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maio, 2016

Nossa Visão – 23/05/2016

Retrospectiva

A primeira semana do novo governo foi marcada por importantes definições e algumas indefinições também, principalmente em relação ao status ou não de ministério, da pasta da Cultura.

A definição da equipe econômica, que foi objeto do Nossa Visão Especial, publicado no dia 19 último, foi a mais importante. Complementarmente, na sexta-feira, foi divulgada a informação de que Pedro Parente, Chefe da Casa Civil do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e atual presidente do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, aceitou a indicação para a presidência da Petrobrás. A escolha, que deverá ser referendada pelo Conselho de Administração da Petrobrás, no próximo dia 23, foi dentro da estratégia do presidente Temer de colocar no segundo escalão do governo os chamados “notáveis”, donos de perfil eminentemente técnico.

Também na sexta-feira foi divulgada a meta de déficit primário, para 2016, de R$ 170,5 bilhões, que deverá ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional. No Relatório de Receitas e Despesas, em que está embasada a projeção, o governo estimou que a economia brasileira vá encolher 3,8% neste ano, que a inflação será de 7%, que a cotação média do dólar será R$ 3,70 em 2016, e que a taxa média da Selic será 14%. O governo anterior projetava a queda do PIB de 3,05%, a inflação em 7,44%, a taxa média do dólar de R$ 4,18 e a taxa média de juros (Selic) de 14,17%.

Está previsto um pronunciamento do presidente, nesta semana, em que deverá anunciar as medidas econômicas para o aumento da arrecadação, para a redução de despesas e cortes de gastos. Ficou faltando outras importantes definições, como o nome dos futuros presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Em relação aos principais fatos da semana, na economia internacional, coube destaque para a ata da última reunião do FED, o banco central norte-americano, sinalizando que uma nova alta dos juros será debatida na próxima reunião em junho, caso os principais indicadores econômicos continuarem favoráveis.

Nesse aspecto, colaborou a divulgação de que o CPI, que mede a inflação do consumidor americano, subiu 0,4% em abril, quando a expectativa era de um aumento de 0,3%. Dessa forma, a inflação dos últimos 12 meses se elevou para 1,1%, sendo que o núcleo do índice atingiu 2,1% anualizado. Também em abril, a construção de novas residências teve expansão de 6,6% anualizada, a venda de moradias usadas de 1,5%, em relação a março, enquanto a produção industrial, que cresceu 0,7%, teve a maior expansão desde novembro de 2014.

Ainda em relação à atividade, o índice de indicadores antecedentes, do Conference Board, subiu 0,6% em abril.

Na China, a produção industrial teve alta anualizada de 6% em abril, enquanto no Japão a produção industrial revisada para março subiu 3,8%. O PIB do primeiro trimestre, também divulgado, teve evolução acima das expectativas, crescendo 0,5%, ou 1,7% em taxa anualizada.

O Dax, índice da bolsa alemã terminou a semana com queda de 0,37%, o FTSE-100, da bolsa inglesa com alta de 0,29%, enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, teve alta de 0,28%.

No Brasil, em relação à inflação, o IPC-Fipe acelerou a sua alta de 0,38% para 0,41%, na segunda semana de maio, enquanto o IPC-S acelerou de 0,64% na primeira quadrissemana de maio, para 0,67% na segunda. Igualmente o IGP-M acelerou de 0,59%, na primeira prévia de maio, para 0,68% na segunda prévia. Confirmando a tendência de alta da inflação, o IPCA-15 de maio subiu 0,86%, quando em abril havia subido 0,51%. Foi a maior alta para um mês de maio, desde 1996.

Foi também anunciada a décima terceira queda seguida da arrecadação federal, que em termos reais apresentou recuo de 7,91% no primeiro quadrimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os tributos federais recolhidos no período somaram R$ 427,9 bilhões, o menor valor para o período desde 2010.

Na semana o índice Ibovespa caiu 4,02%, elevando a perda no mês para 7,77% e reduzindo o acumulado no ano para 14,70%. Já o dólar subiu 1,08%, elevando o ganho no mês para 2,64% e as taxas de juros longas subiram ligeiramente, sendo que o IMA-B Total caiu 0,08%.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, divulgado hoje, apontou uma alta da expectativa de inflação para 2016. Os economistas consultados, na média acreditam que o IPCA subirá 7,04% neste ano e não mais 7%. Para 2017, a expectativa foi mantida em 5,5%.

