos tomarem conhecimento.

Nossa Visão – 17/10/2016

Retrospectiva

Em uma semana entremeada por feriado, o governo Temer obteve uma importante vitória política, ao conseguir a aprovação em primeiro turno, na Câmara dos Deputados, da PEC 241, que institui um teto para os gastos públicos por 20 anos. O texto foi aprovado sem alterações.

Segundo o presidente da Câmara, a votação em segundo turno poderá se dar entre os dias 24 a 25 de outubro. Assim, restará aos senadores o mês de novembro e a primeira quinzena de dezembro para apreciar a matéria, antes do início do recesso legislativo no final do ano. Para o presidente do Senado, a tramitação na casa será célere e o seu empenho é para que até o final a PEC possa ser finalmente aprovada.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a aprovação da PEC é fundamental para a melhoria do rating externo do Brasil, na medida em que o item mais importante que pesou na perda do grau de investimento foi exatamente a questão fiscal, com trajetória crescente das despesas públicas.

Também objetivando a melhoria da situação fiscal do país, a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, a medida provisória 735, que facilita privatizações e altera regras do setor elétrico, abrindo portas para que o governo possa viabilizar a venda de distribuidoras de energia pertencentes a Eletrobrás.

Em declaração após a aprovação da PEC 241, o presidente Temer afirmou que a reforma da Previdência, a ser oportunamente apresentada para discussão dos parlamentares, deverá atingir a todos, de forma que não haja mais distinção entre trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. Este seria um ponto já definido.

No último final de semana, participando da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul) em Goa, na Índia, o presidente Temer saudou a criação de um comitê de cooperação entre as autoridades aduaneiras dos cinco países, para a facilitação do comércio e alertou sobre a importância da remoção de barreiras protecionistas.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial teve alta de 1,6% em agosto, depois de uma queda de 0,7% no mês anterior. Houve um crescimento de 4,3% na produção de bens de consumo duráveis, de 3,5% em bens de capital e de 3,3% na produção de energia.

Nos EUA, a ata da última reunião do FED revelou que diversos membros do comitê de política monetária acreditam que seria justificada uma elevação dos juros em breve, se a economia americana continuar a se fortalecer.

Quanto às vendas no varejo, o crescimento em setembro foi de 0,6%, após declínio de 0,2% em agosto. Favoreceu a recuperação das vendas a alta nas compras de automóveis e nos gastos discricionários, indicando uma demanda doméstica sustentada, que pode reforçar as expectativas de alta dos juros pelo FED. Por outro lado, a confiança dos consumidores na economia americana caiu em outubro, segundo a primeira estimativa do indicador.

Na China, os dados fracos de comércio puseram em dúvida a estabilização da economia. Em setembro as exportações caíram 10% em relação ao mesmo mês do ano passado e as importações 1,9% em relação a agosto.

Para as bolsas internacionais, a semana foi de resultados mistos novamente. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,85%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 0,44% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,96%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-Fipe teve deflação de 0,07%, na primeira medição de outubro, menor do que a de 0,14% da quarta medição de setembro.

Na sexta-feira, surpreendendo o mercado, a Petrobrás anunciou redução no preço da gasolina e do óleo diesel para as refinarias. Além de perseguir a equiparação dos preços no Brasil com os praticados no exterior, a medida também foi motivada pela perda de participação da empresa no mercado de importação de combustíveis.

Na semana, o índice Ibovespa superou os 61 mil pontos, com uma alta de 1,08%, ampliando o avanço no ano para 42,48% e para 30,41% em doze meses. O dólar teve queda de 0,84% no período, enquanto o IMA-B Total subiu 0,17%, elevando a alta no ano para 23,19%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro passou a acreditar que o IPCA neste ano subirá 7,01% e não mais 7,04%. Para o de 2017, a expectativa também decresceu de 5,06% para 5,04%.

Para a taxa Selic a expectativa caiu de 13,75%, para 13,50% em 2016, e se manteve em 11% para 2017.

Em relação ao PIB, as estimativas para este ano mudaram de uma queda de 3,15% para 3,19% e para o próximo se mantiveram em uma alta de 1,30%. Quanto à produção industrial, neste ano a expectativa piorou de uma queda de 5,96%, para 6% e para 2017, a projeção se manteve em 1,11%.

