julho, 2015

Focus desta semana ainda não reflete alteração da meta de superávit primário

Devido o expressivo recuou da receita ante a desaceleração da atividade econômica, e da dificuldade na aprovação de medidas de ajuste fiscal, a equipe econômica do governo anunciou, na quarta-feira da semana passada, redução na meta de superávit primário de R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB). Aproveitando, o governo resolveu encaminhar ao Congresso um projeto de lei que flexibiliza novamente a política fiscal e permite fechar o ano com déficit primário de até R$ 17,7 bilhões, se algumas receitas extraordinárias não se concretizarem, tais como medidas para recuperação de débitos tributários e repatriação de recursos.

A semana se inicia com a expectativa sobre o resultado da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reúne amanhã e quarta-feira. A maior parte dos analistas do mercado financeiro aposta que os nove diretores do órgão colegiado optem por elevar a taxa básica de juros pela sétima vez seguida, mas não é consenso, pois uma ala do mercado espera que em um ajuste maior na taxa básica da economia (Selic), atualmente em 13,75% ao ano.

Os agentes das instituições financeiras elevaram as suas estimativas para a inflação medida pelo o IPCA – Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo para 2015, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje (27/07) pelo Banco Central do Brasil. A projeção para o elevação do indicador de inflação avançou pela 14ª semana consecutiva, porém para o próximo ano as projeções recuaram pela terceira semana.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro dos bancos elevaram, pela 15ª semana seguida, as suas estimativas para o IPCA em 2015. A aposta é que IPCA deverá encerrar este ano em 9,23% ante 9,15% da semana anterior. Entretanto, a projeção para o próximo ano recuou pela terceira semana, assim a inflação projetada para 2016, na visão do mercado, deverá fechar em 5,40%, mesma estimativa da semana passada.

Em relação à inflação para os próximos 12 meses os analistas dos bancos estão mais otimistas e apostando que o índice para os próximos 12 meses recue de 5,80% para 5,76%. O mercado passou a trabalhar com uma  tendência de queda da inflação para os próximos 12 meses.

Meta atuarial

Com a evolução dos índices inflacionários para este ano a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a ser elevada. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,75%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,20%. Para 2016 o cenário tende a melhorar para os indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial projetada, medida pelo IPCA, é de 11,72% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,50%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para a inflação de curto prazo. Para julho a estimativa foi elevada de 0,55% para 0,62%.  A inflação para de agosto foi mantida em 0,27%.

Crescimento da Economia

Os economistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o desempenho da economia brasileira de -1,70% para -1,76 em 2015. Para 2016, os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção de 0,33% para 0,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

As estimativas para a produção industrial brasileira continuam nada animadoras. Os analistas das instituições financeiras continuam apostando em um recuo -5,00%. Para o próximo ano, a projeção dos agentes dos bancos apresentou queda de 1,50% para 1,30%, com esta é a segunda semana seguida de melhora deste indicador.

Taxa de juros

As apostas de que a autoridade monetária seja obrigada a ser mais duro e fazer uma nova elevação de 0,50 ponto percentual, para compensar o afrouxamento da área fiscal, estavam em alta na última sexta-feira. No entanto, havia uma perspectiva maior de essa próxima elevação ser de 0,25 ponto percentual, porque a economia está muito fraca e os analistas creem que um aperto maior nos juros encolheria ainda mais o PIB Produto Interno Bruto, que já não tem perspectivas animadoras.

A projeção para a taxa de juros básica da economia para este ano recuou de 14,50% para 14,25% ao ano. Para de 2016, a estimativa foi mantida em 12,00% ao ano.

Desta forma o mercado projeta uma redução maior para os juros básicos da economia, fato que pode fazer com que o retorno dos fundos atrelados ao IMA B apresentem retorno atraem no médio e longo prazos.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2015 de R$3,23 para R$3,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, as estimativas dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio foram mantidas em R$ 3,40.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevar as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos deste ano. Na conta Balança Comercial foi mantida a projeção em US$ 6,40 bilhões. Para 2016, estimativas foram elevadas de um superávit US$ 14,00 bilhões para US$ 14,69 bilhões.

Os economistas dos bancos reduziram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,25 bilhões para US$ 65,70 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevados de 15,00% para 15,10%.  Para 2016 as estimativas foram reduzidas de 5,96% para 5,92%.

Perspectiva

O resultado da pesquisa Focus tem sua importância diminuída nesta semana, pois a coleta dos prognósticos pelos economistas do mercado não levou em conta o anúncio do corte no ajuste fiscal.

Diante deste novo cenário, parece claro que o governo perdeu a capacidade de promover o equilíbrio das contas públicas.