Em relação à taxa Selic, agora é esperado que caia de para 12,75% no final deste ano, enquanto no último relatório a previsão era de 13%. Para o próximo ano a previsão caiu de 11,50% para 11,38%.

Quanto à atividade econômica, o mercado espera agora uma queda do PIB de 3,83% e não de 3,88%. Em relação a 2017 foi mantida a expectativa de alta de 0,50%.

Para a produção industrial, o pessimismo cresceu com o aumento da expectativa de queda no ano, de 5,85% para 6%. Para o próximo ano, melhorou a projeção de alta de 0,74% para 0,90%.

Quanto a Balança Comercial a projeção neste ano aumentou de um superávit de US$ 48 bilhões, para um de US$ 49,57 bilhões.  E no ano seguinte foi mantida em US$ 50 bilhões. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas melhoraram de US$ 58,50 bilhões para US$ 59,28 bilhões, neste ano e não mudaram para o próximo se mantendo em US$ 60 bilhões.

Perspectiva

Na Europa, em meio aos indicadores mais importantes, é esperada a divulgação do PMI Industrial e o de Serviços, em maio, na Alemanha e na zona do euro, além da confiança do consumidor, em ambas as regiões.

Nos EUA, será divulgado o PMI Industrial, o PMI de Serviços e o índice de Confiança de Michigan de maio, as vendas de casas novas e os pedidos de bens duráveis, de abril, além da última revisão do PIB do primeiro trimestre de 2016.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC-S e do IPC- Fipe, relativo a terceira semana de maio, em uma semana cortada pelo feriado de Corpus Christi.

No plano internacional, os mercados estarão focados na evolução dos dados econômicos dos EUA, na medida em que boas notícias nesse front significarão más notícias para os mercados de risco, com a possível queda das bolsas, a alta nos juros de mercado e a valorização do dólar.

Internamente, o mercado estará focado no andamento dos fatos políticos, sobretudo os com consequências para a economia, além do anuncio de eventuais medidas para o equacionamento do déficit gigantesco a ser enfrentado pelo novo governo.

Como foi dito no Nossa Visão Edição Especial, em relação ao total das aplicações, recomendamos uma exposição de 35% aos vértices mais longos, representado pelo IMA-B Total (cuja composição historicamente equivale a 35% do IMA-B 5 e 65% do IMA-B 5+), 30% para os vértices médios (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDkA 2A) e 10% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras. Importante destacar que o alongamento das posições deve ser feito de forma paulatina, visando aproveitar as movimentações do mercado, que ainda poderá apresentar certa volatilidade.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDIC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%). Para os 10% direcionados para o mercado de ações, sugerimos a mesma estratégia de entrada paulatina, já que o cenário esperado é o mesmo que prevalece no alongamento das posições em renda fixa.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente, para o longo prazo.

Nossa Visão – 16/05/2016

Retrospectiva

Em uma longa sessão, o Senado da República aprovou, com 55 votos favoráveis frente a 22 contrários, a abertura do processo de impeachment, da presidente Dilma Roussef, que foi afastada do cargo por até 180 dias. Nesse período, o Senado passará a colher provas, realizar perícias, ouvir testemunhas de acusação e de defesa para instruir o processo e embasar a decisão final. O julgamento será conduzido pelo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que também comandará a Comissão Processante do Senado. O impedimento definitivo da presidente dependerá do voto favorável de 54 dos 81 senadores (dois terços), em julgamento ainda sem data marcada para ocorrer.

Assim, o vice-presidente Michel Temer foi notificado, assumiu a presidência, anunciou os 24 ministros integrantes da sua equipe, e já realizou a primeira reunião ministerial. A nomeação de diversos parlamentares, dos mais importantes partidos favoráveis ao impeachment, faz parte da estratégia do presidente em exercício de obter apoio no Congresso Nacional, a fim de assegurar os votos necessários para aprovar reformas consideradas prioritárias diante da crise econômica.

Em relação aos principais fatos da semana na economia internacional, na zona do euro foi divulgado o PIB revisado de primeiro trimestre de 2016, que avançou 0,5% e não 0,6% sobre o trimestre anterior e 1,5% na base anual. Quantoà produção industrial do bloco econômico, em março, houve uma queda de 0,8%, em relação a fevereiro, pressionada por todos os setores, com exceção do de energia. Já a revisão do PIB alemão, apresentou um crescimento de 0,7%, e não 0,5% antes divulgado, o que equivale a 1,3% na base anual. Quanto à produção industrial, também houve uma queda, mas de 1,3% em março, em relação ao mês anterior.

