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junho, 2014

FOCUS – MERCADO REDUZ ESTIMATIVA PARA EVOLUÇÃO DO PIB

O Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 30/06, pelo Banco Central do Brasil aponta estabilidade para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para o final de 2014. Em relação ao desempenho da economia brasileira os agentes do mercado reduziram a sua estimativa.

Inflação

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada em 6,46% a sua estimativa para o IPCA de 2014. Para 2015 os agentes do mercado financeiro, igualmente, mantiveram em 6,10% as suas projeções para o índice balizador das metas de inflação.

As expectativas dos analistas do mercado financeiro para o IPCA dos próximos 12 meses foi mantida em 5,91%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de junho em 0,33%. As projeções para a inflação de julho foi igualmente mantida  só que 0,25%.

Crescimento da Economia

Mais uma vez os analistas das instituições financeiras votaram a reduzir a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB para 2014. Nesta semana os números para o indicador de desempenho da nossa economia foi reduzido de 1,14% para 1,10%.

As expectativas para a evolução da produção industrial brasileira em 2014 foram mantidas em  -0,14%.

Já as estimativas para a evolução do PIB para  2015, também foi reduzida, só que de 1,60% para 1,50%.

Os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para o desempenho positivo da indústria em 2015 de 2,30% para 2,20%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram, pela quarta semana seguida, as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Para o próximo ano as estimativas para a  taxa Selic foram mantida, só que em 12,0%.

Perspectiva

Experimentando a segunda baixa consecutiva semanal, a Bovespa desvalorizou 2,71% na semana, reduzindo o ganho mensal para 3,74%.

Vários fatores foram decisivos para que a bolsa encerrasse a semana no vermelho. De um lado, a escalada da violência no Iraque e das tensões na Ucrânia levaram os investidores a operarem na defensiva. De outro, dados fracos para o PIB americano relativo ao primeiro trimestre e dados fracos do consumo reforçam as perspectivas de uma economia cambaleante.

No noticiário doméstico, pesou para a bolsa a queda na cotação das ações da Petrobras, por conta da exploração de campos de petróleo sem licitação pelo governo federal, o que é mal visto pelo mercado porque a empresa vai ter que pagar antecipadamente pelo óleo. O acordo pressiona ainda mais o balanço da estatal e ocorreu antes do longamente esperado crescimento estrutural da produção e do fluxo de caixa. Cerca de R$ 15 bilhões devem ser gastos em bônus e antecipações, dos quais R$ 2 bilhões ainda neste ano. As ações dos bancos também contribuíram para a queda, por conta de dados do Banco Central que mostram que a inadimplência voltou a crescer em maio, num cenário de menor expansão do crédito, especialmente dos bancos privados.

No mercado de juros, a fraca arrecadação de tributos em maio contribuiu decisivamente para a abertura das taxas. A Receita Federal informou que a arrecadação de impostos e contribuições despencou em maio e somou R$ 87,897 bilhões, o pior resultado para meses de maio desde 2011. Houve uma queda real (com correção da inflação pelo IPCA) de 5,95% ante maio do ano passado. Em relação a abril deste ano, a arrecadação apresentou uma queda real de 17,37%.

Para completar o quadro ruim, o Tesouro Nacional informou que o déficit das contas do governo central no mês passado foi de R$ 10,502 bilhões, o maior para meses de maio da série histórica. O resultado também ficou abaixo do piso da mediana das estimativas, de déficit de R$ 6,5 bilhões. Assim, o superávit primário do governo central no acumulado do ano até maio recuou para R$ 19,158 bilhões, ou 0,93% do PIB. Em 12 meses, o superávit primário totaliza R$ 62,9 bilhões, ou 1,3% do PIB. A leitura do mercado é de que o governo terá dificuldades em cumprir a meta de superávit primário, que é de R$ 80,774 bilhões para o governo central.

Isso tudo acabou por ofuscar a divulgação do IGPM de junho, que apresentou deflação de 0,74%, após registrar -0,13% em maio. É a maior retração desde março de 2009. Nos seis primeiros meses do ano, a taxa chega a 2,45%, e em 12 meses, a 6,24%. O resultado ainda surpreendeu os analistas, que previam um declínio entre 0,50% e 0,67%.

