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junho, 2015

Mercado projeta IPCA de 9% para este ano

Instituições financeiras que participam da pesquisa semanal promovida pelo Banco Central do Brasil apostam que o índice oficial de inflação utilizado pelo Governo Federal, este ano, encerre em 9,00%. A estimativa divulgada na semana anterior era 8,97%. Com essa é a 11ª elevação consecutiva que os analistas do mercado financeiro elevam à estimativa e desta forma ficou no mesmo patamar das projeções da própria autoridade monetária, divulgada no Relatório de Inflação divulgado a semana passada.

Essas informações a cerca dos indicadores econômicos constam do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 29/06, pelo Banco Central. O Focus reúne as estimativas sobre o comportamento dos principais indicadores da economia.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro elevaram, mais uma vez, as suas estimativas para o IPCA em 2015. Na avaliação dos analistas o índice oficial de inflação do governo deverá terminar 2015 9,00% ante 8,97% da semana anterior. Para o próximo ano os economistas das instituições financeiras mantiveram o IPCA em 5,50%.

Os analistas do mercado financeiro reduziram as suas estimativas para a inflação para os próximos 12 meses, de 6,13% para 5,99%. O mercado passou a apostar que a inflação apresente tendência de recuo para os próximos 12 meses.

A meta de inflação, que deve ser buscada pelo Banco Central, tem como centro 4,5% e limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. A autoridade monetária já abandonou a ideia de entregar a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, na meta, este ano. O Banco Central tem assegurado que deva buscar a meta somente no próximo ano. Mas como as expectativas para a inflação em 2016 ainda estão acima do centro da meta, o Banco Central tem sinalizado que deve elevar novamente a taxa básica de juros, a Selic, que já passou por seis altas seguidas. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

Inflação de curto prazo

Os agentes dos bancos, considerados Top 5, mantiveram as suas projeções para a inflação de curto prazo. Para junho a projeção foi mantida em 0,70%.  Entretanto, a inflação de julho foi elevada de 0,41% para 0,45%.

Crescimento da Economia

Para o comportamento do PIB – Produto Interno Bruto de 2015, os analistas das instituições financeiras reduziram mais uma vez a estimativa, para uma retração economia de -1,45% para -1,49%. Com esta foi a sexta queda seguida deste indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado baixou sua previsão de alta do PIB de 0,70% para 0,50%.

Para o desempenho da produção industrial brasileira, as estimativas também não são nada animadoras. Os economistas dos bancos estão projetando que a economia brasileira recue -4,00%, na semana anterior era de -3,65%. Para 2016, a projeção dos analistas foi mantida 1,50%.

Taxa de juros

A projeção para os juros ao final de 2015 foi elevada, passando de 14,25% para 14,5% ao ano. Isso significa que os economistas das instituições financeiras estão projetando uma alta maior da taxa Selic no decorrer de 2015. Para de 2016, a estimativa permaneceu estável em 12% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento da autoridade monetária para tentar conter a pressão inflacionária. Pelo sistema de metas de inflação utilizado no Brasil, o Banco Central deve calibrar os juros para manter a inflação no centro da meta. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2015 em R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, a estimativa dos analistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio foi reduzida de R$ 3,40 para R$3,37 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para o saldo do balanço de pagamentos para 2015. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação das estimativas de US$ 3,10 bilhões para US$ 4,00 bilhões. Para o próximo ano, a mediana das projeções, foram elevadas de um superávit US$ 11,00 bilhões para US$ 12,00 bilhões.

Os agentes das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,50 bilhões para US$ 65,70 bilhões. Para 2016 as projeções foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 14,50% para 14,60%.  Para o próximo ano as projeções também foram elevadas, só que de 5,90% para 5,91%.

Perspectiva

No Brasil, o mercado seguirá de olho nas votações do Congresso. O Senado poderá votar na semana que vem a última medida do ajuste fiscal, o projeto de lei que reduz as desonerações da folha de pagamentos. Aprovado pela Câmara, o PL 863/2015 aumenta as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas de 56 setores da economia.

Na agenda dos indicadores, destaque para a divulgação dos dados de atividade e emprego dos EUA, conhecido como payroll. Por aqui, uma série de indicadores serão conhecidos: IGPM mensal, confiança do consumidor, resultados do governo, balança comercial, produção industrial, dentre outros.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 29/06/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 1,58%, aos 54.016 pontos. O avanço na semana foi de 0,49%, engatando a quarta consecutiva de valorização, enquanto no mês a alta acumulada é de 2,38%.

A volatilidade esteve presente em todos os pregões da semana, mas sem sair da tendência “de lado” que perdura desde maio. A tensão na zona do euro manteve-se no foco dos mercados, e mais uma semana se passou sem que uma solução negociada fosse concluída. Agora, aproxima-se o prazo fatal para que a Grécia honre com a parcela de 1,6 bilhões de euros, sem um sinal de que isso vá acontecer.

