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maio 18th, 2015

Mercado espera inflação maior em 2015 e redução no próximo ano

Pela segunda semana seguida não há alterações nas expectativas para o rumo da condução da politica monetária mesmo após a divulgação da ata do COPOM – Comitê de Política Monetária mais dura do que o esperado, no dia 07/05. Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa Selic ao termino deste ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 18/05, pelo Banco Central.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras mais uma vez elevaram as estimativas de fechamento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para  este ano.

O IPCA, calculado e divulgado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, alusivos ao consumo pessoal das famílias, com renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos. A o mercado espera elevação do IPCA de 8,29% para 8,31%.

Para 2016, entretanto aos agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir suas estimativas de 5,51% para 5,50%

Pela 4ª semana seguida, o mercado financeiro reduziu a sua projeção para o IPCA nos próximos 12 meses. Nesta semana a estimativa recuou de 5,94% para 5,93%.

Inflação de curto prazo

A projeção dos analistas considerados Top 5, o que mais acertam as suas projeções,  mantiveram as suas projeções  para o IPCA de maio em 0,49%. Já para o mês de junho a estimativa foi elevada de 0,30% para 0,33%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras mantiveram inalterada a estimativa de queda do PIB – Produto Interno Bruto (soma dos bens e serviços produzidos em um país), em -1,2%.  Para o próximo ano a projeção para o crescimento da economia permaneceu em 1,00% pela 5ª semana seguida.

A projeção para a queda da produção industrial foi elevada de -2,50% para -2,80% neste ano.  Para o próximo ano, os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções em 1,50%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a Selic em 2015 em 13,50%, desta forma estão apostando em mais uma elevação dos juros na faixa de 0,25 pontos base até o final do ano. Contudo os analistas Top 5, estão apostando que a taxa Selic encerre 2015 em 13,75% ao ano. Neste momento é imprescindível que se acompanhe de perto a evolução do mercado e adequar a carteira as expectativas. Para 2016, o mercado elevou as suas estimativas pela 2ª semana de 11,63% para 11,75% ao ano.

Câmbio

As projeções para a taxa de cambio ao final de 2015 tem se mantido no patamar de R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana, aparentemente o mercado está mais tranquilo. Para o próximo ano a expectativa dos agentes do mercado financeiro segue em R$3,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos analistas das instituições financeiras para o balanço de pagamentos, na conta Balança Comercial recuaram foram mantidas em US$ 3,00 bilhões para 2015. Entretanto para o próximo ano, a mediana das projeções foram reduzidas deum superávit de US$ 10,00 bilhões  para US$ 9,45 bilhões .

Os economistas dos bancos elevaram significativamente as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 59,00 bilhões para US$ 61,00 bilhões e no embalo elevaram também as suas  projeções para 2016 de U$ 60,00 bilhões para U$ 64,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 13,20% para 13,50%.  Para 2016 as estimativas foram mantidas em 5,71%.

Perspectiva

Neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 18/05/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 1,04%, aos 57.248 pontos. Com sessões de altas e baixas, o índice fechou a semana praticamente estável, com leve variação positiva de 0,17%.

Depois da vitória apertada na Câmara dos Deputados, na votação da MP 665 que trata dos critérios para obtenção do auxílio-desemprego, o governo levou à votação a MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença. O resultado foi outra aprovação, porém com um custo elevado. Os deputados aprovaram, na noite de quarta-feira (13), três emendas que alteram o teor da matéria e já são consideradas a primeira derrota real do governo em relação ao ajuste fiscal.

A principal muda as regras do polêmico fator previdenciário (cálculo feito atualmente para concessão de aposentadorias) e dá alternativa ao trabalhador para aplicar a chamada regra 85/95 – que permite aposentadoria integral em vez do fator. A aprovação desta emenda teve 232 votos favoráveis e 210 contrários. A segunda emenda aprovada, por sua vez, retira do texto o item que repassa para as empresas a responsabilidade de bancar o valor integral do auxílio-doença dos seus trabalhadores. A terceira regulamenta a pensão por morte para pessoas com deficiência.

Pelos cálculos, a mudança aumentará os gastos da previdência em R$ 40 bilhões em dez anos, ou seja, um grande golpe no ajuste fiscal. As previsões são de que a presidente Dilma vetará o texto que muda as regras do fator previdenciário e devolverá um texto mais moderado, entre o que o governo quer e o que o Congresso aprovou.

Dados frustrantes da economia americana contrariaram o discurso de alguns membros do Federal Reserve (Fed), que durante as últimas semanas fizeram declarações mais convergentes com uma política monetária austera. A inflação ao produtor nos EUA sofreu uma retração de 0,4%, ante expectativas de um avanço de 0,2%, a produção industrial caiu 0,3%, ante previsões de avanço de 0,1%, e o índice de confiança do consumidor de Michigan desabou para 88,6 pontos, contra projeções de 96 pontos. Em suma, o mercado de trabalho tem dado sinais de recuperação, mas a economia como um todo vai em direção oposta, em que pese a injeção de liquidez na economia americana nos últimos anos.

Na zona do euro, a Grécia liberou 750 milhões de euros ao FMI, e conseguiu ganhar mais tempo para negociar com seus credores os termos de seu resgate internacional. O interessante é que o dinheiro saiu das próprias reservas que a Grécia mantém no FMI, com o país não necessitando de recorrer a recursos internos.

O mercado financeiro voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano, medida pelo IPCA. De acordo com o Relatório Focus revelado hoje, a estimativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,29% para 8,31%. Para 2016, os especialistas consultados veem o IPCA a 5,50 % ao final do ano, ante 5,51% da última pesquisa. Em relação a SELIC, o mercado financeiro manteve a previsão para o fim deste ano em 13,50%. Sobre o PIB, a pesquisa manteve a projeção de contração de 1,20% da semana anterior. Para 2016 a previsão de crescimento foi mantida em 1,00%.

Para a semana, estão previstas a divulgação de dados do setor industrial (PMI) tanto na China quanto na Europa. No Brasil, está prevista a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, e espera-se contração do índice em relação a fevereiro. Também está prevista a divulgação do IPCA-15, com as projeções convergindo entre 0,60% e 0,70% em maio.

A Câmara dos Deputados segue com as votações do ajuste fiscal. Desta vez, o plenário votará as duas últimas propostas do ajuste, a MP 668 (aumenta as alíquotas de contribuição o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação) e o PL 863/15 (reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamento concedido a 56 segmentos da economia)

Por hora, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.