Para a semana, destaque para a divulgação, na quarta-feira, de mais uma pesquisa eleitoral para presidência pelo Instituto Datafolha. Na China serão divulgados os números finais do PMI da indústria chinesa. Nos EUA, destaque para o discurso que a Presidente do FED, Janet Yellen, fará no dia 02 de julho, e que deverá trazer ingredientes para as projeções sobre a economia norte-americana.

A Pesquisa FOCUS divulgada hoje mostrou novo recuo para o PIB de 2014, pela quinta semana consecutiva (1,16% para 1,10%). A projeção para a inflação foi mantida em 6,46%, bem como a Selic em 11,00%. Ligeiro recuo do dólar para o fim do ano (R$ 2,31 ante R$ 2,32 da semana anterior).

Não há uma tendência definida para o mercado. Semana deve iniciar morna, esquentando a partir de quarta-feira com pesquisa eleitoral e discurso no FED.

Recomendações de cenário, mantidas.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções para taxa de câmbio ao fim de 2014 fique em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano as estimativas a variação cambial medida pelo dólar também foram mantidas, mas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro elevaram ligeiramente a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,00 bilhões para US$2,01 bilhões. Para 2015, a estimativa foi reduzida de US$ 10,0 bilhões para US$ 9,90 bilhões.

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para o ingresso no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para este ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as estimativas dos analistas do mercado financeiro foram elevadas de US$ 55,4 bilhões para US$ 55,6 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 7,00% para 6,75%.

Um guia para os jovens de hoje se aposentarem tranquilamente amanhã

Se você está na casa dos 20 e poucos anos, talvez ache que é cedo demais para pensar sobre o seu futuro financeiro. E por futuro, entenda o longo, longo prazo: sua aposentadoria. Para o consultor de investimentos americano William J. Bernstein, isso está longe de ser verdade. Cada vez mais os jovens precisam ter a real noção de que a responsabilidade por seu futuro financeiro está nos seus próprios ombros, defende o especialista.

Do alto dos seus 66 anos de idade, Bernstein decidiu deixar para os mais jovens alguns dos seus conselhos sobre como assegurar uma aposentadoria tranquila, sem grande estresse durante a vida ativa. Escreveu e publicou em seu site uma espécie de panfleto intitulado “If you can – How millennials can get rich slowly”, ou numa tradução livre “Se você puder – Como os jovens podem enriquecer lentamente”, que pode ser acessado gratuitamente. Suas sugestões, no fundo, têm todas o mesmo teor: disciplina, disciplina e disciplina. Confira as principais abaixo:

Você pode investir como Warren Buffett, mas se não poupar, morrerá pobre!
Definir quanto poupar por mês para se aposentar com tranquilidade envolve cálculos que podem ser bastante detalhados. Mas, segundo Bernstein, quem começa a economizar com esse objetivo aos 25 anos de idade deve ter como meta guardar ao menos 15% do que ganha todo mês. Simples assim. Para dar conta desse objetivo, é importante limpar o histórico de dívidas, que costumam consumir uma parte considerável da renda de quem as possui. Priorize dar cabo aos débitos do cartão de crédito, normalmente os mais caros, ensina Bernstein. A cada ano, atualize o valor que você poupa segundo o avanço da inflação, de modo a assegurar que suas economias preservem seu poder de compra.

Finanças não são algo tão complexo quanto Física Nuclear, mas antes de investir é bom ter certeza de que entendeu bem pelo menos o básico!
Você sabe qual é a diferença entre uma ação e um título de dívida, como uma debênture? Pois Bernstein nos lembra que antes de optar por um ou outro investimento, é necessário conhecer o funcionamento de cada alternativa. “Tentar poupar e investir sem adquirir conhecimento prático sobre finanças é como aprender a pilotar um avião sem ter noções básicas de aerodinâmica, meteorologia ou sistemas de motores. É possível, mas eu não recomendo”, afirma Bernstein. E a primeira lição sobre finanças para qualquer um, na visão do especialista, é a seguinte: quem quer rentabilidade elevada provavelmente terá de suportar perdas em algum momento, e quem quer segurança precisará se contentar com retornos mais baixos.

Quem ignora a história financeira certamente vai repeti-la (em especial, os erros!)
Não basta conhecer o funcionamento, na prática, dos investimentos financeiros. Para Bernstein, também é importante saber sobre a história dos mercados. Novos investidores costumam ficar desorientados e confusos diante das turbulências nas bolsas de valores, por exemplo. É assim, segundo o especialista, porque eles não se dão conta de que, no fundo, a história se repete – não exatamente do mesmo jeito, mas de forma parecida. “Aprender sobre a história do mercado não se resume a saber como foram os padrões de retorno do passado. Trata-se de reconhecer o ambiente emocional do mercado, que está correlacionado com os retornos futuros que um investidor pode obter”, afirma.

