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janeiro, 2016

Nossa Visão – 25/01/2016

Retrospectiva

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 0,83%, aos 38.031 pontos, em dia de recuperação após as sucessivas quedas do índice em meio à contínua queda do preço do petróleo, que nos últimos dias atingiu a mínima em 12 anos, e mais dados ruins vindos da China. Na semana, a desvalorização foi de 1,39%, enquanto no mês o índice desaba 12,27%.

O petróleo manteve-se como principal driver do mercado, com os mercados globais se afogando num excesso de oferta do óleo. De acordo com as previsões da Agência Internacional de Energia (AIE), os preços devem ficar ainda mais baixos, conforme diminui o crescimento da demanda em linha com a desaceleração do crescimento econômico da China. Há ainda a volta do petróleo iraniano ao mercado, após a retirada das sanções comerciais impostas pelos EUA e pela União Européia.

Na China, dados oficiais divulgados mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve crescimento de 6,9% em 2015, o mais baixo crescimento desde 1990. Acostumada com crescimentos acima dos dois dígitos nas últimas décadas, o país viu o PIB crescer 6,8% no último trimestre do ano, comparado com o mesmo período de 2014. A ausência de qualquer estímulo relevante pelo governo chinês para contrabalançar o desaquecimento da economia vem assustando os investidores, reforçando o viés negativo dos mercados.

No cenário local, repercutiu a decisão do Copom em manter a taxa Selic a 14,25% ao ano, em decisão controversa que adicionou incerteza entre investidores. A mudança de rota na estratégia do Banco Central trouxe à tona questionamentos sobre a credibilidade sobre a instituição e a sua independência em relação ao Planalto. A carta do presidente do banco, Alexandre Tombini, justificando de véspera a mudança de avaliação da conjuntura, surpreendeu o mercado e fez com que a curva de juros dos contratos futuros do DI atingisse uma inclinação recorde, aumentando os prêmios dos vencimentos mais longos.

Com isso, o dólar atingiu a maior cotação na história do Plano Real, quando encerrou a sessão de quinta-feira cotado a R$ 4,16. A moeda encerrou a semana com valorização de 1,6%. É a quarta semana seguida de valorização. No mês, a moeda acumula ganhos de 4,12%, mesma variação que tem no ano.

Pesquisa Focus

A decisão do Copom em manter a taxa de juros inalterada mudou as expectativas do mercado financeiro em relação ao fechamento do ano. Foi o que revelou o relatório Focus divulgado hoje pelo Banco Central.

A maioria dos analistas que participaram da pesquisa semanal revisou as projeções para manutenção da Selic neste patamar em 2016. De acordo com o documento, a expectativa foi alterada para uma taxa de 14,64% ao ano, ante 15,25% da semana anterior. Quatro semanas atrás, estava nos mesmos 15,25% ao ano.

Para 2017, a mediana das estimativas para a SELIC do encerramento caiu de 12,88% ao ano para 12,75% ao ano, o que implica numa revisão daqueles economistas que acreditavam que o nível dos juros no encerramento de 2017 seria de 13,00% ao ano.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa, a previsão para a SELIC no fim de 2016, que havia disparado para 15,38% ao ano na semana anterior, agora despencou para 13,75%, o que significa um ajuste de 0,75 pontos base na taxa. Para o encerramento de 2017, esses mesmos analistas projetam agora uma taxa de 12,63% ao ano, ante mediana de 13,00% vista no documento anterior.

Os economistas voltaram a elevar sua estimativa de inflação para 2016, que atingiu a marca dos 7,23%, de acordo com o relatório, após o Copom “afrouxar” o aperto monetário. Antes, a previsão estava em 7,00%. Com isso, o mercado financeiro prevê que a inflação ficará, novamente, acima do teto de 6,50% do sistema de metas brasileiro neste ano – algo que já aconteceu em 2015. A meta central de inflação é de 4,50% neste ano e em 2017.

Para 2017, a previsão do mercado financeiro para o IPCA subiu de 5,40% para 5,65% na semana passada, se distanciando ainda mais da meta central no ano que vem.

