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setembro, 2016

Nossa Visão – 26/09/2016

Retrospectiva

Com a proximidade das eleições municipais, o noticiário político esvaziou-se, em benefício do econômico. Aliás, a ida do presidente Michel Temer a Nova Iorque, para discursar na abertura da 71ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas – ONU acarretou em pronunciamentos a respeito da economia brasileira.

Em entrevista na sede da agência Bloomberg, prometeu levar adiante medidas impopulares para reanimar a atividade econômica, alegando que não ter ambições eleitorais lhe permite agir com liberdade. Disse que gastaria todo o seu capital político para fortalecer as contas públicas, demonstrando confiança em que o Congresso aprovará suas propostas até meados do ano que vem para impor limites aos gastos públicos e realizar a reforma previdenciária.

No dia seguinte, em um encontro com cerca de 270 empresários ainda em Nova Iorque, afirmou que o Brasil vive uma estabilidade política extraordinária, num esforço para restaurar a confiança dos investidores no país. Além das reformas necessárias, destacou a importância do Programa de Parcerias de Investimentos – PPI nos esforços do governo em retomar os investimentos e sair da recessão.

No âmbito da Operação Lava Jato, em sua 34ª fase, o ex-ministro Guido Mantega foi preso no hospital em que acompanhava a sua esposa, mas logo em seguida libertado pelo juiz Sérgio Moro, sob a alegação de que não oferece riscos para a colheita de provas. O pedido de prisão feito pelo MPF baseou-se na atuação de Mantega junto ao empresário Eike Batista, para negociar repasse de recursos para pagamento de dívidas de campanha de partidos políticos aliados do governo do PT, relativas às eleições de 2010.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, além da confiança do consumidor, o PMI composto, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços caiu na prévia de setembro. Registrou 52,6 pontos, frente aos 52,9 pontos de agosto, atingindo o menor nível em 20 meses.

Nos EUA, tanto a construção de novas moradias quanto a venda de imóveis usados recuaram em agosto, em relação ao mês anterior, tendo ficado abaixo das previsões dos economistas.  Já o índice de indicadores antecedentes também recuou nesse mês, no entanto ainda apontam um crescimento econômico moderado nos próximos meses.

Mas a principal notícia internacional da semana, no campo econômico, foi a manutenção da taxa básica de juros entre 0,25% e 0,5% pelo FED. A decisão não foi pactuada por três membros do colegiado, que preferiam uma elevação de 0,25 p.p.  No comunicado após a reunião, o comitê sinalizou que ainda pode elevar os juros até o final do ano, diante da melhora do mercado de trabalho.

No Japão, o banco central anunciou que modificará a composição do seu gigantesco programa de compra de ativos com o objetivo de evitar uma queda das taxas de juros de longo prazo. A ideia é manter o rendimento da dívida japonesa de 10 anos em torno de 0% e buscar uma inflação de 2%.

Para as bolsas internacionais, com a decisão dos bancos centrais dos EUA e do Japão, a semana anterior foi de boas altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 3,41%, o FTSE-100, da bolsa inglesa 2,85% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 1,19%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-S perdeu força na terceira medição de setembro e subiu apenas 0,18%, depois de ter registrado 0,27% na segunda prévia. Já o IPC-Fipe ficou praticamente estável na segunda quadrissemana ao desacelerar para 0,01%, depois de ter registrado 0,05% na abertura do mês.

Por sua vez, o IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial, surpreendeu os analistas ao desacelerar para 0,23% em setembro, depois de ter registrado 0,45% em agosto. Foi a menor taxa para o mês desde 2009. O que mais contribuiu com a perda do ritmo de alta da inflação foram os preços dos alimentos e bebidas, que ficaram mais baratos. De agosto para setembro, a variação passou de um aumento de 0,78% para uma queda de 0,01%.

Em relação à atividade econômica, o Banco Central divulgou o IBC-Br de julho com uma leve queda de 0,09%. O desempenho foi afetado negativamente pelas vendas no varejo que caíram 0,3% em relação a junho. No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria o otimismo do empresariado atingiu em setembro o maior nível desde janeiro de 2014.

Em relação ao mercado de trabalho, pelo 17º mês consecutivo, o país fechou postos de trabalho. Em agosto foram 34 mil, com carteira assinada, conforme o Caged.