Nós conhecemos o inimigo: somos nós mesmos
Conhece-te a ti mesmo, sugere Bernstein. As pessoas não estão habituadas a pensar no risco financeiro como um fator de longo prazo – afinal, sempre foram moldadas a evitar o risco imediato. O especialista convida os novos investidores a lembrar que, de tempos em tempos, podem sofrer perdas de curto prazo nas suas aplicações. Mas o grande risco ao qual todos estamos sujeitos é muito maior e mais importante: falhar em manter a disciplina de economizar e investir ao longo das décadas. “Pensando na evolução da raça humana, os comportamentos emocionais e instantâneos que nos serviram tão bem desde a pré-história são fatais nas finanças. São o que nos leva ao clássico erro de comprar na alta e vender na baixa dos mercados”, afirma.

Para implementar o plano traçado por Bernstein, alguns passos são requeridos: livrar-se das dívidas, formar um fundo de emergência e, então, poupar de forma disciplinada para o futuro de longo prazo – em outras palavras, para a aposentadoria. Bons investimentos!

Fonte: Como Investir

MERCADO MANTÉM PROJEÇÃO PARA IPCA DE 2014

O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira, 23/06, o Relatório de Mercado Focus e manteve estável, em 6,46%, a projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2014. Em contrapartida o documento da autoridade monetária revela que os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua projeção para o crescimento da economia e produção industrial brasileira.

Inflação

OS agentes do mercado financeiro mantiveram, nesta semana, as suas projeções para o índice de inflação oficial do governo, medido pelo IPCA em 6,46% para 2014. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar a sua estimativa para o IPCA de 6,08 para 6,10%.

A estimativa dos analistas para o IPCA dos próximos 12 meses foi mantida em 5,91%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, reduziram a sua projeção para o IPCA de junho de 0,36% para 0,33%. A estimativa para a inflação oficial do governo para o mês de julho também foi reduzida só que de 0,28% para 0,25%.

PIB

Pela quarta semana seguida os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB, em 2014 de 1,24% para 1,14%.

As estimativas para o avanço da produção industrial brasileira este ano recuaram, substancialmente, de 0,51% para -0,14%.

Para o crescimento da economia brasileira em 2015 os economistas dos bancos, também reduziram sua estimativa, só que de 1,73% para 1,60%.

Em contrapartida,  os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a evolução da produção industrial para 2015 de 2,25% para 2,30%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para este ano em 11,0%. Para 2015 a taxa Selic também foi mantida, só que em 12,0%.

Entretanto, com a queda dos indicadores de crescimento da economia e da produção e da industrial brasileira, ganha força a corrente que acredita que o Copom deva reduzir a taxa Selic ainda este ano. Por não ser uma corrente majoritária esta percepção ainda não foram incorporadas aos negócios com juros futuros.

Perspectiva

Na esteira de mais uma pesquisa eleitoral, desta vez encomendada pela Confederação Nacional da Industria (CNI), a Bovespa encerrou a semana com queda de 0,31%.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Ibope e divulgada na manhã da quinta-feira, mostrou que a Presidente Dilma Rousseff mantém vantagem sobre seus adversários na disputa presidencial, com 39% das intenções de voto. Porém, os indicadores de avaliação pessoal e do governo voltaram a cair. Foi a primeira pesquisa realizada após a abertura da Copa do Mundo, palco do xingamento contra a Presidente.

No mercado de juros, pesaram as notícias externas, com pressão altista decorrente dos dados divulgados nos EUA. A inflação ao consumidor, o CPI, subiu 0,4% em maio ante abril, acima da previsão de alta de 0,2%. As permissões de novas obras recuaram 6,4% em maio, bem pior que a previsão de baixa de 1,9%.

Soma-se a isto, o acirramento das tensões no Iraque e a possibilidade dos EUA intervirem na região, também abriram espaço para a busca de ativos mais seguros, como o dólar.

Ainda assim, a moeda norte-americana acumulou alta de apenas 0,04%. A maior alta do dólar foi contida após o resultado da reunião do Fomc. A leitura de que o FED não deve subir os juros, após sinalizar que deve manter os juros em patamares baixos até meados de 2015, empurrou a moeda para baixo.