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguem no terreno negativo. A mediana das estimativas aumentou para 2016 recuaram a -3,00%, ante -2,99% apontados no levantamento anterior – há quatro semanas, a aposta era de queda menor, de -2,81%.

Já para 2017, a expectativa é mais otimista, de expansão de 0,80%, apesar do recuo em relação ao patamar verificado na semana passada de 1,00%. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem também era de 1,00%.

Perspectivas

Em meio ao feriado da cidade de São Paulo, a bolsa de valores permanecerá fechada nesta segunda-feira, dando uma trégua forçada aos mercados domésticos.

Já as bolsas europeias operam no vermelho, com o preço do barril do petróleo recuando 3% após o Iraque anunciar produção recorde, em meio a um mercado que já tem sofrido pelo excesso de oferta.

Nos EUA, destaque para a reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) que ganha importância por conta da volatilidade recente dos mercados. A instabilidade dos mercados pode gerar expectativas de que o aumento da taxa básica de juro americana seja mais gradual e suave. Porém, se o comitê exagerar na dose, espera-se novas quedas das bolsas mundiais por temores de que a economia norte americana não esteja tão bem.

Por aqui, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, que decidiu pela manutenção da Selic em 14,25% ao ano. O mercado espera que o documento traga uma boa explicação para a mudança de rumo da política monetária. Caso a ata sinalize uma manutenção da Selic no futuro, a curva de juros deve inclinar ainda mais nos vértices mais longos, embutindo um aumento de risco para a economia como um todo.

Na quinta-feira (29), sai a Pesquisa Mensal de emprego (PME) de dezembro, com o mercado estimando taxa de desemprego na casa dos 7,5%, mesmo número de novembro.

Na sexta-feira (30), será divulgado o resultado primário consolidado das contas públicas de dezembro, que deve atingir um superávit de R$ 3 bilhões, sem o pagamento das pedaladas, o suficiente para o cumprimento da meta revisada de -R$ 51,8 bilhões.

Mantemos nossa recomendação para a renda fixa, sugerindo uma exposição da carteira para os vértices mais longos em no máximo 30% (no máximo 10% no IMA-B, e o restante no IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI ou IRF-M 1.

Na renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 10% para o segmento, já incluídas alocações em fundos imobiliários – FIIs e fundos em participação -FIPs, dado a falta de percepção de melhora nos fundamentos econômicos que justifique elevar ainda mais o risco da carteira. As quedas recentes do Ibovespa levaram o índice a romper o suporte dos 40.000 pontos, abrindo uma janela de oportunidade para os investidores com baixa exposição no segmento montarem posições, objetivando o ganho de capital no longo prazo.

Nossa Visão – 18/01/2016

Retrospectiva

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de 2,36%, aos 38.569 pontos, em meio ao desempenho negativo dos preços do petróleo e dados fracos nos EUA. Na semana, a desvalorização foi de 5,03%, enquanto no mês o índice despenca 11,64%.

Principal destaque na semana, o petróleo voltou a cair forte na sexta-feira, com o preço do barril WTI recuando 4,78% em meio a preocupações com o aumento da oferta pelo Irã. Já o barril do petróleo tipo Brent encerrou cotado abaixo de US$ 30 pela primeira vez em 12 anos, diante de preocupações com a fragilidade da demanda chinesa e manutenção dos níveis da produção da commodity globalmente e, por enquanto, não há perspectivas de recuperação, sobretudo pela falta de acordo entre os países produtores sobre um corte da produção.

Também fez preço a divulgação de dados negativos da economia dos EUA, que indicam crescimento mais fraco do que o esperado. As vendas no varejo recuaram 0,1% em dezembro após subirem 0,4% em novembro, com as temperaturas quentes atípicas diminuindo as vendas de roupas de frio e com a gasolina mais barata pesando sobre as receitas dos postos de gasolina, na mais recente indicação de que o crescimento econômico teve forte desaceleração no quarto trimestre.

Por aqui, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, mostraram que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 9,0% no trimestre até outubro. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam taxa entre 8,90% e 9,50%, com mediana de 9,00%. No mesmo período de 2014, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua ficou em 6,6%.

