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julho, 2016

Nossa Visão – 25/07/2016

Retrospectiva

Mesmo com o recesso parlamentar, a agenda política continuou disputando espaço com a agenda econômica. Em entrevista, o novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia afirmou que pretende agiliza-la e também votar a cassação do ex-presidente, Eduardo Cunha, ainda em agosto. No entanto, para tal é necessário um “quórum qualificado”.

Maia declarou que reconhece a dificuldade de quórum em meses que antecedem a eleição municipal, mas que pretende fazer votações importantes da pauta econômica. Até lá, poderá haver votações sobre a governança dos fundos de pensão, a regulamentação do pré-sal e a renegociação da dívida dos estados.

Além de atrapalhar a evolução do ajuste fiscal e, consequentemente, a queda dos juros, a ameaça de baixo quórum em agosto e setembro pode também inviabilizar a cassação de Cunha. Para evitar isso, Maia marcou sessões de segunda a quarta-feira na primeira semana de agosto e sua intenção é manter esse ritmo nas semanas seguintes. Disse também, que vai descontar do salário de quem não comparecer às votações.

Em semana de reunião do Copom, o presidente Temer declarou que o Banco Central, diferentemente do governo anterior, tem plena autonomia para definir a taxa de juros, dentro de uma política monetária que tem como prioridade o combate a inflação, sendo esse, o objetivo central de seu governo.

No âmbito da operação Lava Jato, os marqueteiros João Santana e sua esposa confessaram ao juiz Sérgio Moro o recebimento de US$ 4,5 milhões de caixa dois da campanha de Dilma em 2010 e o Ministério Público Federal denunciou à Justiça de Brasília o ex-presidente Lula, seu amigo José Carlos Bumlai, o ex-senador Delcídio Amaral, o banqueiro André Esteves e outros, sob a acusação de agirem irregularmente para atrapalhar as investigações da Operação. E, na sexta-feira, o juiz Sérgio Moro homologou os acordos de delação premiada de três executivos do grupo Odebrecht, que atuaram, desde 2010, nos pagamentos ilícitos do chamado “banco da propina”, que movimentou US$ 1,6 bilhão até 2014.

Em relação aos principais fatos da semana, na economia internacional, especificamente na zona do euro, o Banco Central Europeu, como era esperado decidiu manter a taxa básica de juros em zero e a taxa de depósitos em -0,4%. Em comunicado, o seu presidente, Mario Draghi afirmou ser ainda muito cedo para determinar o impacto total da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia e salientou que o banco central está preparado para tomar mais ações para elevar a inflação e o crescimento econômico, se necessário.

Já a confiança do consumidor da zona do euro e da União Europeia caiu acentuadamente em julho, como consequência do Brexit. No Reino Unido foi divulgado o Índice de Gerentes de Compras – PMI, que registrou a maior baixa em 20 anos.

Nos EUA, o início da construção de novas moradias teve surpreendente aumento em junho, de 4,8%, em relação a maio, sendo que os analistas esperavam estagnação. Na mesma direção, a venda de moradias existentes teve uma importante alta de 1,1%, quando os analistas esperavam queda de 0,5%. Para completar a semana de boas notícias, o PMI industrial atingiu 52,9 pontos, bem acima dos 52,5 esperados. As novas encomendas em julho reforçaram ainda mais o setor manufatureiro.

Na China, além de novo enfraquecimento do Yuan, o governo apresentou medidas detalhadas, incluindo a ampliação de canais de financiamento para empresas e o estabelecimento de novos fundos acionários, para promover o crescimento econômico e o investimento.

Na semana, o Dax, índice da bolsa alemã teve alta de 0,80%, o FTSE-100, da bolsa inglesa de 0,92% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana atingiu novo recorde, mesmo com a depreciação da moeda chinesa e do Brexit, terminando a semana com alta de 0,61%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-Fipe, depois de ter subido 0,78% na primeira prévia de julho, subiu para 0,85% na segunda, por causa dos alimentos e dos custos com habitação. Em direção oposta, o IPC-S desacelerou de 0,44% para 0,41% na segunda medição de julho. O IGP-M, conhecido como a “inflação do aluguel” também perdeu força e desacelerou de 1,33% na segunda prévia de junho, para 0,32% no mesmo período de julho. Já o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial passou de 0,40% um mês antes, para 0,54% em julho. A alta no preço dos alimentos foi a maior desde 2008, sendo que só o feijão subiu 58%.

