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março, 2015

Inflação para os próximos 12 meses recua e fica abaixo do teto da meta

A sucessiva elevação do dólar frente o real nos últimos tempos, faz com que as projeções para a evolução da taxa de câmbio neste ano e em 2016 sofram variações significativas na visão dos analistas das instituições financeiras que participam da pesquisa semanal realizada pelo Banco Central do Brasil e divulgada através do Relatório de Mercado Focus.

Inflação

Os economistas dos bancos continuam a projetar que a inflação ficará mais distante da meta estabelecida pelo Banco Central. O Relatório Focus divulgado hoje, 30/04, informa que os agentes do mercado financeiro elevaram ligeiramente as suas projeções para o IPCA para 2015 de 8,12% para 8,13%.

Para o próximo ano as estimativas apontam acomodação e ligeira redução nas estimativas de 5,61% para 5,60%.

Por sua vez os economistas dos bancos reduziram mais uma vez as suas projeções para a inflação dos próximos 12 meses, só que desta vez para números abaixo do teto da meta. Nessa divulgação da Focus, a estimativa recuou de 6,49% para 6,30%.

Inflação de curto prazo

A estimativa para a inflação de curto prazo dos analistas das instituições consideradas Top 5, foram mantidas para 1,42% para o mês de março e em 0,60% para abril.

A redução dos índices de inflação para os próximos 12 meses indica uma acomodação dos índices inflacionários reflexo da politica de aperto monetário imposto pelo governo.

Crescimento da Economia

A mediana do PIB – Produto Interno Bruto continua em queda na avaliação dos analistas do mercado financeiro. Nesta semana a estimativa recuou de -0,78% para -0,83% em 2015.

Para 2016 a projeç]ão para a evolução da economia brasileira recuou de 1,30% para 1,20%.

Taxa de juros

As estimativas para a taxa Selic ao final de 2015 foram elevadas pelos analistas das instituições financeiras de 13,00% para 13,25% ao ano, desta forma o mercado passou a apostar em elevação de 0,50 ponto base na próxima reunião. Para o próximo ano a estimativa segue em 11,50%.

Câmbio

Conforme com o Relatório Focus divulgado hoje, a mediana das projeções para o dólar ao final de 2015 foi elevada de R$ 3,15 para R$ 3,20. Há 1 mês, a mediana estava em R$ 2,91. Com a elevação, a taxa média projetada para este ano subiu de R$ 3,10 para R$ 3,12 – um mês antes estava em R$ 2,86.

Já para o próximo ano, a estimativa para o encerramento foi elevada de R$ 3,20para R$ 3,23. A taxa média 2016 subiu de R$ 3,11 para R$ 3,20. Quatro semanas antes, a mediana estava em R$ 2,90.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos analistas do mercado financeiro para a balança comercial voltaram a apresentar melhora para 2015, em contrapartida estima recuou para o saldo da balança comercial para o próximo ano. A mediana das projeções para o saldo comercial em 2015 foi elevada de um saldo positivo de US$ 3,50 bilhões para US$ 4,40 bilhões. Para 2016, a mediana das estimativas recuou de um superávit de US$ 11,00 bilhões para US$ 10,50 bilhões.

Para esses analistas consultados pela autoridade monetária, o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no próximo ano, já que a mediana das projeções para esse indicador recuou de US$ 56,50 bilhões para US$ 56,00 bilhões no caso de 2015 e recuo de US$ 58,00 bilhões  para U$ 57,40 bilhões em  2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 12,60% para 13,00%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

Em semana sem um viés definido, para o curto prazo mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

Nossa visão – 23/03/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 1,99%, aos 51.996 pontos, o maior patamar de fechamento no ano. Na semana, o índice acumulou ganhos de 6,94%,revertendo as perdas acumuladas no ano para alta de 3,92%.