Pesquisa Focus

Em semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), analistas do mercado financeiro reforçaram a aposta de que haverá alta de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros na quarta-feira, mas ampliaram a expectativa para a SELIC ao final do ano que vem. Atualmente, a SELIC está em 14,25% ao ano e passará para 14,75% ao ano de acordo com o relatório Focus revelado hoje.

Para o fechamento do ano, o documento mostra que a expectativa é de uma taxa de 15,25% ao ano – a mesma do levantamento anterior. Quatro semanas atrás, estava em 14,75% ao ano. No caso da SELIC média, porém, a taxa de 2016 caiu de 15,38% ao ano no documento para 15,30% ao ano. Um mês atrás, estava em 15,09%.

Para 2017, a mediana das estimativas para a SELIC do encerramento subiu de 12,75% ao ano para 12,88% ao ano, o que implica numa divisão do mercado sobre o patamar da taxa no final do período – metade dos analistas ainda acredita que ficará em 12,75%, enquanto a outra metade já começa a acreditar que o nível dos juros no encerramento de 2017 será de 13,00% ao ano.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa, a previsão para a SELIC no fim de 2016, que havia disparado de 13,75% ao ano para 15,25% ao ano na semana anterior, agora subiu para 15,38%, o que também representa uma divisão entre 15,25% e 15,50%. Para o encerramento de 2017, esses mesmos analistas projetam agora uma taxa de 13,00% ao ano ante mediana de 12,75% vista no documento anterior.

Os economistas voltaram a elevar sua estimativa de inflação para 2016, que atingiu a marca dos 7,00%, de acordo com o relatório. Antes, a previsão estava em 6,93%. Com isso, o mercado financeiro prevê que a inflação ficará, novamente, acima do teto de 6,50% do sistema de metas brasileiro neste ano – algo que já aconteceu em 2015. A meta central de inflação é de 4,50% neste ano e em 2017.

Para 2017, a previsão do mercado financeiro para o IPCA subiu de 5,20% para 5,40% na semana passada, se distanciando ainda mais da meta central no ano que vem.

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguem no terreno negativo, mas as estimativas de 2017 mostram alguma expectativa de recuperação, ainda que não seja tão forte. A mediana das estimativas permaneceu em -2,99% para 2016, como já apontava no levantamento anterior – há quatro semanas, a aposta era de queda menor, de -2,80%.

Já para 2017, a expectativa é mais otimista, de expansão de 1,00%. Com o aumento visto hoje nas projeções, a taxa volta para o patamar verificado há duas semanas – na semana passada, havia recuado para +0,86%. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem também era de 1,00%.

A produção industrial segue como principal setor responsável pelas previsões para o PIB em 2016 e 2017. A mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de baixa de -3,47% para este ano ante -3,45% prevista na semana passada. Na pesquisa realizada quatro semanas atrás, a mediana das estimativas já estava em -3,45%. Para 2017, as apostas são de expansão de 1,80% para a indústria – na semana passada, a mediana estava em 1,98%, o mesmo número de quatro semanas antes.

Perspectivas

O clima ruim deve permear os negócios realizados no mercado financeiro para os próximos dias, e não promete muita melhora no cenário geral.

O feriado desta segunda-feira nos EUA dará uma trégua ao mercado internacional, que ficará sem a referência da maior economia do planeta. Mas já na terça-feira, será conhecido o PIB da China em 2015. Pequim também divulgará a produção industrial e as vendas no varejo no mesmo período.  Indicadores europeus também estão agendados e reuniões de vários bancos centrais, inclusive, do Banco Central Europeu (BCE).

Por aqui, destaque para a primeira reunião do COPOM do ano, que acontecerá nos dias 19 e 20. Nos últimos dias, aumentou o ruído em relação ao resultado do encontro, apesar da clareza indicada no relatório Trimestral de Inflação (RTI). Assim, espera-se que o BACEN não surpreenda e promova um aumento na taxa básica de juros, afastando-se dos rumores de interferência do PT e de setores da base governista na política monetária, sob o risco de perder credibilidade.

Mas a decisão do Copom não é tudo. A semana reserva ainda a divulgação relativa aos dados de emprego formal em dezembro que serão anunciados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), monitorado pelo Ministério do Trabalho. A data da divulgação não está definida, mas os analistas estimam o fechamento de 650 mil vagas no último mês do ano. Esse dado, se confirmado, vai rivalizar com o mais negativo computado pelo Caged, em dezembro de 2008, quando 655 mil postos de trabalho desapareceram no Brasil.