O Dax, índice da bolsa alemã terminou a semana com valorização de 0,84% e o FTSE-100, da bolsa inglesa com alta de 0,21%.

Nos EUA, foram divulgadas as vendas no varejo, que cresceram 1,3% em abril, quando a expectativa era de uma evolução de 0,8%. Foi o maior ganho mensal desde março de 2015. Já em maio, a confiança do consumidor atingiu 95,8 pontos, o nível mais alto em um ano.

O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, terminou a semana com queda de 0,51%.

Na China, o índice de preços ao consumidor registrou em abril um aumento de 2,3% anualizado, o mesmo número do mês anterior.

Do lado doméstico, o Banco Central divulgou o IBC-Br, considerado pelo mercado a prévia do PIB, que apresentou baixa de 0,36% em março, na comparação com fevereiro, levando o acumulado no primeiro trimestre de 2016 para uma queda de 1,44%. Na comparação com março de 2015, a queda foi de 6,31%. Já a produção industrial cresceu 1,4% nesse mesmo mês, sendo que na comparação com o ano anterior a baixa foi de 11,4%. Já as vendas do comércio varejista registraram queda de 0,9% em março, sendo que no primeiro trimestre o recuo acumulado foi de 7%. Quanto ao setor de serviços, a queda foi de 5,9% em março, acumulando uma baixa de 5% no trimestre e de 4,4% em doze meses.

Quanto à inflação, o IPC-Fipe suavizou a sua alta para 0,38% na primeira semana de maio, enquanto o IPC-S acelerou de 0,49% na última semana de abril, para 0,64% na primeira quadrissemana de maio. Também o IGP-M acelerou para 0,59%, na primeira prévia de maio, após se situar em 0,31% na mediação do mês anterior.

No setor externo, foi divulgado o resultado da Balança Comercial na primeira semana de maio, que apresentou um superávit de US$ 1,2 bilhão, acumulando no ano um saldo positivo de US$ 14,43 bilhões.

Na semana, o índice bovespa subiu 0,17%, diminuindo a queda no mês para 3,91%, mas ainda acumulando no ano uma expressiva alta de 19,50%%. Já o dólar recuou 0,91% na semana, ampliando a queda no ano para 10,26%, enquanto as taxas de juros longas caíram. Assim, o IMA-B Total subiu 1,85% na semana e acumulou alta de 16,44% no ano.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, divulgado hoje, apontou a manutenção da expectativa de inflação para 2016. Os economistas consultados, na média, acreditam que o IPCA subirá 7% neste ano. Para 2017, a expectativa recuou de 5,62% para 5,50%, fincando o pé abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 6,00%.

Para os preços administrados, as projeções também foram mantidas. A mediana das expectativas para este ano ficou em 7,00%, mesmo valor da semana passada. Estava em 7,20% há quatro semanas.

O Banco Central conta com uma forte desaceleração dos preços monitorados pelo governo para deixar o IPCA abaixo do teto da meta em 2016. Para 2017, a mediana das estimativas para os preços administrados permaneceu em 5,50% – há quatro semanas estava em 5,70%.

Em relação à taxa Selic, também houve manutenção da expectativa de que esteja em 13,00% no final deste ano e que caia de 11,75% para 11,50%, no final do próximo ano. Quanto à atividade econômica, o mercado continua esperando um aprofundamento da recessão, com o PIB caindo 3,88% e não mais 3,86%, em 2016. Para 2017 foi mantida a expectativa de alta de 0,50%.

Para a produção industrial, houve uma pequena melhora de expectativa, que aponta uma queda, no ano de 5,85% e não mais os 5,95% da semana anterior. Para a Balança Comercial a projeção neste ano aumentou de um superávit de US$ 46,80 bilhões, para US$ 48 bilhões.  E no ano seguinte manteve-se em US$ 50 bilhões.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas indicam US$ 58,50 bilhões e não mais US$ 57,35 bilhões. Para 2017 foi mantida em US$ 60 bilhões.

Perspectiva

Na Europa, dos indicadores mais importantes é esperada a divulgação das encomendas à indústria e a produção industrial, em março, na Alemanha e na zona do euro, e o IPC de abril, além da última revisão do PIB em ambas as regiões.

Nos EUA, será divulgado o índice de preços ao consumidor, os indicadores de imóveis em construção, o índice de produção industrial e a venda de imóveis usados de abril, além da ata da última reunião do FOMC.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC-S e do IPC- Fipe, na segunda semana de maio e o IPCA-15 de maio.