Na semana, o índice Ibovespa teve alta de 2,83%, elevando a alta no ano para 35,40%.  O dólar acumulou queda de 2,31% no período, enquanto o IMA-B Total subiu 0,93%, elevando a alta no ano para 18,76%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro passou a acreditar que o IPCA neste ano será de 7,25% e não mais de 7,34%. Para 2017, a projeção para a inflação caiu a 5,07%, contra 5,12% no levantamento anterior. Mas a conta para o avanço dos preços administrados subiu a 5,45%, 0,05 ponto percentual a mais.

Para a taxa Selic a expectativa novamente se manteve em 13,75%, para 2016, e em 11% para 2017. O Top-5, que reúne os economistas que mais acertam as previsões, também não apresentou mudanças, estimando a taxa básica de juros a 13,75% em 2016 e a 11,25% em 2017.

Em relação ao PIB, houve uma leve melhora das estimativas para este ano, de uma queda de 3,15% para 3,14% em 2016. Para 2017 os economistas projetam expansão de 1,30%, queda de 0,06 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

Quanto à produção industrial, neste ano a expectativa continuou em uma queda de 5,93%. Para 2017, a projeção melhorou de uma alta de 0,5% para 1%.

Para a taxa de câmbio, o mercado aposta que ela estará em R$ 3,29 no final de 2016, contra R$ 3,30 na semana anterior, e em R$ 3,45 no final de 2017, assim como a última previsão.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano permaneceu em US$ 50,00 bilhões, e para o próximo caiu de US$ 47,32 para US$ 46,83. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgadas a taxa de desemprego em agosto e a inflação do consumidor em setembro.

Nos EUA serão divulgados o índice de confiança do consumidor em setembro, a renda pessoal e os gastos pessoais em agosto e a última revisão do PIB do segundo trimestre.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação teremos a divulgação da taxa de desemprego e o resultado fiscal primário em agosto.

Nos mercados internacionais, a notícia mais relevante não foi apenas a manutenção da taxa básica de juros pelo FED, mas também o seu aceno de menos altas e de taxas menos agressivas para 2017 e 2018. A estimativa para a taxa de juros de longo prazo recuou de 3% para 2,9%. Esse sinal deu importante alento para os mercados, principalmente os de renda variável. Agora devemos entrar na zona de turbulência das eleições presidenciais americanas, cujo resultado parece ser o da eleição de Hilary Clinton.

No Brasil, a decisão do FED também teve impacto positivo na bolsa, nos juros e no câmbio. Em relação aos juros, o IPCA-15 abaixo das estimativas também estimulou a queda das taxas de mercado, além da declaração do ministro Henrique Meirelles de que é altamente provável os juros caírem até o fim do ano. Embora as medidas em direção ao ajuste fiscal sejam imperativas, com a projeção da inflação para 2017 rumando para o centro da meta de 4,5% estabelecida pelo CMN, a perspectiva de redução da taxa Selic parece se aproximar cada vez mais.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 45% nos vértices mais longos (dos quais 10% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 35% para o IMA-B Total), 25% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 23/09/2016


Índices de Referência – Agosto / 2016


Nossa Visão – 19/09/2016

Retrospectiva

Na política, a semana anterior começou coma a cassação do deputado Eduardo Cunha aprovada por 450 votos, contra 10, no plenário da Câmara dos Deputados. Assim, Cunha ficará inelegível até 2027. No mesmo dia, em evento que contou com a presença de políticos, como o ex-presidente Lula e o presidente Temer, entre outros, a ministra Cármen Lúcia tomou posse da presidência do Supremo Tribunal Federal – STF, que comandará a corte durante o biênio 2016/18.

Do lado do executivo, o presidente anunciou que pretende realizar concessões e privatizações de 25 projetos, que irão resultar em 34 leilões de concessões, em 2017 e 2018, segundo atualização feita pelo governo, após reunião do Programa de Parceria em Investimento – PPI. O programa inclui ativos em rodovias, ferrovias, terminais portuários, mineração, geração e distribuição de energia e saneamento.

Diante das dificuldades políticas, o governo decidiu adiar para o segundo semestre de 2017 a reforma trabalhista e segundo Rodrigo Maia, presidente da Câmara, a proposta de reforma da Previdência, a ser enviada pelo executivo, também só poderá ser votada pelo legislativo no próximo ano. Por outro lado, devido ao calendário previsto internamente pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE, o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer na campanha de 2014 só poderá ser concluído em 2017, o que praticamente elimina a possibilidade de eleições diretas no caso de condenação. A disputa seria indireta, via Congresso.