Do lado doméstico, a notícia da semana foi a aprovação do texto base da Medida Provisória 672, que estende até 2019 a política de valorização do salário mínimo.  Porém, no texto base foi incluída uma emenda que amplia a aplicação da regra do salário mínimo a todas as aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Foi mais uma prova da dificuldade que o governo enfrenta em aprovar as medidas do ajuste fiscal. Caso a medida passe do jeito que está pelo Senado e não sofra o veto da presidente Dilma, gerará um gasto adicional ao Executivo de R$ 9,2 bilhões por ano.

Também ficou no radar a redução, pelo Conselho Monetário Nacional – CMN, da margem de tolerância para a meta da inflação. O Conselho confirmou a meta de inflação para 2017 em 4,5%, porém reduziu a margem para 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos, o que significa que o teto da meta passará de 6,5% para 6,0%. A decisão era defendida por Joaquim Levy e Alexandre Tombini e, na prática, mostra o compromisso do governo com a redução da inflação. Com a redução do teto, mesmo que para daqui a dois anos, eleva-se a expectativa do mercado com a alta nos juros nas próximas reuniões do Copom.

O Banco Central divulgou o relatório trimestral de inflação do segundo trimestre. Nele, o BC admitiu que a inflação deve atingir 9% em 2015. Além disso, o BC também admitiu que a economia brasileira deve “encolher” 1,1% neste ano – a maior contração em 25 anos. A principal mensagem do relatório é que a política monetária esteja e se mantenha “vigilante para assegurar a convergência da inflação à meta de 4,5% ao final do ano de 2016”. O documento reconhece inflação elevada em 2015 e reitera a “necessidade de determinação e perseverança no combate à inflação no curto, médio e longo prazos”.

Durante a semana, ainda foi destaque a notícia de que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria entrado com pedido de habeas corpus para não ser preso na operação Lava Jato. Contudo, a informação se provou falsa após a confirmação de que o pedido, na verdade, partiu de um cidadão em favor de Lula.

O Relatório de Mercado Focus, revelado pela manhã, mostrou que a mediana das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,45% da semana anterior para 1,49%, registrando a sexta semana consecutiva de queda no indicador. Para 2016, a mediana das projeções também foi reduzida, de crescimento de 0,70% para 0,50%.

Em relação à SELIC, os economistas das instituições financeiras ajustaram suas perspectivas da taxa para o fim deste ano, acreditando que encerrará 2015 em 14,50%, ante 14,25% da semana anterior. Para 2016, as expectativas foram mantidas em 12,00%.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela décima primeira vez consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 9,00%, contra 8,97% na semana anterior. Para 2016 as projeções foram mantidas em 5,50%.

O noticiário movimentado traz um viés de tensão para os mercados nesta semana.

O desenrolar da crise grega será o grande evento do mercado nos próximos dias. Um possível acordo já está, em parte, precificado pelo mercado. Por outro lado, um calote grego torna as coisas mais complicadas e a instabilidade dos mercados se intensificará.

Na próxima terça-feira termina o prazo para a Grécia devolver 1,6 bilhões de euros aos credores, e termina igualmente o atual programa de assistência, o que vai aumentar a pressão sobre o sistema financeiro grego.

Alexis Tsipras, líder do governo grego, conseguiu a aprovação, pelo Parlamento, de um referendo para que o povo possa se pronunciar sobre as últimas propostas dos credores internacionais. Para que o referendo possa ser convocado e realizado, Tsipras deve pedir uns dias adicionais para o fim do programa. Tsipras usa todas as armas que têm para impor um acordo em melhores condições para o país.

No Brasil, o mercado seguirá de olho nas votações do Congresso. O Senado poderá votar na semana que vem a última medida do ajuste fiscal, o projeto de lei que reduz as desonerações da folha de pagamentos. Aprovado pela Câmara, o PL 863/2015 aumenta as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas de 56 setores da economia.

Na agenda dos indicadores, destaque para a divulgação dos dados de atividade e emprego dos EUA, conhecido como payroll. Por aqui, uma série de indicadores serão conhecidos: IGP-M mensal, confiança do consumidor, resultados do governo, balança comercial, produção industrial, dentre outros.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 22/06/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de 0,90%, aos 53.749 pontos. Ainda assim, na semana o Ibovespa subiu 0,75%, enquanto no mês a alta acumulada é de 1,87%.

A volatilidade esteve presente em todos os pregões da semana, com o mercado precificando as tensões na zona do euro e a decisão do FED sobre o juro americano. Ao final da quarta-feira, o FOMC anunciou que manteve a taxa de juros inalterada na banda entra 0% e 0,25%. O mais importante, contudo, foi a sinalização de que o BC dos EUA subirá os juros de maneira mais lenta. Serão mais quatro reuniões esse ano, mas a maior parte dos analistas assume que o FED não deve começar a elevar as taxas de juros em julho, jogando luz para as reuniões de setembro, outubro e dezembro. O comitê da autoridade monetária destacou ver duas altas na taxa de juros ainda este ano, o que deixa na mesa a expectativa que a alta dos juros deve começar em setembro.