Com isso, a próxima reunião do Copom, marcada para esta semana, ganha extrema importância, visto que a política monetária passou a ser a única ferramenta para ancorar as expectativas da inflação.

Na quarta-feira (29/07) será anunciada a nova Selic. O mercado espera novo aumento de 50 pontos-base, elevando a taxa dos atuais 13,75% para 14,25% ao ano.

A reunião do Fomc é outro grande evento da semana, com o resultado a ser anunciado também na quarta-feira (29). Espera-se pela manutenção das taxas de juros americana entre 0% e 0,25% ao ano. As atenções estarão voltadas para o comunicado pós reunião, que deve mostrar uma confiança da autoridade monetária na recuperação da economia norte-americana. Com isso, crescerão as apostas num aumento do juro ainda este ano.

O mercado também conhecerá o PIB dos EUA do segundo trimestre, a ser divulgado na quinta-feira (30). As expectativas são para a divulgação de um crescimento de 2,5%, e deve mostrar que a retração do primeiro trimestre foi resultado de fatores conjunturais.

O quadro revela uma mudança do cenário que requer cautela na movimentação dos recursos, priorizando aplicações nos vértices mais curtos da curva de juros, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida.

Qualquer dúvida nossos consultores estão à disposição.

Nossa Visão – 27/07/2015

Em semana marcada por forte aversão ao risco, a queda generalizada no preço dos principais ativos negociados no mercado financeiro trouxe consequências desastrosas para os investidores.

Com o mercado ainda digerindo a decisão do Deputado Federal e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) em romper relações com o governo, veio o anúncio pela equipe econômica de diminuir a meta da economia para pagar os juros da dívida – o chamado superávit primário.

O governo decidiu cortar na carne ao anunciar a redução da meta do superávit primário deste ano para R$ 8,7 bilhões, ou 0,15% do PIB, ante R$ 66,3 bilhões, ou 1,1% do PIB, devido à frustração da receita em meio a um cenário de contração econômica. As metas para 2016 e 2017 foram reduzidas para 0,7% e 1,3% do PIB, respectivamente, ante meta anterior de 2%.

Apesar do realismo e transparência da decisão, as notícias não foram bem recebidas pelo mercado financeiro e devem alimentar apostas nas mesas de operação de que as agências Fitch e Moody’s podem, além de rebaixar o rating brasileiro para o último degrau do grau de investimento, colocar a nota brasileira em perspectiva negativa.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de -1,13%, aos 49.245 pontos, estendendo perdas depois da sequência de seis quedas consecutivas. Na semana, o índice despencou -5,91%, arrastando o Ibovespa para o terreno negativo no ano, acumulando perda de -1,52%.

No mercado de juros, as taxas dispararam na BM&F no início da sessão de sexta-feira, especialmente nos vencimentos curtos e médios, diante do acionamento de uma série de ordens para limitar as perdas, conhecidas como ”ordens stop loss”, fazendo com que o mercado ficasse sem referência de preços em vários momentos do dia. Ao final da sessão, o contrato de DI janeiro de 2017 avançou 17 pontos-base, a 13,84%. Já os vencimentos de médio e longo prazos fecharam praticamente estáveis. O DI janeiro 2019 caiu 3 pontos-base, a 13,09%, enquanto o DI janeiro 2025 fechou em 13,08%, após recuar 2 pontos-base.

A disparada nas taxas de juros no mercado futuro nos últimos dias sugere que o trabalho que deveria ser feito pela política fiscal, terá de ser todo suportado pela política monetária. Não bastasse isso, o diretor de Política Econômica do Bacen, Luiz Awazu, afirmou em discurso divulgado na página eletrônica do banco, nesta sexta-feira, que novos riscos para o resultado inflacionário de 2016 tendem a ameaçar o objetivo central, sinalizando juros mais altos à frente. Apesar de não explicitar quais seriam essas ameaças, é fato que a redução das metas de superávit primário traz implicações inflacionárias, na medida em que os mercados se desestabilizam e põem o dólar em trajetória de alta.

Para corroborar com o clima ruim, dados fracos vindos da China colocaram os mercados mundiais em baixa. O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial chinesa recuou para uma mínima de 15 meses, alimentando preocupações sobre as exportações da região. O índice recuou para 48,2 pontos, abaixo da previsão de 49,7 pontos, na menor leitura desde abril de 2014.

O Relatório de Mercado Focus, revelado pela manhã, mostrou que a mediana das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,70% da semana anterior para 1,76%. Há um mês, a mediana das previsões estava negativa em 1,49%. A perspectiva de recuperação da atividade no ano que vem também segue debilitada. Passou de 0,33% para 0,20%. Um mês antes, estava em 0,50%.

