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Consultoria em Investimentos

novembro 17th, 2014

MERCADO ELEVA ESTIMATIVA PARA IPCA E PIB E 2014

Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 17/11, pelo Banco central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram ligeiramente as suas estimativas para o índice de inflação oficial do governo para este ano, mantendo inalterada a estimativa para 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos elevaram a suas estimativas para a variação do índice oficial que baliza as metas de inflação para a condução da politica monetária para este ano de 6,39% para 6,40. Para 2015 os analistas das instituições financeiras mantiveram inalteradas as suas projeções em 6,40%.

A estimativa para o IPCA nós próximos 12 meses foi elevada pelos agentes do mercado financeiro de 6,42% para 6,44%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para o IPCA de novembro em 0,57% para 0,60% . A projeção para o IPCA de dezembro foi elevada de 0,70% para 0,74%.

Crescimento da Economia

Contrariando as expectativas os economistas dos bancos elevaram, nesta semana, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 0,20% para 0,21% em 2014.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foram reduzidas de -2,21% para -2,30%.

A estimativa para ao crescimento da economia brasileira, para  o próximo ano foi mantida em 0,80%.

Para o desempenho da produção industrial brasileira para 2015 os analistas do mercado financeiro estimam redução de 1,46% para 1,31%.

Taxa de juros

Após realinhar suas estimativas para a taxa básica de juros, os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para a Selic de 2014 em 11,50%.

Para o próximo ano, os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para a taxa Selic em 12,00% ao ano.

Perspectiva

O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão da última semana em 51.772 pontos, acumulando desvalorização de 2,72% na semana. Em novembro, o índice Bovespa cai 5,23%, enquanto no ano sobe modestos 0,51%.

O pregão de sexta-feira foi agitado. As ações da Petrobras somente iniciaram os negócios uma hora depois de iniciado o pregão. A decisão do diretor de pregão foi tomada para que o mercado tomasse conhecimento do fato relevante e dos esclarecimentos da companhia sobre o adiamento da publicação do balanço do terceiro trimestre, inicialmente prevista para a noite de sexta-feira. O impasse entre a diretoria da Petrobras e a empresa de auditoria sobre as contas da companhia atrasará a divulgação dos números. Especula-se que a PwC pretende ressalvar o parecer, dado os riscos financeiros crescentes com o aprofundamento das investigações da operação Lava Jato, o que pode fazer com que a companhia perca o grau de investimento.

No mercado de juros, a semana foi de forte volatilidade. Os vértices mais longos mantiveram o viés de queda, refletindo as incertezas com o futuro da política econômica. O mercado não recebeu bem a notícia de que o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto altera as regras para o cálculo do resultado primário das contas públicas.

Outro fator que conferiu volatilidade nos negócios foi o impasse em relação à condução da economia no próximo mandato presidencial. O mercado aguarda ansioso o nome dos componentes da equipe econômica do governo, e até que os nomes sejam anunciados o mercado ficará ao sabor dos boatos e oscilará.

No mercado de câmbio, o Banco Central decidiu atuar no mercado elevando a oferta de swap cambial para rolagem dos vencimentos de dezembro. O mercado acalmou, após o dólar superar a casa dos R$ 2,62, para fechar o pregão em R$ 2,6007.

Mercado em compasso de espera, aguardando os próximos movimentos do governo federal em relação a composição da equipe econômica, e os desdobramentos das últimas ações da operação Lava Jato.

Mercado com viés de baixa reforça para uma posição defensiva. Bolsa deve manter a faixa dos 51.000 / 53.000 pontos. Juros com perspectiva de manutenção de abertura da curva.

Neste contexto, mantemos a estratégia recomendada.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro elevaram suas projeções para taxa de câmbio para o final de 2014 de R$2,50 para R$2,53 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, a projeção em relação à variação cambial foi também sofre ajuste para cima, só que de R$2,60 para R$2,61 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$1,00 bilhões US$0,40 bilhão. Para 2015 as projeções para o saldo da balança comercial foram também reduzidas, só que de US$ 7,00 bilhões para US$ 6,50 bilhões.

As estimativas dos economistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos neste ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as projeções dos agentes do mercado financeiro foram reduzidas de US$ 58,5 bilhões para US$ 58,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidos em 5,30%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.