A semana iniciou repercutindo o movimento de manifestações que se espalharam pelo País. Milhares de pessoas foram às ruas no domingo protestar contra a corrupção no seio político, e também contra o governo da presidente Dilma, mostrando que o cenário de tenção política é realmente forte, com a governabilidade cada vez mais difícil. De acordo com a agência classificadora de riscos Moody’s, as manifestações complicam o quadro de ajuste fiscal promovido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Entretanto, prevaleceu o noticiário externo com a tão aguardada reunião do Fomc, que era esperada por investidores e analistas do mundo inteiro. As expectativas eram de que o comitê retirasse a expressão “paciente” ao se referir ao primeiro aperto monetário dos EUA desde 2006. Em tese, a notícia faria as bolsas caírem e o dólar e as Treasuries (juro americano) subirem, já que indicaria uma elevação dos juros mais cedo, retirando o apetite de risco do mercado.

O comitê retirou a palavra e ocorreu justamente o contrário. O motivo é que, além da mudança do comunicado, o comitê ainda mostrou que prevê que os juros subam até o ponto médio de 0,625%, ante expectativa de 1,13%. Para 2016, a mediana das projeções também foi reduzida de 2,38% para 1,88%.

A mudança animou os investidores que foram às compras. As bolsas mundiais subiram, o dólar caiu (fechou a semana a R$ 3,2302 depois de bater na máxima de R$ 3,3164) e as Treasuries despencaram.

Por aqui, a rixa entre o Congresso e o Executivo manteve-se no centro das notícias. A presidente Dilma veio aos microfones por duas vezes. A primeira para tentar minimizar as manifestações de domingo. A segunda para anunciar um pacote de medidas anticorrupção. Também ao longo da semana, a presidente Dilma se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros, que teria dito que não vai barrar o ajuste fiscal no Congresso. Ao mesmo tempo, o ministro da Educação, Cid Gomes, foi à tribuna da Câmara dos Deputados e, com o dedo em riste, disse que alguns deputados eram “achacadores”, olhando para o presidente da Casa, Eduardo Cunha. O ambiente pesado custou a cabeça de Cid Gomes, mas o estrago já estava feito e trouxe ainda mais preocupação ao mercado quanto às tensões políticas.

No mercado de juros, as taxas dos DI’s mantiveram-se voláteis durante todas as sessões, e ao final da semana o movimento de queda se consolidou, especialmente nos vértices intermediários e longos. Este movimento esteve ligado ao recuo do dólar frente ao real. A cotação da moeda norte americana fechou o pregão de sexta-feira a R$ 3,23, depois de superar os R$ 3,30.

A divulgação do IPCA-15 de março, que desacelerou para 1,24% ante 1,33% de fevereiro, trouxe alívio para o mercado de juros nos vértices mais curtos.

Na semana que se inicia, estará no radar dos investidores alguns eventos importantes, que devem mexer com o mercado.

Devem ser acompanhados de perto os pronunciamentos que alguns integrantes do Fed farão durante a semana. Os discursos serão bem acompanhados, uma vez que Janet Yellen, presidente do Fed, tem indicado que o comitê está buscando mais independência das expectativas do mercado, que de certa forma tem amarrado as decisões.

O PIB anual brasileiro deverá ser divulgado na sexta-feira (27), após as mudanças de cálculo que podem retirar a retração no crescimento de 2014. Mesmo com as mudanças, caso o número venha negativo, confirmará que já estávamos trabalhando com recessão e influenciaria no mercado como um todo.

Outro importante dado será divulgado na terça-feira (24). O mercado acompanhará de perto o PMI industrial da China, que serve de termômetro para cálculo da desaceleração do gigante asiático. É um indicador que influencia diretamente, por exemplo, as ações da Vale, que tem no país seu principal comprador de minério de ferro.

O PMI industrial da zona do Euro e o PMI da Alemanha também deverão ser acompanhados, e darão um sinal para o mercado se a injeção de recursos do Banco Central Europeu já está surtindo algum efeito na economia da região.

