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maio, 2015

Analistas elevam estimativa para Selic em 2015 e 2016

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 25/05, pelo Banco Central do Brasil, revelou que os economistas do mercado financeiro não fizeram nenhuma alteração em relação ao dólar para 2015 e no próximo ano. A cotação ao final de 2016, por exemplo, permaneceu em R$ 3,30 pela sétima semana consecutiva. A mediana das projeções para o câmbio no encerramento de 2015 seguiu em R$ 3,20 pela quarta vez nesta edição do Boletim Focus.

Com todas as estimativas mantidas, também não houve mudança nas taxas médias. Para 2015, focou em R$ 3,07 – há quatro semanas estava em R$ 3,11 – e para o próximo ano, em R$ 3,25 – há um mês, a mediana estava em R$ 3,23.

Inflação

Nesta semana os analistas dos bancos voltaram a piorar as suas projeções para o encerramento da inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2015

Na percepção dos analistas, o índice que mede a inflação nas principais regiões metropolitas do Brasil entre as famílias com renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos, deve encerrar este ano 8,36%, na semana passada a estimativa era de 8,31%.

Para 2016, os economistas do mercado financeiro esperam uma retração do IPCA para 5,50%, desta forma, mantiveram a estimativa da semana passada.

O IPCA encerrando 2015 neste patamar, a meta atuarial dos RPPSs deve ficar em torno de 14,87%.

Os agentes do mercado financeiro elevaram nesta semana as suas estimativas para o IPCA nos próximos 12 meses. Após sucessivas quedas, o índice de inflação oficial do governo voltou a subir, desta feita de 5,93% para 6,02%.

Inflação de curto prazo

A estimativa dos economistas considerados Top 5, o que mais acertam as suas estimativas,  elevaram as suas projeções  para o IPCA de maio de 0,49% para 0,55%. Já para o mês de junho a projeção subiu de 0,33% para 0,40%.

Crescimento da Economia

Para o comportamento do PIB neste ano, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa, para uma retração de -1,20% para -1,24%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para o próximo ano, os economistas dos bancos mantiveram sua projeção de alta do PIB em 1,00%.

Em relação à produção industrial, os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções em -2,80% para este ano.  Para 2016, os analistas dos bancos mantiveram as suas estimativas em 1,50%.

Taxa de juros

Após o Copom – Comitê de Politica Monetária ter elevado os juros para 13,25% ao ano na reunião de abril. Os economistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção para a Selic, desta feita para 13,75% – o que implica juros maiores em 2015. A estimativa é de uma nova elevação de 0,5 ponto percentual na reunião que acontece nos dias 02 e 03 de junho.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o Banco Central tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Para o próximo ano, o mercado financeiro elevou as suas projeções de 11,75% ao ano para 12,0% ao ano.

Câmbio

Nesta edição do relatório Focus, a estimativa dos economistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio ao final de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por unidade da divisa norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

As projeções dos economistas dos bancos para o balanço de pagamentos, na conta Balança Comercial recuaram foram mantidas em US$ 3,00 bilhões para este ano. Para 2016, a mediana das estimativas foram elevadas de um superávit de US$ 9,45 bilhões para US$ 10,00 bilhões .

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevar as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 61,00 bilhões para US$ 65,50 bilhões. Para o próximo ano as estimativas também foram elevadas de U$ 64,00 bilhões para U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 13,50% para 13,70%.  Para 2016 as projeções foram elevadas de  5,71% para 5,84%.

Perspectiva

Neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Mercado espera inflação maior em 2015 e redução no próximo ano

Pela segunda semana seguida não há alterações nas expectativas para o rumo da condução da politica monetária mesmo após a divulgação da ata do COPOM – Comitê de Política Monetária mais dura do que o esperado, no dia 07/05. Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa Selic ao termino deste ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 18/05, pelo Banco Central.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras mais uma vez elevaram as estimativas de fechamento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para  este ano.

O IPCA, calculado e divulgado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, alusivos ao consumo pessoal das famílias, com renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos. A o mercado espera elevação do IPCA de 8,29% para 8,31%.

Para 2016, entretanto aos agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir suas estimativas de 5,51% para 5,50%

Pela 4ª semana seguida, o mercado financeiro reduziu a sua projeção para o IPCA nos próximos 12 meses. Nesta semana a estimativa recuou de 5,94% para 5,93%.

Inflação de curto prazo

A projeção dos analistas considerados Top 5, o que mais acertam as suas projeções,  mantiveram as suas projeções  para o IPCA de maio em 0,49%. Já para o mês de junho a estimativa foi elevada de 0,30% para 0,33%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras mantiveram inalterada a estimativa de queda do PIB – Produto Interno Bruto (soma dos bens e serviços produzidos em um país), em -1,2%.  Para o próximo ano a projeção para o crescimento da economia permaneceu em 1,00% pela 5ª semana seguida.