Com a inflação ainda pressionando, o Copom manteve, pela oitava vez seguida, a taxa Selic em 14,25%. Foi a primeira reunião sob o comando de Ilan Goldfajn e no comunicado que se seguiu à decisão, ficou evidente que não há espaço para cortes da taxa no curto prazo.

Fato positivo foi o anuncio do governo sobre a emissão de US$ 1,5 bilhão em títulos da dívida externa brasileira no mercado internacional. A demanda pelos títulos com vencimento em 2047, com juros de 5,875% a.a. foi quatro vezes superior à oferta e atingiu US$ 6 bilhões. Os recursos buscados no exterior vão para as reservas internacionais que, atualmente superam US$ 376 bilhões. A emissão foi realizada para se avaliar as condições do mercado internacional e ajudar na precificação dos títulos de longo prazo a serem emitidos pelo país.

O índice Ibovespa, que chegou a subir por dez sessões seguidas e teve a maior sequencia de altas em seis anos, atingiu a maior pontuação em 14 meses. Esse movimento teve a forte colaboração dos investidores estrangeiros que, no mês de julho, até o dia 19, investiram R$ 4,2 bilhões na bolsa brasileira. De janeiro até a mencionada data em julho, o saldo do ingresso já está em R$ 16,86 bilhões.  A alta de 2,93% na semana elevou a alta mensal para 10,63% e a anual para 31,49%.  Já o dólar subiu 0,81% na última semana e o IMA-B Total caiu 0,39%, com o resultado da reunião do Copom.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, divulgado hoje, apontou uma nova queda da expectativa de inflação para 2016. Os economistas consultados, na média acreditam que o IPCA subirá 7,21% neste ano e não mais 7,26%. Para 2017, a expectativa foi também de queda, desta vez de 5,30% para 5,29%.

Em relação à taxa Selic, as expectativas foram mantidas em 13,25% no final deste ano e em 11,00% para o final do próximo.

Quanto à atividade econômica, o mercado espera agora uma queda do PIB de 3,27% e não de 3,25%, em 2016. Em relação a 2017 a expectativa foi mantida para uma alta de 1,10%.

Para a produção industrial, a expectativa de queda, no ano, manteve-se em 5,95%. Para o próximo ano, a projeção de alta recuou para 0,75%.

Quanto a Balança Comercial a projeção neste ano aumentou de um superávit de US$ 50,52 bilhões para US$ 51,10 bilhões. E no ano seguinte foi mantida em US$ 50 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas se mantiveram em US$ 63,50 bilhões neste ano e para o próximo em US$ 65 bilhões.

Perspectiva

Na Europa, dos indicadores mais importantes, é esperada a divulgação do índice de confiança do consumidor, de confiança na economia e a inflação do consumidor, em julho, a taxa de desemprego em junho e a evolução do PIB no segundo trimestre do ano.

Nos EUA, será divulgada a confiança do consumidor em julho, as encomendas de bens duráveis e as vendas de novas moradias em junho, a variação do PIB no segundo trimestre do ano, além da reunião do FOMC em que será decidida a evolução da taxa básica de juros.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC- Fipe e do IPC-S, da terceira quadrissemana de julho, da confiança do consumidor medida pela FGV, do resultado das contas externas e da taxa de desemprego, em junho.

No plano internacional, os mercados estarão focados no resultado da reunião do comitê de política monetária do banco central americano, o FED, e internamente nos indicadores de atividade e emprego, em um momento em que até o FMI vê evidencias de melhora na economia brasileira, ao reduzir a sua expectativa de queda do PIB do país neste ano de -3,8% para -3,3%.

Em relação ao total das aplicações, recomendamos uma exposição de 35% aos vértices mais longos, representado pelo IMA-B Total (cuja composição historicamente equivale a 35% do IMA-B 5 e 65% do IMA-B 5+), 30% para os vértices médios (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDkA 2A) e 10% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras. Importante destacar que o alongamento das posições deve ser feito de forma paulatina, visando aproveitar as movimentações do mercado, que ainda poderá apresentar alta volatilidade.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDIC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%). Para os 10% direcionados para o mercado de ações, sugerimos a mesma estratégia de entrada paulatina, já que o cenário esperado é o mesmo que prevalece no alongamento das posições em renda fixa.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente, para o longo prazo.