Economistas de instituições financeiras revisaram as suas estimativas para diversos aspectos da economia brasileira, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central revelada hoje. Eles preveem que a economia brasileira encolha 0,83% este ano – a maior retração desde 1990, ano do governo Collor, quando a economia retraiu 4,35%. Na semana anterior, a contração era de 0,78%. Trata-se da décima segunda piora seguida na projeção. Ainda de acordo com o levantamento do Bacen, a mediana das projeções para o IPCA foi elevada, também pela décima segunda semana consecutiva, a 8,12%, ante 7,93% da semana anterior, número acima do teto da meta estabelecida pela autarquia, de 6,5% ao ano. A Produção Industrial igualmente manteve-se no campo negativo, mantendo a retração em 2,19%.

Apesar da recuperação parcial nos preços dos ativos durante a semana passada, não vislumbramos uma continuidade deste movimento. Os fundamentos ainda direcionam os mercados para um viés negativo, sendo possível um movimento de realização de lucros no curto prazo.

Os investidores devem permanecer cautelosos. Para o curto prazo, mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

Analistas mantém ritmo de alta de inflação para 2015

Após o IPCA-15 apresentar alta de 1,24% em março, os economistas do mercado financeiro elevaram novamente as suas estimativas para a inflação oficial. Esta é a décima-segunda semana consecutiva em que há alta das projeções para o IPCA deste ano.

Inflação

A perspectiva de que a autoridade monetária brasileira não entregará, portanto, a inflação de 2015 sem estourar o teto de 6,50% da meta é vista na posição dos economistas das instituições financeiras que elevaram nesta semana as suas estimativas para o IPCA deste ano de 7,93% para 8,33%. Quatro semanas atrás, as projeções estavam em 7,12%.

Para o final do próximo ano, a mediana das projeções para o IPCA foi levemente elevada de 5,60% para 5,61%. Entretanto, para os Top 5, a projeção para a inflação no final de 2016 que estava em 5,61% foi elevada para 5,64%.

A expectativa para a inflação para os próximos  12 meses seguem acima do teto da meta , mas recuaram. Nessa divulgação da Focus, essa projeção passou de 6 58% para 6,49%.

Inflação de curto prazo

Para a inflação de curto prazo, os analistas das instituições Top 5, elevaram as suas projeções para a inflação de março de 1,28% para 1,42%. O arrefecimento para o índice de inflação mensal é esperado apenas a partir de abril, quando o índice deve ficar em 0,60%, mesma projeção da semana passada.

A inflação em patamares elevados contribui para um índice de meta atuarial mais elevado, o que dificulta no curto prazo, o seu atingimento.

Crescimento da Economia

A mediana do PIB – Produto Interno Bruto continua em queda na avaliação dos analistas do mercado financeiro. Nesta semana a estimativa recuou de -0,78% para -0,83% em 2015.

Para 2016 a estimativa para a evolução da economia brasileira recuou de 1,30% para 1,20%.

Taxa de juros

Os agentes dos bancos mantiveram as suas projeções para a taxa Selic ao final de 2015 em 13,00% ao ano, desta forma o mercado continua acreditando em um alta de 0,25 ponto base na próxima reunia e o encerramento do ciclo de aperto monetário. Para 2016 a projeção também foi mantida, só que em 11,50%.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro projetam o dólar cotado a R$ 3,15 no final deste ano. A estimativa foi divulgada hoje, 23/03 através do Relatório de Mercado Focus. Na sexta-feira, 20/03, a divisa norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 3,296, o maior valor desde 1° de abril de 2003, quando havia fechado em R$ 3,304. Para o próximo ano a estimativa dos agentes dos bancos foi elevada de R$3,11 pra R$3,20 por unidade da moeda norte-americana. Com a alta do dólar as exportações são favorecidas, por sua vez pressiona os índices de inflação.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras elevaram, as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) de 2015 de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,50 bilhões. Para 2016 as estimativas para o saldo da balança comercial foram, também, elevadas de US$ 10,00 bilhões para US$ 11,00 bilhões.