Para a taxa de câmbio, o mercado continua apostando que ela estará em R$ 3,25 no final de 2016 e em R$ 3,40 no final de 2017.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano caiu de US$ 49,18 bilhões para US$ 49 bilhões, e para o próximo se manteve em US$ 45 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo subiram para US$ 65,45 bilhões.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro será divulgada a inflação do consumidor em setembro, a confiança do consumidor em outubro e haverá nova reunião do BCE que deliberará sobre as taxas de juros.

Nos EUA serão divulgadas a produção industrial, a inflação do consumidor e os indicadores antecedentes de setembro, bem como o Livro Beige.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação, haverá reunião do Copom na quarta-feira, com deliberação sobre a Taxa Selic.

Nos mercados internacionais, as atenções estarão voltadas para a divulgação dos indicadores da economia americana, tendo-se em vista a próxima reunião do FED que será realizada logo no início de novembro.

No Brasil, o foco estará na próxima reunião do Copom. A maioria dos analistas estima em 0,25 p.p. a redução da taxa Selic nessa reunião. Conforme o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho, o governo pode deixar de desembolsar cerca de R$ 18 bilhões ao longo de doze meses, a cada 0,5 ponto cortado da taxa.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, alteramos a nossa recomendação para uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Justifica-se a nova sugestão de alocação, que implica em uma exposição maior aos vértices mais longos, em detrimento dos médios, pela queda continuada da inflação em relação às expectativas do mercado, especialmente a do mês de setembro e principalmente, pela aprovação da PEC 241 com votação contundente, que a nosso ver se repetirá no segundo turno na Câmara e nos dois no Senado. Reiteramos que equacionado o ajuste fiscal, fica extremamente favorecido um cenário de queda continuada da taxa Selic e dos juros praticados no mercado.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/10/2016


Índices de Referência – Setembro / 2016


Nossa Visão – 10/10/2016

Retrospectiva

A base do governo Michel Temer conseguiu aprovar, na última quarta-feira, o projeto que acaba com a obrigatoriedade de a Petrobrás ser sócia e operadora única do pré-sal, o que ampliará a participação de outras empresas na exploração dos campos. O texto base foi aprovado por 292 votos contra 101, mas ainda há emendas que serão analisadas nesta semana. Em seguida, o texto segue para a sanção presidencial. Segundo analistas, a expectativa é de que os investimentos no setor de petróleo subam dos atuais US$ 20 bilhões anuais, para cerca de US$ 50 bilhões.

Quanto a Proposta de Emenda Constitucional, PEC 241, que cria teto para o crescimento dos gastos públicos, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira, o texto base do parecer do relator Darcísio Perondi por 23 votos a 7. Deverão ainda ser votados oito destaques ao texto-base pelos parlamentares e assim, o substitutivo será enviado para o Plenário da Câmara, cuja votação em primeiro turno deverá ocorrer nesta segunda ou terça-feira.

Em defesa da PEC, o presidente Temer reiterou que não há teto para os gastos com a saúde e a educação. O teto é de natureza global. Acrescentou que a medida não é uma questão de governo, mas sim de Estado e que a PEC é uma chance para a classe política demonstrar seriedade com as contas públicas.

(Ontem à noite o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em 1º turno, a PEC do teto nos gastos públicos. Foram 366 votos favoráveis, 111 contrários e mais duas abstenções. O projeto ainda terá que passar por mais uma votação na Câmara antes de seguir para o Senado, onde também é votado duas vezes. A votação acelerada só foi possível graças a manobras do Governo, previstas no Regimento Interno da Casa)

Por outro lado, pelo segundo ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União – TCU rejeitou por unanimidade as contas do governo Dilma de 2015 e o seu parecer será agora encaminhado ao Congresso, ao qual cabe julgar os balanços da União em definitivo. Já o ex-presidente Lula, foi desta feita indiciado pela Polícia Federal, sob suspeita de corrupção. Foi acusado de beneficiar um parente em contratos com a empreiteira Odebrecht em Angola.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo tiveram queda de 0,1% em agosto, frente ao mês anterior, quando subiram 0,3%. Quanto ao PMI composto de setembro, que mede a atividade empresarial no mês, o indicador recuou para 52,6 pontos, abaixo dos 52,9 pontos de agosto e no pior nível desde janeiro de 2015.