A projeção para a queda da produção industrial foi elevada de -2,50% para -2,80% neste ano.  Para o próximo ano, os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções em 1,50%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a Selic em 2015 em 13,50%, desta forma estão apostando em mais uma elevação dos juros na faixa de 0,25 pontos base até o final do ano. Contudo os analistas Top 5, estão apostando que a taxa Selic encerre 2015 em 13,75% ao ano. Neste momento é imprescindível que se acompanhe de perto a evolução do mercado e adequar a carteira as expectativas. Para 2016, o mercado elevou as suas estimativas pela 2ª semana de 11,63% para 11,75% ao ano.

Câmbio

As projeções para a taxa de cambio ao final de 2015 tem se mantido no patamar de R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana, aparentemente o mercado está mais tranquilo. Para o próximo ano a expectativa dos agentes do mercado financeiro segue em R$3,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos analistas das instituições financeiras para o balanço de pagamentos, na conta Balança Comercial recuaram foram mantidas em US$ 3,00 bilhões para 2015. Entretanto para o próximo ano, a mediana das projeções foram reduzidas deum superávit de US$ 10,00 bilhões  para US$ 9,45 bilhões .

Os economistas dos bancos elevaram significativamente as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 59,00 bilhões para US$ 61,00 bilhões e no embalo elevaram também as suas  projeções para 2016 de U$ 60,00 bilhões para U$ 64,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 13,20% para 13,50%.  Para 2016 as estimativas foram mantidas em 5,71%.

Perspectiva

Neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Nossa Visão – 18/05/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 1,04%, aos 57.248 pontos. Com sessões de altas e baixas, o índice fechou a semana praticamente estável, com leve variação positiva de 0,17%.

Depois da vitória apertada na Câmara dos Deputados, na votação da MP 665 que trata dos critérios para obtenção do auxílio-desemprego, o governo levou à votação a MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença. O resultado foi outra aprovação, porém com um custo elevado. Os deputados aprovaram, na noite de quarta-feira (13), três emendas que alteram o teor da matéria e já são consideradas a primeira derrota real do governo em relação ao ajuste fiscal.

A principal muda as regras do polêmico fator previdenciário (cálculo feito atualmente para concessão de aposentadorias) e dá alternativa ao trabalhador para aplicar a chamada regra 85/95 – que permite aposentadoria integral em vez do fator. A aprovação desta emenda teve 232 votos favoráveis e 210 contrários. A segunda emenda aprovada, por sua vez, retira do texto o item que repassa para as empresas a responsabilidade de bancar o valor integral do auxílio-doença dos seus trabalhadores. A terceira regulamenta a pensão por morte para pessoas com deficiência.

Pelos cálculos, a mudança aumentará os gastos da previdência em R$ 40 bilhões em dez anos, ou seja, um grande golpe no ajuste fiscal. As previsões são de que a presidente Dilma vetará o texto que muda as regras do fator previdenciário e devolverá um texto mais moderado, entre o que o governo quer e o que o Congresso aprovou.

Dados frustrantes da economia americana contrariaram o discurso de alguns membros do Federal Reserve (Fed), que durante as últimas semanas fizeram declarações mais convergentes com uma política monetária austera. A inflação ao produtor nos EUA sofreu uma retração de 0,4%, ante expectativas de um avanço de 0,2%, a produção industrial caiu 0,3%, ante previsões de avanço de 0,1%, e o índice de confiança do consumidor de Michigan desabou para 88,6 pontos, contra projeções de 96 pontos. Em suma, o mercado de trabalho tem dado sinais de recuperação, mas a economia como um todo vai em direção oposta, em que pese a injeção de liquidez na economia americana nos últimos anos.

Na zona do euro, a Grécia liberou 750 milhões de euros ao FMI, e conseguiu ganhar mais tempo para negociar com seus credores os termos de seu resgate internacional. O interessante é que o dinheiro saiu das próprias reservas que a Grécia mantém no FMI, com o país não necessitando de recorrer a recursos internos.

O mercado financeiro voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano, medida pelo IPCA. De acordo com o Relatório Focus revelado hoje, a estimativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,29% para 8,31%. Para 2016, os especialistas consultados veem o IPCA a 5,50 % ao final do ano, ante 5,51% da última pesquisa. Em relação a SELIC, o mercado financeiro manteve a previsão para o fim deste ano em 13,50%. Sobre o PIB, a pesquisa manteve a projeção de contração de 1,20% da semana anterior. Para 2016 a previsão de crescimento foi mantida em 1,00%.