As estimativas para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2015 foram reduzidas de US$ 57,50 milhões para US$56,50 bilhões. Para 2016 a estimativa para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi mantida em US$58,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 12,00% para 12,60%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

Apesar da recuperação parcial nos preços dos ativos durante a semana passada, não vislumbramos uma continuidade deste movimento. Os fundamentos ainda direcionam os mercados para um viés negativo, sendo possível um movimento de realização de lucros no curto prazo.

Os investidores devem permanecer cautelosos. Para o curto prazo, mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

Mercado aposta em dólar acima de R$3,00 em 2015

Analistas das instituições financeiras consultados pelo Banco Central, semanalmente, projetam que o dólar deverá encerrar o ano acima de R$ 3,00. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira, 16/03 através do Relatório de Mercado Focus. A cotação da moeda norte-americana encontra-se neste momento acima deste patamar.

Inflação

Como a alta do dólar influencia negativamente os índices de inflação, os agentes do mercado financeiro continuam a elevar as suas projeções para a inflação oficial que tem como parâmetro o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. A projeção para este ano foi elevada de 7,77% para 7,93%. Para o próximo ano, os economistas dos bancos também elevaram as suas projeções para a inflação de 5,51% para 5,60%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, elevaram nesta semana as suas estimativas para o IPCA de março de 1,16% para 1,28%, bem como elevaram as projeções para a inflação de abril de 0,56% para 0,60%.

Crescimento da Economia

Os economistas do mercado financeiro permanecem acreditando na queda da economia brasileira. Nesta semana a estimativa para o PIB – Produto Interno Bruto caiu de -0,66% para -0,78%.

Para o próximo ano a projeção recuou de 1,40% para 1,30%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras projetam que a taxa Selic vá encerrar  2015 em 13,00% ao ano, com isso na avaliação do mercado, o Banco Central pode encerrar o ciclo de aperto monetário. Para 2016 a estimativa permaneceu em 11,50%.

Câmbio

Os agentes dos bancos subiram as suas projeções para o fechamento da taxa de cambio para o final de 2015 de R$2,95 para R$3,06 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, a estimativa para o encerramento dólar foi elevado de R$3,00 para R$3,11.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes dos bancos reduziram, nesta semana, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) de 2015 de US$ 4,00 bilhões para US$ 3,00 bilhões. Para 2016 as estimativas para o saldo da balança comercial foram reduzidas de US$ 10,40 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

As projeções para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 foram reduzidas de US$ 60,00 milhões para US$57,50 bilhões. Para o próximo ano a projeção para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi mantida em US$58,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 11,18% para 12,00%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

Os investidores devem permanecer cautelosos, com o clima de pessimismo dominando as rodas de negócios. Para o curto prazo, mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

Mercado volta a elevar projeção do IPCA em 2015

Os economistas do mercado financeiro, na semana pós Copom, voltaram a elevar sua projeção para o índice oficial de inflação do governo para este ano. As informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 6/3, pelo Banco Central.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram, pela 10ª semana seguida, as suas estimativas para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2015, de 7,47% para 7,77%. Para 2016, após a redução da semana passada, os economistas dos bancos elevaram ligeiramente a estimativa para a inflação de 5,50% para 5,51%. Desta forma, no curto prazo, a meta atuarial é elevada enquanto o retorno da carteira recua com o avanço dos juros.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, voltaram a elevar as suas projeções para o IPCA de março de 1,03% para 1,16%. As estimativas para a inflação de abril foram reduzidas de 0,57% para 0,56%.

Crescimento da Economia

Os analistas dos bancos continuam acreditando no retrocesso da economia brasileira. Nesta semana a projeção para o PIB – Produto Interno Bruto recuou de -0,58% para -0,66%. Para 2016 a 3estimativa também recuou, só que de 1,50% para 1,60%.