Na Grécia, as tensões se multiplicaram. Os gregos sacaram mais de 1 bilhão de euros de seus bancos em um único dia, disseram fontes do setor bancário na sexta-feira, conforme o país se aproxima de um default apesar das declarações otimistas do primeiro-ministro, Alexis Tsipras.

Investidores temem que a Grécia seja incapaz de realizar o pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim deste mês, entrando em default e deprimindo o apetite por ativos de risco nos mercados financeiros globais.

No Brasil, destaque para a divulgação do chamado Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo BC e que busca ser uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB). O índice registrou uma contração de 0,84% em abril, primeiro mês do segundo trimestre. A variação, após ajuste sazonal, aconteceu sobre o mês de março. Foi o segundo mês seguido de queda do indicador que, em março, havia recuado 1,51% (valor revisado). Desde outubro do ano passado, o IBC-Br não registrou recuo somente em fevereiro deste ano – quando subiu 0,70%.

O Relatório de Mercado Focus, revelado pela manhã, mostrou que a mediana das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,35% da semana anterior para 1,45%, registrando a quinta semana consecutiva de queda no indicador. Para 2016, a mediana das projeções também foi reduzida, de crescimento de 0,90% para 0,70%.

Em relação à SELIC, os economistas das instituições financeiras ajustaram suas perspectivas da taxa para o fim deste ano, acreditando que encerrará 2015 em 14,25%, ante 14,00% da semana anterior. Para 2016, as expectativas foram mantidas em 12,00%.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela décima vez consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,97%, contra 8,79% na semana anterior. Para 2016 as projeções foram mantidas em 5,50%.

O noticiário movimentado promete não dar tréguas ao mercado nesta semana.

A Grécia continuará sendo o grande foco desta semana, ofuscando ao menos por enquanto o assunto sobre a probabilidade de alta de juros nos EUA ainda este ano. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, convocou uma reunião de emergência dos líderes da zona do euro para a próxima segunda-feira (22) para discutir a situação da Grécia. Embora um eventual “default” do governo grego esteja no cenário do mercado, uma saída do país da zona do euro não está descartada, e poderá aumentar a aversão ao risco.

Depois do fracasso da reunião dos ministros das Finanças da zona do euro na quinta-feira, várias autoridades europeias advertiram que a reunião excepcional de chefes de Estado e de Governo na próxima segunda-feira não terá serventia, se não se trabalhar seriamente já no fim de semana.

E o governo grego trabalhou. Alexis Tsipras apresentou uma proposta concreta de reforma, com alterações na aposentadoria e aumento de impostos. Apesar de considerada “razoável”, não se espera por um acordo ainda hoje.

De concreto a notícia, a confirmar, de que o BC Europeu concordou em aumentar a reserva de liquidez do sistema bancário grego em 1,5 bilhão de euros, afim de evitar que o sistema entre em colapso, já que a corrida dos poupadores aos bancos nos últimos dias foi grande. O aumento da reserva funciona como uma linha de crédito, que poderá ser acessada dependendo das condições.

No lado doméstico, o mercado vai digerir os desdobramentos da operação Lava Jato, que também promete trazer bastante pressão aos mercados. Além disso, o mercado volta as atenções para o Congresso Nacional. Na próxima quarta-feira deverá ocorrer a votação do projeto de lei que reduz as desonerações da folha de pagamentos, a última medida do ajuste fiscal. O projeto aumenta de 1% ou 2% para 2,5% e 4,5% as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas de 56 setores da economia que deixaram de contribuir com 20% da folha de pagamentos ao INSS.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Analistas elevam projeção da SELIC para 14,25% ao ano em 2015

O Relatório de Mercado Focus publicado nesta segunda-feira, 21/06, pelo Banco Central revela que os analistas das instituições financeiras reduziram significativamente as suas estimativas em relação à produção industrial e ao crescimento da economia para 2015, além de elevar a estimativa para a Selic em 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a elevar as suas projeções para o índice oficial de inflação do governo em 2015. Na percepção dos economistas o IPCA deverá encerrar este ano em 8,97% ante 8,79% da semana passada. Para 2016 os agentes do mercado financeiro continuam apostando que o IPCA encerre o ano em 5,50%.

Os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, de 6,10% para 6,13%. Esta é a segunda semana que o mercado eleva a sua estimativa em relação a inflação para os próximos 12 meses.

Inflação de curto prazo

Pela terceira semana seguida os analistas do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para a inflação de curto prazo. Para junho a projeção foi elevada de 0,46% para 0,70%.  Por sua vez, a inflação de julho foi elevada de 0,40% para 0,41%.

Crescimento da Economia

Em mais uma semana de ajustes negativos nas expectativas dos analistas das instituições financeiras, que passaram a projetar que o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 deve encerrar o ano em 1,45% contra estimativa de 1,35% da semana anterior. Há quatro semanas, a mediana era de -1,24%. Para o próximo ano, a mediana das estimativas passou de 0,90% para 0,70%. Um mês antes, estava em 1,00%.