Foi também divulgada a ata da última reunião sobre política monetária do BCE, em que os seus membros concordaram que a economia da região precisa ainda de suporte monetário contínuo, já que a alta dos preços não mostrou nenhum sentido de recuperação.  Foi destacado que é de crucial importância preservar o grau bastante substancial de apoio monetário que foi incorporado nas projeções da equipe da autoridade monetária.

Nos EUA, os gastos com a construção civil recuaram 0,7% em agosto, quando a estimativa era de uma alta de 0,3%, enquanto os pedidos industriais subiram 0,2%, quando a expectativa era de uma alta de 0,1%. Já a atividade no setor de serviços aumentou mais que o esperado em setembro, sendo que o ISM de serviços alcançou os 57,1 pontos, bem acima dos 50 pontos que é a fronteira entre contração e aumento da atividade.

Em relação ao mercado de trabalho, foram criados 156 mil novos postos de trabalho não rural em setembro, quando a expectativa era de 168 mil. Embora o número tenha decepcionado, os dados de agosto foram revistos de 151 mil para 167 mil novos postos, enquanto a expectativa era de 180 mil. Por sua vez a taxa de desemprego subiu de 4,9% para 5%, na medida em que mais pessoas passaram a procurar emprego, o que revela melhora das expectativas.

Para as bolsas internacionais, a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 0,19%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 2,10% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,67%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-S acelerou na primeira medição de outubro e subiu 0,19%, em relação à quarta medição de setembro, quando subiu apenas 0,07%. Os alimentos registraram deflação menor, por conta da alta das carnes bovinas.

Já o IPCA, a inflação oficial, por conta da queda dos preços dos alimentos desacelerou para 0,08% em setembro, depois de haver subido 0.44% em agosto, sendo a menor taxa para um mês de setembro em 18 anos. No acumulado do ano a inflação foi de 5,51% e em doze meses de 8,48%.

Quanto ao INPC, a alta em setembro foi também de 0,08%, depois de haver subido 0,31% em agosto, acumulando no ano um avanço de 6,18% e em doze meses de 9,15%.

Na semana, animado pelos resultados das eleições municipais, o índice Ibovespa superou os 60 mil pontos e atingiu o seu maior nível em dois anos. A alta foi de 4,7%, ampliando o avanço no ano para 40,97% e para 28,02% em doze meses. O dólar teve queda de 1,01% no período, enquanto o IMA-B Total subiu 0,80%, elevando a alta no ano para 22,98%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro passou a acreditar que o IPCA neste ano subirá 7,04% e não mais 7,23%. Para o de 2017, a expectativa também decresceu de 5,07% para 5,06%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano caiu de 7,30% para 7,02%. Para 2017, a projeção passou de 5,50% para 5,13%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,50% e 5,50%.

Já a inflação suavizada 12 meses à frente voltou a ceder, passando de 5,15% para 5,07% de uma semana para outra – há um mês, estava em 5,24%.

Para a taxa Selic a expectativa novamente se manteve em 13,75%, para 2016, e em 11% para 2017. Entre o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2016 em 13,75% ao ano, mesmo patamar de uma semana e um mês antes. Para o ano que vem, as estimativas do Top 5 ficaram estáveis em 11,25% ao ano, mesmo patamar de um mês atrás.

Em relação ao PIB, as estimativas para este ano mudaram de uma queda de 3,14% para 3,15% e para o próximo se mantiveram em uma alta de 1,36%. Quanto à produção industrial, neste ano a expectativa se manteve em uma queda de 5,96%. Para 2017, a projeção melhorou de uma alta de 1,10%, para 1,11%.

Para a taxa de câmbio, o mercado continua apostando que ela estará em R$ 3,25 no final de 2016 e em R$ 3,40 no final de 2017.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano caiu de US$ 49,47 bilhões para US$ 49,18 bilhões, e para o próximo caiu de US$ 45,92 para US$ 45 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro será divulgada a produção industrial em agosto.

Nos EUA serão divulgadas a ata da última reunião do FOMC, as vendas no varejo em setembro e a confiança do consumidor em outubro.

No Brasil, em outra semana com feriado no meio, além dos índices parciais de inflação não teremos divulgações mais relevantes.

Nos mercados internacionais, depois do último relatório de emprego nos EUA, as atenções se voltam para a próxima reunião do FED que será realizada logo no início de novembro.