Taxa de juros

Após elevar as estimativas para a taxa básica de juros na semana passada, os economistas dos bancos passaram a projetar que a taxa Selic deva encerrar 2015 em 13,00% ao ano, com isso na avaliação do mercado o Banco Central deve encerrar o ciclo de aperto monetário. Para 2016 a estimativa permaneceu em 11,50%, pela decima semana seguida.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram as suas estimativas para o fechamento da taxa de cambio para o final de 2015 de R$2,91 para R$2,95 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, a projeção para o fechamento do dólar foi mantida em R$3,00.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes dos bancos reduziram, nesta semana, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) de2015 de US$ 5,00 bilhões para US$ 4,00 bilhões. Para o próximo ano as projeções para o saldo da balança comercial foram reduzidas de US$ 11,24 bilhões para US$ 10,40 bilhões.

As projeções para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 ficaram em US$60,00 bilhões. Para 2016 a estimativa para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi reduzida de US$58,50 bilhões para US$58,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 11,00% para 11,18%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

O Ibovespa, principal indicador do mercado de ações brasileiro, encerrou a semana aos 49.981 pontos e queda de 3,11%. No ano, acumula baixa de 0,05%.

O mal humor do mercado foi sentido logo na terça-feira, e refletiu por toda semana. O governo central enfrentou nova derrota política, após o presidente do Senado, Renan Calheiros, rejeitar a MP 669, que elevou as alíquotas de Contribuição Previdenciária das empresas sobre a receita bruta, que na prática reduz a desoneração da folha de pagamento implementada no primeiro mandato do governo Dilma. Renan considerou a MP inconstitucional, argumentando que medidas provisórias devem cumprir os preceitos constitucionais de urgência e relevância, o que não seria o caso. O remédio legal, para o caso, é uma lei. Imediatamente, o governo enviou um projeto de Lei com urgência constitucional ao Congresso.

No mercado de juros, as taxas dos DI’s deram continuidade ao movimento de avanço observado nas últimas semanas, especialmente nos vértices intermediários e longos. Este movimento esteve ligado à cautela com o cenário doméstico, além do avanço do dólar frente ao real. A cotação da moeda norte americana chegou a superar os R$ 3,00.

A alta do juro foi potencializada após a divulgação do relatório oficial de emprego dos EUA (payroll) de fevereiro confirmar que a economia norte-americana criou 295 mil empregos, acima da previsão de 240 mil. Com isso, a taxa de desemprego caiu a 5,5% em fevereiro, mais que a expectativa de 5,6%. São alguns sinais de recuperação da economia americana que reforçam apostas de que o juro por lá seja elevado antes do esperado, revertendo com isso o fluxo de capitais para dentro do país.

A decisão do Copom em elevar a taxa Selic para 12,75% ao ano não pesou nos negócios, pois já vinha sendo precificada pelo mercado. Apesar de ter deixado a taxa básica de juros no Brasil no maior patamar desde 2009, não parece ser o fim do ciclo de aperto monetário iniciado em outubro. O comunicado pós reunião mostra que a autoridade monetária segue aberta para novos aumentos na Selic. Por outro lado, o crédito já vem minguando em uma economia enfraquecida, e com perspectiva de inflação em prazos mais longos reduzida, sendo possível que este ajuste tenha sido o derradeiro.

O IBGE divulgou na sexta-feira, que o IPCA de fevereiro foi de 1,22%, a maior para o mês desde 2003. Com isso, o índice acumulado em 12 meses foi a 7,7%. Entre os itens que mais pesaram estão a energia elétrica e os combustíveis.

Na semana que se inicia estará no radar dos investidores alguns eventos importantes, que devem mexer com o mercado. Na quinta-feira, o COPOM divulga a ata da última reunião, que elevou a Selic a 12,75%, e o mercado poderá ter mais informações sobre os próximos passos do comitê. Também na agenda a divulgação de indicadores do mercado de trabalho e dados do varejo, ambos no Brasil.

