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Consultoria em Investimentos

fevereiro 18th, 2015

Mercado vê inflação mais distante da meta em 2015

Os economistas do mercado protejam o recuo da atividade econômica, por conta de juros e inflação mais elevados. Os analistas das instituições financeiras revisaram para baixo as suas estimativas para crescimento da economia brasileira em 2015. As informações constam no Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje 17/02, pelo Banco Central.

Inflação

Os agentes dos bancos elevaram pela sétima semana seguida as suas projeções em relação a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo  para o ano de 2015,  que subiu de 7,15% para 7,27%. Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,60%. Assim, os analistas do mercado estão apostando que as mudanças no rumo da politica monetária já comecem a surtir efeito a partir de 2016.

Crescimento da Economia

As projeções para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto voltaram a ceder nesta semana. Os economistas do mercado financeiro projetam que o PIB para 2015 recue de 0,00 para -0,42%.  Para o próximo ano a estimativa permaneceu em 1,50%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras passaram a acreditar em uma aceleração no ritmo da condução do aperto monetário praticado pelo Banco Central. Na visão do mercado a taxa Selic deve encerrar este ano em 12,75% ao ano ante a estimativa de 12,50% da semana passada. Para o próximo ano a projeção é de que a taxa básica de juros da economia brasileira seja mantida em 11,50%.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram as suas projeções para o fechamento da taxa de cambio em 2015 de R$2,80 para R$2,90 por dólar. Para 2016, a estimativa para o fechamento da moeda norte-americana foi elevada de R$2,90 para R$2,93.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro mantiveram, nesta semana, as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2015 em US$ 5,00 bilhões. Para o próximo ano as estimativas para o saldo da balança comercial foram, também, mantidas só que em US$ 12,00 bilhões.

As projeções para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para este ano permaneceram em US$60,00 bilhões. Para 2016 a estimativa para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi elevada de US$59,50 bilhões para US$60,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 9,48% para 10,00%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

Em semana curta devido aos feriados, as atenções voltaram-se ao noticiário internacional.

As bolsas europeias fecharam o pregão de terça-feira em baixa, com os investidores demonstrando cautela diante das negociações entre a Grécia e seus credores internacionais. A reunião dos ministros das finanças da zona do euro, ocorrida nesta terça-feira, terminou mais cedo do que o esperado, já que as discussões sobre um novo acordo de financiamento à Grécia fracassaram.

Rebeldes pró-Rússia bombardearam tropas do governo cercadas no leste da Ucrânia, e o plano para que os dois lados retirassem o seu armamento pesado não foi executado, deixando o frágil acordo de paz perto do colapso.

Como exposto acima, os agentes do mercado voltaram a projetar inflação cada vez mais distante do teto da meta pela sétima semana consecutiva. O PIB também foi revisado para baixo. A taxa Selic também sofreu ajuste. O mercado estima que o juro encerre o ano em 12,75%, ante 12,50% da semana anterior.

Mercado sem uma tendência definida e cenário sem alteração das expectativas.

Recomendamos cautela aos investidores e posições defensivas em alternativas de curto prazo (CDI/IRF M1) e posição neutra em bolsa.