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fevereiro, 2015

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez as suas estimativas para IPCA de 2015

Os analistas do mercado financeiro apostam que a possibilidade de cumprimento da meta de inflação de 4,5% em 2015 está ainda mais distante. A piora do cenário para os indicadores de inflação pode ser verificada em diferentes variáveis para períodos distintos avaliados pelo Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 23/02, pelo Banco Central.

O grupo de instituições conhecidos como Top 5, que abrange os economistas que mais acertam as sua projeções, a mediana segue acima do limite superior da meta. Nesta semana a projeção variou de 7,35% para 7,48% em 2015 e permaneceu em 5,55% para 2016.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras elevaram nesta semana as suas estimativas para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2015, que subiu de 7,27% para 7,33%. Para o próximo ano a projeção foi mantida em 5,60%.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado considerados Top 5, mantiveram as suas projeções para o IPCA de fevereiro em 1,04%. Para o mês de março, as estimativas para a inflação de curto prazo foram elevadas de 0,71% para 0,82%.

Crescimento da Economia

A economia brasileira medida pela evolução do PIB – Produto Interno Bruto continua a preocupar os analistas do mercado financeiro que, nesta semana, voltaram a reduzir as suas estimativas, desta feita de -0,42% para -0,50%. Para 2016 a estimativa é de manutenção em 1,50%.

Taxa de juros

Após elevar as suas estimativas, para a taxa Selic, na semana passada os agentes dos bancos mantiveram as suas apostas em mais uma alta da ordem 50 pontos base desta forma a taxa Selic deve encerrar 2015 em 12,75% ao ano. Para 2016 a estimativa permaneceu em 11,50%.

Câmbio

O cambio tem estado na pauta dos analistas do mercado financeiro como fonte de preocupação, sobretudo pelos efeitos sobre a inflação. Nesta semana, os analistas mantiveram a estimativa para a variação da taxa de cambio para 2015 em R$2,90 por dólar. Para o próximo ano, a estimativa para o fechamento da moeda norte-americana foi elevada de R$2,93 para R$3,00.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes dos bancos reduziram, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2015 de US$ 5,00 bilhões para US$ 4,40 bilhões. Para 2016 as projeções para o saldo da balança comercial foram reduzidas de US$ 12,00 bilhões para US$ 11,00 bilhões.

As estimativas para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 permaneceram em US$60,00 bilhões. Para 2016 a projeção para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi elevada de US$59,50 bilhões para US$60,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 10,00% para 10,40%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

No mercado de juros, as taxas dos DI’s deram continuidade ao movimento de avanço observado nas últimas semanas, especialmente nos vértices intermediários e longos. Este movimento esteve ligado à cautela com o cenário doméstico, além do avanço do dólar frente ao real. A cotação da moeda norte americana encerrou a semana cotada a R$ 2,87.

Na semana que se inicia, estará no radar dos investidores a divulgação de resultados de algumas companhias negociadas na bolsa. Na agenda, a divulgação dos números da Vale, Ambev e Hering. Importante ficar de olho na Petrobras, com os desdobramentos da operação Lava-Jato e possível rebaixamento de rating, o que tiraria da empresa o grau de investimento.

Na China, o mercado volta a operar depois dos feriados em comemoração ao Ano Novo chinês. Estão previstos a divulgação de alguns dados, como o PMI Industrial e produção de commodities.

Nos EUA, atenção para o discurso de alguns membros do Fed, que poderá sinalizar qual será o rumo do juro por lá.

Do lado doméstico, alguns importantes indicadores econômicos poderão influenciar nossos mercados, especialmente o futuro de juros. O IPCA-15 deverá ser divulgado na segunda-feira, além de dados do mercado de trabalho que deverão mostrar uma piora.

Como mostrado acima, a pesquisa Focus divulgada hoje mostra nova piora na projeção do IPCA, pela oitava semana consecutiva. O índice foi ajustado para 7,33% em 2015, ante 7,27% da semana anterior. O PIB também teve nova revisão para baixo (-0,50% ante -0,42% da semana anterior). A Produção Industrial manteve-se no campo negativo, mas reduziu a piora para -0,35%, ante -0,42% da semana anterior.