A estimativa para os juros no fim deste ano recuou para 14,25% ao ano. O consenso para os participantes do Relatório de Mercado Focus é o de que o Copom elevará em meio ponto a taxa básica de juros, para 14,25% ao ano – atualmente a Selic está em 13,75% ao ano. Para o fim de 2016, a estimativa estabilizou em 12% ao ano.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela décima quinta vez consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 9,23%, contra 9,15% na semana anterior. Para 2016, a pesquisa apontou manutenção das projeções em 5,40%.

O resultado da pesquisa Focus tem sua importância diminuída nesta semana, pois a coleta dos prognósticos pelos economistas do mercado não levou em conta o anúncio do corte no ajuste fiscal.

Diante deste novo cenário, parece claro que o governo perdeu a capacidade de promover o equilíbrio das contas públicas.

Com isso, a próxima reunião do Copom, marcada para esta semana, ganha extrema importância, visto que a política monetária passou a ser a única ferramenta para ancorar as expectativas da inflação.

Na quarta-feira (29) será anunciada a nova Selic. O mercado espera novo aumento de 50 pontos-base, elevando a taxa dos atuais 13,75% para 14,25% ao ano.

A reunião do Fomc é outro grande evento da semana, com o resultado a ser anunciado também na quarta-feira (29). Espera-se pela manutenção das taxas de juros americana entre 0% e 0,25% ao ano. As atenções estarão voltadas para o comunicado pós reunião, que deve mostrar uma confiança da autoridade monetária na recuperação da economia norte-americana. Com isso, crescerão as apostas num aumento do juro ainda este ano.

O mercado também conhecerá o PIB dos EUA do segundo trimestre, a ser divulgado na quinta-feira (30). As expectativas são para a divulgação de um crescimento de 2,5%, e deve mostrar que a retração do primeiro trimestre foi resultado de fatores conjunturais.

O quadro revela uma mudança do cenário que requer cautela na movimentação dos recursos, priorizando aplicações nos vértices mais curtos da curva de juros, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida.

Nossa Visão – Mercados em Alerta

No dia de ontem, observamos uma derrocada no preço dos principais ativos negociados no mercado financeiro. Este movimento esteve intimamente ligado a um sentimento de aversão ao risco, sustentado por alguns fatores relacionados ao ambiente macroeconômico doméstico.

Com a forte queda da receita diante da desaceleração da atividade econômica, e da dificuldade em aprovar as medidas de ajuste fiscal, a equipe econômica do governo anunciou, nesta quarta-feira, que a meta de superávit primário foi reduzida de R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB). Ao mesmo tempo, o governo decidiu encaminhar ao Congresso um projeto de lei que flexibiliza novamente a política fiscal e permite fechar o ano com déficit primário de até R$ 17,7 bilhões, se algumas receitas extraordinárias não se concretizarem, tais como medidas para recuperação de débitos tributários e repatriação de recursos.

O índice Bovespa, principal benchmark do mercado de ações, fechou o dia em queda de 2,18%, aos 49.806 pontos. A baixa de ontem arrastou o Ibovespa para o terreno negativo no acumulado do ano, em -0,40%.

No mercado de juros, as taxas dos contratos futuros já abriram os negócios em alta, que foi se intensificando no decorrer do dia. Ao final do pregão, o DI janeiro de 2017 subiu 34 pontos-base, a 13,67%, enquanto nos mais longos o impacto foi maior. O DI janeiro 2019 saltou 54 pontos-base, a 13,12%, enquanto o DI janeiro 2025 atingiu os 13,10%, após disparar 62 pontos-base.

A subida das expectativas para os juros impacta diretamente no mercado de títulos públicos. O IRF-M, que mede o desempenho da carteira de títulos pré-fixados, somente ontem desvalorizou -0,79% e consumiu boa parte da alta acumulada no mês, que ficou em 0,60%. Já o IMA-B, que mede o desempenho da carteira de títulos atrelados ao IPCA, despencou -1,96% ontem, e reverteu o ganho acumulado no mês para queda de -1,31%.

Em situações semelhantes já ocorridas no passado, percebe-se que o mercado tende a embutir nos preços um cenário pior do que se observa no mundo real, levando a um reajuste nos preços nos pregões seguintes. É possível que isto ocorra novamente, fazendo com que parte das perdas sejam recuperadas tão logo a poeira baixar. Entretanto, alguns eventos podem manter a acidez do mercado, dentre eles o aguardado anúncio pela agência classificadora de riscos Moody’s da revisão do rating soberano do Brasil. Em meio ao corte da meta fiscal, aumentam os riscos de um eventual rebaixamento do rating vir acompanhado de uma perspectiva negativa, o que deixaria o país muito perto de perder o grau de investimento.