Para a semana, estão previstas a divulgação de dados do setor industrial (PMI) tanto na China quanto na Europa. No Brasil, está prevista a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, e espera-se contração do índice em relação a fevereiro. Também está prevista a divulgação do IPCA-15, com as projeções convergindo entre 0,60% e 0,70% em maio.

A Câmara dos Deputados segue com as votações do ajuste fiscal. Desta vez, o plenário votará as duas últimas propostas do ajuste, a MP 668 (aumenta as alíquotas de contribuição o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação) e o PL 863/15 (reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamento concedido a 56 segmentos da economia)

Por hora, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Portaria MPS Nº 185 DE 14/05/2015

Publicado no DO em 15 mai 2015

Institui o Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios – “Pró-Gestão RPPS”.

O Ministro de Estado da Previdência Social, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II da Constituição Federal e tendo em vista o disposto no art. 9º da Lei nº 9.717, de 27 de novembro de 1998,

Resolve:

Art. 1º Fica instituído o Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios – “Pró-Gestão RPPS”.

Art. 2º O Pró-Gestão RPPS tem por objetivo incentivar os Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS a adotarem melhores práticas de gestão previdenciária, que proporcionem maior controle dos seus ativos e passivos e mais transparência no relacionamento com os segurados e a sociedade.

Art. 3º A adesão ao Pró-Gestão RPPS será facultativa, devendo ser formalizada por meio de termo assinado pelos representantes legais do ente federativo e da unidade gestora do RPPS.

Art. 4º A certificação institucional no âmbito do Pró-Gestão RPPS será concedida aos RPPS que cumprirem ações nas dimensões de Controles Internos, Governança Corporativa e Educação Previdenciária, constará de quatro níveis de aderência e terá prazo de validade de 3 (três) anos.

§ 1º A relação das ações a serem verificadas para concessão da certificação institucional consta do Anexo desta Portaria.

§ 2º A certificação institucional somente será fornecida ao ente que obtiver a emissão do Certificado de Regularidade Previdenciária – CRP, pelo cumprimento das normas gerais de organização e funcionamento dos RPPS, estabelecidas na Lei nº 9.717/1998 e nos atos normativos dela decorrentes.

§ 3. O RPPS que, após receber a certificação institucional, não mantiver CRP válido por mais de 90 (noventa) dias, terá sua certificação cancelada.

Art. 5º A avaliação do cumprimento dos requisitos mínimos a serem observados em cada uma das ações e a atribuição da certificação institucional será de responsabilidade de entidade credenciada para esse fim.

Art. 6º Compete à Secretaria de Políticas de Previdência Social – SPPS:

I – divulgar, por meio do sítio do Ministério da Previdência Social na rede mundial de computadores – Internet, o Manual do Pró-Gestão RPPS, que conterá:

a) o cronograma de implantação do Pró-Gestão RPPS;

b) os parâmetros a serem observados para avaliação e habilitação das entidades certificadoras;

c) os procedimentos para adesão ao Pró-Gestão RPPS;

d) os procedimentos a serem observados para a renovação, suspensão ou cancelamento da certificação institucional;

e) o conteúdo de cada uma das ações a serem observadas para obtenção da certificação institucional.

II – avaliar as entidades interessadas em se habilitarem como certificadoras no Pró-Gestão RPPS e decidir sobre o seu credenciamento;

III – adotar as demais providências necessárias à implantação do Pró-Gestão RPPS e dirimir os casos omissos nesta Portaria.

Parágrafo único. A SPPS poderá realizar consulta ou audiência pública para a definição dos parâmetros de que trata o inciso I, alínea “b”.

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS EDUARDO GABAS

ANEXO

PRO-GESTÃO RPPS – CERTIFICAÇÃO INSTITUCIONAL – AÇÕES A SEREM VERIFICADAS EM CADA DIMENSÃO

I – CONTROLES INTERNOS

1 – Mapeamento das atividades das áreas de atuação do RPPS.

2 – Manualização das atividades das áreas de atuação do RPPS.

3 – Capacitação e certificação dos gestores e servidores das áreas de risco.

4 – Estrutura de controle interno.

5 – Política de segurança da informação.

6 – Gestão e controle da base de dados cadastrais dos servidores públicos, aposentados e pensionistas.

II – GOVERNANÇA CORPORATIVA

1 – Relatório de governança corporativa.

2 – Planejamento.

3 – Relatório de gestão atuarial.

4 – Código de ética da instituição.

5 – Políticas previdenciárias de saúde e segurança do servidor.

6 – Política de investimentos.

7 – Comitê de Investimentos.

8 – Transparência.

9 – Definição de limites de alçadas.

10 – Segregação das atividades.

11 – Ouvidoria.

12 – Qualificação do órgão de direção.

13 – Conselho Fiscal.

14 – Conselho de Administração.