No âmbito da Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal do Paraná denunciou o ex-presidente Lula, sua esposa e outros, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O procurador Dallagnol afirmou que a investigação identificou Lula como o comandante máximo do esquema investigado na Operação. Cabe ao juiz federal, Sérgio Moro, que na quinta-feira condenou o pecuarista e amigo do ex-presidente, José Carlos Bumlai, a 9 anos e 10 meses de prisão por crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva, aceitar ou não a denúncia.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a inflação do consumidor foi de 0,2% na base anual, sendo que o núcleo, que exclui os gastos com energia e alimentação ficou em 0,8%, na mesma base. Já a produção industrial da região caiu 1,1% em julho em relação ao mês anterior, quando o mercado estimava a queda em 0,9%.

Nos EUA, as vendas no varejo recuaram 0,3% em agosto, quando a queda esperada era de 0,1% e no mesmo mês, a produção industrial recuou 0,4%, um pouco mais do que o 0,3% esperado. A confiança dos consumidores se manteve estável em setembro, em relação ao mês anterior.

Já a inflação do consumidor subiu 0,2% em agosto, em relação a julho, impulsionada pelos gastos com saúde e alugueis. Já o núcleo subiu 0,3% no mês e 2,3% na base anual, portanto acima da meta de 2% do FED.

Na China, a produção industrial registrou avanço acima do esperado atingindo a marca de 6,3% na base anual. As vendas no varejo se recuperaram ao atingir o crescimento de 10,6% em ritmo anual.

Para as bolsas europeias, a semana anterior não foi boa. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,81%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,87%.  Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,53%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-S desacelerou na segunda medição de setembro, para 0,27%, após marcar 0,34% na primeira quadrissemana, enquanto o IPC-Fipe registrou 0,05% na primeira semana, depois de ter encerrado agosto com alta de 0,11%.

Por outro lado, o IGP-M teve alta de 0,38% na primeira prévia deste mês, depois de ter ficado estável em igual período de agosto. E o IGP-10 também voltou a subir em setembro, marcando alta de 0,36%, depois de ter encerrado o mês anterior com deflação de 0,27%.

Quanto às vendas no varejo, o recuo de 0,3% em julho foi inferior à expectativa de um recuo de 0,4%, mas em doze meses, a queda de 6,8% foi o pior resultado dos últimos 15 anos.

Na semana, o índice bovespa teve queda de 1,59%, reduzindo a alta no ano para 31,67%.  O dólar acumulou alta de 1,12% na semana, enquanto o IMA-B Total recuou 0,38%, reduzindo a alta no ano para 19,48%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro acredita que o IPCA neste ano será de 7,34% e não mais 7,36% como previam na semana passada. Com relação a 2017, a expectativa dos economistas é de que o IPCA feche o ano em 5,12% – projeção semelhante àquela divulgada na última semana.

Para a taxa Selic, ainda sob influência da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e dos dados mais recentes de inflação do IBGE, os economistas mantiveram suas previsões para este e também para o próximo ano. A mediana das expectativas para a Selic em 2016 seguiu em 13,75% ao ano. Já a taxa básica para o fim de 2017 permaneceu em 11,00% ao ano. Há um mês, as projeções também eram de 13,75% e 11,00%, respectivamente.

O documento mostrou leve mudança, para melhor, nas estimativas para o Produto Interno Bruto – PIB deste ano. Os economistas projetaram retração de 3,15%, ante os -3,18% previstos na semana anterior. Um mês antes, a previsão era de queda de 3,20%. Para 2017, o cenário é mais favorável, com perspectiva de PIB positivo. O mercado previu para o país um crescimento de 1,36% no próximo ano, superior à alta de 1,30% projetada uma semana antes. Há um mês, estava em 1,20%.

Quanto a produção industrial, foi mantida a expectativa de uma queda de 5,93% neste ano e de uma alta de 0,5% em 2017.

Para a taxa de câmbio, o mercado aposta que ela estará em R$ 3,30 no final de 2016, contra R$ 3,25 na semana anterior, e em R$ 3,45 no final de 2017, assim como a última previsão.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano permaneceu em US$ 50,00 bilhões, e para o próximo caiu de US$ 47,55 para US$ 47,32. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgados os índices de confiança do consumidor e os PMI industrial e de serviços em setembro.