Os mercados brasileiros de títulos e valores mobiliários deverão ter o seu andamento condicionados mais ao noticiário interno, do que o externo. São aguardadas a definição da integralidade da equipe econômica e as primeiras medidas do novo governo para o equacionamento da grave crise econômica do país. É consenso a necessidade da promoção de importantes reformas, como a trabalhista, a da previdência e a tributária, sem mencionar a política.

Em um de seus primeiros atos após assumir o cargo, o presidente Temer criou o Programa de Parcerias de Investimentos, objetivando a ampliação e o fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada, que precisa recobrar a confiança, para voltar a investir. No entanto, o equacionamento das contas públicas é fundamental. Carece ainda de aprovação a nova meta fiscal para 2016, que por enquanto prevê um déficit de R$ 96 bilhões, proposta apresentada ainda pelo governo Dilma.  Aguardamos também as medidas no sentido de financiar o déficit a ser definido, que deverá ser aprovado pelo Congresso.

Para as agências de risco Standar&Poor’s e Moody’s, o afastamento da presidente Dilma não encerra a incerteza política e os desafios do presidente em exercício serão similares à da presidente afastada. A operação Lava-Jato deverá seguir o seu curso e o Brasil continuará a enfrentar desafios significativos, sobre a ótica do crédito. Mesmo contando com o apoio de boa parte do Congresso, o presidente Temer deverá ser ambicioso em relação às suas futuras realizações.

Enquanto aguardamos a definição da nova equipe econômica e as primeiras medidas para a solução do problema fiscal, mantemos, para a renda fixa, a recomendação de uma exposição da carteira para os vértices de médio prazo (IMA-B 5 e IDKA IPCA 2A) em no máximo 40%. Permanece a recomendação de se evitar estratégias com exposição para os vértices mais longos (IMA-B, IMA-B 5+ e IDKA IPCA 2A). Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, ou seja, para ativos indexados ao IRFM-1, ou mesmo ao DI, já que, mesmo que o rendimento não propicie a superação da meta atuarial, o risco de perda, num cenário tão incerto, fica substancialmente reduzido.

Nas estratégias que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), observamos que a escassez de linhas de crédito para a produção e consumo gerou uma abertura de spread (prêmio de risco) nas operações que resultam em oportunidades interessantes para investimentos. Com a devida cautela, e respeitados os limites das políticas de investimentos, recomendamos avaliar investimentos nestes segmentos.

Na renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 20%, já incluídas alocações em fundos imobiliários – FIIs e fundos em participação –FIPs. Embora não haja melhora nos fundamentos econômicos que justifique elevar ainda mais o risco da carteira e mesmo com as altas recentes, o investimento em ações deve ser avaliado com maior atenção, na medida em que ainda existe a possibilidade de importantes ganhos quando as apostas mais otimistas puderem se materializar. Disso continua se aproveitando o investidor estrangeiro, em detrimento do investidor institucional local. Uma estratégia que contemple o investimento gradativo e contínuo, feito tanto nos movimentos de alta quanto de baixa, aproveitando-se as janelas de oportunidades que se apresentem e visando a obtenção de resultado no longo prazo, não deve ser desprezada.

Nossa Visão – 09/05/2016

Retrospectiva

No campo político, a semana foi de alta intensidade. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, não só denunciou o ex-presidente Lula ao STF, como também pediu investigações sobre a presidente Dilma, além de alguns de seus ministros, como Edinho Silva e Jacques Wagner, entre outros.

Por seu turno, os ministros do STF decidiram, por unanimidade, suspender o mandato do deputado Eduardo Cunha e afastá-lo da presidência da Câmara dos Deputados, já que é réu em processo no próprio STF por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Enquanto isso foi aprovado por quinze votos a cinco, na comissão do impeachment no Senado, o parecer do relator, Antonio Anastasia, que pede a abertura do processo. Desta forma, em quarenta e oito horas o parecer deve ser votado novamente, pelo plenário do Senado, em sessão que deve ocorrer na próxima quarta-feira, dia 11.

Em relação aos principais fatos da economia internacional, na zona do euro as vendas no varejo recuaram 0,5% em março, em comparação com fevereiro, sendo que a expectativa era de uma queda de apenas 0,1%. Em doze meses a alta foi de 2,1%. Já o PMI composto, que engloba os setores industriais e de serviços, caiu levemente em abril, de 53,1 em março, para 53. O PMI só de serviços, ficou estável.