15 – Mandato, representação e recondução.

16 – Gestão de pessoas.

III – EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

1 – Plano de ação de capacitação.

2 – Ações de diálogo com os segurados e a sociedade.

Juros recuam influenciados por queda do dólar

Os taxa dos contratos de juros futuros negociados na BM&F recuaram no pregão desta quinta-feira, dia 14/05, em linha com a queda do dólar e das taxas dos Treasuries (Títulos do Tesouro norte-americano). O comportamento das taxas de juros, negociadas nestes contratos, interferem diretamente na rentabilidade dos fundos atrelados a taxa pré-fixada e aos fundos que tem como referencia o IMA B.

As taxas dos contratos de DI votaram a recuar imediatamente após o encerramento do leilão de títulos prefixados realizado pelo Tesouro Nacional. A consistente queda da cotação da moeda norte-americana e das taxas dos Treasuries também contribuiu para os juros futuros solidificarem o ritmo de baixa.

Os números abaixo das expectativas para as vendas no varejo no mercado domestico, publicado pelo IBGE, contribui para a confirmação do cenário de enfraquecimento da atividade econômica o que, a principio, pode colaborar para o esforço da autoridade monetária em trazer a inflação ao centro da meta. As vendas no varejo mostraram recuo de 0,90% em março em comparação com o mês anterior. A estimativa dos analistas do mercado era de queda de 0,3%.

Em que pese o resultado fraco das vendas no varejo, o mercado segurou as taxas até o leilão de títulos prefixados realizado Tesouro Nacional. O agente do Ministério da Fazenda negociou neste leilão tradicional de títulos públicos, a oferta integral de R$ 13 milhões, o que equivale a R$ 10,795 bilhões de LTN. Porém do lote de 6 milhões de NTNFs, foram comercializados apenas 5.157.050 milhões de papéis, totalizando R$ 4,754 bilhões. No mercado internacional, as taxas dos Treasuries e dos bônus europeus cederam nesta quinta-feira refletindo um movimento de correção após a alta verificada no dia anterior.

A venda generalizada, ocorrida recentemente, das posições em taxa de juros da ponta mais  longa da curva em mercados considerados maduros provocou a  elevação nas taxas na maioria dos mercados da América Latina, principalmente no México. Nesse contexto, o mercado percebe pouco retorno na parte mais curta da curva de juros nos países  latino americanos e percebem uma pressão de alta nos vértices mais longos perante da perspectiva de normalização da política monetária norte-americana.

Em relação ao mercado domestico, a ponderação do preço justo do juro de mercado tem como obstáculo a volatilidade criada por riscos remanescentes do implemento do ajuste fiscal.

A inclinação da curva de juros deve ficar cada vez mais invertida, com o mercado embutindo nas cotações novos aumentos de juros no curto prazo, e uma possível convergência de taxas no longo prazo.

O tom mais enfático, das últimas comunicações, do COPOM – Comitê de Política Monetário pressionou as taxas curtas para cima, e o mercado reflete elevações da Selic para, pelo menos, 14,00% no fim deste ano. Entendemos que o momento não é indicado para a manutenção posições aplicadas em juros de curto prazo. A nossa visão é de que há um pouco de prêmio na ponta curta da curva de juros, uma vez que projetamos o fim do ciclo de aperto monetário em 13,50%.

Em nossa avaliação o vai e vem das taxas do vértice mais longos dos juros no mercado doméstico (notadamente dos títulos indexados à inflação de prazo mais longo) acabou com a atratividade de manter a aplicação em fundos atrelados à ponta mais curta dos juros. Os analistas do mercado acreditam que para ocorram novas quedas das taxas longas de maneira mais solida se faz necessário a convergência do CDS – Credit Default Swap de cinco anos do Brasil que determina o risco de não pagamento da dívida soberana dos países para a média dos créditos soberanos com classificação de risco BBB, ou seja de grau de investimento, e a confiança do mercado de que a inflação vai se manter em torno 4,5% por vários anos à diante. O que prejudica uma avaliação mais precisa é determinar o “timing” para o mercado acolher essas conjecturas.

Diante deste cenário alteramos nossa estratégia, pois o longo prazo, identificamos uma melhora das condições macroeconômicas e reposicionamos a estratégia para investimentos nos vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20 A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Contratar o Einstein é custo ou investimento?

Publicado originalmente em: Estrategista

O texto a seguir é um bom exemplo e serve para todas às áreas do conhecimento.