O Banco Central manteve o programa de intervenções diárias no câmbio, com venda de 4.000 contratos de swap cambial de segunda a sexta-feira.

Para a semana, destaque para a divulgação de diversos indicadores nos EUA, China e Brasil. Entre os destaques estão as publicações de prévias do PMI da indústria na Europa e China, além do PIB norte-americano. Na agenda doméstica, destaque para o relatório trimestral de inflação.

A pesquisa Focus do Banco Central mostrou estabilidade da inflação, em relação à última pesquisa. O IPCA foi mantido em 6,46%, enquanto o IGP-M apresentou leve queda para 5,94%. Por outro lado, a perspectiva de crescimento para o PIB e Produção Industrial caíram pela quarta semana consecutiva, para 1,16% e -0,14%, respectivamente.

Mantido espaço para redução do juro na ponta curta da curva.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro seguem acreditando que a taxa de câmbio para o fim de 2014 fique em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a taxa de cambio também foram mantidas só quem em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para o próximo ano a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

As estimativas dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para este ano foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos economistas dos bancos foi elevada de US$ 55,0 bilhões para US$ 55,4 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,85% para 7,00%.

FOCUS: MERCADO REDUZ, LIGEIRAMENTE, A SUA ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO EM 2014

Os analistas do mercado financeiro reduziram ligeiramente a sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para este ano. Em contrapartida elevaram a projeção para o IPCA do próximo ano e continuam apostando em um ritmo de crescimento menor para a economia brasileira.

As informações constam do Relatório de Mercado – Focus, divulgada hoje, 13/06, pelo Banco Central do Brasil.

Inflação

Os economistas dos bancos consultados pela autoridade monetária reduziram as suas estimativas para o índice de inflação oficial do governo, medido pelo IPCA de 6,47% para 6,46% para este ano. Apesar da redução o IPCA ainda está muito próximo do teto da meta de inflação definido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. Para 2015 os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o IPCA de 6,03 para 6,08%.

Para a inflação dos próximos 12 meses os agentes do mercado também reduziram a sua estimativa de 6,01% para 5,91%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram a sua estimativa para a inflação de junho de 0,36%. Da mesma forma, mantiveram a sua projeção para o IPCA de julho em 0,28%.

PIB

Por mais uma semana os agentes do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2014 de 1,44% para 1,24%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira para este ano, também foram reduzidas, só que de 0,96% para 0,51%.

Para a evolução da economia brasileira em 2015 os analistas das instituições financeiras, igualmente diminuíram a sua projeção, só que de 1,80% para 1,73%.

Os economistas dos bancos mantiveram inalteradas as suas estimativas para o crescimento indústria brasileira de 2015 em 2,25%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela segunda semana, as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para este em 11,0%. Para 2015 a taxa Selic igualmente foi mantida só que em 12,0%, desta forma o mercado espera que a Selic permaneça no atual patamar até, pelo menos, o inicio do próximo ano.

Perspectiva

Mantendo a influência do câmbio e dos Tresuries (Tesouro dos Estados Unidos), o mercado de renda fixa operou pressionado na semana, com queda generalizada nas taxas futuras de juros, mais intensamente nos vértices mais longos.

Colaborou para este movimento a divulgação do Índice de Atividade do Banco Central -IBC-Br, considerado a prévia do PIB. O indicador subiu 0,12% no quarto mês do ano ante março, número abaixo da mediana estimada (0,16%), mas ainda assim melhor que a queda de 0,11% verificada em março.

O IGBE informou que as vendas no varejo recuaram 0,4% em abril ante março, número dentro das previsões, porém pior que a mediana estimada (-0,1%), enquanto no varejo ampliado as vendas subiram 0,60% em abril ante março, no piso das estimativas.

Na renda variável, apesar de ter fechado em queda na sexta-feira, guiado pelas ações da mineradora Vale, com o minério de ferro no mercado à vista renovando recorde de baixa dos últimos 21 meses, o principal índice da Bovespa fechou a semana em alta de 3,16%.

Repercutiu o resultado da pesquisa Ibope encomendada pela União dos Vereadores de São Paulo. A pesquisa divulgada trouxe uma série de más notícias para a Presidente Dilma Rousseff: sua taxa de intensão de votos oscilou para baixo, a rejeição ao seu nome aumentou, a possibilidade de haver um segundo turno ficou mais concreta, e a avaliação do governo piorou.