Em relação ao desempenho da produção industrial, os economistas dos bancos reduziram significativamente as suas estimativas de -3,20% para -3,65% em 2015. Para 2016, os agentes do mercado financeiro reduziram as suas projeções de 1,60% para 1,50%.

Taxa de juros

Em função das expectativas observadas no mercado futuro de juros e nas declarações de membros da diretoria do Banco Central, os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia de 14,0% para 14,25% ao ano, o que significa uma elevação de mais 0,50 pontos base. Em relação às expectativas para o próximo ano, a Selic foi mantida em 12,0%.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a taxa de câmbio ao final de 2015 que permaneceu em R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio foi elevada de em R$ 3,30 para R$3,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Nesta edição do Focus, os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos para 2015. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação das estimativas de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,10 bilhões. Para 2016, a mediana das projeções, foram elevadas de um superávit US$ 10,35 bilhões para US$ 11,00 bilhões.

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir nesta semana as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 67,00 bilhões para US$ 66,50 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 14,00% para 14,50%.  Para o próximo ano as projeções também foram elevadas, só que de 5,80% para 5,90%.

Perspectiva

Em que pese as mudanças em indicadores como taxa de juros e inflação, reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Mercado volta a elevar estimativa para IPCA em 2015

Pela nona semana seguida, o Relatório de Mercado Focus publicado nesta segunda-feira, 15/06, pelo Banco Central sinaliza a expectativa de elevação da inflação ao final de 2015. Enquanto a percepção dos analistas é elevada em relação à inflação, recua no que diz respeito ao desempenho da economia medida pelo PIB.

Inflação

Após a divulgação do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de maio acima das expectativas do mercado, os analistas das instituições financeiras elevaram mais uma vez as suas estimativas para o índice oficial de inflação do governo em 2015. O mercado estima que o IPCA vá encerrar o ano em 8,79%, contra 8,46% da semana anterior. Para o próximo ano o mercado continua acreditando em recuo do IPCA para a banda da meta de inflação e encerre 2016 em 5,50%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, foram elevadas e passaram de 5,95% para 6,10% em função do desencontro entre a expectativa do mercado e o índice real da inflação de maio.

Inflação de curto prazo

A inflação de curto prazo na visão dos analistas considerados Top 5 foram elevadas nesta edição do Focus. Para junho a estimativa subiu de 0,41% e 0,46%, já para a inflação de julho o mercado estima elevação do índice de 0,35% para 0,40%.

Crescimento da Economia

Com a elevação dos índices de inflação e a consequente manutenção do aperto monetário por parte da autoridade monetária os analistas das instituições financeiras continuam apostando em um crescimento da economia menor para 2015. Nesta semana a estimativa para o crescimento do PIB foi reduzida de -1,30% para 1,35%. Para 2016 a estimativa dos agentes do mercado financeiro recuou de 1,00% para 0,90%. Esta é a primeira vez neste ano que o mercado mexe na estimativa de 2016.

Já para o desempenho da produção industrial, os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções em -3,20% em 2015. Surpreendentemente os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para a produção industrial de 2016 de 1,50% para 1,60%.

Taxa de juros

O mercado financeiro continua apostando que o Copom vá interromper o ciclo de aperto monetário na próxima reunião quando poderá elevar a Selic para 14,0% ao ano, o que significa uma elevação de 0,25 pontos base. Da mesma forma mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros em 12,0% para 2016, o que pressupõe redução dos juros já para o próximo ano.

A taxa Selic é usada nas negociações de títulos públicos no SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao elevar a taxa de juros, a autoridade monetária controla o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos faz com que o crediário seja desestimulado o que por sua vez estimula a poupança. Quando reduz a taxa de juros, o Banco Central incentiva o crédito e a produção, o que por sua vez estimula o consumo, e alivia o controle sobre a inflação.

Se por um lado a elevação da Selic contribua para o controle dos preços, prejudica a economia, que atravessa um ano difícil, com queda na produção e no consumo.

Câmbio

Pela sétima semana seguida os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2015 que permaneceu em R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio também permaneceu estável em R$ 3,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

OS analistas das instituições financeiras reduziram nesta semana as suas estimativas para o saldo do balanço de pagamentos para 2015. Na conta Balança Comercial foi registrada redução das projeções de US$ 3,10 bilhões para US$ 3,00 bilhões neste ano. Para 2016, a mediana das estimativas, entretanto, foram elevadas de um superávit US$ 10,00 bilhões para US$ 10,35 bilhões.

Ao contrario do que vinham ocorrendo nas últimas sete semanas, os economistas dos bancos reduziriam as suas estimativas o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 67,50 bilhões para US$ 67,00 bilhões. Para o próximo ano as projeções foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 13,94% para 14,00%.  Para 2016 as estimativas permaneceram em 5,80%.

