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julho, 2014

IMA RECUA INFLUENCIADO PELO DESEMPENHO DO MERCADO FUTURO DE JUROS

As taxas dos juros futuros subiram no pregão de ontem, 30/07, da BM&F influenciados pela alta dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) e do dólar, a reboque da noticia do crescimento da economia americana acima da projetada no segundo trimestre do ano. Com este, foi o terceiro dia seguido em que as taxas dos contratos futuros de DI – Depósitos Interfinanceiros, em um claro movimento de alta em função da elevação dos risco após uma redução considerável da inclinação da curva a termo.

A influencia do cenário externo na definição das taxas praticadas ontem foi notória. Mostrando tendência de alta desde o inicio dos negócios, a taxa DI acelerou o movimento logo que foi divulgado o resultado do PIB norte-americano, por volta de 9h30. Mostrando tendência de alta, com alguma zeragem de posições, percebeu-se inclusive o inicio de um rali das taxas, em um movimento similar ao das Treasuries. Circulou no mercado que, em virtude da recuperação mais robusta da economia, o Federal Reserve pudesse mudar o discurso e adotar uma postura mais dura em seu comunicado referente a política monetária.

Entretanto, as expectativas não se concretizaram. O Banco Central americano conservou o estilo “dovish” (o termo “dovish” é um neologismo inglês que deriva da palavra pombo em inglês (dove), que reflete uma postura de autoridades de mercado de taxas de juros mais baixas e uma postura mais tolerante com a inflação) e repetiu que a meta da taxa de juros será mantida entre 0% e 0,25% por um “período prolongado” após o fim do ‘tapering’ (redução gradual do programa de compra de títulos de longo prazo pelo Federal Reserve), que deve ser encerrado em outubro. Sem surpreender, o Fed diminuiu o programa mensal de compra de bônus em mais US$ 10 bilhões, para US$ 25 bilhões. Nem mesmo a nota destoante divulgada pelo presidente do Fed de Filadélfia, Charles Plosser, que votou contra a decisão, animou os mercados a elevar o dólar e a taxa das Treasuries ainda mais para cima.

O retorno da T-note de 10 anos, que chegou a atingir 2,56%, passou a ser negociado na casa de 2,54%. E os DIs seguiram. Com máxima de 11,49%, DI janeiro/2014 era negociado a 11,43% no call de fechamento (ante 11,34% ontem, após ajustes). Depois de alçar voo até 11,82%, o contrato para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,75% (ante 11,65% ontem, após ajustes).

O quadro abaixo mostra o desempenho do IMA e seus subindices que são afetados pelo comportamento das taxas de juros futuros.

MERCADO REDUZ PROJEÇÃO PARA A INFLAÇÃO E CRESCIMENTO DA ECONOMIA

A projeção para o índice oficial de inflação do governo, medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo foi reduzida pela segunda semana seguida. Os economistas do mercado financeiro revisaram para baixo as suas estimativas em relação ao crescimento da economia.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram, pela segunda semana, a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA de 6,44% para 6,41%. Para 2015 os agentes do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para o índice que baliza as metas de inflação no Brasil de 6,12% para 6,21%.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para o IPCA dos próximos 12 meses foi reduzida de 5,95% para 5,94%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeira, considerados Top 5, reduziram as suas estimativas para o IPCA de julho de 0,20% para 0,15%. As projeções para a inflação de agosto também foram reduzidas, só que de 0,26% para 0,24%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro reduziram, pela nona semana seguida, as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 0,97% para 0,90%.

As estimativas para a produção industrial brasileira em 2014 foram mantidas em -1,15%.

Por sua vez as projeções para o crescimento da economia brasileira para 2015 foram mantidas em 1,50%.

Os economistas dos bancos também mantiveram as suas estimativas para a performance da indústria brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela oitava semana seguida, as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as estimativas para a taxa Selic também foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

A Decisão do FED – Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, de encerrar a aquisição de ativos financeiros no mês de outubro de 2013 e o indício de que a ação de elevação dos juros dependerá da evidencia da retomada da atividade econômica que devem nortear as deliberações dos demais bancos centrais, que vêm conservando níveis muito baixos de juros.

Neste contexto, o fraco desempenho da economia domestica e o arrefecimento da inflação colaborou para reduzir as estimativas de um novo período de aperto monetário no próximo ano. A percepção é de que os resultados da elevação da taxa básica de juros, que já se concretizaram nas vendas no varejo, devem começar a afetar o mercado de trabalho.