Na Alemanha, a atividade industrial encolheu em abril. O PMI do setor industrial, que responde por cerca de um quinto da economia, caiu de 49 em março, para 48,1 em abril.

O resultado marca o segundo mês em que o índice caiu abaixo da linha de 50 pontos, que separa o crescimento, da contração.

O Dax, índice da bolsa alemã, terminou a semana em queda de 1,68%%, enquanto o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,86%.

Nos EUA, os pedidos à indústria subiram 1,1%, quando os analistas esperavam um aumento de 0,5%, mas a produtividade no país registrou um novo retrocesso, caindo 1%. Já a criação de vagas de trabalho fora do setor agrícola somou 160 mil, abaixo da média de criação de 200 mil postos do primeiro trimestre. A taxa de desemprego foi mantida em 5%, por conta da saída de pessoas da força de trabalho. Já a renda média por hora trabalhada subiu 0,3%, mantendo a tendência de alta.

O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, terminou a semana com perdas de 0,40%. O mercado acionário vem tendo dificuldade para ganhar tração após um rali de vários meses, pressionado por indicadores econômicos ruins, balanços corporativos fracos e volatilidade nos preços do petróleo.

Na China, a atividade industrial recuou pelo décimo quarto mês consecutivo, forçando as empresas a cortarem empregos. O PMI da indústria caiu para 49,4, permanecendo abaixo de 50 pontos.

No Brasil, a produção industrial avançou 1,4% em março, mas acumulou uma queda de 11,7% no primeiro trimestre do ano. Por sua vez, a atividade do comércio recuou 9,5% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, e 8,8% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2015. Já a confiança do consumidor brasileiro atingiu o pior nível em 11 anos, tendo atingido 64 pontos. Os valores abaixo de 100 significam pessimismo.

No lado fiscal, o governo federal anunciou, além do aumento dos valores do Bolsa Família, que estaria encaminhando ao Congresso, proposta de correção de 5% da tabela de imposto de renda na fonte. Para compensar, elevou o Imposto sobre Operações Financeiras – IOF de 0,38% para 1,1% na compra de dólares em espécie. E dada a precariedade fiscal do país, a agência de classificação de risco Fitch cortou novamente a nota de risco do país, com perspectiva negativa. Com isso, também por essa agência, a nota do Brasil ficou dois degraus abaixo do grau de investimento.

Em relação à inflação, embora o IPC-Fipe tenha recuado para 0,46% em abril, o IPC-S acelerou para 0,49% no final do mesmo mês. Fato que foi captado na apuração da inflação oficial, o IPCA, que se elevou em 0,61% em abril, acima das expectativas dos analistas. No ano acumulou alta de 3,25% e 9,28% em doze meses. Já o INPC subiu 0,64% no mês, acumulando alta de 3,58% no ano e de 9,83% em doze meses.

Importante mencionar que a empresa comercializadora de energia Comerc destacou, em seu último relatório, que o nível dos reservatórios das hidrelétricas do Brasil ainda é baixo, se considerado o histórico dos últimos 15 anos. Mesmo após um período de chuvas mais favorável e uma recessão que reduziu o consumo de energia. No Nordeste, Norte e Sudeste/Centro-Oeste é que os níveis estão mais baixos.

Também foi divulgada a ata da última reunião do Copom, em que o Banco Central sinalizou que ainda é cedo para reduzir as taxas de juros. A inflação ainda se encontra em nível elevado e os efeitos da política fiscal são bastante adversos.

No setor externo, foi divulgado o resultado da Balança Comercial em abril, que apresentou um superávit de US$ 4,8 bilhões, o maior para o mês desde 1989. Dessa forma, o superávit acumulado no ano se elevou para US$ 13,2 bilhões, resultado impactado mais pela queda das importações do que pelo aumento das exportações.

Na semana o índice Ibovespa caiu 4%, o pior desempenho semanal desde janeiro, reduzindo os ganhos anuais para ainda expressivos 19,30%.  Já o dólar fechou a semana em leve alta de 0,37%. Com a publicação do IPCA acima do esperado, as taxas de juros abriram e o IMA-Geral encerrou a semana com valorização de 0,15%.

Comentário Focus

O último Relatório Focus, revelado nesta manhã, apontou para uma piora nas expectativas de inflação para 2016. Após o IPCA de abril superar as expectativas dos analistas, o mercado voltou a elevar as projeções para a inflação neste ano, interrompendo uma sequencia de oito semanas consecutivas de queda.