Nossa Visão – 18/07/2016

Retrospectiva

O principal fato político da semana foi a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, precipitada pela renúncia de Eduardo Cunha ao cargo, afastado há dois meses por decisão do STF. Nesse período o legislativo foi comandado pelo vice-presidente Waldir Maranhão.

Numa disputa decidida em segundo turno, Rodrigo Maia, do DEM-RJ foi eleito presidente para um mandato tampão de seis meses, até 31 de janeiro de 2017. Ele teve 285 votos, contra 170 de Rodrigo Rosso, do PSD-DF. Houve ainda 5 votos em branco entre os 460 deputados presentes.

Segundo os analistas políticos, a vitória de Maia representou o triunfo da antiga oposição à presidente Dilma e colocou os partidos tradicionais no centro do poder. O presidente eleito afirmou que o apoio do tucano Aécio Neves foi fundamental para a sua vitória. Nos bastidores foi dito que o apoio do PSDB foi condicionado ao apoio do DEM para uma candidatura tucana em fevereiro de 2017, quando o novo presidente da Câmara será eleito para um mandato de dois anos.

Embora não fosse o favorito do presidente interino, Michel Temer, a eleição de Rodrigo Maia agradou muito, na medida em que o temor era de uma vitória de Marcelo Castro, do PMDB, alinhado com o PT. Entre as prioridades da Câmara, de acordo com o novo presidente, está a agenda econômica e temas da reforma política.

Na terça-feira, o Senado aprovou um pacote de oito projetos que reajusta os salários de servidores da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União, da Advocacia-Geral da União, da Polícia Federal, do Banco Central, da Educação, da Cultura, do Desenvolvimento Agrário, além de outras quarenta carreiras, como agentes penitenciários, médicos e técnicos de hospitais públicos e soldo dos militares. Os textos seguem para a sanção presidencial.

Em relação aos principais fatos da semana, na economia internacional, especificamente na zona do euro, a agência Eurostat comunicou que a produção industrial caiu 1,2% em maio, depois do avanço de 1,4% um mês antes. Em relação ao ano anterior houve um avanço de 0,5%.

A inflação do consumidor da região subiu apenas 0,1% em maio, apesar de todos os estímulos já adotados e contribuiu para que a Alemanha, um dos três países da zona do euro com rating “AAA” emitisse, pela primeira vez, títulos de dez anos com juros negativos de 0,05%.

No Reino Unido, depois do Brexit, Theresa May sucedeu a David Cameron no cargo de primeiro-ministro e deverá decidir quando invocará o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece um período de dois anos para negociar os termos da saída britânica da União Europeia. Na quinta-feira o banco central britânico surpreendeu o mercado e deixou inalterada a taxa de juros, quando a expectativa era de corte.

Nos EUA, as vendas no varejo subiram 0,6% em junho, mais do que o esperado e elevaram as vendas em um ano a 2,7%. A produção industrial, depois de uma queda de 0,3% em maio, subiu também 0,6% em junho.

Já a inflação do consumidor avançou 0,2% no mês passado, fazendo com que a inflação em doze meses ficasse em 1%. Ao divulgar o Livro Bege, na quarta-feira, o FED informou que a economia americana continua em expansão de maio até o final de junho, mas houve poucas indicações que a inflação irá acelerar em breve para a meta anual de 2%.

Na China, o Instituto Nacional de Estatísticas informou que a economia cresceu mais que o previsto, com um avanço de 6,7%, na base anual, no segundo trimestre de 2016. Já o comércio exterior se enfraqueceu em junho, com queda tanto das importações quanto das exportações.