No segmento de renda fixa, a expectativa de retardar da elevação dos juros incitou a demanda por títulos públicos prefixados e indexados a inflação e colaborou para a redução dos prêmios. No Mercado de capitais, houve forte crescimento das ofertas de títulos de dívida enquanto no segmento de fundos de investimento, a melhor performance da bolsa de valores foi benéfica para o desempenho dos fundos de ações.

No mercado de renda fixa, a performance dos índices no primeiro semestre deste ano revela que a recuperação dos valores dos ativos, especialmente os que apresentam maior prazo médio de vencimento, são mais sujeitos a provocar mudanças nas perspectivas dos investidores. O IMA-B5+ proporcionou rentabilidade de 11,16% no semestre, mostrando recuperação dos retornos negativos observados em 2013, quando amargou queda de 11,70% e 6,10% no primeiro e segundo semestres, respectivamente.

Segundo abordamos no comunicado de maio, a expectativa do prosseguimento de um cenário favorável para os ativos de renda fixa no segundo semestre está sujeito, em grande parte, na manutenção da conjuntura externa observada neste momento, sobretudo no que tange ao nível de juros e de liquidez, que tem incitado investimentos de investidores não residentes em mercados emergentes. Até o presente, a busca de estrangeiros por rentabilidade vem prevalecendo, e tem induzido o investidor doméstico a reavaliar as estratégias de suas carteiras, atenuando, em alguma medida, o peso das expectativas sobre os fundamentos econômicos domésticos na formação dos preços dos ativos.

A sustentação da oferta de dólar pelo Banco Central, através de swaps cambiais junto ao mercado, e a indicação de que essas intervenções prosseguirão até o final do ano, colaboram para ilustrar a baixa volatilidade notada no mercado de câmbio no primeiro semestre. Ainda com evento de resgates importantes nos últimos meses, o Banco Central vem conseguindo concretizar a rolagem dos contratos com colocação líquida, mesmo com um menor volume do que em períodos anteriores.

No primeiro semestre, o Real mostrou valorização de 6,00% em relação a moeda norte-americano, contra uma desvalorização de 5,70% no segundo semestre de 2013.

No curto prazo, a direção da curva de inflação clara para 2014, tirada dos preços dos títulos prefixados marcados a mercado, revela a partir de maio uma redução significativa da inflação esperada e/ou do risco de errar esta inflação, que se firma no final de junho em torno de 7,10%. Ante da perspectiva de que os juros nominais fiquem estáveis por mais tempo, as taxas dos títulos prefixados se revelaram relativamente mais atrativas, incitando a procura por esta modalidade de aplicação, o que provocou na diminuição dos prêmios e elevação dos retornos desses títulos. A variação positiva do IRF-M em junho, que expressa à carteira prefixada em mercado, de 0,92% explicita esse movimento. Vale notar que nos leilões dos títulos prefixados de menor prazo médio, as taxas de negociação seguiram sustentando trajetória de queda em relação aos leilões anteriores.

Por outro lado, a probabilidade de alterações significativas nos juros reais de longo prazo, intensificadas pelas incertezas ligadas às eleições de outubro, tornaram mais voláteis as taxas dos títulos de maior prazo médio (duration). O IMA-B 5+, que espelha a carteira das NTN-B com vencimento acima de cinco anos, obteve em junho, seu maior nível de volatilidade no ano e chegou a registrar queda no mês de 0,64%.

Nos próximos meses, conservadas as condições atuais do cenário externo, o procedimento de ajuste entre as taxas de juros de curto e longo prazo dependerá das expectativas em relação aos desdobramentos das eleições de outubro, o que pode causar maiores volatilidade para o segmento.

Na agenda da semana, destaque para a divulgação de três eventos nos EUA: reunião do FOMC, divulgação do PIB e relatório de emprego. Além do cenário geopolítico, com os conflitos na Ucrânia e Gaza. No Brasil, destaque para a temporada de balanços trimestrais, que promete agitar a bolsa. Cerca de 30 balanços estão agendados, com destaque para os resultados da Vale.

E mais pesquisa eleitoral, desta vez encomendada pelas Organizações Globo.

Pesquisa FOCUS divulgada hoje mostrou pela segunda semana consecutiva, queda nas projeções dos principais indicadores inflacionários. O IPCA registrou, para 2014, inflação de 6,41%, ante 6,44% da semana anterior. Do lado da atividade, o PIB teve nova queda para 0,90%, registrando a 9ª queda consecutiva.

Semana sem tendência definida. Mercado pode realizar lucros, dependendo do noticiário. Estratégia mantida.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, as suas projeções para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as expectativas em relação à variação cambial foram, igualmente, mantidas só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para o próximo ano, a projeção foi reduzida, de US$ 9,80 bilhões para US$ 9,40 bilhões.