Este cenário, em parte, já estava embutido em nossas recomendações recentes, quando vínhamos sugerindo manter baixa exposição na renda variável, e na renda fixa uma carteira menos exposta, direcionando parte dos recursos para estratégias menos agressivas (CDI, IRF-M1, IMA-B 5, IDKA 2A).

Neste momento, não recomendamos movimentações bruscas de estratégias sob o risco de materializar perdas.

Qualquer dúvida, nossos consultores estão a disposição para maiores esclarecimentos.

Indicadores para 2015 permanecem pressionados, aponta Focus

Os economistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para a inflação medida pelo o IPCA – Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo para 2015, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje (20/07) pelo Banco Central do Brasil. A projeção para o elevação do indicador de inflação avançou pela 14ª semana consecutiva, porém para o próximo ano as projeções recuaram pela terceira semana.

Inflação

Os analistas dos bancos elevaram, pela 14ª semana seguida, as suas estimativas para o IPCA em 2015. A aposta é que IPCA deverá encerrar este ano em 9,15% ante 9,12% da semana passada. Entretanto, a projeção para o próximo ano recuou pela terceira semana, assim a inflação projetada para 2016, na visão do mercado, deverá fechar em 5,40% contra 5,44% da semana passada.

Desta forma o mercado está apostando que as medidas restritivas adotadas pelo governo federal estão surtindo efeito no controle da inflação.

Em relação à inflação para os próximos 12 meses os economistas do mercado financeiro estão mais otimistas e apostando que o índice para os próximos 12 meses recue de 5,85% para 5,80%. O mercado passou a apostar que a inflação apresente tendência de queda para os próximos 12 meses.

Meta atuarial

Com a evolução dos índices inflacionários para este ano a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a ser elevada. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,70%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,15%. Para 2016 o cenário tende a melhorar para os indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial projetada, medida pelo IPCA, é de 11,72% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,50%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para a inflação de curto prazo. Para julho a estimativa foi elevada de 0,47% para 0,55%.  A inflação para de agosto também foi elevada só que de 0,25% para 0,27%.

Crescimento da Economia

Os economistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o desempenho da economia brasileira de -1,50% para -1,70 em 2015. Para o próximo ano, os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção de 0,50% para 0,33%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

As estimativas para a produção industrial brasileira continuam nada animadoras. Os analistas das instituições financeiras continuam apostando em um recuou -5,00%. Para o próximo ano, a projeção dos agentes dos bancos foi elevada de 1,40% para 1,50%, com esta é a segunda semana seguida de melhora deste indicador.

Taxa de juros

A projeção para a taxa de juros básica da economia para este ano foi mantida em 14,50% ao ano. Para de 2016, a estimativa foi reduzida de 12,25% para 12,00% ao ano.

Desta forma o mercado projeta uma redução maior para os juros básicos da economia, fato que pode fazer com que o retorno dos fundos atrelados ao IMA B apresentem retorno atraem no médio e longo prazos.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2015 em R$3,23 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, as estimativas dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio foram mantidas em R$ 3,40.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevar as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos deste ano. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação das estimativas de US$ 5,50 bilhões para US$ 6,40 bilhões. Para o próximo ano, estimativas foram elevadas de um superávit US$ 13,00 bilhões para US$ 14,00 bilhões.

Os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,00 bilhões para US$ 66,25 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevados de 14,90% para 15,00%.  Para 2016 as estimativas foram mantidas em 5,96%.

Perspectiva

O noticiário movimentado traz um viés de tensão para os mercados nesta semana.

O desenrolar da crise política assume importância relevante. Os próximos movimentos do deputado Eduardo Cunha serão importantes, na medida em que mostrará sua disposição em atrapalhar as ações do Planalto. No meio disso tudo, o ajuste fiscal ganha importância secundária, e comprometo o plano de recuperação da economia.

Além disso, as investigações da operação Lava-Jato também são importantes de se monitorar, já que estão chegando cada vez mais perto dos políticos do primeiro escalão do governo.

Na agenda estão previstas as divulgações do IPCA-15 e do PME (Pesquisa Mensal do Emprego). O ICPA-15, a ser divulgado na quarta-feira, tem sua previsão estimada em 0,5% de alta nos preços. Já o PME deve mostrar uma taxa de desemprego estabilizada em 6,7%.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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