Os economistas consultados, na média acreditam que o IPCA subirá 7,0% neste ano e não mais 6,94%. Para 2017, os economistas e instituições consultados voltaram a reduzir as estimativas. A previsão para a inflação recuou de 5,72% na pesquisa passada para 5,62% nesta semana. O percentual se situa abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN para o próximo ano, que é de 4,5% com 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em relação à taxa Selic, agora é esperado que caia de 13,25% para 13,00% no final do ano, apesar do Banco Central não acenar com essa possibilidade no curto prazo. Já para o ano que vem, a taxa foi mantida em 11,75%.

Em relação ao desempenho da economia, pela primeira vez após 15 quedas seguidas, os analistas previram um leve respiro. Em vez de queda de 3,89% no PIB deste ano, eles agora acreditam que o tombo será de 3,86%. Já para o ano que vem o Focus sinaliza para nova elevação, pela terceira semana seguida, passando de 0,40% para 0,50%.

Para a produção industrial, o pessimismo se manteve com o aumento da expectativa de queda, no ano de -5,83% para -5,95%. Para 2017, houve reversão nas expectativas e as projeções indicam uma alta de 0,50% para 0,74%.

Para a Balança Comercial a projeção neste ano recuou de um superávit de US$ 48,0 bilhões, para um de US$ 46,4 bilhões.  E no ano seguinte manteve-se em US$ 50,0. Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas apresentaram leve recuo de US$ 58,0 bilhões, para US$ 57,3 bilhões em 2016. Para 2017 as estimativas permaneceram em US$ 60,0 bilhões.

Perspectiva

Na Europa, dos indicadores mais importantes é esperada a divulgação do PIB do primeiro trimestre da zona do euro, e a produção industrial em março, e da Alemanha, dados idênticos, além da inflação.

Nos EUA, será divulgada a inflação do produtor e as vendas no varejo de abril, e o índice de confiança do consumidor em maio.

No Brasil, teremos a divulgação do IPC-S e do IPC- Fipe, na primeira semana de maio, as vendas no varejo, o desempenho do setor de serviços e o IBC-Br, de março.

Com a votação do impeachment, pelo plenário no Senado e o consequente afastamento da presidente, o vice Michel Temer passará a receber todos os holofotes, também do mercado financeiro, ansioso pela definição de toda a equipe econômica. Henrique Meirelles, virtual Ministro da Fazenda, já declarou que é preciso estabelecer metas realistas para a melhora da confiança no país e que o principal desafio é estabilizar a trajetória da dívida pública brasileira. Para tanto, confia no Congresso Nacional para aprovar as medidas necessárias. O desafio é enorme.

A dúvida que permanece, é se o otimismo com a mudança política já foi devidamente precificado pelos mercados, ou se há espaço para maiores evoluções. É consenso que a resposta dependerá da capacidade do novo governo implementar todas as reformas que são necessárias.

Enquanto se aguarda pelos desdobramentos, a maioria dos investidores parece não estar disposta a correr riscos. De acordo com dados divulgados pela AMBIMA, os fundos de renda fixa foram os únicos com entrada expressiva de recursos neste ano.  De janeiro a abril, as aplicações superaram os resgates em R$ 40,2 bilhões. O que chamou mais a atenção foi o fato de quase a totalidade dos recursos terem ingressado nos produtos chamados de duração baixa, que se concentram em títulos com vencimento no curto prazo. Em linha com o que temos orientado.

Nesse contexto, mantemos nossa recomendação de expor a carteira de renda fixa aos vértices de médio prazo (IMA-B 5 e IDkA 2A) em no máximo 40%. Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, ou seja, para ativos indexados ao IRFM-1, ou mesmo ao DI, já que, mesmo que o rendimento não propicie a superação da meta atuarial, o risco de perda, num cenário tão incerto, fica substancialmente reduzido.

Nas estratégias que envolvam essencialmente a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), observamos que a escassez de linhas de crédito para a produção e consumo gerou uma abertura de spread (prêmio de risco) nas operações, que resultam em oportunidades interessantes para investimentos. Com a devida cautela, e respeitados os limites das políticas de investimentos, recomendamos avaliar investimentos nestes segmentos.

Na renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 20% para o segmento, já incluídas alocações em fundos imobiliários – FIIs e fundos em participação – FIPs, dado a falta de percepção de melhora nos fundamentos econômicos que justifique elevar ainda mais o risco da carteira.