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos agentes do mercado financeiro foram igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a estimativa foi elevada de 6,50% para 6,75%.

ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO EM 2014.

Os analistas das instituições financeiras revisaram para baixo as suas estimativas em relação à expansão econômica no Brasil para menos de 1,0% em 2014 após novos sinais de fraqueza, e paralelamente melhoraram levemente a expectativa para a inflação e conservaram o cenário para a política monetária após a autoridade monetária ter mantido a taxa de juro básico na reunião realizada na semana passada, mas deixado sinais para eventuais alterações.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro reduziram, nesta semana, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA de 6,48% para 6,44%. Para o próximo ano 2015 os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para o índice que baliza as metas de inflação no Brasil de 6,10% para 6,12%.

A projeção dos economistas dos bancos para o IPCA dos próximos 12 meses foi elevada de 5,92% para 5,95%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de julho de 0,25% para 0,20%. As projeções para a inflação de agosto também recuaram, só que de 0,30% para 0,26%.

Crescimento da Economia

Os economistas dos bancos reduziram, mais uma vez, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 1,05% para 0,97%.

As projeções para desempenho da produção industrial brasileira em 2014 recuaram significativamente, de -0,90% para -1,15%.

Já as estimativas para o crescimento da economia para  2015 foram mantidas em 1,50%.

Os agentes do mercado financeiro também reduziram as suas projeções para o desempenho  da indústria brasileira em 2015 de 1,80% para 1,70%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as projeções para a taxa Selic foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Em que pesem as pressões exercidas por um cenário externo desfavorável, afetado por tensões geopolíticas no leste europeu após notícias sobre ataque que derrubou avião de passageiros no espaço aéreo ucraniano, a Bovespa encerrou a semana em alta de 4,07% (57.012 pontos), no melhor desempenho semanal desde o fim de março.

O bom humor veio logo após a divulgação da pesquisa eleitoral Datafolha, ao mostrar competição mais acirrada em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de outubro.

A pesquisa Datafolha, que o mercado vinha tentando antecipar nos últimos dias, mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de outubro.

Dilma aparece com 44% das intenções de voto contra 40% de Aécio no segundo turno. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

O que mais surpreendeu na pesquisa foi o índice de rejeição a Dilma ter atingindo 35% e, no cenário de segundo turno, Dilma empatada tecnicamente com o Aécio.

Na mesma linha, a pesquisa do Instituto Sensus foi divulgada na sexta-feira de noite, após o fechamento dos mercados.

As especulações sobre pesquisas eleitorais tem sido o principal catalisador da alta da bolsa brasileira nos últimos meses, em um momento de descrença do mercado na administração da presidente Dilma e críticas em relação ao que investidores consideram intervenção excessiva nas empresas estatais.

Na semana ocorreu a 184ª reunião do Copom, que manteve a taxa Selic em 11,00%, por decisão unânime e sem viés. A surpresa ficou por conta do comunicado pós reunião, que inseriu a expressão “neste momento”, e o mercado passou a acreditar em cortes futuros na taxa.

A reação foi imediata, com os contratos futuros “fechando” fortemente. Outro fator para o fechamento das taxas veio com o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de maio, que caiu 0,18%, sugerindo que o PIB do segundo trimestre poderá ser negativo, uma vez que a previsão para junho é de um número ainda pior.

A Pesquisa Focus desta semana mostrou os indicadores de inflação, no varejo e atacado, em queda. O IPCA mostrou recuo, de 6,48% para 6,44%. Os indicadores de produção (PIB e PI) mantiveram a tendência de queda. A Selic para 2015 recuou de 11,88% para 11,81%, e o PIB recuou de 1,80% para 1,70%.

A agenda doméstica segue agitada nesta semana. Hoje deve repercutir o resultado da pesquisa eleitoral do Instituto Sensus, divulgada na sexta-feira. Amanhã serão divulgados os resultados da pesquisa Ibope.

Amanhã também será conhecido o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação do mês. O mercado espera recuo pela metade na inflação mensal.

Não esperamos notícias negativas do front doméstico, que possam mexer com os mercados. Há espaço para mais ajustes na curva futura de juros. O viés negativo será dado pela dinâmica dos conflitos no Leste europeu e na faixa de Gaza.

No geral, o viés é positivo para os mercados. Mantemos nossa recomendação.