O post de hoje exige uma dose de fantasia do leitor. Imagine que você fosse dono de uma empresa de alta tecnologia e surgisse a oportunidade de contratar Einstein. Você não leu errado. Ele mesmo, Albert Einstein, quem desenvolveu a teoria da relatividade e ganhou o prêmio Nobel de Física de 1921. Mas você é adepto de uma operação enxuta. Ao se reunir com seu contador, é informado que essa aquisição deverá ser contabilizada como custo (supondo que o físico trabalhasse na operação e não na área administrativa, pois, dessa forma, o dispêndio seria classificado como despesa). Em resumo, essa contratação irá impactar negativamente e de imediato o resultado apesar da provável melhora no médio prazo fruto da contribuição do Nobel. Esse exemplo surrealista demonstra como a contabilidade não está preparada para dar conta da Nova Economia do conhecimento.

Em 2011, o Brasil adotou as regras contábeis internacionais do IFRS (International Financial Reporting Standards). Sob esse novo padrão, os ativos e passivos devem ter uma apuração mais fidedigna, tornando os balanços mais realistas. Contudo a contabilização de ativos intangíveis, marca da economia do conhecimento, continua imprecisa.

O livro “Valuation, como precificar ações” de Alexandre Póvoa aborda alguns exemplos desse problema. Suponha que uma empresa farmacêutica (A) gaste bastante com pesquisa e desenvolvimento. Esse dispêndio é lançado no resultado como despesa, reduzindo o seu lucro. Caso sua concorrente (B) “invista” menos em pesquisa, seu resultado tende a ser maior no curto prazo, mas ele será consistente em um horizonte mais longo? Como sabido, dispêndios com pesquisa tendem a dar resultados no médio prazo, embora impactem negativamente o resultado no curto prazo. Por uma análise estática, o investidor preferirá a empresa “b” que deve apresentar um múltiplo P/L (preço por lucro) menor. Contudo, provavelmente, essa escolha não será vitoriosa no médio prazo.

A contabilidade reflete de forma razoável o segmento industrial clássico onde máquinas e equipamentos são contabilizados como ativo e a mão de obra é considerada apenas mais um insumo da produção como minério de ferro, energia elétrica, papel, etc. Mas esse modelo mental serve para explicar empresas do conhecimento como o Google? Os PhDs são custo ou ativos geradores de renda no médio prazo? Essa discussão leva muitas pessoas a advogarem que os maiores retornos sobre o ativo (lucro líquido sobre ativos) ou sobre o patrimônio líquido (lucro líquido sobre patrimônio líquido) das empresas de serviço são derivadas não de um retorno extraordinário desse segmento em comparação com o setor industrial, mas sim da subavaliação dos ativos. O principal capital do setor de serviços, o intelectual, não transita no ativo.

Esse raciocínio vale para as gestoras de recurso. Seus ativos mais preciosos são os computadores e o mobiliário ou as pessoas que a compõem?

O exemplo do Einstein é fantasioso (ele morreu há quase 60 anos), mas mostra que se dependesse do seu contador e da sua obsessão por corte de custos, o brilhante cientista permaneceria desempregado.

Mercado volta a reduzir estimativa para IPCA nos próximos 12 meses.

Os economistas das instituições financeiras elevaram ligeiramente a sua estimativa para a inflação oficial de 2015, a informação consta do Boletim Focus, divulgada hoje (11/05) pelo Banco Central.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram, pela quarta semana seguida, as suas estimativas para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para o encerramento de 2015, a mediana foi elevada de 8,26% para 8,29%. Para 2016, o IPCA foi mantido em 5,60%.

A estimativa para o IPCA nos próximos 12 meses, mostra que os analistas das instituições financeiras acreditam em uma redução do índice. Nesta semana a estimativa recuou de 5,96% para 5,94%.

Como base nas projeções do mercado a meta atuarial com base no IPCA deve encerrar 2015 em 14,79%.

Inflação de curto prazo

Os economistas que mais acertam as suas projeções e desta forma considerados Top 5, reduziram as suas estimativas para o IPCA de maio de 0,50% para 0,49%. Em relação ao mês de junho a projeção foi mantida em 0,30%. Desta forma o mercado está apostando que os resultados do aperto monetário já trarão resultados sobre a inflação.

Crescimento da Economia

Por mais uma semana os agentes do mercado financeiro estimam retração dos indicadores que medem o desempenho da economia brasileira em 2015. Desta feita reduziram a sua estimativa para o PIB de -1,18 para -1,20. Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções em 1,00%.

As estimativas para o desempenho da indústria em 2015 foram mantidas, pela terceira semana seguida, pelos os agentes do mercado financeiro em -2,50%. Para o próximo ano, os economistas que participam da pesquisa Focus mantiveram as suas projeções em 1,50%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a Selic em 2015 na casa de 13,50%, desta forma estão apostando em mais uma elevação dos juros na faixa de 0,25 pontos base até o final do ano. Entretanto, para o próximo ano, a projeção foi elevada de 11,50% para 11,63%.

