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agosto, 2014

MERCADO FINANCEIRO ELEVA PROJEÇÃO PARA IPCA EM 2014 E 2015

O Relatório de Mercado – Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 25/08 pelo BACEN – Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram as sua estimativas para a inflação medida pelo IPCA tanto para 2014 como para 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a elevar as suas projeções para o índice oficial de inflação, que baliza a politica monetária brasileira, para 2014 de 6,25% para 6,27%. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro também elevaram as suas estimativas para o IPCA de 6,25% para 6,28%.

Pela quarta semana seguida os analistas das instituições financeiras, elevaram a projeção para o IPCA para os próximos 12 meses de 6,21% para 6,24%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de agosto de 0,26% para 0,22%%. As estimativas para o IPCA de setembro foram elevadas de 0,40% para 0,41%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,79% para 0,70%.

As estimativas para a produção industrial brasileira de 2014 foram mantidas em -1,76%.

As projeções para o crescimento da economia brasileira para 2015 foram mantidas em 1,20%.

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram pela, décima segunda vez,  as suas projeções para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Já para 2015, os analistas das instituições financeiras elevaram as suas estimativas para a taxa Selic para 2015 de 11,75% para 12,00% ao ano.

Perspectiva

Como não podia deixar de ser, o movimento do mercado acionário foi ditado pelo cenário eleitoral. O Ibovespa encerrou a semana a 58.407 pontos, acumulando alta de 2,53%. No mês a alta atinge 4,6%.

O mercado já precificava a candidatura de Marina Silva como sucessora de Eduardo Campos, logo após a divulgação da pesquisa Datafolha, na segunda-feira, que reforçava a perspectiva de segundo turno na eleição presidencial, adicionando incerteza à liderança da presidente Dilma Rousseff na disputa.

Após a confirmação da candidatura, na quarta-feira, o mercado passou a especular sobre eventuais mudanças no programa de governo do partido. Em suas primeiras falas, Marina indicou que dará total independência ao Banco Central, e que continuará com o regime de meta para a inflação, que permanecerá em 4,5%, mas que será perseguida uma política que permita fixar o percentual de 3% a partir de 2019.

No mercado de juros, a volatilidade continuou ditando o ritmo dos negócios, que mantiveram-se voltados a corrida eleitoral.

Outro ingrediente que trouxe nervosismo aos negócios foi a divulgação da Ata do Fed, na quarta-feira, que sinalizou de fato a possibilidade de uma elevação antecipada dos juros, além da melhora das condições econômicas. Com a notícia, os juros dos Treasuries e o dólar avançaram, provocando uma inclinação na curva a termo de juros.

Ainda assim, o juro operou descolado do dólar na maioria dos pregões. O cenário eleitoral prevaleceu, assim como a avaliação de que os dados fracos da demanda doméstica não recomendam grandes posições tomadora. A calmaria se consolidou após a presidente do Fed, Janet Yellen, não ter sido tão incisiva na sinalização de alta antecipada dos Fed Funds, em discurso na conferência de bancos centrais na sexta-feira, ao dizer que o mercado de trabalho nos EUA continua prejudicado pelos efeitos da crise de 2008, e que o Fed deve agir cautelosamente. Com isso, houve um movimento de desmontagem de posições compradas iniciada na quarta-feira, trazendo o juro para baixo.

Na semana, os mercados deverão continuar orientados pela disputa eleitoral. Está previsto para esta semana o primeiro debate entre presidenciáveis, na TV Bandeirantes. Também será divulgada pesquisa do Ibope, a primeira após a confirmação da candidata Marina Silva. Na quinta e sexta-feira estão previstas a divulgação do resultado primário do governo e o PIB do segundo trimestre.

Por enquanto, mantemos nossa recomendação.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial foram, também, mantidas, só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,00 bilhões para US$2,50 bilhões. Para, para 2015, a estimativa para o desempenho do saldo da balança comercial foi mantido em US$ 8,00 bilhões.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 55,0 bilhões para US$ 56,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contr

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 5,05% para 5,10%.  Para 2015 a prjeção foi mantida em 7,00%.

ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2015

Na manhã desta segunda-feira,  18 de agosto de 2014, o BACEN – Banco Central do Brasil divulgou mais uma edição do Relatório de Mercado Focus, relatório de mercado publicado semanalmente com as expectativas de cerca de 100 analistas financeiros sobre diversos indicadores da economia brasileira. O relatório do Banco Central é elaborado com base em pesquisa que foi realizada entre os dias 11 e 15 de agosto.