Alteramos nossa recomendação para a renda fixa, sugerindo uma exposição da carteira para os vértices mais longos em no máximo 30% (no máximo 10% no IMA-B, e o restante no IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI ou IRF-M 1.

Na renda variável, sugerimos uma exposição de no máximo 10% para o segmento, já incluídas alocações em fundos imobiliários – FIIs e fundos em participação -FIPs, dado a falta de percepção de melhora nos fundamentos econômicos que justifique elevar ainda mais o risco da carteira. As quedas recentes do Ibovespa levaram o índice a romper o suporte dos 40.000 pontos, abrindo uma janela de oportunidade para os investidores com baixa exposição no segmento montarem posições, objetivando o ganho de capital no longo prazo.

Nossa Visão – 11/01/2016

Retrospectiva

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana acumulando queda de 6,31%, aos 40.612 pontos, em meio à turbulência global que teve origem na China, na medida em que indicadores econômicos chineses eram divulgados por lá, com dados ruins do PMI trazendo maior aversão ao risco, e intervenções do Banco Central sobre a moeda local, o Yuan, desestabilizando os mercados. Por duas vezes a bolsa chinesa interrompeu o pregão com o acionamento do mecanismo de “circuit breaker”.

Também fez preço o anúncio de que a Coreia do Norte teria feito um teste nuclear, causando nervosismo nas relações diplomáticas regionais e globais. No Oriente Médio, o rompimento das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irã, após a execução de um líder religioso, trouxe mais tensão aos mercados globais. Com isso, o dólar operou acima dos R$ 4,00 durante a semana.

Nos EUA foi divulgado o relatório de emprego, conhecido como payroll, apontando a criação de 292 mil novas vagas de trabalho em dezembro, ante previsão otimista de criação de 200 mil vagas, ratificando a volta da economia americana aos trilhos. Já a taxa de desemprego se manteve em 5%. O Departamento de Trabalho também revisou os dados de novembro, afirmando que foram criadas 252 mil vagas ante 211 mil projetadas inicialmente. Os números reforçam a expectativa de novos movimentos de alta do juro americano pelo FED, talvez mais intenso do que o mercado esperava.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA relativo a dezembro. O índice avançou 0,96%, frente à alta de 1,01% em novembro, e ligeiramente menor que nas previsões do mercado. Assim, a inflação fechou o ano em 10,67%. Com isso, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, terá que enviar uma carta ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicando o porquê o teto da meta (6,50%)foi ultrapassado.

Pesquisa Focus

Analistas do mercado financeiro que participam do Relatório de Mercado Focus, revelado hoje, acreditam que a taxa básica de juros – SELIC subirá 0,50 pontos porcentuais na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para terça e quarta-feira da semana que vem. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano. Dessa forma, portanto, irá para 14,75% ao ano, segundo a pesquisa semanal realizada com cerca de 120 instituições financeiras.

Para o fechamento do ano, o boletim mostra que a expectativa é de uma taxa de 15,25% ao ano, a mesma do levantamento anterior. Quatro semanas atrás, estava em 14,63% ao ano. No caso da Selic média, a taxa de 2016 seguiu em 15,38% ao ano no documento. Um mês atrás, estava em 14,92% ao ano.

Para 2017, a mediana das estimativas para a Selic do encerramento subiu de 12,50% ao ano para 12,75% ao ano. Quatro edições atrás do boletim Focus, estava em 12,00% ao ano. Sobre a Selic média do ano que vem, o documento trouxe mudança de 12,85% ao ano para 13,19%. No levantamento realizado quatro semanas antes estava em 12,50% ao ano.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5, a previsão para a Selic no fim de 2016 disparou de 13,75% ao ano para 15,25% ao ano, o que pode ser explicado pela mudança dos componentes do grupo. Para o encerramento de 2017, esses mesmos analistas projetam uma taxa de 12,75% ao ano, a mesma do documento anterior.