Nossa Visão – 02/05/2016

Retrospectiva

A semana que passou, foi mais uma dominada pelo cenário político. Depois de instalada, a comissão do impeachment do Senado prosseguiu com os seus trabalhos, sendo que foram ouvidos os autores do pedido e os integrantes do governo, escalados para a defesa da presidente, quanto ao crime de responsabilidade. Nesta semana novas pessoas serão ouvidas e está prevista, para o dia 06 de maio, a votação em plenário do parecer do Senador Anastasia, relator do caso. Por outro lado, o vice-presidente, Michel Temer, deu continuidade às articulações no sentido da montagem de sua equipe de governo, sendo que o PSDB se mostrou mais receptivo quanto a eventual ocupação de cargos. Enquanto isso, o ex-presidente Lula conclamou os movimentos sociais a irem para as ruas, entretanto, as manifestações que ocorreram em diversos estados foram pequenas e isoladas.

Em relação aos principais fatos da economia internacional, na zona do euro, conforme a agência Eurostat, o PIB do primeiro trimestre evoluiu acima do esperado e subiu 0,6%, em relação ao trimestre anterior e 1,6% anualizado.  No entanto, a inflação ao consumidor, de abril, voltou a ser negativa em -0,2%. Assim, o Banco Central Europeu, manteve inalterada a taxa de juros em 0%.

O Dax, índice da bolsa alemã terminou a semana em baixa de 3,2%%, enquanto o FTSE-100, da bolsa inglesa registrou declínio de 1,1%.

Nos EUA, o PIB de primeiro trimestre cresceu a uma taxa anualizada de 0,5%, abaixo da expectativa de 0,7%. Os gastos dos consumidores cresceram apenas 0,1% em março, também abaixo do esperado e as vendas de casas novas recuaram 1,5%. O banco central americano (FED) se reuniu e decidiu, novamente, manter a taxa de juros inalterada entre 0,25% e 0,5% ao ano. Por outro lado, na terceira semana do mês os pedidos de auxílio desemprego atingiram o menor nível desde 1973.

O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, terminou a semana em baixa de 1,3%, a maior queda semanal em mais de dois meses.

No Brasil, foi divulgado que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, IBC-Br, de fevereiro, recuou 0,29% e acumulou queda de 4,75% em doze meses.  Já o IBGE, informou que a taxa de desemprego, medida pela Pnad Contínua atingiu 10,9% no final de março, com 11 milhões de pessoas desempregadas.

Foi também anunciado o resultado da política fiscal, de março, quando setor público consolidado registrou déficit primário de R$10,6 bilhões , No ano, o déficit primário acumulado foi de R$5,8 bilhões, ante um superávit de R$19 bilhões no mesmo período de 2015. No acumulado em doze meses, registrou-se um déficit primário de R$136 bilhões (2,28% do PIB).

Por seu turno, o STF decidiu adiar, por sessenta dias, o julgamento de que tipo de juros deve ser aplicado no pagamento das dívidas dos estados.

Em relação à inflação, o IPC-S semanal suavizou a sua alta para 0,38%, na terceira prévia de abril e o IGP-M, o índice que ajusta os aluguéis, teve alta de 0,33% em abril e de 10,63%, em doze meses. Em relação à taxa Selic, o Copom optou novamente por deixá-la inalterada, em 14,25% a.a, mas desta feita a decisão foi unânime e não mais com dois diretores votando pela elevação de 0,5%.

Na semana, o índice Ibovespa subiu 1,90%, elevando o ganho no mês para 7,70% e o no ano, para expressivos 24,37%.  O ingresso líquido de capital estrangeiro na bolsa foi de R$ 2,9 bilhões em abril, elevando o acumulado no ano para R$ 13,5 bilhões.

Já o dólar P-Tax recuou 3,68% na semana, e 3,03% no mês. As taxas de juros longas caíram e o IMA-Geral subiu 1,07% na semana, acumulando alta de 2,89% em abril.

Comentário Focus

As expectativas dos economistas para a inflação em 2016 continuaram a melhorar, como vem ocorrendo nos últimos dois meses, e a perspectiva para a atividade econômica parece ter parado de piorar. Ao mesmo tempo, ao longo das últimas duas semanas, o mercado começa a ver uma perspectiva melhor para a economia em 2017. A expectativa de inflação está se distanciando do teto da meta, de 6%, enquanto houve dois pequenos ajustes para cima na estimativa do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Também se espera juros menores no ano que vem.