Nos EUA, serão divulgadas as construções de novas residências, as vendas de moradias usadas e os indicadores antecedentes de agosto e a decisão sobre os juros, pelo FED.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação teremos a divulgação do IBC-Br de julho e o índice de confiança da indústria em setembro.

No exterior e no Brasil, o fato mais importante da semana será a decisão do FED sobre a taxa básica de juros. Para o mercado financeiro internacional, uma elevação não ocorreria agora, talvez em dezembro. Caso a taxa seja mantida, cremos estar o fato já precificado pelos mercados. Uma elevação provocaria a alta do dólar no mundo e alta das taxas de juros de mercado também aqui.

Outro fator que tem impedido a queda adicional dos juros locais, por enquanto, reside no não andamento das reformas necessárias, cuja pauta está travada pelas eleições municipais. Resta-nos assim aguardar.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 45% nos vértices mais longos (dos quais 10% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 35% para o IMA-B Total), 25% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 16/09/2016


Índices de Referência – Agosto / 2016


Nossa Visão – 12/09/2016

Retrospectiva

Em uma semana mais curta, por conta do feriado de sete de setembro, o noticiário político foi menos intenso que na semana anterior, porém, ainda muito distante da normalidade.  A definição do impeachment não removeu a grande incerteza que paira sobre o Legislativo, principalmente depois de o Senado ter mantido intactos os direitos políticos da ex-presidente e o STF afastado medidas que questionavam o fato.

Aconselhado pela área econômica e pela Casa Civil, o presidente Temer decidiu encaminhar a proposta de reforma da Previdência para o Congresso ainda em setembro, antes do primeiro turno das eleições municipais. Na prática, a reforma só começará a tramitar de fato, no final do ano. É de suma importância que na condução das medidas propostas, principalmente aquelas relacionadas ao indispensável ajuste fiscal, o executivo não ceda ao menor sinal de dificuldade política.

Embora o governo tenha obtido uma vitória com a aprovação no Senado da Medida Provisória 726, que reduziu de 32 para 26 o número de ministérios, foi confusa e até provocou irritação no Palácio do Planalto a forma da divulgação, pelo Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, da reforma trabalhista pretendida, que prevê jornada de trabalho diária de até 12 horas.  Também gerou forte desconforto o embate entre o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e Fábio Medina Osório da AGU, por conta da sua atuação na pasta. O presidente Temer acabou demitindo Osório e nomeou Grace Mendonça para o cargo. Ela se tornou a primeira mulher a ocupar cargo no primeiro escalão do governo.

No âmbito da Operação Lava Jato, o ministro Teori Zavascki, relator da operação no STF, negou o pedido do ex-presidente Lula para que retirasse do juiz Sérgio Moro os inquéritos para investiga-lo, afirmando que o recurso constitui mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações.  Na Câmara dos Deputados, o seu presidente, Rodrigo Maia marcou para segunda-feira, às 19 horas, a sessão para a votação da cassação do deputado Eduardo Cunha.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a revisão da evolução do PIB no segundo trimestre do ano apontou um crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior e de 1,6% na base anual, graças às fortes exportações e a demanda elevada das famílias.

Mas com a inflação ainda muito baixa, o Banco Central Europeu manteve, na quinta-feira, a sua taxa de depósitos em -0,4% e a taxa básica de juros em 0%. A autoridade monetária prometeu continuar com as compras mensais de ativos de 80 bilhões de euros, pelo menos até março do ano que vem.

Na Alemanha, a produção industrial caiu em julho no ritmo mais rápido dos últimos 23 meses, sinalizando que a maior economia da Europa deve desacelerar.

Nos EUA, de acordo com o Livro Bege do FED, divulgado na quarta-feira, a economia manteve a sua modesta expansão, salvo em algumas regiões que mostraram certa estagnação e o crescimento continuará sendo moderado nos próximos meses.

Já o ISM de serviços de agosto revelou que a atividade registrou uma queda de 4,1 pontos percentuais, bem maior do que a esperada. Na comparação mensal foi a maior desde a crise financeira de 2008.

Na Ásia, a inflação anual chinesa desacelerou para 1,3% em agosto, pressionada pela queda nos preços dos alimentos, apesar de uma moderação encorajadora na deflação dos preços ao produtor ter ampliado evidências de que a economia está se estabilizando. Com o fato, não passaram incólumes as bolsas da região, também após o teste nuclear da Coréia do Norte.