A semana promete ser bastante agitada. Destaque para a reunião do FOMC, podendo ser anunciada mais uma redução dos estímulos monetários. Do lado doméstico, destaque para a divulgação do ICPA-15, que deve apresentar descompressão em comparação ao mês anterior.

Na agenda está a divulgação de mais pesquisas eleitorais. Neste final de semana foi divulgada a pesquisa da Revista IstoÉ/Sensus, que mostrou uma disputa polarizada entre o PT e o PSDB, com Dilma e Aécio mais próximos.

A pesquisa FOCUS divulgada nesta manhã mostra queda na projeção da inflação para 2014, tanto no varejo quanto no atacado. O PIB e a Produção Industrial mantêm-se pressionados, por conta da fraca atividade econômica e retração no consumo.

Por conta dos fundamentos domésticos, há espaço para mais redução nos juros de curto prazo, entretanto o cenário internacional terá peso importante nos negócios.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano as projeções para a taxa de cambio foi também foram mantidas só quem em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro, pela segunda semana seguida, reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 2,25 bilhões para US$2,00 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

As projeções dos analistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,50% para 6,85%.

PELA SEGUNDA SEMANA MERCADO REDUZ ESTIMATIVA PARA O PIB DE 2014

O Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 09/06, pelo Banco Central manteve estável, em 6,47%, a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para este ano. A estimativa para os próximos 12 meses também permaneceu estável, em 6,01%.

Inflação

Em relação à inflação os analistas do mercado financeiro, mantiveram a sua estimativa para a evolução da inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 6,47% em 2014. Desta forma o mercado segue acreditando que a inflação encerre o ano próximo ao topo da meta definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. Já para o próximo ano os economistas dos bancos elevaram, ligeiramente, a sua estimativa para o IPCA de 6,01 para 6,03%.

Para a inflação dos próximos 12 meses os agentes do mercado também mantiveram a sua projeção em 6,01%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro considerados Top 5, elevaram a sua projeção para a inflação de junho de 0,35% para 0,36 . Por outro lado, conservaram a sua estimativa para a inflação de julho em 0,28%.

PIB

Pela segunda semana consecutiva, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira para 2014  de 1,50% para 1,44%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira de 2014, também foram reduzidas de 1,24% para 0,96%.

Para o crescimento da economia brasileira em 2015 os economistas dos bancos, também reduziram a sua estimativa, mas de 1,85% para 1,80%.

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a evolução da produção industrial brasileira de 2015 de 2,20% para 2,25%.

Taxa de juros

Ainda sob os reflexos da divulgação da Ata do COPOM – Comitê de Politica Monetária, os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para este em 11,0%. Para 2015 a taxa Selic foi mantida em 12,0%, desta forma o mercado espera que a Selic permaneça no atual patamar até, pelo menos, o inicio do próximo ano.

Perspectiva

Influenciados pelo câmbio e os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americanos), a publicação de dados fracos sobre a economia dos EUA pressionou o mercado de renda fixa na semana. O setor privado dos EUA criou 179 mil empregos em maio, menos que as 210 mil vagas previstas, e bem abaixo do observado em abril (220 mil). Além disso, a produtividade da mão de obra teve no primeiro trimestre deste ano a maior queda em seis anos e o déficit comercial subiu mais que o esperado em abril.

Na zona do Euro, como era esperado, o Banco Central Europeu (BCE) cortou suas taxas de juros para mínimas recordes e levou sua taxa de depósito para abaixo de zero, buscando combater o risco de que a zona do euro entre em deflação. A autoridade monetária europeia também informou, em comunicado, que mais medidas serão anunciadas.

O COPOM divulgou a ata da última reunião realizada, e que manteve a taxa Selic em 11,00% ao ano. Para justificar a parada no processo de aperto monetário, o Banco Central aposta que os efeitos de alta da Selic “em parte” ainda estão por se materializar na economia brasileira, segundo o documento. De acordo com a ata, a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos doze meses contribui para que a inflação ainda mostre resistência.

Por fim, foi divulgado o IPCA de maio. A inflação desacelerou a 0,46%, beneficiada pelos preços de alimentos e transportes, dando força às expectativas de que o Banco Central não deve voltar a elevar os juros tão cedo, num cenário também de atividade fraca.