De acordo com o boletim Focus revelado hoje, a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2016 caiu pela oitava semana, de 6,98% para 6,94% de aumento. A aposta, contudo, ainda segue acima do teto da meta, de 6,50%, para o período. A projeção de inflação em 12 meses também recuou, pela quarta semana, de 6,20% para 6,19%.  Para 2017, a redução das estimativas para a inflação foi um pouco mais intensa, de 5,80% para 5,72%. Entre os analistas Top 5, os que mais acertam as previsões, a mediana do IPCA para 2016 seguiu em 7,05% de alta, mas a de 2017 passou de 6% para 5,90% de elevação.

Esse recuo nas estimativas de inflação é acompanhado por uma melhora nas projeções para os preços administrados, que devem subir 6,95% neste ano e 5,73% no ano que vem. As previsões anteriores eram de incremento de 7% e 5,80%.

Quanto à atividade, os economistas continuaram a ajustar a previsão para o desempenho do PIB de 2016 para baixo, mas com menor intensidade. A estimativa passou de queda de 3,88% para retração de 3,89%. A expectativa para 2017 foi ajustada para cima pela segunda semana, desta vez de crescimento de 0,30% para 0,40%.

Após vários ajustes, os economistas mantiveram a mesma projeção para a taxa Selic da semana anterior, em 13,25% ao fim deste ano – há quatro semanas, estava em 13,75% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o colegiado manteve a Selic inalterada em 14,25% ao ano, em decisão unânime.

Para o ano que vem, o mercado espera que a Selic termine o ano em 11,75% ao ano, ante taxa de 12,00% ao ano apontada na última semana – há quatro documentos estava em 12,50%. Entre os economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 no médio prazo, a estimativa para 2016 ficou mantida em 13,38% ao ano. Um mês atrás, a mediana das projeções estava em 13,25%. Já para 2017, a previsão é que a taxa encerre o ano em 12,25% ao ano, mesmo valor do último documento – há quatro semanas estava em 11,75%.

Perspectiva

Na Europa, dos indicadores mais importantes, é esperada a divulgação do PMI industrial e de serviços da Alemanha, em abril, o PMI de serviços, também em abril e as vendas no varejo, na zona do euro, em março.

Nos EUA, será divulgado o ISM industrial, os empregos gerados e a taxa de desemprego, de abril, as encomendas às indústrias, em março e o nível de produtividade no primeiro trimestre.

No Brasil, será divulgado o IPC-Semanal, quarta quadrissemana, o IPC-Fipe de abril, a ata da última reunião do Copom, além do IPCA de abril.

É ainda na política que continuarão concentradas todas as atenções do mercado financeiro. Prosseguirão os trabalhos na comissão do Senado que discute o impeachment, com a possível votação do relatório, na própria comissão, no dia 06 de maio e em plenário, no dia 11.

O vice-presidente Michel Temer, deverá avançar nas tratativas para a formação do seu governo provisório, sendo que os nomes mais comentados, entre outros, são o de Henrique Meirelles, na Fazenda, Romero Jucá, no Planejamento, José Serra nas Relações Exteriores, e Eliseu Resende na Casa Civil.

O fato é que uma série de medidas urgentes aguarda o novo governo, principalmente às relativas à política fiscal. Com a rigidez orçamentária para o corte de despesas, e o pouco espaço político para a elevação de impostos, desarmar a bomba relógio do crescimento acelerado dos déficits primário e nominal, além da dívida pública, em relação ao PIB é tarefa das mais difíceis. O país corre contra o tempo, para evitar o avanço da deterioração de seus principais indicadores.

Nesse contexto, mantemos nossa recomendação de expor a carteira de renda fixa aos vértices de médio prazo (IMA-B 5 e IDkA 2A) em no máximo 40%. Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, ou seja, para ativos indexados ao IRFM-1, ou mesmo ao DI, já que, mesmo que o rendimento não propicie a superação da meta atuarial, o risco de perda, num cenário tão incerto, fica substancialmente reduzido.

Nas estratégias que envolvam essencialmente a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), observamos que a escassez de linhas de crédito para a produção e consumo gerou uma abertura de spread (prêmio de risco) nas operações, que resultam em oportunidades interessantes para investimentos. Com a devida cautela, e respeitados os limites das políticas de investimentos, recomendamos avaliar investimentos nestes segmentos.

Na renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 20% para o segmento, já incluídas alocações em fundos imobiliários – FIIs e fundos em participação – FIPs, dado a falta de percepção de melhora nos fundamentos econômicos que justifique elevar ainda mais o risco da carteira.