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maio 2nd, 2014

CONHECE-TE A TI MESMO, E FAÇA BONS INVESTIMENTOS!

Há séculos e mais séculos, a frase “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo” – atribuída ao filósofo grego Sócrates – é empregada por uma variedade de estudiosos para demonstrar que o autoconhecimento é peça chave de uma vida feliz. Embora sua origem seja a filosofia, tenha certeza: também nas finanças pessoais essa máxima se aplica com perfeição. Quem tem clareza a respeito do seu estilo de lidar com dinheiro amplia, e muito, as chances de fazer um investimento adequado às suas necessidades – e, consequentemente, de ser bem-sucedido nele. Pois não é assim que as coisas funcionam em quase toda esfera da vida? Pense bem. Não seria uma tortura para alguém que detesta cálculo cursar uma faculdade de engenharia? Qual a probabilidade de um fã de esportes individuais se sair bem num time de vôlei? Quanto tempo uma carteira de ações resistiria à ansiedade de um investidor que é avesso ao risco?

“As prioridades, o estilo de vida e os objetivos são pessoais e estão intimamente ligados ao momento vivido por toda e cada família, suas ambições e nível de renda”, diz o consultor financeiro Conrado Navarro. “Ou seja, sem definir as razões para poupar e os prazos para as conquistas relacionadas ao dinheiro não há como definir o melhor investimento. E sem investir, resta permanecer escravo do endividamento, do crediário, custo de vida elevado…”. A questão toda é que raramente paramos para estudar nosso próprio perfil como investidores. E mais do que isso, mal sabemos sobre que tipo de informação, a nosso respeito, devemos atentar durante essa reflexão. Pois uma ferramenta empregada pelos bancos pode indicar as principais coordenadas que devemos seguir para avaliar que tipo de investidor nós somos.

É muito provável, aliás, que você até já tenha deparado com ela. Trata-se da Análise de Perfil do Investidor (API), um questionário sobre objetivos de vida e tolerância ao risco que os bancos têm convidado seus clientes a responder. Com base na análise das respostas, as instituições são capazes de oferecer, de forma mais assertiva, os melhores produtos para cada perfil diferente. Muito bem. E por que não tomar como referência as informações questionadas na API para fazer uma auto avaliação do seu jeito de investir? O Como Investir preparou um guia de orientação para essa tarefa, com base nas APIs de alguns dos principais bancos do Brasil. Olha só quanta coisa a que prestar atenção!

Idade


Sabia que sua idade é um dos indicadores bastante observados na hora de definir seu perfil de investimento? Sim! Em geral, pessoas jovens são mais dadas ao risco. E é bom que seja assim. Afinal, elas têm pela frente um longo caminho para se beneficiar da maturação dos seus investimentos – ou para reaver uma eventual perda. Conforme envelhecem, é natural que os investidores busquem mais segurança para o patrimônio que conseguiram acumular ao longo da vida. Por isso, é comum que se sugira a eles aplicações menos arrojadas. Mas isso não é uma regra. Você pode ser jovem e ter objetivos a curto prazo, por exemplo, que exijam investimentos conservadores. Ou simplesmente não conseguir ouvir falar na ideia de perder dinheiro, mesmo que momentaneamente. Assim, a idade é um dos fatores a ser considerado, mas não é o único. Veja os outros:

Valor disponível para investir em relação ao patrimônio total


Se a API do seu banco questioná-lo a esse respeito, não ache que é pergunta demais. Pense bem: se você tem intenção de aplicar R$ 10 mil, e esse é todo o dinheiro que tem guardado, o mais indicado é não tomar riscos elevados. Afinal, se por um revés do mercado houver uma perda, sua estabilidade financeira pode ser comprometida. Por outro lado, se os R$ 10 mil representam apenas metade ou um terço do seu patrimônio, um mau desempenho momentâneo tende a não afetar suas reservas significativamente. Dá para procurar produtos mais sofisticados sem receio de errar. Portanto, busque fazer levantamentos periódicos do seu patrimônio. Você ficará mais tranquilo se tiver esses números em mente.

Horizonte e objetivos de investimento


Algumas perguntas incluídas nas APIs dos bancos procuram entender o que você espera dos seus investimentos. Você está mais interessado em formar uma reserva para emergências ou preservar seu patrimônio? Está atrás de rentabilidade elevada no longo prazo, mesmo encarando alguns riscos, ou pretende que os ganhos da aplicação complementem sua fonte de renda principal? Tem disposição para manter o investimento por alguns anos ou precisa do dinheiro dali a poucos meses para um objetivo específico? “Esses provavelmente são os pontos que exigem um grau mais alto de reflexão por parte dos investidores”, diz Rodrigo Ayub, gerente de divisão de fundos de investimento do Banco do Brasil. E eles fazem toda a diferença na hora de determinar o tipo de produto ideal para aplicar. Alternativas que possuam carências ou tributação regressiva não são adequados para quem pretende resgatar os recursos em breve. Quem busca rentabilidade elevada pode se aventurar em aplicações mais sofisticadas. E por aí vai.

Conhecimento prévio


Você sabe o que é CDI? Ou Ibovespa? Ou fundos multimercados? Para investir bem, é preciso ser transparente consigo mesmo – principalmente no que se refere ao seu conhecimento prévio sobre finanças. O investidor americano Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, insiste em uma técnica de investimento há décadas: invista apenas naquilo que você entende. Lembre-se disso quando alguém te oferecer uma nova aplicação. Você já ouviu falar dela? Já estudou a respeito? Conhece opções semelhantes? Sabe quando poderá resgatar o dinheiro e que taxas/impostos estão embutidos? Quanto mais estudar e aprender sobre investimentos, mais seguro estará de fazer uma boa aplicação.

Tolerância ao risco


Uma boa parcela da sua decisão quanto a fazer ou não um investimento diz respeito ao risco embutido nele. Sabemos que, em geral, quanto maior o risco maior é o retorno potencial de uma aplicação. Mas também maior pode ser o tombo se alguma coisa der errado. Algumas pessoas lidam muito bem com o risco. Outras, nem tanto. O problema é que pessoas muito avessas a risco podem cometer equívocos ao fazer investimentos mais sofisticados. Imagine-se na seguinte situação: você aplicou dinheiro em um produto que, depois de um mês, apresentava uma rentabilidade negativa de 5%. Qual seria sua reação? Talvez você tivesse o impulso de vender tudo na primeira oportunidade – e, possivelmente, essa não seria a saída mais adequada para a situação. Por isso, procure simular diferentes resultados de investimentos, bons e ruins, e tente prever como se comportaria diante de cada um. É a forma mais eficiente de entender sua tolerância aos riscos do mercado financeiro. Bons investimentos!

Fonte: Boletim Como Investir

www.comoinvestir.com.br