Perspectiva

Como não há alterações significativas nas expectativas trazidas pelo Relatório de Mercado Focus, neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 15/06/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de 0,64%, aos 53.347 pontos. Ainda assim, na semana o Ibovespa subiu 0,71%, enquanto no mês a alta acumulada é de 1,11%.

No mercado de juros, a abertura das taxas nos vértices mais curtos foi influenciada pela leitura da ata da reunião do COPOM, e após o Credit Suisse revisar sua projeção para a SELIC em 2015 para 14,75%.

Pesou sobre os mercados a decisão do Fundo Monetário Internacional – FMI em deixar as negociações em Bruxelas devido a grandes diferenças com a Grécia. A decisão veio após a União Europeia dizer ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, para parar de jogar com o futuro de seu país e tomar as decisões cruciais para evitar um default devastador.

A Grécia endurece as negociações, e resiste em tomar medidas impopulares. Por ora, o governo da esquerda radical de Tsipras continua a gozar de elevados níveis de aprovação em seu país, o que lhe dá respaldo interno para se manter resistente junto aos credores. Entretanto, o governo grego precisa alcançar um acordo até 18 de junho, dia em que se reunirá com seus credores, que exigem novas concessões como condição para desbloquear um financiamento vital para a economia do país.

Para os DI’s, a semana foi de alta. Primeiro, por conta da inflação, que chegou a 8,47% no acumulado de 12 meses, o maior desde dezembro de 2003, e 5,34% no acumulado de 2015. O IPCA de maio surpreendeu o mercado ao apontar para uma alta de 0,74%, contra expectativas do mercado entre 0,50% e 0,60%. A alta foi puxada por energia e alimentos.

Com o teto da meta do Banco Central em 6,5%, é de se esperar que a autoridade monetária decida tomar medidas drásticas para fazer a inflação recuar. Na ata do COPOM, divulgada esta semana, foi isso mesmo que o Banco Central indicou, ao falar que os avanços realizados até agora na política monetária “não foram suficientes”, e que a autarquia precisa de “determinação e perseverança para impedir a transmissão da inflação para prazos mais longos”.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado pela manhã, mostrou que a expectativa mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,30% da semana anterior para 1,35%, registrando a quarta semana consecutiva de queda no indicador. Para 2016, a mediana das projeções também foi reduzida, de crescimento de 1,00% para 0,90%.

Em relação à SELIC, os economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva da taxa para o fim deste ano, acreditando que encerrará 2015 em 14,00%. Já as instituições que integram o “top 5”, ajustaram suas projeções para a SELIC em 14,25%, ante 14,00% da semana anterior.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela nona vez consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,79%, contra 8,46% na semana anterior. Para 2016 as projeções foram mantidas em 5,50%.

Na semana o mercado estará atento para alguns eventos que devem guiar o humor dos investidores.

Desta vez, os EUA roubarão as atenções dos investidores com uma nova reunião do FOMC programada para os dias 16 e 17 de junho. Em meio às interpretações dúbias sobre a recuperação da maior economia do mundo, ganha importância extra qual decisão o FED tomará. As chances de que o juro seja mantido em 0,25% são quase certas, tendo em vista que a economia norte americana segue em ritmo “modesto a moderado”.

No Brasil, a agenda será de maior calmaria depois de uma semana de indicadores decisivos. Destaque para a divulgação do IBC-Br, considerado pelo mercado a prévia do PIB, na sexta-feira (19). As previsões são de contração entre 0,4% e 0,6% ante abril.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

A empresa Crédito & Mercado Consultoria em Investimento apresentou acima a visão do mercado para essa semana, qualquer dúvida entre em contato com um de nossos consultores pelo site www.creditoemercado.com.br/consultoria.

Expectativa em relação à produção industrial recua forte em 2015

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central registrou uma piora sensível nas projeções do mercado financeiro em relação à produção industrial de 2015. Ainda em referencia a inflação, os analistas dos bancos voltaram a elevar as suas estimativas para o IPCA deste ano. Mas, como nem tudo é sempre ruim a mediana para a inflação acumulada em 12 meses cedeu mais uma vez nesta edição do Focus.

Inflação

Na eminencia da divulgação do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo referente ao mês de maio, os economistas dos bancos voltaram elevar as suas projeções para o indicador de inflação oficial do governo em 2015. Como esta é a oitava semana seguida de alta. A aposta é de que o IPCA encerre 2015 em 8,46%, contra 8,39% da semana anterior. Há um mês, essa estimativa era de 8,29%.

Por sua vez as projeções para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, foram reduzidas e passaram de 5,99% para 5,95%.

Para o encerramento de 2016, a mediana das projeções para o IPCA também permaneceu inalterada – pela terceira semana consecutiva – em 5,50%. A quatro edições atrás estava em 5,51%. A estimativa de estabilidade também foi a marca do Top 5 de médio prazo, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, para o mesmo índice no ano que vem. A mediana das projeções em 6,00% pela quarta semana seguida.

