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Consultoria em Investimentos

maio 19th, 2014

MERCADO ELEVA ESTIMATIVA PARA IPCA EM 2014

Os economistas de instituições financeiras elevaram nesta semana a sua projeção para a inflação em 2014, da mesma forma elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira, estas informações fazem parte do Boletim Focus do Banco Central, publicado nesta segunda-feira, 19/05.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 6,39% para 6,43% para 2014. A projeção para a inflação de 2015 ficou em 6,00%.

A estimativa para a inflação para os próximos 12 meses foi mantida, pelos analistas do mercado financeiro em 5,88%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio em 0,41%. Entretanto, elevaram a sua projeção para a inflação de maio de 0,31% para 0,35%.

PIB

A projeção para o crescimento da economia brasileira, na avaliação dos economistas das instituições financeiras recuou 1,69% para 1,62% em 2014.

As projeções para a produção industrial brasileira em 2014 foram elevadas de 1,24% para 1,40%.

Para o crescimento do PIB do país em 2015 os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção de 1,90% para 2,00%.

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2015 em 2,37%.

Taxa de juros

As estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para o próximo ano, também permaneceu em 12,25%.

Perspectiva

Os economistas das instituições financeiras iniciam a semana com a percepção praticamente solidificada de término do ciclo de elevação da Selic, ante os sinais de atividade econômica fraca e inflação menos pressionada no curto prazo. A curva de juros pode permanecer estável, com os prazos curtos refreados pela expectativa do Copom e a curva mais longa pelas baixas taxa de juros praticadas nos EUA.

O Ibovespa bateu os 54 mil pontos, e pode encontrar dificuldades em subir além deste patamar. O nervosismo com a dinâmica da economia chinesa bem como rumores sobre novas pesquisas eleitorais devem impedir a evolução do índice para além deste nível.

Câmbio

Os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a taxa de cambio foi elevada de R$2,50 para R$2,51 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 5,00% para 4,95%.  Para 2015 a projeção foi elevada de , de 6,03% para 6,28%.