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Consultoria em Investimentos

junho 2nd, 2014

ANALISTAS DOS BANCOS REDUZEM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2014

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, através da pesquisa Focus, reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto. Da mesma forma, reduziram a sua estimativa para a taxa Selic em 2014.

Estas informações fazem parte do Relatório de Mercado Focus publicado hoje, 02/06.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras mantiveram inalterada a sua estimativa para a evolução da inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 6,47% em 2014, mantendo o índice oficial de inflação do governo próximo ao teto da meta de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a inflação durante os próximos 12 meses foi majorada pelos analistas do mercado financeiro de 5,96% para 6,01%.

Inflação de curto prazo

Os analistas dos bancos considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio em 0,42%. Da mesma maneira conservaram a sua estimativa para a inflação de junho em 0,35%.

PIB

Nesta semana, pós Copom os economistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira para este ano de 1,63% para 1,50%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira neste ano, também foram reduzidas de 1,40% para 1,24%.

Para a evolução da economia brasileira em 2015 os agentes do mercado financeiro, também reduziram a sua projeção, mas de 1,96% para 1,85%.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a evolução da produção industrial brasileira de 2015 em 2,20%.

Taxa de juros

Refletindo a decisão do COPOM – Comitê de Politica Monetária, os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para este ano de 11,25% para 11,0%. Como já haviam reduzido a sua estimativa de 12,25% para 12,00% na semana passada, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa Selic em 2015. O que pressupõem que o Copom deva manter a Selic inalterada até o final de 2014.

Perspectiva

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou 1% no primeiro trimestre de 2014, o que acontece pela primeira vez nos últimos três anos, segundo dados divulgados pelo governo norte-americano.

Refletindo uma economia ainda debilitada, necessitando dos estímulos monetários, o yield (rendimento) pago pela Treasury (títulos de dívida negociáveis do governo norte-americano) de 10 anos situa-se em 2,46% ao ano, o mais baixo nível do último ano.

Levantando dúvidas sobre a consistência da recuperação da economia norte-americana, mercados operaram na defensiva.

O euro permanece flutuando em torno dos patamares atingidos nos últimos dias, com investidor à espera da reunião do Banco Central Europeu na próxima quinta-feira, que poderá decidir sobre flexibilização adicional da política monetária da região. A fraqueza da moeda local reflete especulações sobre medidas adicionais, o que daria certo fôlego ao mercado.

No âmbito doméstico, dominaram as rodas de negociações a decisão do COPOM e a divulgação do PIB do 1º trimestre.

O COPOM decidiu, por unanimidade, manter o juro em 11,00%. Os ajustes pós decisão foram marginais, pois o mercado já esperava pelo anúncio. Pesou na decisão as recentes divulgações de indicadores inflacionários que mostraram certa acomodação nos preços dos produtos, ainda que parte relevante do aumento do juro implementado desde abril do ano passado, ainda não tenha surtido o efeito desejado na inflação.

Na sexta-feira, o IBGE anunciou que o PIB do 1º trimestre teve expansão de 0,2% ante o trimestre anterior, somando R$ 1,2 trilhão. A expansão do PIB do primeiro trimestre veio abaixo da variação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, e que mostrou crescimento de 0,3% sobre o período entre outubro e dezembro de 2013.

Pesquisa Focus divulgada hoje cortou a expectativa da expansão do PIB de 1,63% para 1,50%, em reação a divulgação do PIB do 1º trimestre.

Mercado de juros deve andar de lado na semana, assim como a bolsa. Volatilidade garantida, ao sabor das notícias.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram, nesta semana, a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,45 para R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. A estimativa para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,51 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua expectativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a estimativa foi elevada de 6,50% para 6,60%.