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setembro 22nd, 2014

ANALISTAS DOS BANCOS REDUZEM SELIC DE 2015 PARA 11,25%

Os analistas das instituições financeiras pesquisados pelo Banco Central reduziram a perspectiva de aperto monetário no próximo ano e passaram a apostar em uma Selic em torno de 11,25% no final do ano, ante 11,5% até a semana passada, a informação foi divulgada de hoje, 22/09, pela Pesquisa Focus do Banco Central.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevar suas estimativas para a variação do IPCA ao final de 2014 de 6,29% para 6,30%. Para 2015 os economistas dos bancos reduziram as suas projeções para o IPCA de 6,29% para 6,28%.

A projeção para o IPCA, que baliza a politica monetária brasileira, para os próximos 12 meses foi elevada pelos analistas das instituições financeiras de 6,28% para 6,32%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para o IPCA de setembro de 0,42% para 0,43%. Em contrapartida, mantiveram as projeções para o IPCA de outubro em 0,50%.

Crescimento da Economia

Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela 17ª semana seguida,  as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,33% para 0,30%.

As projeções para a evolução da produção industrial brasileira em 2014 foram elevadas de      -1,98% para -1,94.

As expectativa em relação a evolução do PIB em 2015 recuaram de 1,04% para 1,01%.

Os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas, para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 de 1,50% para 1,60%.

Taxa de juros

Os agentes das instituições financeiras mantiveram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Para 2015, os economistas do mercado financeiro reduziram  as suas projeções para a taxa Selic de 11,50% para  11,25% ao ano.

Perspectiva

Mais uma semana em que as pesquisas de intenções de voto para Presidente deram o tom do mercado, o Ibovespa acumulou alta de 1,51% fechando em 57.788 pontos, e reduzindo as perdas no mês a 5,71%.

Após tocar os 60.000 pontos durante a sessão de quarta-feira, o Ibovespa perdeu fôlego em razão da divulgação de pesquisa eleitoral do Instituto Ibope que mostrava uma situação de equilíbrio entre as candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva no quadro para o primeiro turno. Na simulação de segundo turno, a pesquisa mostrou empate técnico entre as candidatas. Quem mais se beneficiou foi o candidato Aécio Neves, que saltou dos 15% para 19% das intenções. Ainda assim, as pesquisas o mantém afastado da briga.

Pesou também sobre os negócios a conclusão da reunião do FED, que manteve o mercado incerto sobre o início e o ritmo da normalização das taxas de juros norte-americanas. O FED reafirmou a promessa de manter as taxas de juros próximas do “zero” por um horizonte relevante, mas as projeções econômicas divulgadas pela autoridade monetária e os comentários de Janet Yellen mantiveram os agentes financeiros reticentes sobre os próximos passos da instituição.

Na sexta-feira, o Instituto Datafolha divulgou pesquisa que indicou uma melhora da vantagem da candidata Dilma Rousseff em relação a Marina Silva, fato que repercutiu negativamente e reforçou um quadro incerto sobre a corrida eleitoral a duas semanas da eleição.

Da mesma forma, por trás do movimento no mercado de juros estiveram as especulações em relação as pesquisas eleitorais, os movimentos dos yields dos Treasuries do dólar. O IPCA-15 de setembro em 0,39%, após alta de 0,14% em agosto, acima do teto das projeções, impôs um movimento de alta nos juros mais curtos. Os mais longos recuaram, em linha com o recuo dos Treasuries após o FED sinalizar a direção do juro norte-americano.

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que os economistas diminuíram as estimativas para o PIB deste ano, para 0,30%, e para 2015 o número foi revisado para baixo, em 1,01%. Já a projeção da inflação, medida pelo IPCA, foi aumentada para 6,30% em 2014. Para a taxa Selic em 2015, os economistas diminuíram as estimativas para 11,25%, ante 11,50% da pesquisa anterior.

Na semana o cenário não deve sofrer alteração. São pelo menos 5 novas pesquisas eleitorais agendadas que deverão mexer com o mercado. No front externo, são esperadas as divulgações do PMI da indústria da China e da zona do Euro. Por aqui, chamará atenção o Relatório de Inflação do Banco Central, sem data para ser divulgado, e que poderá trazer alguma volatilidade na ponta curta da curva de juros.

Sem direcional definido, é recomendada cautela nos negócios.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 de R$2,30 para R$2,34 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano as projeções para a variação cambial foram mantidas em R$2,45 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,40 bilhões. Para 2015 a projeção para o saldo da balança comercial também foi mantido, só que em US$ 9,00 bilhões.

A estimativa dos economistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as projeções dos agentes das instituições financeiras foram reduzidas de US$ 57,7 bilhões para US$ 57,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as projeções dos economistas das instituições financeiras para os preços administrados foram mantidas em 5,10%.  Para 2015 a estimativa foi mantida em 7,00%.