Mercado sem um direcional definido e cenário sem alteração das expectativas. Recomendamos cautela aos investidores e posições defensivas (vértices curtos no juro e neutralidade na bolsa).

Mercado sem uma tendência definida e cenário sem alteração das expectativas.

Recomendamos cautela aos investidores e posições defensivas em alternativas de curto prazo (CDI/IRF M1) e posição neutra em bolsa.

Mercado vê inflação mais distante da meta em 2015

Os economistas do mercado protejam o recuo da atividade econômica, por conta de juros e inflação mais elevados. Os analistas das instituições financeiras revisaram para baixo as suas estimativas para crescimento da economia brasileira em 2015. As informações constam no Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje 17/02, pelo Banco Central.

Inflação

Os agentes dos bancos elevaram pela sétima semana seguida as suas projeções em relação a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo  para o ano de 2015,  que subiu de 7,15% para 7,27%. Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,60%. Assim, os analistas do mercado estão apostando que as mudanças no rumo da politica monetária já comecem a surtir efeito a partir de 2016.

Crescimento da Economia

As projeções para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto voltaram a ceder nesta semana. Os economistas do mercado financeiro projetam que o PIB para 2015 recue de 0,00 para -0,42%.  Para o próximo ano a estimativa permaneceu em 1,50%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras passaram a acreditar em uma aceleração no ritmo da condução do aperto monetário praticado pelo Banco Central. Na visão do mercado a taxa Selic deve encerrar este ano em 12,75% ao ano ante a estimativa de 12,50% da semana passada. Para o próximo ano a projeção é de que a taxa básica de juros da economia brasileira seja mantida em 11,50%.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram as suas projeções para o fechamento da taxa de cambio em 2015 de R$2,80 para R$2,90 por dólar. Para 2016, a estimativa para o fechamento da moeda norte-americana foi elevada de R$2,90 para R$2,93.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro mantiveram, nesta semana, as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2015 em US$ 5,00 bilhões. Para o próximo ano as estimativas para o saldo da balança comercial foram, também, mantidas só que em US$ 12,00 bilhões.

As projeções para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para este ano permaneceram em US$60,00 bilhões. Para 2016 a estimativa para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi elevada de US$59,50 bilhões para US$60,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 9,48% para 10,00%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

Em semana curta devido aos feriados, as atenções voltaram-se ao noticiário internacional.

As bolsas europeias fecharam o pregão de terça-feira em baixa, com os investidores demonstrando cautela diante das negociações entre a Grécia e seus credores internacionais. A reunião dos ministros das finanças da zona do euro, ocorrida nesta terça-feira, terminou mais cedo do que o esperado, já que as discussões sobre um novo acordo de financiamento à Grécia fracassaram.

Rebeldes pró-Rússia bombardearam tropas do governo cercadas no leste da Ucrânia, e o plano para que os dois lados retirassem o seu armamento pesado não foi executado, deixando o frágil acordo de paz perto do colapso.

Como exposto acima, os agentes do mercado voltaram a projetar inflação cada vez mais distante do teto da meta pela sétima semana consecutiva. O PIB também foi revisado para baixo. A taxa Selic também sofreu ajuste. O mercado estima que o juro encerre o ano em 12,75%, ante 12,50% da semana anterior.

Mercado sem uma tendência definida e cenário sem alteração das expectativas.

Recomendamos cautela aos investidores e posições defensivas em alternativas de curto prazo (CDI/IRF M1) e posição neutra em bolsa.

Mercado reduz estimativa para PIB em 2015

Os analistas das instituições financeiras elevaram, pela 5º semana seguida, as suas projeções para o índice que mede a inflação oficial no Brasil. Em contrapartida houve a redução das estimativas tanto para o crescimento da economia quanto para a evolução da produção industrial. Os dados constam no Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje 02/02, pelo Banco Central.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas  em relação ao índice de inflação oficial do governo para o ano de 2015 que saltou de 6,99% para 7,01%. Para o próximo ano a projeção foi mantida em 5,60%. Desta forma o mercado está apostando que as alterações no rumo da politica monetária já comecem a surtir efeito a partir de 2016.