Para as bolsas internacionais, a semana anterior foi de baixas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, encerrou a semana em queda de 1,03%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,71 %. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, registrou perda acumulada de 2,39% no período, com o nervosismo exacerbado depois de a Coreia do Norte ter realizado testes nucleares.

No Brasil, em relação à inflação, com o aumento das passagens aéreas, o IPC-S ficou em 0,34% na primeira quadrissemana de setembro, depois de fechar agosto em 0,32% e de ter registrado 0,37% em julho.

Por sua vez, o IPCA de agosto, divulgado na sexta-feira, desacelerou em relação a julho, quando ficou em 0,52%, e marcou 0,44%, por conta da menor alta dos preços dos alimentos. No ano, a taxa acumulou 5,42% e em doze meses 8,97%, maior que o 8,74% acumulados nos doze meses do mês anterior.

Já o INPC registrou alta de 0,31% em agosto, acumulando 6,09% no ano e 9,62% em doze meses.

Foi também divulgada a ata da última reunião do Copom, em que a taxa Selic foi mantida em 14,25%. Foi dito que a redução da taxa básica dependerá de fatores que permitam maior confiança no alcance da meta de inflação, principalmente em 2017. A perspectiva de desaceleração dos preços abriria espaço, pelo menos em tese, para juros mais baixos num futuro próximo.

Na semana, o índice Ibovespa teve queda de 2,71%, empurrando a alta no ano para 33,79%.  O dólar acumulou alta de 0,81% no período, enquanto o IMA-B Total recuou 0,71% na semana, acumulando uma alta no ano de 19,94%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro elevaram a expectativa para a inflação deste ano. Segundo o levantamento, IPCA deste ano passou de 7,34% na semana passada para 7,36%. Para 2017, a projeção foi mantida em 5,12%.

Sob influência da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e dos dados de inflação divulgados pelo IBGE, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas previsões para a taxa básica de juros neste e no próximo ano. A mediana das expectativas para a Selic em 2016 seguiu em 13,75% ao ano. Já a taxa básica para o fim de 2017 permaneceu em 11,00% ao ano. Há um mês, as projeções também eram de 13,75% e 11,00%, respectivamente.

Já a projeção para o desempenho da economia este ano registrou leve melhora. Os analistas esperam um tombo de 3,18% no Produto Interno Bruto (PIB). No Focus da semana passada, a expectativa era de retração da economia de 3,20% em 2016. Já para 2017, a previsão de crescimento foi mantida como no relatório anterior em 1,30%.

Quanto a produção industrial, houve uma reversão das expectativas. O relatório mostrou uma previsão de queda menor, de -6,03% na semana anterior para -5,93% nesta. Para 2017, a projeção manteve-se numa alta de 0,50%.

A cotação do dólar no fim deste ano caiu um centavo, passando a R$ 3,25. Para 2017, o valor da moeda americana ante o real foi mantido no mesmo patamar das três últimas semanas a R$ 3,45.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano permaneceu em US$ 50,00 bilhões, e para o próximo caiu ligeiramente de US$ 49,80 para US$ 47,55. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgadas a produção industrial em julho e a inflação do consumidor em agosto.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas no varejo e a produção industrial em agosto e a confiança do consumidor em setembro.

No Brasil, além dos índices parciais de inflação teremos a divulgação das vendas no varejo.

Nos mercados internacionais, a semana passada terminou com importante alta do dólar e das taxas de juros dos títulos de governos e queda das bolsas. A não adoção de estímulos adicionais pelo BCE e declarações desencontradas de membros do FED sobre o andamento da política monetária, deixaram os mercados inquietos, depois de dois meses de certa calmaria, sobre a efetividade dos juros baixos na promoção do crescimento econômico.

Enquanto importante dirigente do FED disse acreditar que há forte argumento para a alta dos juros na reunião de 21 de setembro, instituições financeiras de porte, como Goldman Sachs e Morgan Stanley divergem frontalmente sobre essa possibilidade. O fato é que as atenções dos mercados estarão voltadas significativamente para o resultado do encontro.

No Brasil, a sexta-feira também terminou com fortes altas dos juros e do dólar e significativa queda da bolsa. Esses movimentos foram intensificados após declaração de Eric Rosengren, membro do FED, de que a autoridade monetária americana enfrenta cada vez mais riscos se esperar muito tempo para elevar a taxa de juros.