Inflação de curto prazo

Para os meses de maio e junho, as medianas das projeções dos analistas Top 5 foram mantidas em, respectivamente 0,55% e 0,40%, como na semana anterior. Há um mês estavam em 0,50% e 0,30%.

Crescimento da Economia

Com a queda das expectativas em relação à produção industrial, as projeções relativas à mediana para o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 também recuaram passando de uma retração de 1,27% na semana anterior para 1,30%. Para o próximo ano, a mediana das estimativas se manteve em crescimento de 1,00% pela oitava semana consecutiva. Também não foram verificadas alterações nas projeções para a produção industrial de 2016, cujas as apostas de expansão para a indústria seguem em 1,50% há nove semanas consecutivas.

Já para o desempenho da produção industrial, os agentes do mercado financeiro reduziram significativamente as suas estimativas de -2,80% para -3,20 em 2015, reflexo da alta da taxa de juros.

Taxa de juros

Após elevar a Selic na semana passada, para 13,75% ao ano, os economistas dos bancos aguardam a divulgação da ata do Copom nesta quinta-feira para quem sabe rever as suas projeções. Nesta semana, a mediana para a taxa básica de juros da economia foi mantida em 14,0% ao ano para 2015 e em 12,0% para 2016.

As elevações da Selic são tentativas da autoridade monetária para conter a inflação, que deve extrapolar o teto da meta para 2015. A meta de inflação é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Logo, o limite superior da meta é 6,5%. Na avaliação dos economistas do mercado financeiro, pesquisados pelo Banco Central, a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deve chegar a 8,39%, em 2015. Essa estimativa é elevada há sete semanas consecutivas. Na semana passada, estava em 8,37%. A projeção do próprio Banco Central indica inflação este ano acima da meta, em 7,9%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao elevar a taxa de juros, a autoridade monetária controla o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos faz com que o crediário seja desestimulado o que por sua vez estimula a poupança. Quando reduz a taxa de juros, o Banco Central incentiva o crédito e a produção, o que por sua vez estimula o consumo, e alivia o controle sobre a inflação.

Se por um lado a elevação da Selic contribua para o controle dos preços, prejudica a economia, que atravessa um ano difícil, com queda na produção e no consumo.

Câmbio

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio ao final de 2015 ficou em R$ 3,20 por dólar, pela sexta semana seguida. Para 2016, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio também permaneceu, só que em R$ 3,30 por unidade da divisa norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

OS agentes do mercado financeiro elevaram nesta semana as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação nas estimativas de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,10 bilhões neste ano. Para 2016, a mediana das projeções foi mantida em um superávit US$ 10,00 bilhões.

Pela sétima semana seguida os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para o para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,00 bilhões para US$ 67,50 bilhões. Para o próximo ano as estimativas também foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 13,90% para 13,94%.  Para 2016 as projeções foram mantidas em 5,80%.

Perspectiva

Dadas as expectativas trazidas pelo Relatório de Mercado Focus, dentre  outras analises realizadas por nosso corpo técnico, neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 08/06/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de 1,03%, aos 52.973 pontos. Ainda assim, na semana o Ibovespa subiu 0,40%, por conta de dados fracos da economia norte-americana e indefinição quanto a dívida da Grécia.

Na zona do euro, as tensões se aprofundaram depois que a Grécia atrasou um importante pagamento de dívida para o Fundo Monetário Internacional – FMI, que deveria ocorrer na sexta-feira. A Grécia atrasou o pagamento de uma parcela de sua dívida de 240 bilhões de euros, pela primeira vez em cinco anos de crise. A paciência dos credores parece estar próxima do fim, após acusações de ambos os lados. O presidente da Comissão Europeia alertou que o tempo está se acabando para a conclusão de um acordo da dívida a fim de evitar um calote pelo país.

A criação de vagas de trabalho nos EUA disparou em maio e os salários aumentaram, sinais de ímpeto na economia após o fraco desempenho no primeiro trimestre. O relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos apontou para ganhos firmes no mercado de trabalho do país. Os EUA geraram 280 mil postos de trabalho em maio, maior elevação desde dezembro, e bem acima dos 225 mil previstos pelo mercado.

Depois da divulgação dos dados, operadores passaram a precificar que o Federal Reserve – FED começará a elevar os juros em outubro.  E juros mais altos nos EUA tende a atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil. Com isso o dólar passa a apreciar em relação às demais moedas.

Do lado doméstico, as atenções foram direcionadas para o resultado da 4ª reunião do Comitê de Política Monetária – COPOM do ano. O comitê fez o que todos no mercado esperavam, ao elevar a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, a 13,75% ao ano. Entretanto, o comunicado pós reunião gerou expectativas por mais altas ao não mostrar mudanças com relação aos últimos comunicados. Com isso, o mercado futuro de juros ajustou seus preços, e muitos já veem a SELIC acima de 14,00% ainda este ano.