No Brasil, o foco continuará na evolução da apreciação da PEC 241 pela Câmara dos Deputados, e depois pelo Senado, cuja aprovação reforçaria com certeza a redução dos juros no país, sendo que a próxima reunião do Copom será na próxima semana.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 45% nos vértices mais longos (dos quais 10% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 35% para o IMA-B Total), 25% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/10/2016


Índices de Referência – Setembro / 2016


Nossa Visão – 03/10/2016

Retrospectiva

Em semana de eleições municipais, a atividade parlamentar esvaziou-se. No entanto, segundo o deputado Darcísio Perondi, relator da Proposta de Emenda Constitucional 241 – PEC 241 que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos, a matéria deve ter a sua tramitação concluída na Câmara dos Deputados e ser enviada ao Senado até o fim de outubro.

O relatório da PEC deve ser apresentado à comissão especial da Câmara no dia 4 para ser votado no órgão colegiado no dia 6 e uma vez aprovado segue para o plenário da Câmara dos Deputados, onde deve ser votado em primeiro turno, nos dias 10 e 11. Para ser aprovada, a PEC terá que obter ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos nessa casa, e 49 votos favoráveis no Senado, também em dois turnos.

Na sexta-feira, participando da abertura do 8° Fórum Exame, o presidente Temer reiterou que o ajuste fiscal e a conciliação entre o Orçamento equilibrado e a responsabilidade social são as prioridades do seu governo para tirar o país da atual crise econômica. Disse também, acreditar que com a aprovação da PEC, talvez não haja a necessidade de aumentar impostos.

Um dia antes, o Fundo Monetário Internacional – FMI divulgou um comunicado em que elogiou as propostas do governo brasileiro para cortar gastos e afirmou que o Brasil pode voltar a crescer em 2017, desde que o Congresso Nacional aprove as medidas necessárias com rapidez. A aprovação e a rápida implementação das medidas poderiam ser um divisor de águas, ajudando a reduzir os níveis de endividamento do governo.

No âmbito da Operação Lava Jato, em sua 35ª fase, o ex-ministro Antonio Palocci foi preso em São Paulo, acusado de haver atuado de forma direta para propiciar vantagens para a empreiteira Odebrecht, quando estava no governo federal, recebendo propina por isso. Paralelamente, a 2ª turma do STF decidiu, por unanimidade, abrir ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann e o seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, por suspeitas de terem recebido de forma ilegal valor destinado à campanha de Gleisi ao Senado, em 2010.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a taxa de desemprego em agosto permaneceu em 10,1%, quando um ano antes era de 10,7%. Já a inflação do consumidor foi de 0,4% na base anual, em setembro, o dobro da verificada em agosto, refletindo a diminuição do impacto dos preços de energia.

No Reino Unido, o setor de serviços cresceu com força em julho e o PIB do segundo trimestre avançou 0,7% em relação ao primeiro e 2,1% em relação ao ano anterior. Foi um importante sinal de que, por enquanto, a economia não desacelerou com força após a decisão do país de deixar a União Europeia.

Nos EUA, o Departamento de Comércio divulgou a última revisão do PIB do segundo trimestre do ano, que apresentou alta de 1,4% em taxa anualizada, três décimos acima da revisão anterior.

A melhora se deveu a uma queda menor que a esperada dos investimentos de capital e uma maior força das exportações, além da permanência do dado positivo de consumo interno.

Em agosto, a venda de imóveis novos nos EUA caiu depois de alcançar em julho o seu nível mais alto em nove anos e os pedidos de bens duráveis ficaram estáveis, quando se esperava um retrocesso. Já em setembro, a confiança dos consumidores melhorou mais do que o esperado, sendo que o indicador saltou de 89,8 pontos da primeira estimativa, para 91,2 pontos, quando os analistas estimavam 90 pontos.

Para as bolsas internacionais, a semana foi agitada. Se por um lado o acordo da Opep de limitar a produção de petróleo em 32,5 milhões de barris, frente a produção atual de 33,2 milhões de barris ajudou as ações das empresas de energia, a queda continuada das ações do Deutsche Bank liderou as perdas no setor financeiro, reascendendo temores de nova crise financeira, o que ainda não acreditamos.

Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,09%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 0,15% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,17%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-S perdeu força novamente na quarta medição de setembro e subiu apenas 0,07%, depois de ter registrado 0,18% na terceira prévia. No mês, o IPC-S subiu 0,32%. Já o IPC-Fipe caiu 0,03% na terceira quadrissemana, depois de ter registrado alta 0,01% na anterior.