É muito provável que os mercados financeiros sigam reprecificando ativos no decorrer da semana, o que implicaria em novas altas do dólar e dos juros e queda da bolsa. Tal movimento pode se constituir em um bom momento a ser aproveitado pelos investidores na tomada cautelosa de posições.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, a nossa recomendação é de uma exposição de 45% nos vértices mais longos (dos quais 10% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 35% para o IMA-B Total), 25% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 09/09/2016


Índices de Referência – Agosto / 2016


Nossa visão – 05/09/2016

Retrospectiva

Como era esperado, a semana anterior foi dominada pelo noticiário político. Depois de um longo processo, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, os senadores decidiram afastar definitivamente a ex-presidente Dilma Roussef do cargo de presidente da república. Em outra votação, não foram alcançados os 54 votos necessários para que ela também perdesse o direito de ocupar cargos públicos.

No mesmo dia, em cerimônia no Congresso Nacional, Michel Temer tomou posse como presidente. Em seu primeiro discurso em cadeia nacional, afirmou que, com a definição do processo de impeachment, a incerteza chegou ao fim e que o momento é de colocar os anseios nacionais à frente dos interesses de grupos. Após a posse, o presidente viajou para a China, para participar de reunião do G-20 e Rodrigo Maia assumiu interinamente a presidência do país.

No dia seguinte, a defesa da presidente afastada impetrou mandado de segurança no STF requerendo a anulação da sessão em que o Senado decidiu pelo seu impedimento, e a realização de novo julgamento. Pleiteia que o Supremo Tribunal Federal declare nulos artigos da lei que embasaram a acusação de que ela teria cometido crime de responsabilidade. O relator, o ministro Teori Zavascki, não tem prazo para decidir se acolhe ou não o pleito.

A decisão de poupar direitos da ex-presidente acabou provocando uma aparente rachadura na base aliada do presidente Temer no Congresso, que na sua volta da China, terá que apaziguar os partidos aliados, principalmente o PSDB e o DEM, além dos enormes desafios que terá no sentido de colocar o país novamente no rumo do crescimento econômico.

Na China, aproveitando o ensejo da reunião de cúpula do G-20, o presidente destacou a intenção do seu governo em promover um ajuste fiscal amplo e sustentável, além do desejo de pôr em prática uma ambiciosa agenda de reformas estruturais. Em encontros bilaterais, com premiês do Japão e Espanha, destacou o interesse em atrair investimentos externos em projetos de infraestrutura, com maior participação da iniciativa privada.

Em encontro com Temer, o presidente chinês Xi Jinping expressou confiança na capacidade do Brasil em manter sua estabilidade política e econômica e na cooperação entre os dois países. Ao abrir a reunião do G-20 afirmou que o grupo precisa adotar novas medidas para gerar crescimento, incrementar o comércio e evitar o protecionismo. Pediu aos países para coordenar suas políticas fiscais e monetárias, assim como suas reformas estruturais, para estimular a economia e garantir que se mantenha a dinâmica de longo prazo.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a inflação do consumidor repetiu em agosto a mesma taxa do mês anterior, 0,2% na base anual, quando a expectativa era de que atingisse pelo menos 0,3%. Ainda muito distante da meta de 2% anuais fixada pelo BCE.

Já a taxa de desemprego na região também se manteve estável em julho, registrando 10,1%, o nível mais baixo desde julho de 2011. Enquanto na Alemanha ela se situou em 4,2%, na Grécia foi de 23,5%.

Nos EUA, se de um lado o otimismo das famílias melhorou de forma inesperada e o índice da confiança dos consumidores saltou de 96,7 pontos em julho, para 101,1 em agosto, a atividade do setor industrial se contraiu nesse mês com o índice caindo para 49,4 pontos, ficando assim abaixo dos 50 pontos que delimita a fronteira entre contração e expansão da atividade.

Embora ainda mostrando robustez, o mercado de trabalho criou em agosto menos vagas do que os economistas projetavam. Foram criados 151 mil novos postos de trabalho, enquanto as expectativas estavam entre 175 mil e 180 mil novas vagas. Pelo terceiro mês consecutivo a taxa de desemprego ficou em 4,9%, contra projeções de 4,8%.