Câmbio

As estimativas para o comportamento do câmbio neste e no próximo ano se mantiveram estáveis no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (11/05), pelo Banco Central. O documento mostra que, a mediana das projeções para o dólar no encerramento de 2015 foi mantida em R$ 3,20, mesmo valor da semana anterior. Para 2016 a estimativa segue em R$3,30 por unida da moeda norte-americana.

Caso a estabilidade do dólar se confirme, o mercado tende a entrar em um ritmo de normalidade e consequentemente com menor volatilidade.

Balanço de pagamentos e IED

As projeções dos economistas das instituições financeiras para o balanço de pagamentos, na conta balança Comercial recuaram de US$ 4,02 bilhões para US$ 3,00 bilhões em 2015. Para 2016, a mediana das estimativas foram elevadas de um superávit em US$ 9,95 bilhões para US$ 10,00 bilhões .

Os analistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 57,00 bilhões para US$ 59,00 bilhões e mantiveram as suas projeções em U$ 60,00 bilhões para 2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 13,05% para 13,20%.  Para 2016 as projeções foram reduzidas de 5,76% para 5,71%.

Perspectiva

Identificamos uma melhora das condições macroeconômicas no longo prazo, e reposicionamos a estratégia para investimentos nos vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% no IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20 A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, direcionando recursos para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Ata do Copom sugere persistência da inflação

O COMPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) voltou a afirmar que os elementos disponíveis sobre inflação “sugerem persistência” do movimento de alta de preços. Para o COMPOM, a sequência dos índices de inflação elevados “reflete em parte a dinâmica dos preços no segmento de serviços, e, no curto prazo, o processo de realinhamento dos preços administrados [aqueles são os regulados pelo governo ou por contrato, como por exemplo, gasolina e da energia]“.

As avaliações fazem parte da ata originada na última reunião do Comitê de Política Monetária, que aconteceu nos dias 28 e 29 de abril. A ata foi divulgada na manhã de hoje (7/05) pela autoridade monetária. No encontro realizado na semana que passou, o Copom elevou em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, que agora está na casa de 13,25% ao ano. Com esta, foi o quinto aumento seguido: a taxa de juros é o principal instrumento de controle da inflação por parte do Banco Central. Na ata, o COPOM destacou que a inflação com base no IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo acumulada nos 12 meses anteriores registrou 8,13% em março. Observou, ainda, que a elevação especialmente dos preços administrados ficou em 13,37% no mesmo período.

O documento, divulgado pelo Banco Central, estima alta de 11,8% nos preços administrados para 2015. Na reunião anterior a projeção estava em 10,7%. A estimativa engloba alta de 9,80% no preço da gasolina, de 1,90% no do gás de cozinha, de 4,1% nas tarifas de telefonia e de 38,3% nos preços da energia elétrica.

O comitê pondera que há “dados indicando início de um processo de distensão [perda de dinamismo] no mercado de trabalho”, o que beneficia a queda da inflação. Ainda assim, para o COPOM, “ainda prevalece risco significativo relacionado, particularmente, à possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade, com repercussões negativas sobre a inflação”.

Ainda no cenário interno, o COPOM ratificou que o cenário “contempla expansão moderada do crédito, o que já está sendo observado”. Mas, em que pese avaliar que “os riscos [para a inflação] no segmento de crédito ao consumo vêm sendo mitigados”, o comitê pondera que são indispensáveis ações no sentido de administrar “concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito”. Para o Copom, o consumo das famílias brasileiras deve se estabilizar devido a fatores como emprego, renda e crédito. Por outro lado, o financiamento imobiliário, a concessão de serviços públicos e a ampliação de renda agrícola devem favorecer o investimento, segundo a autoridade monetária. Já as exportações devem ser beneficiadas pela desvalorização do real.

Em relação ao panorama externo, o documento informa que, apesar de o Copom identificar “baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos (…), o ambiente externo permanece complexo”. O comitê destaca que há tendência de “recuperação do crescimento em algumas economias maduras e intensificação da atividade em outras”. Enquanto isso, avalia o Copom, economias emergentes estão em período de “transição” e “moderação” no ritmo de atividade econômica. Também em referencia aos mercados internacionais, o Copom diz que há moderação dos preços de commodities (produtos básicos com cotação internacional). Com relação exclusivamente ao petróleo, “a evolução dos preços internacionais tende a se transmitir à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, quanto por intermédio das expectativas de inflação”.

Neste contexto, o comitê do Banco Central novamente avaliou que os avanços obtidos no controle da inflação “ainda não se mostraram suficientes” e reafirmou que “a política monetária deve manter-se vigilante”. O Copom repetiu mais uma vez que o cenário de convergência da inflação em 2016 para o centro da meta estabelecida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, que é 4,5%, “tem se fortalecido”. O COPOM reúne novamente nos dias 2 e 3 de junho, para definir sobre os rumos da taxa Selic para o próximo período de 45 dias.