A pesquisa mostrou uma piora das expectativas de inflação para este ano. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA no fim de 2016 subiu de 6,87% para 6,93%. O grupo dos Top 5 está mais descrente ainda. Para ele, o IPCA encerrará este ano em 7,49%. Na semana a anterior, o ponto central entre esses cinco participantes estava em 7,44% e, quatro semanas atrás, em 7,21%. Esta é a quinta semana consecutiva em que há alta das estimativas deste grupo.

Já a mediana das projeções para o IPCA de 2017 foi mantida em 5,20%, também distante do objetivo do BC de levar a inflação para mais perto de 4,50%. Para o ano que vem, a taxa permaneceu em 5,50% no grupo Top 5 de médio prazo pela quarta vez seguida.

As projeções para o PIB deste ano seguem no terreno negativo. A mediana das estimativas ficou em -2,99% para 2016 ante taxa de -2,95% apontada no levantamento anterior. Há quatro semanas, a aposta era de uma queda menor, de -2,67%. Um ano atrás, os especialistas consultados pelo BC acreditavam que haveria crescimento este ano, de 1,80%.

Já para 2017, a expectativa é mais otimista, de expansão de 0,86%. Mesmo assim, está menor do que a taxa mediana de 1,00% calculada na edição anterior. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem também era de 1,00%.

Perspectivas

O mercado doméstico deverá repercutir a carta enviada pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em que reforça o compromisso com a convergência da inflação para a meta em 2016, após o IPCA registrar alta de 10,67% em 2015, dizendo que adotará medidas para convergir o IPCA à meta em 2017, reiterando manter-se vigilante com a política monetária para conter eventuais pressões inflacionárias.

A volatilidade estará garantida para os próximos pregões, diante de diversos eventos e indicadores a serem divulgados durante a semana.

Destaque para o Livro Bege do FED, que revelará os indicadores de atividade econômica regional dos EUA, e ganha importância diante do cenário de incerteza a cerca da política monetária por lá.

Também serão conhecidos os dados da balança comercial de dezembro da China, com expectativa de superávit de US$ 52 bilhões, e deverá mostrar queda tanto nas exportações quanto nas importações, ratificando o mau momento vivido pela economia daquele país.

Por aqui, serão conhecidos os dados da Pesquisa Mensal do Comércio, com a divulgação das vendas de varejo de novembro que deverá mostrar uma retração de 1,4%, após subir 0,6% em outubro.

Fechando a semana, na sexta-feira será conhecido o IBC-Br, também conhecido como uma prévia do PIB, relativo ao mês de novembro. O indicador deverá mostrar um recuo da economia doméstica estimado em 0,8%, depois de cravar retração de 0,63% em outubro. Na comparação anual, a queda do indicador deve ser de 6,5%.

Mantemos nossa recomendação para a renda fixa, sugerindo uma exposição da carteira para os vértices mais longos em no máximo 35% (no máximo 5% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20 A, no máximo 15% no IMA-B, e o restante no IMA-B 5).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 04/01/2016

Retrospectiva

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a sessão de quarta-feira em queda de 0,70%, aos 43.349 pontos, em pregão com liquidez reduzida, seguindo o mau humor nos mercados internacionais conforme os preços do petróleo voltavam a cair, aproximando-se de mínimas em 11 anos. No mês de dezembro, o Ibovespa acumulou perda de 3,93%, enquanto no ano a queda do índice foi de 13,31%, considerando a pontuação de fechamento do dia 30 de dezembro de 2014, de 50.007 pontos. Foi a terceira desvalorização anual seguida da bolsa brasileira.

A divulgação de dados ruins na economia chinesa ditou o viés negativo do mercado. A segunda maior economia do planeta divulgou que os lucros das indústrias caíram 1,4% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, determinando o sexto mês consecutivo de queda. No ano, a queda acumulada é de 1,9%.

