Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

agosto 25th, 2014

MERCADO FINANCEIRO ELEVA PROJEÇÃO PARA IPCA EM 2014 E 2015

O Relatório de Mercado – Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 25/08 pelo BACEN – Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram as sua estimativas para a inflação medida pelo IPCA tanto para 2014 como para 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a elevar as suas projeções para o índice oficial de inflação, que baliza a politica monetária brasileira, para 2014 de 6,25% para 6,27%. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro também elevaram as suas estimativas para o IPCA de 6,25% para 6,28%.

Pela quarta semana seguida os analistas das instituições financeiras, elevaram a projeção para o IPCA para os próximos 12 meses de 6,21% para 6,24%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de agosto de 0,26% para 0,22%%. As estimativas para o IPCA de setembro foram elevadas de 0,40% para 0,41%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,79% para 0,70%.

As estimativas para a produção industrial brasileira de 2014 foram mantidas em -1,76%.

As projeções para o crescimento da economia brasileira para 2015 foram mantidas em 1,20%.

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram pela, décima segunda vez,  as suas projeções para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Já para 2015, os analistas das instituições financeiras elevaram as suas estimativas para a taxa Selic para 2015 de 11,75% para 12,00% ao ano.

Perspectiva

Como não podia deixar de ser, o movimento do mercado acionário foi ditado pelo cenário eleitoral. O Ibovespa encerrou a semana a 58.407 pontos, acumulando alta de 2,53%. No mês a alta atinge 4,6%.

O mercado já precificava a candidatura de Marina Silva como sucessora de Eduardo Campos, logo após a divulgação da pesquisa Datafolha, na segunda-feira, que reforçava a perspectiva de segundo turno na eleição presidencial, adicionando incerteza à liderança da presidente Dilma Rousseff na disputa.

Após a confirmação da candidatura, na quarta-feira, o mercado passou a especular sobre eventuais mudanças no programa de governo do partido. Em suas primeiras falas, Marina indicou que dará total independência ao Banco Central, e que continuará com o regime de meta para a inflação, que permanecerá em 4,5%, mas que será perseguida uma política que permita fixar o percentual de 3% a partir de 2019.

No mercado de juros, a volatilidade continuou ditando o ritmo dos negócios, que mantiveram-se voltados a corrida eleitoral.

Outro ingrediente que trouxe nervosismo aos negócios foi a divulgação da Ata do Fed, na quarta-feira, que sinalizou de fato a possibilidade de uma elevação antecipada dos juros, além da melhora das condições econômicas. Com a notícia, os juros dos Treasuries e o dólar avançaram, provocando uma inclinação na curva a termo de juros.

Ainda assim, o juro operou descolado do dólar na maioria dos pregões. O cenário eleitoral prevaleceu, assim como a avaliação de que os dados fracos da demanda doméstica não recomendam grandes posições tomadora. A calmaria se consolidou após a presidente do Fed, Janet Yellen, não ter sido tão incisiva na sinalização de alta antecipada dos Fed Funds, em discurso na conferência de bancos centrais na sexta-feira, ao dizer que o mercado de trabalho nos EUA continua prejudicado pelos efeitos da crise de 2008, e que o Fed deve agir cautelosamente. Com isso, houve um movimento de desmontagem de posições compradas iniciada na quarta-feira, trazendo o juro para baixo.

Na semana, os mercados deverão continuar orientados pela disputa eleitoral. Está previsto para esta semana o primeiro debate entre presidenciáveis, na TV Bandeirantes. Também será divulgada pesquisa do Ibope, a primeira após a confirmação da candidata Marina Silva. Na quinta e sexta-feira estão previstas a divulgação do resultado primário do governo e o PIB do segundo trimestre.

Por enquanto, mantemos nossa recomendação.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial foram, também, mantidas, só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,00 bilhões para US$2,50 bilhões. Para, para 2015, a estimativa para o desempenho do saldo da balança comercial foi mantido em US$ 8,00 bilhões.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 55,0 bilhões para US$ 56,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contr

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 5,05% para 5,10%.  Para 2015 a prjeção foi mantida em 7,00%.