No mercado corporativo, a boa notícia veio da Petrobrás. A empresa comemorou o sucesso da sua emissão de bonds com vencimento em 100 anos. A companhia emitiu US$ 2,5 bilhões em títulos e ofereceu os papéis com desconto. A demanda chegou a US$ 13 bilhões, e com a forte procura a captação vai custar menos para a empresa.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado pela manhã, mostrou que a expectativa mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,27% da semana anterior para 1,30%. Há cinco semanas, a projeção era de recuo de 1,18% do PIB deste ano. Para 2016, a mediana das projeções se manteve em crescimento de 1% pela oitava semana seguida.

Em relação à SELIC, os economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva da taxa para o fim deste ano, acreditando que encerrará 2015 a 14,00%. Com a alta da SELIC para 13,75% na reunião do COPOM da semana passada, os especialistas consultados esperam por mais uma alta de 0,25 pontos percentuais este ano.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela oitava semana consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,46%, contra 8,39% na semana anterior. Para 2015 as projeções foram mantidas em 5,50%.

Na semana o mercado estará atento para alguns eventos que devem guiar o humor dos investidores.

No plano doméstico, o mercado estará de olho na divulgação do IPCA de maio, a ser divulgado na quarta-feira (10), que pode dar indícios importantes sobre a eficácia da política monetária adotada. Qualquer número acima de 0,55% soará como uma resistência na desaceleração dos preços.

A ata do Copom também figurará no radar do mercado. A expectativa é de que o documento não trará grandes sinalizações de como o Bacen se comportará nas próximas reuniões. Os prognósticos serão melhor alinhados no final do mês, quando será divulgado o relatório trimestral de inflação.

Na China, dados inflacionários, balança comercial, vendas no varejo e produção industrial serão conhecidos. A inflação ao consumidor mantém-se em alta, enquanto os produtores veem os preços recuarem, o que reduz suas margens e pode comprometer toda a cadeia do setor industrial.

Nos EUA, indicadores do mercado imobiliário e de emprego chamam atenção, sendo o segundo uma espécie de bússola usada pelo FED em seus próximos passos na política econômica.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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Copom eleva Selic para 13,75% ao ano

A autoridade monetária ratificou a expectativa do mercado financeiro e elevou a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano no encerramento da reunião do Copom – Comitê de Politica Monetária, nesta quarta-feira (03/06). Com esta é a sexta alta consecutiva desde o fim de outubro de 2014. Ao final da reunião o Copom divulgou o seguinte comunicado, “Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 13,75% a.a., sem viés.

O avanço da Selic, que é referência para o custo do dinheiro na economia, veio em linha com as expectativas do mercado. A elevação e 0,5 pontos base era esperada por 55 dos 56 economistas participantes de pesquisa realizada pela Bloomberg. A única estimativa que destoou das demais apostava em uma elevação de 0,25 ponto percentual.

A decisão do Copom vem em um momento em que a moeda norte-americana e o reajuste de tarifas públicas pressionam a inflação e a atividade econômica enraíza em um processo recessivo — conforme a projeção do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 01/06 o PIB deverá recuar 1,27% neste ano.

A taxa básica de juros serve como parâmetro de correção dos empréstimos que o Banco Central concede as instituições financeiras. Ela ainda é utilizada pela economia e para os juros cobrados aos consumidores e empresas.

A agenda do Copom informa que a próxima reunião está marcada para 28 e 29 de julho, as projeções de uma nova alta da Selic são divergentes. Uma nova elevação traria mais efeitos negativos para a atividade econômica, e a perspectiva é que a inflação passa a reagir positivamente aos efeitos da política monetária.

Um segmento do mercado aposta que o ciclo de aperto monetário deve ter chegado ao fim com a elevação da Selic para 13,75% nesta quarta-feira.

Uma das razões para esta expectativa é a divulgação do PIB – Produto Interno Bruto do primeiro trimestre deste ano, que recuou 0,2%.  É esperada uma contração mais acentuada no segundo trimestre.

Por outro lado, existe uma correte que aguardam novas altas da taxa básica de juros neste ano. O que leva a esta percepção é o elevado nível da inflação oficial. O índice oficial de inflação utilizado pelo governo para a definição das metas de inflação marcou no mês de abril, alta de 0,71%. Esta foi o maior patamar do índice para desde abril de 2011, quando marcou 0,77%.

Mas há ainda quem aposte em uma alta da Selic a 14,5% ao ano em 2015.  A justificativa é de que a autoridade monetária esta seguindo o manual de economia e assim que perceba estabilidade das expectativas deverá acelerar o passo e cortar os juros no próximo ano para até 11,0% no fim do ano. Caso esta expectativa ocorra, haverá um ganho considerável para os investimentos em renda fixa, especialmente para títulos corrigidos pela variação do IPCA com vencimento de curto prazo.

Inflação em alta

Frente a elevação dos preços que traz a reboque a inflação, não terá outra alternativa a não ser a elevação dos juros, em que pese o ajuste fiscal e da desaceleração econômica. A perspectiva da inflação já assinala para uma insistência muito forte do IPCA acima do teto da meta. A percepção da maioria dos analistas das instituições financeiras aponta para o recuo da inflação, para o intervalo de referência da banda da meta, apenas a partir do primeiro trimestre do próximo ano.