No cenário local, o BACEN divulgou o resultado das contas do setor público consolidado, que englobam o governo, os estados, municípios e empresas estatais, que registrou em novembro o pior resultado para este mês desde o início da série histórica, em dezembro de 2001, e também na parcial dos 11 primeiros meses deste ano. O resultado apurado foi um déficit primário (receitas menos despesas, sem a inclusão dos juros da dívida) de R$ 19,5 bilhões. Na parcial do ano, o rombo das contas públicas somou R$ 39,5 bilhões. O principal vilão foi o governo central, que apurou déficit de R$ 21,6 bilhões, enquanto que os estados e municípios tiveram superávit primário de R$ 2,3 bilhões, e as estatais registraram resultado negativo de R$ 249 milhões.

O governo atribui seu resultado ruim aos números da arrecadação federal, que em meio à recessão na economia, aumento do desemprego e queda nas vendas reais, tem registrado forte queda neste ano. Além disso, o aumento do déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também contribuiu para o aumento do rombo nas contas públicas. De janeiro a novembro deste ano, o déficit da Previdência somou R$ 88,8 bilhões, contra R$ 58,4 bilhões em igual período de 2014.

Pesquisa Focus

Os economistas mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros no fim de 2016 após o BACEN reforçar a possibilidade de novo aumento no começo do ano. Ainda assim as projeções para a inflação continuaram elevadas e as contas para a atividade econômica pioraram.

De acordo com a Pesquisa Focus revelada hoje, que consolida a opinião de uma centena de economistas sobre a economia do país, mostrou que a projeção para a Selic, hoje a 14,25% ao ano, no fim do próximo ano permaneceu em 15,25%

Os analistas consultados mantiveram a expectativa de alta da taxa básica de juros, atualmente em 14,25%, em 0,5 ponto percentual já em janeiro, depois de o BACEN mostrar que já não vê a inflação no centro da meta em 2017, destacando em seu Relatório de Inflação que conduzirá a política monetária “especialmente vigilante”.

Em relação ao Produto Interno Bruto – PIB, o documento revela que os analistas das instituições revisaram mais uma vez suas projeções para 2016 para baixo. De acordo com o relatório, a perspectiva de retração da atividade do ano que vem passou de 2,81% para 2,95%. Há um mês, a mediana das projeções estava em -2,31%. Para 2015, a previsão de contração do PIB aumentou de 3,70% para uma queda maior ainda, de 3,71%.

Já a mediana das expectativas para a produção industrial de 2015 saiu de -7,69% para -7,80 % – um mês antes estava em -7,60%. Para 2016, a queda permaneceu em -3,50%. Há quatro semanas, estava em -2,40%.

A expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA feche o ano em 10,72%, a mesma da semana anterior, o que interrompe uma série de 15 semanas consecutivas em alta. Há quatro edições do documento, a mediana estava em 10,44%. No Top 5 de 2015, o ponto central da pesquisa manteve-se em 10,77%. Há quatro semanas, essa mediana estava em 10,61%.

Para 2016, a previsão para a inflação passou por um ajuste ao sair de 6,86% para 6,87%. Apesar da queda, ainda continua bem acima da meta central de inflação, de 4,5%, fixada para o ano que vem. Também permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. A inflação não fica oficialmente acima do teto da meta de inflação por dois anos seguidos desde 2002 e 2003.

Perspectivas

Os diversos acontecimentos previstos para os primeiros dias do ano devem manter os mercados movimentados.

Os mercados mundiais têm um dia de queda na abertura do Ibovespa, com destaque para a forte queda das bolsas chinesas, que experimentaram pela primeira vez a interrupção dos mercados após a queda atingir a barreira dos 7% – a regra, conhecida como “circuit braker”, foi introduzida recentemente pelas autoridades chinesas. A queda ocorre após a divulgação de dados negativos sobre a economia chinesa. Nesta segunda, uma pesquisa mostrou que a indústria do país encolheu em dezembro, pelo 10º mês seguido.

Alemanha, Brasil e EUA têm uma extensa agenda de divulgação de dados, tanto do lado da oferta quanto da demanda. Indicadores de atividade industrial e de serviços serão conhecidos entre segunda-feira e terça-feira. Também serão revelados dados de produção e vendas, assim como indicadores de inflação, emprego e balança comercial.

Mantemos nossa recomendação para a renda fixa, sugerindo uma exposição da carteira para os vértices mais longos em no máximo 35% (no máximo 5% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20 A, no máximo 15% no IMA-B, e o restante no IMA-B 5).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.