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Consultoria em Investimentos

novembro 24th, 2014

CNPC altera metodologia de calculo da meta atuarial para os fundos de pensão

Conforme publicado pelo jornal Valor Econômico, o CNPC – Conselho Nacional de Previdência Complementar aprovou na última quarta-feira, 20/11/2014, uma alteração profunda na metodologia de cálculo da meta atuarial para fundos de pensão.

A partir do próximo ano, a meta atuarial será específica para cada tipo de plano e vai considerar duração deste e o retorno médio da NTN-B nos últimos três anos. A meta atuarial é o retorno necessário das aplicações para garantir o pagamento das aposentadorias e pensões.

“O sistema ganhará muito com esse novo modelo, que não fica a mercê de alterações na taxa de juros”, disse o presidente do CNPC e secretário de políticas de previdência complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz .

A decisão acaba com a escada de redução que estava em vigor atualmente e previa a diminuição da meta atuarial de 6% para 4,5% gradualmente até 2018.As alterações na meta atuarial não envolveram grandes discussões no CNPC. Apenas dois pontos da norma levaram a um debate entre os conselheiros.

A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) propôs que a norma utilizasse a média dos últimos cinco anos da NTN-B para o cálculo da meta. Ela, porém, não foi seguida nessa posição pelos outros membros do CNPC.

O outro ponto discutido durante a reunião foi o início de vigência da medida. A Abrapp propôs que ela começasse a valer já para 2014, mas a maioria do CNPC preferiu manter o início da vigência para 2015.

Dessa forma, para este ano fica mantida a legislação em vigor, que leva em conta uma meta atuarial de 5,5%. A norma também prevê que o plano que, assim o desejar ,poderá utilizar a nova norma já em 2014.

A mudança de regra terá impacto nos planos de benefício definido que respondem por, pelo menos, dois terços do patrimônio das fundações, segundo números oficiais, incluindo planos dos maiores fundos de pensão do país, como o dos funcionários da Petrobras (Petros), do Banco do Brasil (Previ) e da Caixa Econômica Federal (Funcef).

A partir de agora, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) divulgará anualmente uma tabela com os parâmetros para o cálculo da meta atuarial para cada duração.

Em seguida, cada entidade calculará, com base nesses parâmetros e na duração do seu plano, a meta atuarial que deverá utilizar.  A taxa utilizada poderá variar entre 70% da taxa parâmetro divulgada pela Previc e 0,4 ponto percentual ao ano para cima.

Acompanhe matéria completa no Jornal Valor Econômico: http://www.valor.com.br/financas/3785742/fundos-de-pensao-tem-meta-alterada

Focus – Projeção para o IPCA em 2014 sobe de 6,40% para 6,43%

Os analistas do mercado financeiro fizeram leves ajustes em suas estimativas para o índice de inflação do Governo Federal, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central divulgado hoje, 24/11.

Inflação

Os agentes dos bancos elevaram a suas projeções para a variação do IPCA, que é o balizador do sistema de metas de inflação para a condução da politica monetária para este ano de 6,40% para 6,43. Para o próximo ano os economistas também elevaram as suas estimativas, só que de 6,40% para 6,45%.

A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses foi elevada pelos analistas do mercado financeiro de 6,44% para 6,55%, acima do teto da meta para a inflação.

Inflação de curto prazo

Os economistas das instituições financeiras, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de novembro em 0,60% para 0,57% . A estimativa para o IPCA de dezembro foi elevada de 0,74% para 0,83%.

Crescimento da Economia

Nesta semana, após elevar a estimativa na semana passada, os economistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 0,21% para 0,20% em 2014.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foram mantidas em -2,30%.

Para a evolução da economia brasileira em 2015, os agentes dos bancos continuam acreditando em crescimento da ordem de 0,80%.

Para a produção industrial brasileira em 2015 os analistas do mercado financeiro estimam queda de 1,31% para 1,30%.

Taxa de juros

Não houve alteração nas expectativas dos agentes econômicos em relação a taxa básica de juros, a expectativa média é que a taxa seja mantida  em 11,50% neste ano.

Para 2015, a perspectiva de manutenção dos juros também foi mantida em 12,00% ao ano.

Câmbio

Os agentes dos bancos continuam observando de perto os movimentos do mercado de cambio e dado o cenário alterando as suas estimativas para taxa de câmbio para o final deste ano que passou de R$2,53 para R$2,55 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo a2015 no, a estimativa para a evolução da variação cambial também sofreu reajuste passando de R$2,61 para R$2,65 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram, nesta semana, as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$0,40 bilhões US$0,10 bilhão. Para 2015 as estimativas para o saldo da balança comercial foram mantidas em US$ 6,50 bilhões.

As projeções dos economistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos neste ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as estimativas dos agentes do mercado financeiro foram mantidas em US$ 58,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidos em 5,30%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.

Perspectiva

A guinada global de maior disposição por risco motivada pelo corte de juros por parte do BC chinês e a delineação da nova equipe econômica para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff em linha com o desejo do mercado financeiro provocaram uma queda generalizada nas taxas de juros futuros na sexta-feira na BM&F. Perspectivas de uma política econômica mais pragmática e ortodoxa, com um plano de ajuste fiscal crível, e liquidez externa farta tornam as taxas locais, que embutem prêmios de risco muito elevados, para lá de atraentes. Com esta alteração na expectativa do mercado, o IMA e seus subindices voltaram ao terreno positivo.

Não é coincidência que esta redução das taxas é mais intensa entre os contratos de médio e longo prazo que refletem precisamente a percepção de risco. Mais líquido dos contratos, com negócios superiores a 230 mil contratos, o DI com vencimento em janeiro de 2017.

As taxas futuras desceram a ladeira junto com o dólar ainda pela manhã na esteira da perspectiva de aumento da liquidez global. De forma inesperada, o Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) promoveu o primeiro corte de juros em mais de dois anos. A taxa de empréstimo de um ano foi cortada em 0,4 ponto percentual, para 5,6%, enquanto a taxa de depósito de um ano foi reduzida em 0,25 ponto percentual, para 2,27%.  Os cortes sinalizam a disposição do governo chinês em evitar um desaceleração mais forte da economia, boa notícia para a moeda brasileira e, por tabela, para as aplicações em renda fixa.

E o presidente do BCE -Banco Central Europeu, Mario Draghi, garantiu e que “utilizará todas os ferramentas de seu mandato para atingir a meta de inflação”, em um sinal manifesto de que nova onda de estímulos monetários pode estar a caminho. Como o Federal Reserve deve começar a subir os juros apenas em meados de 2015 e de forma muito lenta e gradual, a perspectiva é de liquidez global farta.

Com um pano de fundo externo positivo, apenas uma derrapagem interna que torne real o fantasma da perda do grau do investimento no ano que vem pode dar sustentação a prêmios de risco tão elevados. Por ora, parece que o mercado celebra a trinca cogitada para comandar a política econômica. Segundo fontes, o ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy, atual presidente da Bradesco Asset Management, será nomeado ministro da Fazenda. O ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa vai para o Planejamento, enquanto Alexandre Tombini segue no comando do Banco Central. O Palácio do Planalto informou, nesta tarde, que os nomes dos ministros não serão divulgados nesta segunda-feira, 24/11.

Neste contexto, mantemos a estratégia recomendada. Para aqueles que estejam mais posicionados em CDI ou IRF M 1 faz sentido direcionar os novos aportes para fundos atrelados ao IMA Geral ou IMA B até o limite da estratégia recomendada.