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Consultoria em Investimentos

junho 23rd, 2014

MERCADO MANTÉM PROJEÇÃO PARA IPCA DE 2014

O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira, 23/06, o Relatório de Mercado Focus e manteve estável, em 6,46%, a projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2014. Em contrapartida o documento da autoridade monetária revela que os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua projeção para o crescimento da economia e produção industrial brasileira.

Inflação

OS agentes do mercado financeiro mantiveram, nesta semana, as suas projeções para o índice de inflação oficial do governo, medido pelo IPCA em 6,46% para 2014. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar a sua estimativa para o IPCA de 6,08 para 6,10%.

A estimativa dos analistas para o IPCA dos próximos 12 meses foi mantida em 5,91%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, reduziram a sua projeção para o IPCA de junho de 0,36% para 0,33%. A estimativa para a inflação oficial do governo para o mês de julho também foi reduzida só que de 0,28% para 0,25%.

PIB

Pela quarta semana seguida os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB, em 2014 de 1,24% para 1,14%.

As estimativas para o avanço da produção industrial brasileira este ano recuaram, substancialmente, de 0,51% para -0,14%.

Para o crescimento da economia brasileira em 2015 os economistas dos bancos, também reduziram sua estimativa, só que de 1,73% para 1,60%.

Em contrapartida,  os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a evolução da produção industrial para 2015 de 2,25% para 2,30%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para este ano em 11,0%. Para 2015 a taxa Selic também foi mantida, só que em 12,0%.

Entretanto, com a queda dos indicadores de crescimento da economia e da produção e da industrial brasileira, ganha força a corrente que acredita que o Copom deva reduzir a taxa Selic ainda este ano. Por não ser uma corrente majoritária esta percepção ainda não foram incorporadas aos negócios com juros futuros.

Perspectiva

Na esteira de mais uma pesquisa eleitoral, desta vez encomendada pela Confederação Nacional da Industria (CNI), a Bovespa encerrou a semana com queda de 0,31%.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Ibope e divulgada na manhã da quinta-feira, mostrou que a Presidente Dilma Rousseff mantém vantagem sobre seus adversários na disputa presidencial, com 39% das intenções de voto. Porém, os indicadores de avaliação pessoal e do governo voltaram a cair. Foi a primeira pesquisa realizada após a abertura da Copa do Mundo, palco do xingamento contra a Presidente.

No mercado de juros, pesaram as notícias externas, com pressão altista decorrente dos dados divulgados nos EUA. A inflação ao consumidor, o CPI, subiu 0,4% em maio ante abril, acima da previsão de alta de 0,2%. As permissões de novas obras recuaram 6,4% em maio, bem pior que a previsão de baixa de 1,9%.

Soma-se a isto, o acirramento das tensões no Iraque e a possibilidade dos EUA intervirem na região, também abriram espaço para a busca de ativos mais seguros, como o dólar.

Ainda assim, a moeda norte-americana acumulou alta de apenas 0,04%. A maior alta do dólar foi contida após o resultado da reunião do Fomc. A leitura de que o FED não deve subir os juros, após sinalizar que deve manter os juros em patamares baixos até meados de 2015, empurrou a moeda para baixo.

O Banco Central manteve o programa de intervenções diárias no câmbio, com venda de 4.000 contratos de swap cambial de segunda a sexta-feira.

Para a semana, destaque para a divulgação de diversos indicadores nos EUA, China e Brasil. Entre os destaques estão as publicações de prévias do PMI da indústria na Europa e China, além do PIB norte-americano. Na agenda doméstica, destaque para o relatório trimestral de inflação.

A pesquisa Focus do Banco Central mostrou estabilidade da inflação, em relação à última pesquisa. O IPCA foi mantido em 6,46%, enquanto o IGP-M apresentou leve queda para 5,94%. Por outro lado, a perspectiva de crescimento para o PIB e Produção Industrial caíram pela quarta semana consecutiva, para 1,16% e -0,14%, respectivamente.

Mantido espaço para redução do juro na ponta curta da curva.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro seguem acreditando que a taxa de câmbio para o fim de 2014 fique em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a taxa de cambio também foram mantidas só quem em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para o próximo ano a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

As estimativas dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para este ano foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos economistas dos bancos foi elevada de US$ 55,0 bilhões para US$ 55,4 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,85% para 7,00%.