Diante do contexto, o Dax, índice da bolsa alemã terminou a semana com uma boa alta de 4,54%, o FTSE-100, da bolsa inglesa permaneceu estável e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana retornou às máximas e terminou a semana com alta de 1,49%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-Fipe, depois de ter subido 0,65% em junho, subiu 0,78% na primeira apuração de julho, pressionado pelos preços dos alimentos e o IPC-S subiu 0,44% no mesmo período. Já o IGP-M, conhecido como a “inflação do aluguel” perdeu força no início de junho para o início de julho, passando de 1,12% para 0,55%. No ano acumula alta de 6,49% e de 12,05% em doze meses.

Por sua vez, as vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 1% em maio, em relação ao mês anterior e 9% na comparação anual. Foi a maior queda para maio desde 2001. Já o setor de serviços apresentou queda de 0,1% nesse mês e de 6,1% frente ao mesmo período de 2015.

Foi também divulgado o IBC-Br de maio do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, que recuou 0,51% no mês. Em doze meses a contração foi de 5,5%. Por outro lado, o índice de confiança do empresário, calculado pela CNI subiu pelo terceiro mês consecutivo e alcançou 47,3 pontos em julho.

Na semana, o índice Ibovespa superou os 55 mil pontos pela 1ª vez em 1 ano e subiu 4,21%, elevando a alta no mês para 7,47% e no ano para 27,75%.  Já o dólar caiu 0,95% e as taxas de juros longas avançaram, sendo que o IMA-B Total subiu 1,58%.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, divulgado hoje, apontou manutenção da expectativa de inflação para 2016. Os economistas consultados, na média acreditam que o IPCA subirá 7,26% neste ano. Para 2017, a expectativa caiu de 5,40% para 5,30%.

Em relação à taxa Selic, também houve manutenção da expectativa de 13,25%, para 2016 e de 11,00% no final de 2017.

Quanto à atividade econômica, o mercado espera agora, para este ano, uma queda do PIB de 3,25% e não de 3,30%. Em relação a 2017 a expectativa de alta melhorou de 1,00%, para 1,10%.

Para a produção industrial, a expectativa de queda no ano piorou de 5,80% para 5,95%. Para o próximo ano, a projeção de alta melhorou de 0,67% para 0,77%.

Quanto a Balança Comercial a projeção neste ano aumentou de um superávit de US$ 50,44 bilhões para US$ 50,52 bilhões.  E no ano seguinte também melhorou de US$ 49,88 bilhões, para US$ 49,94 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas foram mantidas em US$ 63,50 neste ano e não mudaram para o próximo, se mantendo em US$ 65 bilhões.

Perspectiva

Na Europa, dos indicadores mais importantes, é esperada a divulgação da confiança do consumidor da zona do euro, em julho, o resultado da reunião do Banco Central Europeu, em relação à taxa de juros e o PMI industrial, de serviços e o composto, também de julho.

Nos EUA, será divulgada a construção de novas casas, as vendas de casas existentes e os indicadores antecedentes, em junho e o PMI industrial de julho.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC- Fipe e do IPC-S, da segunda quadrissemana de junho, o IPCA-15 de julho e o resultado da reunião do Copom, na quarta-feira.

No plano internacional, os mercados estarão focados no resultado da reunião do Banco Central Europeu, quanto aos juros, no dia 21 próximo e internamente, no resultado da reunião do Copom, a primeira a ser presidida por Ilan Goldfajn, em que é esperada a manutenção da taxa Selic.

Em relação ao total das aplicações, recomendamos uma exposição de 35% aos vértices mais longos, representado pelo IMA-B Total (cuja composição historicamente equivale a 35% do IMA-B 5 e 65% do IMA-B 5+), 30% para os vértices médios (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDkA 2A) e 10% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras. Importante destacar que o alongamento das posições deve ser feito de forma paulatina, visando aproveitar as movimentações do mercado, que ainda poderá apresentar alta volatilidade.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDIC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%). Para os 10% direcionados para o mercado de ações, sugerimos a mesma estratégia de entrada paulatina, já que o cenário esperado é o mesmo que prevalece no alongamento das posições em renda fixa.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente, para o longo prazo.