Câmbio

Os economistas dos bancos reduziram, as suas estimativas para taxa de câmbio ao fim de 2014 de R$2,39 para R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial medida pelo dólar foram mantidas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram, pela segunda semana seguida, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,01 bilhões para US$2,00 bilhões. Para 2015, a estimativa foi elevada, após o recuo na semana passada, de US$ 9,40 bilhões para US$ 9,80 bilhões.

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o ingresso no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos analistas das instituições financeiras foram, igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi igualmente mantida só que em 6,50%.

MERCADO REDUZ ESTIMATIVA PARA VARIAÇÃO DO DÓLAR EM 2014

Divulgado na manhã desta segunda-feira, 14/07, pelo Banco Central, o Relatório de Mercado Focus, registrou que há discordância nas estimativas dos agentes do mercado financeiro para o comportamento da economia brasileira tanto em 2014 como em 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos elevaram de 6,46% para 6,48% as suas estimativas para o índice oficial de inflação do governo em 2014. Para 2015 os agentes do mercado financeiro mantiveram em 6,10% as suas projeções para o índice que baliza as metas de inflação no Brasil.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para o IPCA dos próximos 12 meses foi reduzida de 5,89% para 5,92%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para o IPCA de julho de 0,25% para 0,27%. As projeções para a inflação de agosto foi mantida em 0,30%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2014 de 1,07% para 1,05%.

As projeções para desempenho da produção industrial brasileira em 2014 também recuaram, só que de -0,67% para -0,90%.

Já as estimativas para o crescimento da economia para  2015 foram mantidas em 1,50%.

Os agentes do mercado financeiro também reduziram as suas estimativas para o desempenho positivo da indústria em 2015 de 2,10% para 1,80%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos conservaram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as estimativas para a taxa Selic foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

O Ibovespa fechou a semana em alta de 1,36%. O principal índice da Bolsa ganhou força após o feriado de quarta-feira, em São Paulo, estimulado pela alta das estatais. O mercado repercutiu a derrota histórica da seleção brasileira frente a Alemanha, que pode ter efeitos na corrida eleitoral. Esta semana serão divulgadas mais duas pesquisas (Sensus e Datafolha). Os levantamentos serão feitos após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, e podem indicar se houve efeitos sobre a candidatura da Presidente Dilma Rousseff.

Além disso, pesou sobre o mercado a notícia de que a agência classificadora de risco Fitch Ratings reafirmou a nota soberana nacional em BBB. De acordo com a agência, o rating reflete a diversidade econômica, instituições relativamente desenvolvidas e capacidade forte de absorção de choques.

Ficaram de lado as preocupações com o Banco Espírito Santo, que na quinta-feira derrubou as bolsas europeias. O principal acionista do banco, o Espírito Santo Financial Group anunciou default técnico da Espírito Santo International (ESI), após não conseguir cumprir suas obrigações com alguns credores dentro do prazo estabelecido, provocando queda de 19% nas ações do banco, deixando investidores nervosos.

Na quarta-feira foi divulgada a Ata do Fomc. De acordo com o documento, o FED vê recuperação da economia e pode encerrar o ciclo de afrouxamento monetário em outubro, a depender da economia evoluir conforme o esperado. Segundo a nota, “os dados … sugerem que a atividade econômica está melhorando no segundo trimestre após uma forte contração do PIB”. E complementa: “Se a economia evoluir como o comitê espera, o fim do estímulo pode acontecer após a reunião de outubro”.

Os juros futuros operaram em baixa na maior parte da semana, acompanhando a queda do dólar e dos Treasuries, e também refletindo uma maior preocupação do investidor com a atividade do que com a inflação, após a divulgação do IPCA e IGP-DI.

O IPCA ficou em 0,40% em junho, ante 0,46% em maio, dentro do intervalo das estimativas (0,29% a 0,47%), mas acima da mediana estimada, de 0,39%. No acumulado de 12 meses, o índice acumula alta de 6,52%, em linha com a mediana projetada.

Já o IGP-DI recuou 0,63% em junho, após cair 0,45% em maio, a queda mais intensa desde julho de 2009 (-0,64%) e dentro do intervalo das projeções (-0,76% a -0,48%), com mediana de -0,63%. Com o resultado do mês passado, o IGP-DI acumula altas de 2,10% no ano e de 5,77% nos últimos 12 meses.

Mais uma semana que promete ser intensa, onde ocorrerão eventos e indicadores espalhados por todos os mercados. Entre os destaques, a divulgação das pesquisas eleitorais pelo Sensus e Datafolha, o PIB da China, discurso de Janet Yellen, e reunião do COPOM estão no radar.