Porém, o mercado estará particularmente atento aos desdobramentos da “briga” entre o Congresso e o Planalto, após o “não” de Renan Calheiros à aprovação da MP 669. O mercado segue reticente sobre potenciais efeitos da deterioração no ambiente político no ajuste fiscal e na retomada da economia, que dificultam a recuperação da credibilidade do País. Um forte sinal de como será o comportamento do Congresso está previsto para ocorrer esta semana, quando deverá ser votado o veto presidencial feito à correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%.

Para complicar o quadro, os olhos estarão voltados para o desdobramento da operação Lava-Jato, e a repercussão da lista contendo os nomes de 47 políticos que serão investigados pelo STF.

O clima de pessimismo deve dar o tom dos mercados nesta semana, e os investidores devem permanecer cautelosos. Para o curto prazo, mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

Copom eleva Selic em 0,50 ponto percentual

O COPOM – Comitê de Política Monetária, do Banco Central, anunciou no final desta quarta-feira, 04/03, a elevação da taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés. O mercado já vinha trabalhando com a possibilidade de o Copom elevar os juros no mesmo patamar adotado na primeira reunião do ano ocorrida em janeiro.

A taxa Selic em 12,75% ao ano chega ao mesmo nível observado no mês de janeiro de 2009. A autoridade monetária voltou a adotar um perfil de politica monetária contracionista e optou por retomar a elevação dos juros básicos a partir de outubro d2 2014, na oportunidade a taxa Selic era de 11,0% ao ano.

No comunicado divulgado ao mercado, o presidente do Copom, Alexandre Tombini, não deu indícios a respeito dos rumos da política monetária no curto prazo. O Copom se limitou a replicar o comunicado feito na última reunião onde afirmou que: “Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés”.

O mercado busca indícios que indiquem até quando o Bacen vai adotar o ciclo de aperto monetário com o objetivo de trazer a inflação para dentro do intervalo da meta. A maioria dos analistas projeta uma nova elevação de 0,25 ponto percentual na próxima reunião que acontece nos dias 28 e 29 de abril, elevando a Selic para 13% ao ano. Contudo, à medida que a moeda norte-americana mantém o ciclo de alta e crescem as divergências politicas em relação à aprovação pelo Congresso das medidas de austeridade assessórias da politica monetária, é cada vez mais evidente a probabilidade da prorrogação deste ciclo.

A reunião encerrada na noite desta quarta-feira ocorreu em dia de grande nervosismo no mercado, com a cotação dólar chegando perto de R$ 3,00 e uma forte elevação nas taxas dos contratos de juros futuros negociados na BM&F. O principal motivo da agitação no mercado deveu-se à decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, em retornar a Medida Provisória 669, que versa sobre as alterações na desoneração da folha de pagamento das empresas. O ato do senador está sendo considerado motivo de ameaça a sustentabilidade do plano de ajuste fiscal. A presidente, Dilma Rousseff, ato continuo assinou e enviou um projeto de lei, porém a preocupação decorre da possibilidade de que a economia de R$5,3 bilhões não ocorra este ano, pois o tramite do decreto lei é diferente e mais moroso que o de uma medida provisória. Alguns analistas políticos enxergaram o ato do presidente do senado como uma medida de retaliação em função de seu nome aparecer na lista dos citados na Operação Lava Jato, entregue pelo procurador da republica ao STF.

Para tentar acalmar o mercado o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em um evento em São Paulo se mostrou otimista com a aprovação das medidas de ajuste fiscal e afirmou que seu compromisso com essa agenda é “fortíssimo”.

Com a escalada dos juros futuros verificada na BM&F o IMA e seus subindices de médio e longo prazos, sofreram um forte impacto negativo. O IMA B 5+ que reflete a ponta mais longa de juros, que corrigem a NTN B, recuou 0,6972%, já o IMA B que reflete a média de todos os prazos dos títulos corrigidos pelo IPCA apresentou retorno negativo de 0,4709%. No mês estes índices já perdem respectivamente 1,49% e 0,92%.