Nossa Visão – 11/07/2016

Retrospectiva

Em depoimento à comissão do impeachment, na última terça-feira, a junta de peritos composta por técnicos do senado confirmou as suas conclusões, que reforçam a acusação contra a presidente afastada Dilma Rousseff. O coordenador da junta afirmou que os decretos de abertura de crédito ao Orçamento de 2015, editados por Dilma, foram publicados de forma irregular, dado que naquele momento o governo não conseguiria atingir a economia exigida para pagar os juros da dívida, ou seja, a meta fiscal. Os pareceres de órgãos do governo não poderiam ter considerado, naquele momento, o projeto de lei que previa a alteração da meta fiscal, pois o texto ainda não havia sido aprovado pelo Congresso Nacional.

O coordenador também reafirmou a conclusão da perícia do Senado de que as chamadas pedaladas fiscais do Plano Safra configuram, na prática, um tipo proibido de empréstimo tomado pelo governo junto ao Banco do Brasil. A materialidade das irregularidades ficou bem configurada e houve incompatibilidade, no caso dos decretos, com o ordenamento jurídico então posto.

Outro fato importante de natureza política foi o anúncio, na quinta-feira, da renúncia do deputado Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados, cargo do qual ele estava afastado desde maio, por decisão do STF. A renúncia ocorreu dias antes da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da Câmara votar recurso do deputado contra pedido de cassação de seu mandato aprovado pelo Conselho de Ética da casa. Ao deixar o cargo, deputados avaliaram que Eduardo Cunha espera conseguir conquistar apoio na CCJ e no plenário, para salvar seu mandato.

Em relação aos principais fatos da semana, na economia internacional, especificamente na zona do euro, a agência Eurostat comunicou que as vendas no varejo tiveram alta de 0,4% em maio, em decorrência do desempenho de produtos não alimentícios. Comparadas às de maio de 2015, as vendas varejistas cresceram 1,6%.

Por conta da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, o Fundo Monetário Internacional – FMI reviu, na última sexta-feira, a sua previsão de crescimento para a zona do euro em 2017, projetando uma alta do PIB de 1,4%, contra 1,6% previsto anteriormente.

Ainda por conta do Brexit, as bolsas europeias voltaram a apresentar nervosismo. Os primeiros efeitos do resultado do referendo começaram a serem sentidos. Na segunda e na terça-feira, três fundos imobiliários britânicos suspenderam os resgates, diante do grande número de solicitações de saque de investidores inquietos.

O crescimento do setor de serviços desacelerou fortemente em junho, segundo dados compilados antes e depois do referendo. Ainda na terça-feira o presidente do Banco da Inglaterra pediu aos bancos que concedam créditos com mais generosidade, contribuindo para que o país não entre em recessão.

Nos EUA, o principal anúncio da semana foi a forte criação de 287 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola, quando a expectativa era de cerca de 180 mil. A taxa de desemprego subiu 0,2 pontos, para 4,9%, na medida em que um maior número de pessoas passou a procurar emprego, sinal de confiança no mercado de trabalho.

Foi divulgada pelo FED a ata da última reunião do comitê de política monetária, em que foi destacada a espera da votação do Brexit e de mais dados econômicos para a definição do ritmo de alta da taxa de juros. Na reunião de abril, apenas um integrante do comitê indicou mais uma alta dos juros neste ano e na última reunião esse numerou pulou para seis.

Foi também divulgado que a atividade do setor de serviços nos EUA acelerou em junho, superando a previsão dos analistas. O ISM de serviços, de 56,5 avançou 3,6 pontos, enquanto era previsto um avanço de 0,4 pontos.

Na China, a atividade do setor de serviços atingiu em junho o maior patamar dos últimos 11 meses, resultado que contrasta com as dificuldades da indústria. O PMI composto, que inclui a indústria, caiu, porém, ao menor nível em quatro meses, o que significa que o setor de serviços pode não ser capaz de compensar o prolongado declínio da indústria, que levou o crescimento da China ao menor nível em 25 anos.

Diante do contexto, o Dax, índice da bolsa alemã, terminou a semana em baixa de 1,50%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,19% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, terminou a semana em alta de 1,28%.

No Brasil, em relação à inflação de junho, o IPCA veio abaixo das estimativas e desacelerou para 0,35%. No ano, o seu avanço acumulou 4,42%, e em doze meses 8,84%. Já o INPC subiu 0,47% nesse mês e acumulou alta de 5,09% no ano e de 9,49% em doze meses.