“Nesse contexto, o Copom reafirma que a política monetária deve manter-se vigilante”, este trecho do documento divulgado pelo COPOM, sugere que se necessário a Selic pode ser elevada além das expectativas do mercado. O cenário continua a sugerir cautela.

Os elementos-chave da poupança para a aposentadoria

Publicado em: O Estrategista

Mudanças estruturais da economia brasileira nos últimos 20 anos levaram alguns brasileiros (ainda poucos é verdade) a se preocuparem com a criação de uma poupança ao longo da vida útil para suportar os gastos na aposentadoria. A estabilidade monetária permitiu que as pessoas passassem a programar seus orçamentos, tarefa impossível no período inflacionário. A redução de empregos em estatais ou antigas estatais com seus robustos fundos de pensão também contribuíram para o tema aposentadoria virar destaque. Mas o assunto ainda é um mistério para muitas pessoas. A obtenção de uma renda futura para cobrir os gastos para quando ficarmos inativos depende apenas de quatro variáveis: (i) a contribuição periódica, (ii) o tempo de contribuição, (iii) os juros reais e (iv) o tempo de usufruto da poupança ou, sendo mais explícito, o período entre o início da aposentadoria e a morte. As duas primeiras são decisão do investidor, a terceira depende das condições macroeconômicas e a quarta, bem essa, embora possamos ajudar para aumentar a longevidade, está nas mãos divinas. Entender essas variáveis é fundamental para um bom planejamento financeiro. Ao fim do texto, mostro qual é a contribuição mensal necessária para se obter uma renda complementar de R$ 5 mil entre os 60 e os 85 anos?

A especialidade do blog O Estrategista é o mercado acionário, mas existem alguns posts sobre educação financeira. Algumas pessoas ainda não se convenceram da necessidade de poupar visando o longo prazo. Tratei dessa questão no post “A falsa oposição entre viver ou juntar dinheiro”, de 15 de outubro de 2012.

Outro texto com bastante repercussão foi “Como calcular sua independência financeira?”, de 20 março de 2012, ou, em outras palavras, quanto temos que ter depositado no banco para pararmos de trabalhar. Embora a resposta pareça difícil, o cálculo engloba apenas duas variáveis: os juros reais e os gastos mensais. O primeiro está fora de sua alçada, leitor, mas o padrão de vida que você leva definirá se sua independência financeira está mais próxima ou ainda distante.

Para retornar ao tema, utilizei a simulação de Fabio Giambiagi de seu artigo no Valor Econômico de 13 de agosto “Previdência (I): cálculo da contribuição”. No exercício, Giambiagi calcula qual a contribuição mensal é necessária para se obter uma renda complementar de R$ 5 mil durante 25 anos a partir dos 60 anos, variando o início da contribuição (20, 30 , 40 ou 50 anos) e os juros reais anuais (0%, 1%, 2%, 3%, 4%, 5% ou 6%).

Obviamente, quanto mais cedo se inicia a poupança menor a contribuição mensal requerida. Mas gostaria de chamar a atenção para dois pontos: a renda complementar e os juros reais.

A renda desejada dependerá do padrão de vida. Quanto maiores os gastos, maior o esforço para alcançar a renda almejada. Uma maior segurança financeira pode ser obtida reduzindo seus dispêndios. Essa variável é decisão única e exclusiva do leitor. Não adianta reclamar do governo ou de que a vida não é justa.

Mas a outra variável é mais complexa. Quanto maiores os juros reais obtidos, menor a contribuição necessária e vice versa. Atualmente, os juros nominais da economia tendo como referência a taxa Selic é de 13,25% a.a. Imagine que você consiga obter uma remuneração igual a taxa Selic em seus investimentos e que mantenha-os por prazo superior a dois anos, pagando 15% de imposto de renda. Sua remuneração líquida de impostos cai para 11,26% a.a. A inflação medida pelo IPCA se encontra ao redor de 8,26%. Logo, os juros reais seriam de 2,77% ((1,1126/1,08,26  – 1) x 100). Mas essa conta pode estar errada. Por quê? Sua inflação, leitor, deve ser superior ao IPCA. Pense nos seus gastos recentes com colégio dos filhos, alimentação fora do lar, plano de saúde. Logo os juros reais de seus investimentos podem ser ainda menores ou mesmo negativos (se sua inflação pessoal superar os juros reais de 9,35%. Acredite, pode ser bem possível). Por isso, a decisão de poupar deve começar o mais cedo possível, as contribuições devem ser significativas e o controle dos custos deve ser uma obsessão. Isso contribuirá para você chegar ao fim da vida vivendo-a e não se amaldiçoando por ainda estar vivo.