Com reflexos imediatos no mercado de bolsa, a pesquisa eleitoral divulgada na sexta trouxe queda nas intenções de voto na presidente Dilma Rousseff, de 37% para 34%, além de piora na avaliação do governo.  Os números reforçam a expectativa atual de um segundo turno acirrado.

Nesta semana, o mercado deve precificar os dados de emprego divulgados no fim da tarde de sexta-feira. Dados mostram que foram criadas 217 mil vagas na economia norte-americana no mês passado, trazendo o emprego de volta ao nível pré-recessão.

Como destacado, o Relatório de Mercado Focus traz mais queda nos indicadores de atividade econômica. O PIB recuou de 1,50% para 1,44%, enquanto a produção industrial despencou para 0,96%, ante 1,24 da semana anterior. Inflação e juros mantidos.

Com base nestes indicadores, já há no mercado uma corrente que especula uma queda no juro ainda este ano.

Os dados divulgados devem colocar mais pressão baixista sobre o juro no curto prazo, o que deve favorecer ainda mais a rentabilidade dos fundos atrelados ao IMA Geral e IMA B.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 a estimativa para a taxa de cambio foi também mantida só quem em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos reduziram nesta semana a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões para US$2,25 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,60% para 6,50%.

ATA DO COPOM TRAZ EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO MENOR

A justificativa para a interrupção do processo de aperto monetário, pela autoridade monetária, via elevação da taxa básica de juros, é que os efeitos de alta Selic “em parte” ainda vão se manifestar na economia brasileira. Esta informação é parte integrante da ata da última reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, divulgada hoje, 5/06. De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, as elevadas variações verificadas nos índices de varejo (consumidor) nos últimos meses cooperou para que a inflação ainda se mostre persistente.

“Note-se, adicionalmente, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a potencializar os efeitos das ações de política monetária, fazendo com que elas possam afetar de forma mais duradoura a dinâmica da inflação plena no futuro.”, diz o documento.

Os membros do Copom entendem que os ajustes de preços relativos têm impactos diretos sobre a inflação e ratificam sua percepção de que a política monetária é capaz e precisa incluir os efeitos de segunda ordem deles resultantes. A autoridade monetária acentua na ata que para debelar as pressões inflacionárias, nos últimos meses a conjuntura monetária foi apertada.

“Mas o Comitê avalia que os efeitos da elevação da taxa Selic sobre a inflação, em parte, ainda estão por se materializar”, ressalta o documento divulgado hoje pelo Copom. O Banco Central reproduziu na ata a observação de que é razoável garantir que, em face de níveis de confiança moderados, o resultado das ações de política monetária sobre a inflação tende a ser potencializado.

Na reunião do Copom, a autoridade monetária resolveu conservar a Selic em 11,0% ao ano. Esta decisão encerra o atual ciclo de alta dos juros, que elevou a taxa básica da economia brasileira em 3,75 pontos porcentuais desde abril de 2013, quando a Selic era de 7,25% ao ano, menor nível da história da nossa economia.

Inflação

A estimativa para a inflação de 2014 recuou, mas permanece acima do centro da meta estabelecida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%. Para o próximo ano, a projeção de inflação também apresenta declínio em relação ao valor analisado na reunião de abril, mas igualmente figura acima do centro da meta.

No cenário projetado pelo mercado, para 2014 a inflação igualmente apresenta ligeiro recuo em relação ao valor considerado na reunião de abril, entretanto conserva-se acima da meta para o IPCA.

Para 2015, a estimativa de inflação neste cenário foi mantida “relativamente estável” e permanece superior ao índice fixado como centro da meta.

No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado no fim de março, a autoridade monetária informou que a perspectiva de inflação para o ano 2014, pelo cenário de referência, era de 6,10%, embora ainda não considerasse os juros em 11,0%. No panorama de mercado, a projeção do Relatório Trimestral para o final de 2014 era de 6,20%.

Entre os fatores que ainda podem pressionar a inflação, está o reajuste do preço da gasolina. A autoridade monetária elevou a estimativa de reajuste de 0,6% para 1,8% em 2014.

Em nossa avaliação, de maneira isolada e no curto prazo, as informações trazidas pela ata do Copom devem ter impacto sobre a taxa de juros fazendo com que os juros fechem (recuem) afetando positivamente o IMA.

ENTENDENDO O DI FUTURO

O Contrato Futuro de Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia negociado no Mercado da BM&F constitui-se em uma referência para a economia como um todo por sintetizar, em seus pregões, as expectativas sobre os comportamentos dos juros para períodos futuros.