Por sua vez, o IGP-M, considerado a inflação do aluguel encerrou o mês de setembro com alta de 0,2%, depois de haver subido 0,15% no mês anterior, por conta do avanço de preços no atacado se sobrepondo à desaceleração dos preços ao consumidor.

Importante destacar a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação – RTI, pelo Banco Central, em que projeta o IPCA do ano que vem em 4,4%, portanto abaixo da meta de 4,5%. Para 2018 a projeção é ainda menor, ou seja, de 3,8%. Projeções que reforçaram a expectativa de que o Copom possa reduzir a taxa Selic em até 0,5 p.p. na próxima reunião, em 11 de outubro.

Em relação ao mercado de trabalho, o IBGE divulgou a Pnad que evidenciou uma taxa de desemprego de 11,8% no trimestre encerrado em agosto. Foi a maior taxa já registrada pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O contingente de desempregados bateu recorde e chegou a 12 milhões de pessoas.

De acordo com o Banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 22,3 bilhões em agosto, acumulando no ano um déficit de R$ 58,9 bilhões, enquanto no ano anterior foi de R$ 1,1 bilhão no mesmo período. Já as transações correntes registraram déficit de US$ 579 milhões em agosto, acumulando nos últimos doze meses déficit de US$ 25,8 bilhões, bem menor que há um ano atrás.

Por seu turno, segundo a FGV, a confiança da indústria aumentou em setembro e registrou o maior nível desde julho de 2014, enquanto a confiança do consumidor atingiu, no mesmo mês, o melhor nível em 20 meses.

Na semana, por conta das bolsas internacionais o índice Ibovespa teve queda de 0,56%, reduzindo a alta no ano para 34,64%. O dólar acumulou alta de 0,68% no período, enquanto o IMA-B Total subiu 0,80%, elevando a alta no ano para 22%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro passou a acreditar que o IPCA neste ano subirá 7,23% e não mais 7,25%. Há um mês, estava em 7,34%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 5,07%. Há quatro semanas, apontava 5,12%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano permaneceu em 7,30%. Para 2017, seguiu em 5,50%.

Para a taxa Selic a expectativa novamente se manteve em 13,75%, para 2016, e em 11% para 2017. Em relação ao PIB, também houve manutenção das estimativas para este ano, de uma queda de 3,14% e para o próximo de uma alta de 1,36%.

Para os Top 5, a taxa Selic terminará 2016 em 13,75% ao ano, mesmo patamar de uma semana e um mês antes. Para o ano que vem, as estimativas do Top 5 ficaram estáveis em 11,25% ao ano, mesmo patamar de um mês atrás.

Quanto à produção industrial, neste ano a expectativa piorou de uma queda de 5,93% para 5,96%. Para 2017, a projeção melhorou de uma alta de 1%, para 1,1%.

Para a taxa de câmbio, o mercado aposta que ela estará em R$ 3,25 no final de 2016, contra R$ 3,29 na semana anterior, e em R$ 3,40 no final de 2017, frente a última previsão de R$ 3,45.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano caiu de US$ 50,00 bilhões para US$ 49,47 bilhões, e para o próximo caiu de US$ 46,83 para US$ 45,92. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgadas as vendas no varejo em agosto e o PMI industrial de setembro.

Nos EUA serão divulgados os gastos com construção e as encomendas de bens duráveis em agosto, o PMI industrial, o ISM de serviços e a criação de novas vagas de trabalho não rural, bem como a taxa de desemprego, em setembro.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação teremos a divulgação da inflação oficial de setembro.

Nos mercados internacionais, além da evolução da campanha presidencial nos EUA os mercados estarão focados no desenrolar da crise que envolve o Deutsche Bank, que no nosso entender é muito grande para quebrar, e na criação de novas vagas de empregos não rurais, bem como da taxa de desemprego, indicadores altamente relevantes para o FED no estabelecimento da sua política monetária.

No Brasil, o foco estará na evolução da apreciação da PEC 241 pela Câmara dos Deputados, cuja aprovação reforçaria com certeza a redução dos juros no país. Em relação ao resultado das eleições municipais, a definição de um candidato conservador já no primeiro turno em São Paulo, com certeza estimula a ala política comprometida com a disciplina fiscal em primeiro lugar.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 45% nos vértices mais longos (dos quais 10% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 35% para o IMA-B Total), 25% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 30/09/2016


Índices de Referência – Agosto / 2016