O IPC-Fipe, depois de ter subido 0,65% em junho, desacelerou para 0,43% na primeira quadrissemana de julho. O IPC-S, que terminou o mês de junho com alta de 0,26%, acelerou para uma alta de 0,44% na semana inicial de julho, com a forte aceleração dos preços de alguns alimentos. Já o IGP-DI acelerou e encerrou junho subindo 1,63%. No primeiro semestre acumulou alta de 6,02% e em doze meses 12,32%.

Na última quinta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles anunciou que o rombo nas contas públicas previsto para 2017 será de R$ 139 bilhões e faz parte do projeto de LDO de 2017 que será enviado ao Congresso Nacional. O número ficou abaixo da expectativa dos analistas e abaixo dos R$ 170 bilhões de déficit projetado para este ano.

Na semana, o índice Ibovespa alcançou os 53.139 pontos, acumulando alta de 1,74%, e no mês de 3,13%. No ano, o índice acelera os ganhos para 22,58%.  Já o dólar subiu 1.90% na semana, cotado a R$ 3,2945 na venda, acompanhando o recuo das taxas de juros longas.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, divulgado hoje, quase não alterou as expectativas de inflação para 2016, mesmo após novo alívio na inflação corrente com a divulgação do IPCA de junho. Os economistas consultados, na média acreditam agora que o IPCA subirá 7,26% neste ano e não mais 7,27%. Essa é a segunda semana seguida de queda na estimativa, após seis altas seguidas, mas permanece acima do teto da meta do governo, de 4,50% com tolerância de 2 pontos percentuais. Para 2017, a expectativa também melhorou, de 5,43%, para 5,40%.

Em relação à taxa Selic, o relatório trouxe novamente estabilidade das previsões para a Selic no fim de 2016 em 13,25% ao ano e para 2017, em 11,00% ao ano. Um mês atrás, o boletim apontava a Selic em 13,00% para o encerramento de 2016 e em 11,25% para o fim de 2017.

Quanto à atividade econômica, os economistas do mercado financeiro reduziram pela sétima vez a estimativa de retração da economia este ano. Agora, espera-se uma queda do PIB de 3,30% e não de 3,35%. Em relação a 2017 a expectativa de alta foi novamente mantida em 1,00%.

Para a produção industrial, a expectativa de queda acompanhou a melhora do PIB e reduziu de 5,90% para 5,80% em 2016. Para o próximo ano, por outro lado, a projeção de alta recuou de 0,90%, para 0,67%.

Para a Balança Comercial a projeção neste ano reduziu de um superávit de US$ 51,05 bilhões para US$ 50,44 bilhões.  E no ano seguinte também houve redução nas expectativas, de US$ 50 bilhões para US$ 49,88 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto (IED), as estimativas reduziram de US$ 64,00 bilhões para US$ 63,50 bilhões, neste ano, e aumentaram para o próximo, de US$ 60 bilhões para US$ 65,00 bilhões.

Perspectiva

Na Europa, dos indicadores mais importantes, é esperada a divulgação da produção industrial e da balança comercial da zona do euro, em abril e o índice de preços ao consumidor, em maio.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas no varejo, a produção industrial, o índice de preços do produtor e do consumidor, em maio e o resultado da reunião do FED.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC- Fipe e do IPC-S, da segunda quadrissemana de junho, as vendas no varejo e o IBC-Br, em abril.

No plano internacional, os mercados estarão focados no resultado da reunião do FED, quanto aos juros, no dia 15 próximo e internamente, continuará focado no andamento das medidas econômicas do governo Temer e nos fatos políticos.

Enquanto analistas já começam a prever uma reação mais rápida da atividade econômica, os economistas divergem se será em outubro ou agosto a reunião do Copom que promoverá uma queda da taxa Selic. São apostas as serem confirmadas.

Em relação ao total das aplicações, recomendamos uma exposição de 35% aos vértices mais longos, representado pelo IMA-B Total (cuja composição historicamente equivale a 35% do IMA-B 5 e 65% do IMA-B 5+), 30% para os vértices médios (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDkA 2A) e 10% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras. Importante destacar que o alongamento das posições deve ser feito de forma paulatina, visando aproveitar as movimentações do mercado, que ainda poderá apresentar alta volatilidade.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDIC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%). Para os 10% direcionados para o mercado de ações, sugerimos a mesma estratégia de entrada paulatina, já que o cenário esperado é o mesmo que prevalece no alongamento das posições em renda fixa.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente, para o longo prazo.