As operações com Depósitos Interfinanceiros compõem o universo que é a base de cálculo da taxa média de DI da Cetip. Nesse universo, as operações entre bancos grandes ou pequenos, públicos ou privados, estrangeiros ou nacionais formam uma das taxas referenciais mais importantes do sistema financeiro nacional para várias operações bancárias. Essa taxa é apurada por meio de metodologia estatística definida e divulgada diariamente pela Cetip, como uma taxa de juro ao ano, com base em 252 dias úteis, representando o custo básico de captação bancária para aquele dia específico. De maneira resumida, pode-se dizer que o Depósito Interfinanceiro representa uma operação de empréstimo entre bancos e que a taxa média DI da Cetip representa a taxa referencial básica do custo das operações interbancárias.

A BM&F, com o objetivo de aperfeiçoar os instrumentos de proteção de risco, lançou, em junho de 1991, o Contrato Futuro de Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia (DI Futuro). Ao atender à demanda por hedge de entidades comerciais e bancárias e da indústria de fundos de investimento, esse instrumento tornou-se rapidamente uma das maiores inovações da indústria de derivativos no Brasil.

O contrato futuro de DI baseia-se nas taxas médias calculadas pela Cetip, que espelham o custo médio praticado nas operações de troca de disponibilidade de recursos entre instituições financeiras para curtíssimo prazo.

O objeto de negociação do DI Futuro é a taxa de juro efetiva até o vencimento do contrato, definida para esse efeito pela acumulação das taxas diárias de DI no período compreendido entre a data de negociação, inclusive, e o último dia de negociação, inclusive. Este contrato demonstra a expectativa do mercado para a taxa de juro efetiva acumulada entre a data de hoje e o último dia de negociação do contrato (último dia útil do mês). A cotação do DI Futuro negociado no Mercado BM&F é expressa sob a forma de uma taxa efetiva de juro anual, base 252 dias úteis, com até três casas decimais.

O vencimento do contrato futuro de DI é mensal e acontece sempre no primeiro dia útil do mês. Nesse dia, é divulgada a taxa de juro praticada na véspera, completando as informações necessárias para o cálculo da taxa de juro acumulada. As negociações com o contrato que está vencendo podem ser realizadas no pregão até o último dia útil do mês anterior ao do vencimento.

O que é DI Futuro?

Contratos de DI Futuro são acordos de compra ou venda da expectativa de taxa de juro de DI para o período compreendido entre a data de negociação e a data de vencimento do contrato.

De maneira resumida, pode-se dizer que o Depósito Interfinanceiro (DI) representa uma operação de empréstimo entre bancos e que a taxa média DI da Cetip representa a taxa referencial básica do custo das operações interbancárias.

A BM&F, com o objetivo de aperfeiçoar os instrumentos de proteção de risco, lançou, em Junho de 1991, o Contrato Futuro de Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia. Ao atender à demanda por hedge de entidades comerciais e bancárias e da indústria de fundos de investimento, esse instrumento tornou-se rapidamente uma das maiores inovações da indústria de derivativos no Brasil.

O contrato futuro de DI baseia-se nas taxas médias calculadas pela Cetip, que espelham o custo médio praticado nas operações de troca de disponibilidade de recursos entre instituições financeiras para curtíssimo prazo.

Por quê negociar DI Futuro?

No mercado de renda variável, os ativos financeiros estão sujeitos a oscilações diárias, que podem provocar situações indesejáveis para aqueles que têm programação financeira sem muita mobilidade.

Neste cenário, o mercado futuro de taxa de juro desempenha papel importante ao viabilizar a transferência de riscos entre seus diversos participantes. A flexibilidade do contrato futuro de depósitos interfinanceiros da BM&f o torna um dos instrumentos mais atrativos para a administração de portfólios de renda fixa.

A principal função das operações que envolvem contratos futuros de DI é o hedging (proteção) contra grandes oscilações na taxa de juro de algum contrato financeiro. As principais estratégias são:

Taxa pós-fixada contra taxa prefixada: se o investidor tem uma grande dívida com a taxa de juro pós-fixada e o cenário econômico aponta para uma alta de juros, a solução para evitar o impacto da alta seria vender um contrato futuro, transformando a taxa pós-fixada em prefixada. As datas de liquidação financeira do contrato e do empréstimo devem coincidir.

