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Consultoria em Investimentos

setembro 8th, 2014

OS ECONOMISTAS DO MERCADO FINANCEIRO VOLTAM A ELEVAR PROJEÇÃO DE IPCA PARA 2014

Os analistas das instituições financeiras pesquisados pelo Banco Central por intermédio do Relatório de Mercado Focus voltaram a reduzir suas projeções para a taxa Selic no final do ano que vem. Na última semana, a mediana das expectativas apontava para uma variação de 11,75% ao ano para os juros e hoje recuou para 11,63%.

De acordo com o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 08/09, não houve variação na mediana da estimativa para a Selic no fim de 2014, que segue em 11,00% ao ano. Cabe destacar que este é o nível atual da taxa básica de juros da economia brasileira.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a elevar suas projeções para a variação do IPCA ao final de 2014 de 6,27% para 6,29%. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para o IPCA em 6,29%.

A estimativas para o IPCA, que baliza a politica monetária basileira, para os próximos 12 foi mantida pelos agentes das instituições financeiras em 6,24%.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para o IPCA de setembro de 0,41% para 0,42%. Para outubro, os agentes das instituições financeiras reduziram as suas estimativas, de 0,51% para 0,50%.

Crescimento da Economia

Os agentes das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,52% para 0,48%.

As estimativas para a produção industrial brasileira em 2014, também foram reduzidas de -1,70% para -1,98.

As estimativas para a evolução do PIB em 2015 foram mantidas em 1,10%.

Os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas, para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 de 1,70% para 1,50%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Para 2015, os analistas das instituições financeiras a reduziram  as suas estimativas para a taxa Selic de 11,75% para  11,63% ao ano.

Perspectiva

Em meio às pesquisas divulgadas na noite da última quarta-feira, 03/09, por Ibope e Datafolha, embaçou a perspectiva do mercado que já apostava na vitória da candidata Marina Silva já no primeiro turno. O reflexo desta expectativa foi sentido com a elevação dos juros futuros no pregão de ontem, em uma inequívoca ocorrência de ajuste de posições após a expressiva, e por que não dizer exagerada, redução verificada nos últimos dias. A inclinação da curva a termo, contudo, mantem-se no terreno negativo, o que delineia as expectativas em uma alteração no rumo da política econômica para 2015.

Subiram as taxas dos contratos de DI Futuro com vencimento em janeiro de 2017, de 11,14% para 11,25% e janeiro de 2021, de 10,92% para 10,98%.

A pesquisa divulgada pelo Ibope mostra ligeira recuperação de Dilma que subiu de 34% para 37%, conservando a frente em relação à Marina Silva, que passou de 29% para 33%.

Por sua vez, o Datafolha, mostra Dilma com 35% e Marina Silva, com 34%. Logo, a pesquisa mostra empate técnico. Não se sustentaram os boatos de que a candidata do PSB, que lidera nas intenções de voto para o segundo turno, poderia levar a disputa já no primeiro turno.

A elevação dos prêmios de risco com a alta das taxas dos contratos dos DI’s se assemelha mais a um rearranjo técnico. A mudança repentina do cenário eleitoral fez com que vários agentes do mercado financeiro se apressassem em refazer as suas posições, o que teria evidenciado o recuo das taxas dos contratos de DI’s nos pregões anteriores.

A reestruturação dos prêmios de risco (taxa que o investidor busca por correr maior risco) também está embasada no panorama externo, marcado pela elevação das taxas dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries). Além disto, o retorno real (yields) estava bem depreciado pelo choque da “fuga para a qualidade” provocada pelas tensões geopolíticas mundo afora. Até mesmo as taxas dos títulos de 10 anos da Alemanha subiram no pregão de ontem, em uma correção após a grande queda recente.

É propicio enfatizar que o cenário de taxas reduzidas no mercado global e de elevada liquidez tende a prosseguir e vai continuar ditando os rumos nas operações de renda fixa.

O BCE – Banco Central Europeu cortou a taxa básica de 0,15% para 0,05%, fato este que pegou o mercado de surpresa. Por sua vez, taxa de depósito negativa passou de -0,1 para -0,2%. Além do mias, o presidente do BCE, Mario Draghi, divulgou diversas medidas, dentre as quais a compra de títulos atrelados a ativos a partir de outubro.

As taxas dos contratos da ponta mais curta da curva mostrou ligeira elevação do contrato de DI janeiro/2015, de 10,78% para 10,81%. No dia após a reunião do Copom, o contrato foi o mais líquido do dia, com quase 700 mil contratos negociados. Ao eliminar a expressão “neste momento” no comunicado em comunicado após o encerramento da reunião do comitê da autoridade monetária, na noite de quarta-feira, em que anunciou a manutenção da Selic em 11%, deu um sinal claro, de que não aspira alterar a taxa básica em 2014. Alguns segmentos do mercado que apostavam, até, em uma redução da taxa Selic até o fim deste ano correram para ajustar posições.

Em linha com o que apresenta o cenário é recomendável que se mantenha a carteira com até 50% divididos entre IMA B e IMA Geral e da mesma forma até 30% entre CDI e IRF M 1. Para quem mantem alocação em fundos atrelados ao IMA B 5 + a recomendação é a de proteger a carteira retirando parte dos recursos destes fundos e direcionando para IMA Geral ou IMA B 5.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram as suas projeções para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 de R$2,35 para R$2,33 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial foram reduzidas de R$2,50 para R$2,49 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,17 bilhões para US$2,41 bilhões. Para, o próximo ano, a estimativa para o saldo da balança comercial também foi elevado de US$ 8,00 bilhões para US$8,50 bilhões.

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos analistas do mercado financeiro foram elevadas de US$ 55,0 bilhões para US$ 56,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 5,05% para 5,10%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.