De acordo com o Relatório de Mercado Focus, os economistas das 100 principais instituições financeiras do país reduziram a suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2015. Por outro lado, os analistas pesquisados monstraram-se um pouco mais otimistas quanto ao desempenho do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2014.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram as suas projeções para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para o encerramento de 2014 de 6,26% para 6,25%. Para 2015 os economistas do mercado financeiro mantiveram, as suas estimativas para o IPCA em 6,25%.

Contudo, a estimativa dos agentes do mercado financeiro para o IPCA para os próximos 12 meses foi elevada de 6,19% para 6,21%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de agosto de 0,28% para 0,24%%. As estimativas para o índice de inflação do governo para setembro foram mantidas em 0,40%.

Crescimento da Economia

Os economistas dos bancos reduziram as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 0,81% para 079%.

As projeções para a produção industrial brasileira de 2014 foram reduzidas para -1,76%.

As estimativas para o crescimento da economia brasileira para 2015 foram mantidas em 1,20%.

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para a performance da produção industrial brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram, mais uma vez, as suas estimativas para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Entretanto, reduziram as suas projeções para a taxa Selic para o próximo ano e passaram a acreditar que a autoridade monetária vá reduzir a taxa Selic de 12,0% para 11,75% ao ano.

Perspectiva

O Ibovespa encerrou a semana acumulando ganhos de 2,5%, aos 56.693 pontos, num período marcado pela apreensão do mercado após a morte do candidato à presidência, Eduardo Campos. Destaque para as ações da Petrobrás, que subiram no início da semana com a possibilidade de aumento no preço dos combustíveis, e reforçaram a alta no decorrer da semana com as especulações eleitorais. Somente no pregão de sexta-feira, as ações subiram mais de 7,00%.

A partir de agora, o mercado passa a considerar a candidatura da Marina Silva pela coligação PSB, e começa a projetar uma maior dificuldade para a candidata Dilma levar ainda no 1º turno. Para parte dos agentes do mercado, Marina pode roubar parte dos votos de Dilma. Outra parte passa a considerar que a ex-senadora poderia desbancar Aécio Neves, e acompanhar a petista em um eventual 2º turno.

O próprio PSB encomendou uma pesquisa telefônica com 30.000 eleitores, no dia seguinte da morte de Eduardo Campos. O levantamento mostrou que Dilma aparece em primeiro lugar, mas com Marina em segundo, pouco à frente de Aécio Neves. Na simulação de segundo turno, a pesquisa mostra Marina ganhando de Dilma. Cabe registrar que a pesquisa não teve caráter científico, nem registro no TSE. Mas é um sinalizador.

Enfim, as fichas estão lançadas. Marina Silva se tornou um coringa na política brasileira.

No mercado de juros, a volatilidade deu o tom nos negócios. Da mesma forma que no mercado de ações, os olhos estiveram voltados para a corrida eleitoral.

O juro operou descolado do dólar e das Treasuries, em um movimento de baixa que se consolidou após a divulgação do IBC-Br de junho, que conformou a fraqueza da atividade econômica. O índice cedeu 1,48% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, ficando praticamente em linha com a mediana das estimativas dos analistas do mercado financiero. Além disso, o IBC-Br recuou 1,20% no segundo trimestre deste ano ante os três meses imediatamente anteriores, com um resultado negativo maior que a mediana estimada, em -1,10%. Na visão de economistas, o dado endossa a avaliação de que o PIB do segundo trimestre deve ficar negativo e com um possível status de recessão econômica para o Brasil, caso o IBGE revise para baixo o PIB do primeiro trimestre de 2014.

Ao mesmo tempo, os índices de inflação seguem comportados. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto caiu 0,55%, ante recuo de 0,56% em julho.

A projeção de crescimento da economia brasileira em 2014 recuou para 0,79%, na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a décima segunda revisão consecutiva do número para baixo. As projeções para a inflação, no varejo e atacado, também diminuíram. O mercado também reviu as estimativas da taxa Selic para final de 2015, recuando de 12,00% para 11,75%.

Os conflitos na Ucrânia e Iraque seguem no radar, mas a semana deve ser guiada pelas definições do novo cenário político. A divulgação da pesquisa de intenção de votos pelo Instituto Datafolha, realizada entre 14 e 16 de agosto, mostra Marina Silva tecnicamente empatada com Aécio Neves no primeiro turno.

Em relação à divulgação de indicadores, a quarta-feira será recheada. Sai o IPCA-15 e será divulgada a ata do Fomc, onde novas projeções e dados sobre o fim dos estímulos e elevação a de juros podem ocorrer. Uma prévia do PMI da indústria chinesa também está prevista.