Nossa Visão – 04/07/2016

Retrospectiva

Após a Moody’s, as agências de classificação de risco Standard & Poor’s e Fitch também rebaixaram a nota de crédito do Reino Unido de “AAA” para “AA”, depois de a população decidir deixar a União Europeia. Em comunicado, a Fitch avaliou que a incerteza trazida pelo referendo deverá provocar uma desaceleração abrupta da economia britânica, com o adiamento de investimentos por parte das empresas e mudanças no ambiente regulatório, o que tende a afetar o cumprimento das metas fiscais.

A semana teve início com quedas das bolsas, principalmente das europeias e com a libra atingindo o seu menor patamar, perante o dólar, desde setembro de 1985. O rendimento dos títulos de dez anos do governo britânico caiu abaixo de 1% pela primeira vez na história, na medida em que os investidores passaram a acreditar em um corte na taxa de juros, por conta de uma possível recessão, a ser causada pelo resultado do referendo.

Passados os primeiros impactos, as bolsas europeias passaram a reagir em função do baixo preço de uma série de ações, sobretudos as de bancos, na medida em que o processo de separação pode ser lento e de alguma forma, na prática, até revertido.

No aspecto político, no Brasil, a semana iniciou-se com a entrega ao secretário-geral da mesa diretora do Senado, da perícia elaborada por técnicos dessa casa, que apontou que há provas de que a presidente afastada agiu diretamente na edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional. No entanto, a partir da documentação apresentada, não foi identificada uma ação direta da presidente na decisão de atrasar os pagamentos da União para os bancos públicos, nos subsídios concedidos a produtores rurais por meio do Plano Safra. Nesta semana, na comissão do impeachment, os laudos serão debatidos.

No campo legislativo, o Senado aprovou um reajuste salarial de até 41,47% para os servidores do Judiciário e de 12% para analistas e técnicos do Ministério Público da União. Embora o aumento se dê em um momento de forte rombo em suas contas, o governo afirmou que há previsão orçamentária para o pagamento, cujo impacto, só neste ano é de quase R$ 2 bilhões. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara, segue agora para a sansão presidencial.

Foi publicado na quinta-feira o decreto que reajustou o programa Bolsa Família em 12,5%, sendo que os novos valores, reajustados acima da inflação, passam a vigorar a partir deste mês. O benefício irá até o limite de R$ 195 por família. No mesmo dia o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou que o teto para os gastos públicos, limitado à taxa de inflação do ano anterior, não vai penalizar a área social.

Em relação aos principais fatos da semana, na economia internacional, especificamente na zona do euro, a agência Eurostat comunicou que a taxa de desemprego caiu em maio para 10,1%, o menor nível registrado desde julho de 2011 e que a inflação do consumidor, após quatro meses de quedas ou estabilidade, subiu 0,1% em junho.

Nos EUA, o Departamento do Comércio anunciou a revisão do PIB do primeiro trimestre de 2016, de um crescimento de 0,8% para 1,1%. Embora tenha havido desaceleração em relação ao trimestre anterior, o resultado foi melhor que o esperado, sendo que os ganhos com as exportações e investimentos em software compensaram parcialmente os menores gastos dos consumidores. Também tiveram comportamento melhor que o esperado a confiança do consumidor e o ISM industrial, em junho.

Na Ásia, foi divulgado o PMI industrial da China, que teve estagnação em junho, levando a crer que o governo de Pequim terá que adotar mais estímulos para impulsionar a economia.

Mesmo com a saída do Reino Unido da União Europeia, as bolsas acabaram apresentando forte recuperação. O Dax, índice da bolsa alemã terminou a semana com alta de 2,29%%, o FTSE-100, da bolsa inglesa com alta de 7,15% e o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, terminou a semana com alta de 3,22%.

No Brasil, o IPC-S, que havia subido 0,33% na terceira quadrissemana de junho, desacelerou para 0,26% na quarta. Já o IGP-M, acelerou para 1,69% no mês de junho, depois de haver subido 0,82%, em maio.