Mercado estima inflação e juros maiores em 2015

O Relatório de Mercado Focus da última semana de abril divulgado hoje, 04/05, revela que os analistas de mercado continuam apostando em redução do índice de inflação para os próximos 12 meses, em que pese a elevação do IPCA para o final de 2015.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram, nesta semana, as suas projeções para o índice oficial de inflação do governo que tem por base o IPCA. Para o final deste ano a mediana subiu de 8,25% para 8,26%. Para 2016, o IPCA foi mantido em 5,60%.

Em relação à inflação esperada para os 12 meses à frente, os economistas dos bancos voltaram a reduzir sua estimativa, desta feita de 6,00% para 5,96%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro considerados Top 5, que participam da pesquisa Focus, mantiveram em 0,67% a projeção para a inflação do mês de abril. Para maio os economistas dos bancos também mantiveram as suas estimativas para o IPCA, só que em 0,50%. Com isso espera-se que a meta atuarial com base tanto no IPCA como no INPC sejam menores daqui por diante.

Crescimento da Economia

Pela terceira semana seguida, os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira. Nesta semana a expectativa em relação ao PIB de 2015 recuou de -1,10% para -1,18%. Para 2016, os economistas dos bancos mantiveram as suas projeções em 1,00%.

As estimativas para o desempenho da indústria em 2015 foram mantidas, pela terceira semana seguida, pelos os agentes do mercado financeiro em -2,50%. Para o próximo ano, os economistas que participam da pesquisa Focus mantiveram as suas projeções em 1,50%.

Taxa de juros

Após o Copom – Comitê de Politica Monetária ter elevado a Selic em sua última reunião, os analistas das instituições financeiras passaram a esperar que  a taxa básica de juros encerre o ano de 2015 em 13,50% ao ano ante estimativa anterior de 13,25% ao ano. Para o próximo ano a estimativa segue em 11,50%. Com isso, após a alta em 2015 a Selic deverá apresentar tendência declinante no próximo ano, o que deve favorecer no médio e longo prazos os títulos lastreados em taxa pré-fixada e em especial os ativos atrelados ao IPCA de longo prazo.

Câmbio

A estimativa para a taxa de câmbio em 2015 foi mantida em R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano a taxa permaneceu em R$ 3,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos agentes dos bancos para o balanço de pagamentos, na conta balança Comercial recuaram de US$ 4,17 bilhões para US$ 4,02 bilhões em 2015. Para 2016, a mediana das projeções foram mantidas em superávit em US$ 9,95 bilhões.

Para os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto o em 2015 foram elevados de US$ 57,00 bilhões para US$ 57,50 bilhões em 2015 e manutenção em U$ 60,00 bilhões para 2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 13,10% para 13,05%.  Para o próximo ano a estimativas subiram de 5,71% para 5,76%.

Perspectiva

A semana que se inicia traz informações importantes para o mercado como, por exemplo, a divulgação da ata do Copom, produção industrial e IPCA, este último deve mostrar variação próximo a 8,3% nos 12 meses encerrados em abril, o Congresso deve retomar (e com muito atraso) as conversas sobre as medidas fiscais sugeridas pelo governo. Cabe destacar que em menos de um mês inspira a validade das medidas provisórias. As versões originais só serão validadas se forem votadas sem ressalvas até 1º de junho. O tempo é escasso para debates que se mostram incessantes entre Legislativo e Executivo.

Com a proximidade do esgotamento de prazo para as MPs deve ser imposto um tramite de urgência à equipe econômica que tem o compromisso de entregar o resultado fiscal de 1,2% do PIB ao final deste ano. Essa expectativa de resultado começa a determinar um esforço maior de contenção de custos e elevação de receitas, uma vez que, para ser conseguida, a economia média mensal do governo teria de ficar na casa de R$ 7,3 bilhões, sendo que no primeiro trimestre do ano, a economia obtida foi de apenas R$ 4,485 bilhões.

O titular da Secretaria do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, não se deixou abater, entretanto, por esse dado. Ao contrário, em entrevista coletiva para apresentar o desempenho do governo central na quinta-feira, 30/04, Saintive assinalou uma reversão de expectativas do setor privado que se deve ao esforço fiscal empreendido pelo governo. “Quando se resgata a credibilidade da política fiscal, isso é importante par a decisão do investimento. Percebemos uma reversão de expectativas.”

Por estar em jogo o poder das perspectivas, principalmente o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve acelerar seu contato com o Congresso, em uma atuação conjunta à do vice-presidente, Michel Temer, responsável pela articulação política do governo.

Dadas as incertezas que ainda pairam, a  estratégia indica uma carteira posicionada em fundos de mais longo prazo em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.