Pesquisa FOCUS desta semana aponta um leve aumento do IPCA para 2014, em relação a pesquisa anterior (6,46% para 6,48%). Os demais indicadores de inflação mostraram recuo, sendo que o IGP-M e o IGP-DI pela décima semana consecutiva. O mercado reduziu mais uma vez a previsão do PIB, de 1,07% para 1,05%. Selic mantida em 11%.

Mercado sem uma tendência definida para a semana. Recomendações mantidas.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram, nesta semana, as suas projeções para taxa de câmbio ao fim de 2014 de R$2,40 para R$2,39 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial medida pelo dólar foram mantidas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,70 bilhões para US$2,01 bilhões. Para 2015, a estimativa recuou de US$ 9,90 bilhões para US$ 9,40 bilhões.

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o ingresso no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos analistas das instituições financeiras foram, igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 5,10% para 5,00%.  Para 2015 a projeção foi reduzida de 7,00% para 6,50%.

MERCADO VOLTA A REDUZIR ESTIMATIVA PARA PIB E PRODUÇÃO INDUSTRIAL

O Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 07/07, pelo Banco Central do Brasil mostra que os analistas das instituições financeiras continuam apostando em queda no crescimento da economia brasileira e no desempenho da indústria nacional.

Inflação

Os agentes dos do mercado financeiro mantiveram em 6,46% a sua projeção para o IPCA deste ano. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras também mantiveram, pela segunda semana, em 6,10% as suas estimativas para o índice oficial de inflação do governo federal.

As projeções dos economistas dos bancos para o IPCA dos próximos 12 meses foi reduzida de 5,91% para 5,89%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para o IPCA de junho de 0,33% para 0,34%. As estimativas para a inflação de julho foi mantida em 0,25%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro reduziram, pela sexta semana seguida, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB para 2014 de 1,10% para 1,07%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira em 2014 recuaram de          -0,14% para -0,67%.

Por sua vez, as projeções para o crescimento da economia para  2015foram mantidas em 1,50%.

Os economistas dos bancos também reduziram as suas projeções para o desempenho positivo da indústria em 2015 de 2,20% para 2,10%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2014 as projeções para a taxa Selic foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Semana de recuperação para o mercado acionário brasileiro, com o Ibovespa, principal índice do mercado, valorizando na semana 1,69%.

A pesquisa Datafolha revelou que a Presidente Dilma Rousseff obteve 38% das intenções de voto, ante 34% da pesquisa anterior. Não houve surpresa com os números divulgados, já que o mercado esperava uma recuperação neste período de Copa do Mundo. O que mais pesou no mercado foi que a vantagem sobre o candidato Aécio Neves voltou a cair: era 11% em maio, 8% em junho, e agora soma 7%.

Outro fator positivo para a bolsa veio do noticiário americano. A criação de empregos nos EUA subiu e ficou bem acima do esperado. Ao todo foram criados 288 mil novos postos de trabalho, acima do registrado em maio (217 mil). Já a taxa de desemprego caiu de 6,3% para 6,1%, enquanto os analistas esperavam manutenção. Porém, mesmo com essas sinalizações indicarem uma possível alta no juro americano mais à frente, a presidente do FED, Janet Yellen, sinalizou em discurso que manterá a política de juros baixos, o que diminui a atratividade nos investimentos no País, e aumenta a entrada de recursos para os emergentes.

O BCE também informou que a taxa de juros na zona do Euro permanecerá baixa por muito tempo, para garantir a estabilidade monetária da região. Porém, alertou que os governos locais precisam fazer a sua parte para estimular a demanda e reduzir a dívida.

Todas essas notícias trouxeram tranquilidade ao dólar e ao juro na semana, que operaram com leves recuperações.

Esta semana deverá ser morna em noticiários. No Brasil, estão previstos os indicadores de inflação de junho (IPCA e IGP-DI). Na agenda externa, alguns dados da economia chinesa, além da ata do Fomc, merecem algum destaque.

A Pesquisa FOCUS divulgada hoje mostrou novo recuo para o PIB de 2014, pela sexta semana consecutiva (1,10% para 1,07%). A projeção para a inflação foi mantida em 6,46%, bem como a Selic em 11,00%.

Não há uma tendência definida para o mercado. Recomendações mantidas.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial medida pelo dólar também foram mantidas, mas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,01 bilhões para US$2,70 bilhões. Para 2015, a projeção foi mantida em US$ 9,90 bilhões.

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a entrada no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos economistas das instituições financeiras foram reduzidas de US$ 55,6 bilhões para US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 5,00% para 5,10%.  Para 2015 a estimativa foi elevada de 6,65% para 7,00%.