Crescimento da Economia

As estimativas para a evolução da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto continuam nada animadoras. Os analistas das instituições financeiras estimam que o PIB para 2015 encerre em 0,50% ante 0,69% da semana passada.  Para 2016 a projeção recuou de 1,54% para 1,50%.

Taxa de juros

Os agentes dos bancos mantém suas apostas em uma elevação da Selic de 0,25%, o que faria com que a taxa básica de juros da economia encerrasse este ano em 12,50% Para 2016 a estimativa é de que a taxa básica de juros da economia brasileira seja mantida em 11,50%.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para o fechamento da taxa de cambio em 2015 em R$2,80 por dólar. Para 2016, a projeção para o fechamento da moeda norte-americana permaneceu em R$2,90.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes dos bancos elevaram nesta semana as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2015 em US$ 4,50 bilhões para US$5,00 bilhões. Para 2016 as projeções para o saldo da balança comercial foram, também, elevadas só que de US$ 10,02 bilhões para US$ 10,51 bilhões.

As estimativas para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 foram reduzidas de US$60,00 bilhões para US$ 59,20 bilhões. Para 2016 a projeção para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi mantida em US$60,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 8,70% para 9,00%.  Para 2016 a projeção foi mantida em 5,80%.

Perspectiva

A alta do dólar e o sentimento global de aversão ao risco fizeram com que os juros futuros fechassem em forte alta no pregão de sexta-feira, 30/01, na BM&F. Outro fato que colaborou para a elevação das taxas, principalmente na ponta mais da curva de juros, foi à ratificação de que o setor público consolidado fechou o ano de 2014 com déficit primário.

A afirmação do ministro Joaquim Levy, pela manhã, sobre a ausência de “intenção de manter o câmbio artificialmente valorizado” gerou uma série de boatos e fez com que o mercado passasse a acreditar que a autoridade monetária poderia alterar o programa, em vigor, de interferência no mercado de câmbio, que tem como foco principal as vendas e rolagens de swaps cambiais.  Mesmo como as explicações da assessoria do ministério da Fazenda retificando a informação e afirmado que o ministro se referia ao cenário internacional, o dólar seguiu pressionado ao longo do dia.

O enfraquecimento do real frente ao dólar eleva os riscos de uma maior pressão inflacionária  e consequentemente a taxa exigida pelos investidores para aplicações no renda fixa brasileiro, o que leva a uma alta tanto das taxas dos contratos de DIs curtos quanto dos mais longos.

Uma vez que a autoridade monetária quer impedir os “efeitos secundários” do ajuste de preços relativos, o potencial repasse cambial de uma nova rodada de desvalorização do moeda brasileira dá traz de volta a expectativa de que o Copom – comitê de Politica Monetária  mantenha o ritmo de alta da Selic, hoje em 12,25% ao ano, em 0,50 ponto percentual.

No cenário internacional, o sentimento de aversão ao risco prevaleceu, com a perspectiva de desaceleração da economia mundial e a continuidade da deflação na Europa fazendo com que os investidores procurem abrigo nos títulos soberanos de países desenvolvidos. A prévia do CPI da zona do Euro em janeiro recuou 0,6%, acima do previsto por analistas, que esperavam queda de 0,5%.

Nos EUA a economia também decepcionou. A segunda leitura do PIB americano no quatro trimestre mostrou elevação de 2,6%, abaixo das expectativas, de alta de 3,2%.

A perspectiva em relação à abertura do pregão na Bovespa, nesta segunda-feira (02/02), não é favorável. Além do pessimismo que reina no mercado, após o horrível resultado fiscal verificado em dezembro, incidem ainda sobre o mercado o peso do enfraquecimento da economia chinesa e a queda nas cotações das principais commodities. No cenário cambial, merece atenção o fluxo da moeda norte-americana para avaliar se as entradas recentes são sólidas.

No mercado de juros, destaque para os dados de atividade (produção industrial, ANFAVEA) além do IPCA de janeiro. Ao passo que os dados de produção industrial revelarão enfraquecimento da atividade econômica, por sua vez a inflação deverá mostrar a maior variação para janeiro desde 2003.

Em vista das perspectivas nada animadoras, a recomendação se mantém. Cautela.