Taxa prefixada contra taxa pós-fixada: se o investidor tiver uma grande dívida com a taxa de juro prefixada, e houver uma expectativa de baixa de juro, por meio da compra de um contrato futuro, será possível proteger-se do impacto da baixa do juro sobre o resultado financeiro.

Principais características do DI Futuro

A negociação de DI Futuro no Mercado BM&F constitui-se em uma referência para a economia como um todo por sintetizar as expectativas sobre os comportamentos dos juros para períodos futuros.

Isso é possível, em primeiro lugar, pelo seu elevado grau de liquidez, que garante a formação de preços em ambiente competitivo e com total transparência. Além disso, trata-se de um contrato futuro referenciado em uma taxa amplamente divulgada e conhecida pelo mercado.

Fonte: ADVFN

http://br.advfn.com/

ANALISTAS DOS BANCOS REDUZEM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2014

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, através da pesquisa Focus, reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto. Da mesma forma, reduziram a sua estimativa para a taxa Selic em 2014.

Estas informações fazem parte do Relatório de Mercado Focus publicado hoje, 02/06.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras mantiveram inalterada a sua estimativa para a evolução da inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 6,47% em 2014, mantendo o índice oficial de inflação do governo próximo ao teto da meta de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a inflação durante os próximos 12 meses foi majorada pelos analistas do mercado financeiro de 5,96% para 6,01%.

Inflação de curto prazo

Os analistas dos bancos considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio em 0,42%. Da mesma maneira conservaram a sua estimativa para a inflação de junho em 0,35%.

PIB

Nesta semana, pós Copom os economistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira para este ano de 1,63% para 1,50%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira neste ano, também foram reduzidas de 1,40% para 1,24%.

Para a evolução da economia brasileira em 2015 os agentes do mercado financeiro, também reduziram a sua projeção, mas de 1,96% para 1,85%.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a evolução da produção industrial brasileira de 2015 em 2,20%.

Taxa de juros

Refletindo a decisão do COPOM – Comitê de Politica Monetária, os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para este ano de 11,25% para 11,0%. Como já haviam reduzido a sua estimativa de 12,25% para 12,00% na semana passada, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa Selic em 2015. O que pressupõem que o Copom deva manter a Selic inalterada até o final de 2014.

Perspectiva

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou 1% no primeiro trimestre de 2014, o que acontece pela primeira vez nos últimos três anos, segundo dados divulgados pelo governo norte-americano.

Refletindo uma economia ainda debilitada, necessitando dos estímulos monetários, o yield (rendimento) pago pela Treasury (títulos de dívida negociáveis do governo norte-americano) de 10 anos situa-se em 2,46% ao ano, o mais baixo nível do último ano.

Levantando dúvidas sobre a consistência da recuperação da economia norte-americana, mercados operaram na defensiva.

O euro permanece flutuando em torno dos patamares atingidos nos últimos dias, com investidor à espera da reunião do Banco Central Europeu na próxima quinta-feira, que poderá decidir sobre flexibilização adicional da política monetária da região. A fraqueza da moeda local reflete especulações sobre medidas adicionais, o que daria certo fôlego ao mercado.

No âmbito doméstico, dominaram as rodas de negociações a decisão do COPOM e a divulgação do PIB do 1º trimestre.

O COPOM decidiu, por unanimidade, manter o juro em 11,00%. Os ajustes pós decisão foram marginais, pois o mercado já esperava pelo anúncio. Pesou na decisão as recentes divulgações de indicadores inflacionários que mostraram certa acomodação nos preços dos produtos, ainda que parte relevante do aumento do juro implementado desde abril do ano passado, ainda não tenha surtido o efeito desejado na inflação.

Na sexta-feira, o IBGE anunciou que o PIB do 1º trimestre teve expansão de 0,2% ante o trimestre anterior, somando R$ 1,2 trilhão. A expansão do PIB do primeiro trimestre veio abaixo da variação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, e que mostrou crescimento de 0,3% sobre o período entre outubro e dezembro de 2013.

Pesquisa Focus divulgada hoje cortou a expectativa da expansão do PIB de 1,63% para 1,50%, em reação a divulgação do PIB do 1º trimestre.

Mercado de juros deve andar de lado na semana, assim como a bolsa. Volatilidade garantida, ao sabor das notícias.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram, nesta semana, a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,45 para R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. A estimativa para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,51 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua expectativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a estimativa foi elevada de 6,50% para 6,60%.