Sem definição de tendência no curto prazo. Mantemos nossa recomendação.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano as projeções para a variação cambial foram, também, mantidas, só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Por sua vez, para 2015, a estimativa para o desempenho do saldo da balança comercial foi reduzido, de US$ 9,00 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 55,0 bilhões para US$ 56,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, a projeção dos analistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 5,10% para 5,05%.  Para 2015 a estimativa foi mantida em 7,00%.

MERCADO REDUZ, PELA 4ª SEMANA, ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO EM 2014

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 11/08, pelo Banco Central do Brasil, revela que os economistas dos bancos reduziram pela quarta semana seguida a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo que baliza as metas de inflação.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro  reduziram as suas estimativas para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para o encerramento de 2014 de 6,39% para 6,26%. Para 2015 os analistas do mercado financeiro elevaram, ligeiramente, as suas projeções para o IPCA de 6,24% para 6,25%.

A expectativa dos economistas do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo para os próximos 12 meses foi elevada de 6,03% para 6,19%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de agosto de 0,24%para 0,28%%. As projeções para o índice de inflação de setembro foram igualmente elevada, só de 0,37% para 0,40%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 0,86% para 0,81%.

As estimativas para a produção industrial brasileira deste ano foram mantidas em -1,53%.

Por sua vez, as projeções para o crescimento da economia brasileira para 2015 recuaram de 1,50% para 1,20%.

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a performance da produção industrial brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela 10ª semana seguida, as suas projeções para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as estimativas para a taxa Selic também foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Entre noticiário e fundamentos, a Bovespa operou com forte volatilidade durante os pregões e encerrou a semana em queda de 0,59%, aos 55.572 pontos.

Os olhos dos investidores estiveram voltados para os conflitos espalhados pelo mundo. No Leste Europeu, forças militares russas intensificaram mobilizações na fronteira com a Ucrânia, indicando que as tensões permanecem latentes. No Oriente Médio, o Iraque sofreu bombardeios dos EUA, que atacou posições do Estado Islâsmico que ameaçam o Curdistão.

Contribuiu para a volatilidade a temporada de divulgação de resultados, com destaque para o setor financeiro e empresas produtoras de commodities. No geral, os resultados vêm decepcionando.

A pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial, encomendada pelas Organizações Globo, não trouxe mudança em relação à pesquisa anterior. A Presidente Dilma mantém a vantagem sobre os principais opositores, basicamente repetindo os números da pesquisa anterior. O resultado, até certo ponto, exerceu uma pressão baixista ao mercado.

No mercado de juros, a volatilidade esteve presente em todos os pregões. Do lado externo, pesou sobre a ponta mais longa da curva o aumento das tensões na Ucrânia e o bombardeio no Iraque. A cotação dos DI’s acompanhou o movimento de alta do dólar e das Treasuries durante boa parte dos pregões regulares. Na sexta-feira, as perdas foram revertidas após a confirmação do IPCA de julho, que apontou inflação de 0,01%, ante uma variação de 0,40% em julho, e estimativas que apontavam inflação de 0,10%. No ano, o IPCA acumula uma alta de 3,76%. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,50%, no teto da meta estipulada pelo governo.

Pela quarta vez seguida, a estimativa para a inflação de 2014 caiu no Boletim Focus, divulgado agora pouco pelo BACEN. Segundo o documento, a projeção passou de 6,39% para 6,26%. E pela décima primeira vez consecutiva, as estimativas para o PIB foram reduzidas para 0,81%, ante 0,86% da semana anterior. O mercado de juros deve ajustar com queda na ponta curta da curva.

Semana sem direcional definido, com viés de baixa em razão dos conflitos internacionais que pressionam o câmbio. Devemos ter uma semana guiada por eventos pontuais, com os investidores olhando mais para o cenário externo do que para dentro do país. A safra de divulgação de resultados na bolsa chega ao final esta semana. Entre os destaques, companhias do setor imobiliário e de energia devem chamar mais atenção.

Recomendação mantida.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro mantiveram, pela 3ª semana seguida, as suas projeções para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial foram, igualmente, mantidas só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para 2015, a expectativa para a evolução do saldo da balança comercial foi elevada, de US$ 8,50 bilhões para US$ 9,00 bilhões.

A projeção dos economistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos agentes do mercado financeiro foram igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 5,00% para 5,20%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,90% para 7,00%.