Para as bolsas internacionais, a semana anterior foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,91%, o FTSE-100, da bolsa inglesa evoluiu 0,83% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 0,50%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-S desacelerou ainda mais para fechar agosto em 0,32%, depois de ter registrado 0,37% em julho. O IPC-Fipe também mostrou desaceleração para fechar agosto com uma variação de 0,11%, depois de ter registrado 0,35% no mês anterior.

Já o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, também perdeu força em agosto ao passar de 0,15% em julho, para 0,11%. Os preços relativos à construção civil subiram menos e influenciaram o indicador.

Segundo o IBGE, o PIB brasileiro apresentou queda de 0,6% no segundo trimestre do ano, com queda de 2% do setor agrícola e de 0,8% do setor de serviços, embora o setor industrial tenha crescido 0,3%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda do PIB foi de 3,8%.

Ainda em relação à atividade econômica, a produção industrial subiu 0,1% em julho, mas recua 9,6% em doze meses. E conforme a FGV, depois de uma sequência de cinco altas seguidas, a confiança da indústria no país caiu em agosto, mostrando uma piora das expectativas em relação aos próximos meses.

O IBGE também divulgou o último resultado da Pnad Contínua, mostrando que a taxa de desemprego no Brasil aumentou para 11,6% no trimestre encerrado em julho. Trata-se da maior taxa de desocupação desde o início dessa metodologia de pesquisa, em 2012. O contingente de desempregados bateu recorde e chegou a 11,8 milhões de pessoas.

Conforme informou o Banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 12,8 bilhões em julho. No ano o resultado acumulado é negativo em R$ 36,6 bilhões e R$ 154 bilhões, ou 2,54% do PIB, em doze meses.

E pela nona vez seguida o Copom, através de decisão unânime de seus integrantes, manteve a taxa Selic em 14,25% ao ano, o maior patamar em dez anos. Em comunicado após a reunião, o colegiado condicionou a redução da taxa básica à queda da inflação e à redução da incerteza sobre o ajuste fiscal proposto pelo novo governo.

Na semana, o índice Ibovespa teve uma boa alta de 3,29%, elevando a alta no ano para 37,52%.  O dólar acumulou alta de 0,86% no período, enquanto o IMA-B Total subiu 0,56%, elevando a alta no ano para 20,79%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro continua acreditando que o IPCA neste ano será de 7,34%. Para o de 2017, a expectativa decresceu de 5,14% para 5,12%.

Para a taxa Selic a expectativa novamente se manteve em 13,75%, para 2016, e caiu de 11,25% para 11% em 2017. Em relação ao PIB, houve uma piora das estimativas para este ano, de uma queda de 3,16% para 3,2% em 2016. Para o próximo ano cresceu de 1,23% para 1,30% a alta projetada.

Quanto a produção industrial, neste ano ocorreu uma nova piora da expectativa, neste caso de uma queda de 5,98% para 6,03%. Para 2017, a projeção manteve-se numa alta de 0,5%.

Para a taxa de câmbio, o mercado aposta que ela estará em R$ 3,26 no final de 2016, contra R$ 3,29 na semana anterior, e em R$ 3,45 no final de 2017, assim como a última previsão.

Ainda conforme o relatório, a estimativa de superávit comercial para este ano permaneceu em US$ 50,00 bilhões, e para o próximo caiu ligeiramente de US$ 49,81 para US$ 49,80. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas mantiveram-se em US$ 65 bilhões para este ano e para o próximo.

Perspectiva

No campo externo, na zona do euro serão divulgadas as vendas no varejo em julho, uma nova revisão do PIB do segundo trimestre e a decisão do BCE sobre a taxa básica de juros, este considerado o evento mais importante  da semana

Nos EUA, serão divulgados o ISM de serviços em agosto e o livro bege do FED.

No Brasil, em uma semana intermeada pelo feriado de 7 de setembro, além dos índices parciais de inflação teremos a divulgação da ata da última reunião do Copom e o IPCA do mês de agosto, sendo que a expectativa do mercado é que a sua evolução seja de 0,44%, frente a 0,52% de julho.

Passado o impeachment, o mercado financeiro estará focado nas medidas governamentais em direção ao ajuste fiscal e no andamento das reformas acenadas pelo presidente Temer.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, a nossa recomendação é de uma exposição de 45% nos vértices mais longos (dos quais 10% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 35% para o IMA-B Total), 25% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/09/2016


Índices de Referência – Julho / 2016