O centro da meta definido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional para a inflação é de 4,5% neste ano, com uma margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Até abril, a inflação em 12 meses, com base no IPCA já acumulava alta de 8,17%.

Outra corrente do mercado, a maioria, aposta em mais uma elevação de 0,25 ponto percentual da Selic em julho, para 14% ao ano, encerrando, então, o ciclo de aperto monetário promovido pela autoridade monetária. Os avisos trazidos pela Ata do Copom têm tendido para a vigilância necessária e suficiente para fazer a inflação ao consumidor e suas expectativas convergirem para o centro da meta no final de 2016.

Após as elevações promovidas até esta reunião finda nesta quarta-feira e uma interrupção nas reuniões de setembro e outubro, há a probabilidade de comitê de o Banco Central dar inicio ao processo de redução da Selic no final deste ano, na ultima reunião do ano em novembro. O que levaria a autoridade monetária conduziria esta posição seria a atividade econômica negativa, o “fraco desempenho” da produção agregada no próximo ano e a verificação do fraco desempenho da produção industrial, além da elevação da taxa de desemprego para números superiores a 8% neste ano.

Dado o cenário, reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Mercado eleva projeção da Selic em 2015 para 14,0%

A economia brasileira continua declinante, na visão dos analistas que participam da pesquisa de dados que alimenta o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (01/06).  O PIB – Produto Interno Bruto em queda, juros mais elevados e inflação pressionando são as bases fundamentais para a economia do Brasil em 2015.

A taxa básica de juros, a Selic, na visão dos economistas das instituições financeiras, foi elevada pela sexta vez consecutiva. A estimativa é de mais uma elevação da ordem de 0,5 ponto percentual, com a taxa passando para 13,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano.

Inflação

A expectativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo foi elevada de 8,37% para 8,39% em 2015, por sua vez a estimativa foi mantida em 5,50 para o próximo ano.

Com o IPCA subindo semana a semana, a meta atuarial dos RPPSs, se aproxima de 15% para este ano.

Os economistas das instituições financeiras ouvidos pela Pesquisa Focus, reduziram nesta semana as suas projeções para o IPCA nos próximos 12 meses. Após a alta da semana passada, o índice que meda a inflação entre as famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos recuou de 6,02% para 5,99%.

Inflação de curto prazo

As projeções dos analistas do mercado financeiro considerados Top 5, o que mais acertam as suas estimativas,  para maio foram mantidas em 0,54%. Já para o mês de junho a estimativa permaneceu em 0,37%.

Crescimento da Economia

Os economistas dos bancos votaram a reduzir as suas projeções, para a economia brasileira de retração de -1,24% para -1,27%, para este ano.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, os agentes do mercado financeiro mantiveram sua projeção de alta do PIB em 1,00%.

Já para o desempenho da produção industrial, os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas em -2,80% para 2015.  Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas em 1,50%.

Taxa de juros

A reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária, do Banco Central, responsável por definir a Selic, está agendada para inicio nesta terça e término na quarta-feira, 02 e 03/06.

As elevações da Selic são tentativas da autoridade monetária para conter a inflação, que deve extrapolar o teto da meta para 2015. A meta de inflação é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Logo, o limite superior da meta é 6,5%. Na avaliação dos economistas do mercado financeiro, pesquisados pelo Banco Central, a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deve chegar a 8,39%, em 2015. Essa estimativa é elevada há sete semanas consecutivas. Na semana passada, estava em 8,37%. A projeção do próprio Banco Central indica inflação este ano acima da meta, em 7,9%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao elevar a taxa de juros, a autoridade monetária controla o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos faz com que o crediário seja desestimulado o que por sua vez estimula a poupança. Quando reduz a taxa de juros, o Banco Central incentiva o crédito e a produção, o que por sua vez estimula o consumo, e alivia o controle sobre a inflação.

Se por um lado a elevação da Selic contribua para o controle dos preços, prejudica a economia, que atravessa um ano difícil, com queda na produção e no consumo.

Dado as perspectivas, os analistas do mercado financeiro, elevaram as estimativas para a Selic de 13,75% para 14,0% ao final de 2015. Para o próximo ano, a estimativa foi mantida em 12,0%.

Câmbio

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao final de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por unidade da divisa norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos analistas das instituições financeiras para o balanço de pagamentos, na conta Balança Comercial foram mantidas em US$ 3,00 bilhões para este ano. Para 2016, a mediana das projeções foi mantida em um superávit US$ 10,00 bilhões.

Os economistas dos bancos voltaram a majorar as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 65,50 bilhões para US$ 66,00 bilhões. Para o próximo ano as estimativas também foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 13,70% para 13,90%.  Para o próximo ano as estimativas foram reduzidas de 5,84% para 5,80%.

Perspectiva

Neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.