Analistas reduzem projeção para inflação e PIB em 2014

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas tanto para a inflação medida pelo IPCA, como para o crescimento da economia brasileira em 2014. Os dados constam do Relatório de Mercado – Focus do Banco central, divulgado hoje, 04/08.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir as suas estimativas para o índice de inflação oficial do governo, medida pelo IPCA de 6,41% para 6,39%. Para o próximo ano os economistas elevaram as suas projeções para o índice que norteia a politica monetária no Brasil de 6,21% para 6,24%.

A perspectiva dos analistas das instituições financeiras para o IPCA para os próximos 12 meses foi elevada de 5,94% para 6,03%.

Inflação de curto prazo

Os economistas do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas projeções para o IPCA de julho em 0,15%. As estimativas para a inflação de agosto também foram mantidas, só que em 0,24%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras reduziram, mais uma vez, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 0,90% para 0,86%.

As projeções para a produção industrial brasileira em 2014 foi reduzida de -1,15% para -1,53%.

Já as estimativas para o crescimento da economia brasileira para 2015 foram mantidas em 1,50%.

Os agentes do mercado financeiro também mantiveram as suas projeções para o desempenho da indústria brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram, as suas estimativas para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as projeções para a taxa Selic também foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Em uma semana recheada de noticiários desanimadores, o mercado não resistiu e operou em baixa na maior parte dos pregões. Com isso, o Ibovespa teve a pior semana do ano ao cair 3,3%. Ainda assim, encerrou o mês de julho com ganhos de 5%, o segundo mês consecutivo de ganhos.

Destaque para o noticiário externo, entre default técnico da Argentina, indicadores desanimadores, reunião do Fomc e balanços corporativos ruins.

Havia o temor de que o FED começasse a subir a taxa de juros americana mais cedo do que o previsto, acompanhando o crescimento da economia no segundo trimestre do ano. Corroborando as expectativas, o PIB americano fechou o trimestre com alta de 4,5%, superando as projeções mais animadoras. Entretanto, o Fomc sugeriu que deve aguardar mais indicadores para possivelmente rever sua política de afrouxamento monetário. De concreto, somente a redução do programa mensal de recompra de ativos no valor de US$ 10 bilhões, e o anúncio de que a inflação se moveu “um pouco mais perto” do objetivo de longo prazo.

Do lado corporativo os balanços, de uma forma geral, têm mostrado resultados aquém das expectativas dos analistas, refletindo um cenário mais desafiador para as empresas produzirem lucros.

O Ibope divulgou pesquisas eleitorais nos Estados, que não teve efeitos sobre os mercados.

Na renda fixa a semana também foi de que apreensão com os indicadores divulgados. O juro foi às alturas, mas mesmo assim encerrou o mês de julho com rentabilidade positiva.

As taxas curtas operaram perto da estabilidade, diante da precificação de que a Selic deve ficar estável até pelo menos o final do ano, enquanto as longas acompanharam a trajetória do dólar, que passou a semana em alta em razão do noticiário externo.

Também pesou sobre os negócios a divulgação das contas públicas consolidadas, que incluem o governo federal, os estados, municípios e empresas estatais, que registraram em junho e também no primeiro semestre deste ano o pior resultado da história.

Somente em junho, houve um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 2,1 bilhões. Foi o pior mês de junho desde dezembro de 2001, quando tem início a série histórica mensal do Banco Central para o indicador. Também foi a primeira vez que acontece um déficit primário em meses de junho.

Nem mesmo as boas notícias vindas da China arrefeceu o desânimo. Na China, a atividade industrial continuou em expansão em junho, e alcançou neste mês seu nível máximo em mais de dois anos, o que reforça os sinais de que a segunda maior economia do mundo está se recuperando e que respondeu às medidas de estímulo implementadas pelo governo.

Pesquisa Focus divulgada hoje trouxe, pela terceira semana seguida, redução na projeção da inflação do governo, medida pelo IPCA, para 6,39%. O mercado também revisou para baixo suas estimativas em relação ao crescimento da economia, com o PIB crescendo 0,86%, a décima queda consecutiva das projeções.

A semana que se inicia está cercada de imprevisibilidade. No noticiário estão o desenrolar da crise econômica argentina, os problemas do Banco Espírito Santo em Portugal, os conflitos na Ucrânia e na faixa de Gaza, além das pesquisas eleitorais. E a temporada de divulgação balanços continua, são mais de 30 empresas essa semana.

Não alteramos nossa recomendação.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram, as suas estimativas para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial foram, igualmente, mantidas só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para 2015, a estimativa foi mantida, de US$ 9,40 bilhões para US$ 8,50 bilhões.

A projeção dos economistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos agentes do mercado financeiro foram igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,75% para 6,90%.