O Banco Central divulgou o Relatório Trimestral da Inflação – RTI, em que previu queda de 3,3% do PIB e inflação de 6,9% em 2016. No relatório anterior previa a queda do PIB em 3,5% e a inflação de 6,6%. Ao dizer que o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias, o documento indica que não haverá corte da taxa Selic em breve. Por seu turno, o Conselho Monetário Nacional – CMN, manteve em 4,5% a meta de inflação a ser perseguida em 2018.

Foi também divulgado pelo Banco Central o resultado consolidado do setor público nacional, em que foi registrado um déficit primário de R$ 18,1 bilhões em maio, elevando o déficit acumulado no ano para R$ 13,7 bilhões e para R$ 150,5 bilhões em doze meses.

Por sua vez, o IBGE divulgou o resultado da Pnad Contínua, em que a taxa de desemprego chegou a 11,2% no trimestre encerrado em maio, sendo que 11,4 milhões de pessoas estavam sem emprego. Já o saldo da Balança Comercial foi de US$ 23,63 bilhões no primeiro semestre deste ano, o maior em 28 anos para o período.

Na semana, o índice Ibovespa subiu 4,25%, acumulando uma alta no mês de 1,37% e ano de 20,49%.  Já o dólar caiu na semana 4,36%% e o IMA-B Total subiu 0,51%.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, divulgado hoje, apontou melhora da expectativa de inflação para 2016. Os economistas consultados, na média acreditam agora que o IPCA subirá 7,27% neste ano e não mais 7,29%. Para 2017, a expectativa também melhorou, de 5,50%, para 5,43%.

Em relação à taxa Selic, foi mantida a expectativa de 13,25% para o final deste ano e de 11,00% para o próximo.

Quanto à atividade econômica, o mercado espera agora uma queda do PIB de 3,35% e não de 3,44%. Em relação a 2017 a expectativa de alta foi novamente mantida em 1,00%.

Para a produção industrial, a expectativa de queda, no ano, aumentou de 5,89% para 5,90%. Para o próximo ano, a projeção de alta subiu de 0,80%, para 0,90%.

Para a Balança Comercial a projeção neste ano aumentou de um superávit de US$ 50,76 bilhões para US$ 51,05 bilhões.  E no ano seguinte manteve-se em US$ 50 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas subiram de US$ 60,50 bilhões para US$ 64 bilhões, neste ano e não mudaram para o próximo, se mantendo em US$ 60 bilhões.

Perspectiva

Em semana desprovida de votações mais relevantes no Congresso, as atenções se voltam para a agenda de indicadores mundo afora.

Na Europa, dos indicadores mais importantes, é esperada a divulgação das vendas no varejo na zona do euro em maio, e a produção industrial da Alemanha no mesmo mês.

Nos EUA, serão divulgadas as encomendas de bens duráveis e as encomendas à indústria, o ISM de serviços e o relatório de emprego, em junho, além da ata da última reunião do FED.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC- Fipe e do IPC-S, da primeira quadrissemana de julho, do IPCA, do INPC e do IGP-DI de junho.

No plano internacional, os mercados estarão focados na criação de novos empregos não rurais e na taxa de desemprego de junho, nos EUA. Números fracos podem enterrar de vez a possibilidade de uma alta n a taxa de juros americana este ano.

No plano local, além do acompanhamento dos fatos políticos, a divulgação do IPCA deve trazer algum impacto, especialmente nos contratos futuros de DI. Segundo as projeções, o índice deve ter um crescimento entre 0,36% e 0,40% na comparação mensal.

Mantemos a recomendação de uma exposição de 35% aos vértices mais longos, representado pelo IMA-B Total (cuja composição historicamente equivale a 35% do IMA-B 5 e 65% do IMA-B 5+), 30% para os vértices médios (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDkA 2A) e 10% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras. Importante destacar que o alongamento das posições deve ser feito de forma paulatina, visando aproveitar as movimentações do mercado, que ainda poderá apresentar alta volatilidade.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDIC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%). Para os 10% direcionados para o mercado de ações, sugerimos a mesma estratégia de entrada paulatina, já que o cenário esperado é o mesmo que prevalece no alongamento das posições em renda fixa.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente, para o longo prazo.