Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

novembro 3rd, 2014

MERCADO MANTÉM PROJEÇÃO PARA INFLAÇÃO OFICIAL

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a projeção para o IPCA de 2014 em 6,45% na última semana do mês de outubro, as informações constam do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 03/11, pelo Banco Central (BC).

Inflação

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a variação do índice oficial de inflação medido pelo IPCA, para 2014 em 6,45%. Para 2015 os economistas dos bancos elevaram ligeiramente as suas estimativas, de 6,30% para 6,32%.

A expectativa para o IPCA  nós próximos 12 meses foi elevada de 6,37% para 6,38%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de outubro em 0,49%. A estimativa para o índice oficial de inflação de novembro também foi mantida, só que em 0,58%.

Crescimento da Economia

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto  de 0,27% para 0,24%, neste ano.

As projeções para o desempenho da produção industrial brasileira em 2014 foram elevadas de -2,24% para -2,17%.

A estimativa para ao crescimento da economia brasileira, para o próximo ano permaneceu inalterada em 1,00%.

As estimativas, para o desempenho da produção industrial brasileira em 2015 foram mantidas em 1,42%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro de uma maneira geral não alterou a estimativa para a Selic de 2014, que ficou em 11,00%. Contudo, tomando-se a média das projeções, houve elevação da mediana de 10,91% para 10,94%, o que demonstra que ao menos uma ala do mercado alterou as suas expectativas para cima. No sistema do Focus, os economistas dos bancos alimentam com suas projeções a cada semana e há a possibilidade de uma parte deles não ter atualizado as estimativas após a decisão do Copom.

O mercado financeiro continua apostando na manutenção dos juros em 2014 na casa dos 11,0%. Para 2015, os agentes dos bancos elevaram as suas estimativas para a taxa Selic, de 11,88% para 12,00% ao ano.

Perspectiva

A deterioração das contas fiscais pressiona as taxas dos contratos de juros futuros, onde a expectativa já é de que a SELIC poderá subir a 13,00% ao ano. A aposta é de que os  juros subam mais meio ponto em dezembro e em janeiro, com doses menores, de 25 pontos, a partir daí, até o fim do ciclo, em julho/15.

A expectativa de que o aperto monetário perdure até a metade de 2015 voltou a conservar a cotação dos juros de curto e médio prazo. Mas, a queda da ponta longa da curva de juros é a prova de que o mercado acredita em um nome forte para a o Ministério da Fazenda, como Luiz  Trabuco parece ter mais chances do que Henrique Meirelles.

A deterioração das contas públicas, combinada à alta do Dólar, lá fora com a decisão do BOJ (Banco Central japonês) de elevar o seu programa de compras de ativos, criou ambiente perfeito para os comprados levarem a melhor na PTAX (+1,34%, a R$ 2,4442), que liquidará HOJE o dólar para novembro.

No mercado à vista, a moeda americana subiu 2,45%, para R$ 2,4720.

A injeção de liquidez prometida pelo JAPÃO animou as bolsas globais e também o IBOVESPA, que contou ainda com os rumores de aumento da gasolina para um rali (+4,38%), fechando na máxima, em 54.628,60 pontos.  Já abaixo das médias recentes, o giro somou R$ 8,3 bilhões.

Mantemos a recomendação de cautela nas movimentações dos investimentos.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram suas projeções para taxa de câmbio para o final 2014 de R$2,40 para R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção em relação à variação cambial foi igualmente elevada, só que de R$2,50 para R$2,55 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro reduziram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,10 bilhões US$2,00 bilhões. Para 2015 as projeções para o saldo da balança comercial foi elevado de US$ 7,21 bilhões para US$ 7,24 bilhões.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as projeções dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 59,2 bilhões para US$ 60,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes dos bancos para os preços administrados foram mantidos em 5,15%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.