O atual cenário sugere que os aportes de recursos sejam realizados com cautela. Para os RPPS que já estão com as suas posições em IMA B e IMA Geral adequadas, novas aplicações devem ser direcionadas para CDI ou IRFM 1, sempre observando os limites permitidos pela Resolução 3.922//10.

Mercado estima maior aperto monetário em 2015

Na semana em que o COPOM – Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir sobre o ritmo da politica monetária, o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 2/3, pelo Banco Central, mostra que os analistas do mercado financeiro elevaram as projeções para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para a Selic de 2015. Há apenas um mês, as estimativas para o índice de inflação oficial do governo estavam em 7,01%. Com esta é a nona semana seguida que o mercado eleva as suas projeções para a inflação deste ano.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro alteraram para cima as suas projeções para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2015, de 7,33% para 7,47%. Para 2016 a estimativa foi reduzida de 5,60% para 5,50%.

Inflação de curto prazo

Os economistas das instituições financeiras considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para o IPCA de fevereiro de 1,04% para 1,06%. Para março, as projeções para a inflação de curto prazo foram elevadas de 0,82% para 1,03%.

Crescimento da Economia

A evolução da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto foi reduzida nesta semana, de -0,50% para -0,58%. Para o próximo ano a projeção foi mantida em 1,50%.

Taxa de juros

A elevação persistente dos índices de inflação fez com que os analistas das instituições financeiras elevassem nesta semana as suas estimativas para a taxa básica de juros – Selic de 12,75% para 13,00% ao ano, desta forma o mercado espera mais aperto monetário no curto prazo. Para o próximo ano a projeção permaneceu em 11,50%.

Câmbio

Nesta semana, os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a variação da taxa de cambio para este ano de R$2,90 para R$2,91 por dólar. Para 2016, a estimativa para o fechamento da moeda norte-americana foi mantida em R$3,00.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2015 de US$ 4,40 bilhões para US$ 5,50 bilhões. Para 2016 as estimativas para o saldo da balança comercial foram elevadas de US$ 11,00 bilhões para US$ 11,24 bilhões.

As estimativas para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 permaneceram em US$60,00 bilhões. Para 2016 a projeção para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi elevada de US$60,00 bilhões para US$58,50 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 10,40% para 11,00%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

A expectativa de que o Banco Central não entregará, portanto, a inflação de 2015 sem estourar o teto da meta de 6,50% também pode ser vista no Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões. Para esses profissionais, a mediana para o IPCA deste ano segue acima da banda superior da meta e passou de 7,12% na semana passada para 7,51%. Quatro semanas atrás, estava em 6,86%.

É no curto prazo que os preços mostram mais descontrole. Depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo IBGE, os analistas preveem que o IPCA suba 1,07% em fevereiro – na semana anterior estava em 1,04% e quatro antes, em 1,01%. Para março, é aguardada uma pequena desaceleração da taxa, que pode ser de 0 95%. Na semana anterior, porém, a mediana das projeções estava mais baixa, em 0,79% e um mês antes, em 0,59%.

Este cenário corrobora a revisão do PIB para baixo, pela nona vez consecutiva. Com a deterioração das estimativas para a produção industrial, a mediana das previsões para o PIB em 2015 aprofundou a perspectiva de retração, e passou de 0,50% para 0,58%. Para 2016, as perspectivas seguem um pouco mais otimistas. A previsão de alta de 1,50% foi mantida pela quarta semana consecutiva.

A produção industrial segue como referência para a confecção das previsões para o PIB de 2015 e 2016. No boletim, a mediana das estimativas para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 0,72% para este ano, bem maior do que a previsão de baixa de 0,35% vista na semana passada.

Neste contexto, mantemos nossa recomendação para a renda fixa, neste momento, no sentido de manter uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1.