setembro 1st, 2014

ANALISTAS VOLTAM A REDUZIR ESTIMATIVA PARA PIB EM 2014

A edição do Relatório de Mercado – Focus divulgada hoje, 01/09, revela que após a divulgação pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de que o PIB – Produto Interno Bruto mostrou recuo de 0,60% no segundo trimestre de 2014 os economistas dos bancos reduziram, pela 14ª semana, as suas projeções para a evolução da economia brasileira em 2014.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro mantiveram suas estimativas para a variação do IPCA ao final de 2014 em 6,27%. Para 2014 os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para o IPCA de 6,28% para 6,29%.

A projeção para o índice oficial de inflação, que baliza a politica monetária no Brasil, para os próximos 12 foi mantida pelos agentes das instituições financeiras em 6,24%.

Inflação de curto prazo

Os agentes das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de agosto em 0,22%%. Para setembro, os analistas dos bancos também mantiveram as suas estimativas, só que em 0,41%.

Crescimento da Economia

Pela 14ª semana seguida os economistas dos bancos reduziram as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,70% para 0,52%, isso após o IBGE sinalizar que este é o prior desempenho no trimestre nos últimos anos.

As projeções para a produção industrial brasileira de 2014, entretanto, foram elevadas de -1,76% para -1,70.

As estimativas para a evolução do PIB em 2015 foram reduzidas de 1,20% para 1,10%.

Os economistas dos bancos mantiveram as suas projeções, pela 6º semana seguida, para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os agentes das instituições financeiras continuam acreditando que a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 fique em 11,0%. Entretanto, para o próximo ano, os economistas dos bancos voltaram a reduzir  as suas projeções para a taxa Selic de 12,0% para  11,75% ao ano.

Perspectiva

Com o cenário eleitoral continuando a ditar o ritmo nos mercados, o Ibovespa renovou a máxima de pontuação em 19 meses ao encerrar o último pregão de agosto aos 62.288 pontos, com alta de 4,93% na semana. No mês, o índice se valorizou 9,78%.

O mês de agosto foi marcado pela reviravolta eleitoral, com o trágico acidente aéreo que vitimou o candidato do PSB, Eduardo Campos, com a vice da chama, Marina Silva, assumindo a candidatura e passando a liderar as pesquisas nas simulações de segundo turno.

Os problemas geopolíticos na Ucrânia e no Iraque passaram despercebidos. Nem mesmo a divulgação do fraco resultado do PIB, que reduziu 0,6% no 2º trimestre, desanimou o mercado. Pelo contrário, teve efeito positivo na medida em que reforça o quadro mais difícil de reeleição da atual Presidente.

Na sexta-feira, após o fechamento dos mercados, foi divulgada mais uma pesquisa Datafolha, encomendada pela TV Globo e o jornal folha de São Paulo. O resultado aponta Marina Silva já empatada com Dilma Rousseff ainda no primeiro turno das eleições presidenciais, com 34% das intenções de votos para cada. Aécio Neves despencou para terceiro lugar, agora com 15%. O levantamento revela ainda que, no segundo turno, Marina ganharia de Dilma com diferença de dez pontos percentuais.

No mercado de juros não foi diferente. As expectativas em torno de uma possível vitória da candidata do PSB pressionaram para baixo os juros futuros, principalmente na ponta mais longa do vértice.

Reforçou o quadro benigno para o juro, o fato do dólar fechar cotado pouco acima de R$ 2,24. Com isso, a moeda americana acumulou queda de 1,62% na semana.

Pesou também a divulgação dos resultados fiscais, do governo central e consolidado. O governo central informou que registrou déficit de R$ 2,196 bilhões em julho, o resultado mais fraco para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

Já o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 4,715 bilhões em julho, o primeiro resultado negativo para o mês na história.

Na semana, apesar de uma agenda recheada (PMI da China, Reunião do COPOM, Livro Bege), os mercados devem seguir pautados pela disputa eleitoral.

Mercados podem realizar com altas recentes, mas o viés ainda é de alta no curto prazo. Mantida recomendação.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial foram, também, mantidas, só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,50 bilhões para US$2,17 bilhões. Para, para 2015, a projeção para o saldo da balança comercial foi mantido em US$ 8,00 bilhões.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos foram reduzidas de US$ 56,0 bilhões para US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram reduzidas de 5,10% para 5,05%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.

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