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maio, 2014

MERCADO ESTIMA QUE COPOM DEVA MANTER SELIC EM 11,0%

Os economistas das instituições financeiras consultados pelo Banco Central, através da pesquisa Focus, estimam que o Copom – Comitê de Política Monetária deverá manter a taxa básica de juros em 11,00%, ao término da reunião nesta quarta-feira, 28/05.

Esta projeção é parte integrante do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 26/05.

Inflação

Os analistas dos bancos elevaram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 6,43% para 6,47% para 2014, fazendo com que esta projeção fique próximo ao teto da meta de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional.

A projeção para a inflação nos próximos 12 meses foi elevada, pelos analistas do mercado financeiro de 5,88% para 5,96%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado considerados Top 5, elevaram a sua estimativa para a inflação de maio de 0,41% para 0,42%. Por outro lado mantiveram a estimativa para a inflação de junho em 0,35%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro elevaram nesta semana a sua projeção para  o crescimento da economia brasileira para este ano de 1,62% para 1,63%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira em 2014, por sua vez,  foram mantidas em 1,40%.

Para o crescimento do PIB brasileiro em 2015 os economistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa de 2,00% para 1,96%.

Os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 de 2,37% para 2,20%.

Taxa de juros

As projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Entretanto 2015, os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa de 12,25% para 12,00%. O que pressupõem que o Copom deva manter a Selic inalterada ao final da próxima reunião.

Perspectiva

O destaque da semana fica por conta da reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central. Grande parte dos agentes do mercado financeiro, o que nos inclui, aposta em manutenção da Selic no atual patamar encerrando desta forma o ciclo de aperto monetário que foi iniciado em abril do ano passado.

A elevação da taxa básica de juros tem impacto negativo na atividade econômica, em meio a baixos níveis de confiança e redução da oferta de crédito. No mercado de câmbio, a taxa de juros mais elevadas foram as principais responsáveis por atrair grandes volumes de recursos externos, fazendo com que o real se valorizasse frente ao dólar, colaborando para segurar a inflação no Brasil.

Por ora, entendemos que ciclo de aperto monetário está terminado. Entretanto, com resiliência e com o IPCA acima do centro da meta, este movimento deverá ser retomado mais a frente, muito possivelmente após as eleições.

Será divulgado nesta semana o PIB referente ao 1º trimestre, que deverá apresentar crescimento de 0,3% frente ao trimestre anterior. No cenário de inflação, o foco principal fica por conta o IGP-M de maio, que deverá apesentar deflação de 0,09% em maio frente a alta de 0,78% em abril, refletindo o recuo nos preços de alimentos e  industriais no atacado.

No cenário externo, deverá vir dos Estados Unidos os dados que poderão suscitar uma avaliação mais consistente sobre a atual retomada da economia americana. Destaque também para os resultados finais dos índices PMI-manufatura da Zona do Euro e da China. Os números preliminares mostraram uma redução no processo de retração da atividade industrial chinesa, por sua vez na Zona do Euro o cenário é de moderação do ritmo de retomada da economia.

Este cenário está alinhado ao comunicado que foi emitido na semana passada recomendando a migração de parte da carteira dos fundos atrelados ao IRF M 1 e CDI, assim sendo, mantemos a recomendação.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi igualmente mantida, só que em R$2,51 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 4,95% para 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,28% para 6,50%.

MERCADO ELEVA ESTIMATIVA PARA IPCA EM 2014

Os economistas de instituições financeiras elevaram nesta semana a sua projeção para a inflação em 2014, da mesma forma elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira, estas informações fazem parte do Boletim Focus do Banco Central, publicado nesta segunda-feira, 19/05.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 6,39% para 6,43% para 2014. A projeção para a inflação de 2015 ficou em 6,00%.

A estimativa para a inflação para os próximos 12 meses foi mantida, pelos analistas do mercado financeiro em 5,88%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio em 0,41%. Entretanto, elevaram a sua projeção para a inflação de maio de 0,31% para 0,35%.

PIB

A projeção para o crescimento da economia brasileira, na avaliação dos economistas das instituições financeiras recuou 1,69% para 1,62% em 2014.

As projeções para a produção industrial brasileira em 2014 foram elevadas de 1,24% para 1,40%.

Para o crescimento do PIB do país em 2015 os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção de 1,90% para 2,00%.

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2015 em 2,37%.

Taxa de juros

As estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para o próximo ano, também permaneceu em 12,25%.

Perspectiva

Os economistas das instituições financeiras iniciam a semana com a percepção praticamente solidificada de término do ciclo de elevação da Selic, ante os sinais de atividade econômica fraca e inflação menos pressionada no curto prazo. A curva de juros pode permanecer estável, com os prazos curtos refreados pela expectativa do Copom e a curva mais longa pelas baixas taxa de juros praticadas nos EUA.

O Ibovespa bateu os 54 mil pontos, e pode encontrar dificuldades em subir além deste patamar. O nervosismo com a dinâmica da economia chinesa bem como rumores sobre novas pesquisas eleitorais devem impedir a evolução do índice para além deste nível.

Câmbio

Os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a taxa de cambio foi elevada de R$2,50 para R$2,51 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 5,00% para 4,95%.  Para 2015 a projeção foi elevada de , de 6,03% para 6,28%.

FOCUS REDUZ PROJEÇÃO PARA A INFLAÇÃO EM 2014

O grupo dos analistas, consultados pelo Banco Central para a composição do Boletim Focus, reduziu a sua estimativa para o IPCA para 2014 e manteve a sua projeção para a taxa básica de juros da economia.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 6,50% para 6,39% para 2014. A projeção para a inflação de 2015 permaneceu em 6,00%, pela quarta semana seguida.

Para os próximos 12 meses, os agentes do mercado financeiro reduziram pela quarta semana seguida a sua estimativa para o IPCA, que caiu de 5,93% para 5,88%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio de 0,48% para 0,41%. Ao mesmo tempo, reduziram a estimativa para a inflação de maio de 0,48% para 0,41%.

PIB

Na avaliação dos analistas das instituições financeiras, expectativa para o crescimento da economia brasileira subiu de 1,63% para 1,69% em 2014.

As estimativas para a produção industrial brasileira em 2014 também foram elevadas de 1,21% para 1,24%.

Para a evolução do PIB do país em 2015 os economistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção de 1,91% para 1,90%.

Os analistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 de 2,65% para 2,37%.

Taxa de juros

As projeções para a Selic ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para o próximo ano, também permaneceu em 12,25%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 11,00% ao ano.

Perspectiva

Diante de pressões menos intensas observadas nas últimas semanas para a inflação, podemos concluir que o ciclo de aperto monetário tem surtido os efeitos desejados, e é possível que o COPOM interrompa a sequencia de altas na taxa Selic já na próxima reunião. O mercado já trabalha com essa possibilidade, e os preços dos ativos de renda fixa incorporam este cenário. Outro fato que sustenta essa aposta são as frequentes declínios nas previsões para produção industrial, indicando que estímulos monetários são necessários para a retomada do crescimento econômico.

Iniciamos a recomendação de assumir um pouco mais de risco na renda fixa, com gradual redução das posições em CDI, e migração dos recursos para o IMA-B ou IMA-Geral.

Por outro lado, o mercado ajustou-se fortemente à queda do dólar por conta do fluxo cambial positivo observado nas últimas semanas. Tal ajuste afetou a curva dos juros futuros, que passaram a incorporar uma queda nos prêmios mais longos.

Portanto, apesar da recomendação, devemos ter cautela no movimento, pois continuam no radar a crise na Ucrânia e redução no crescimento da economia chinesa, que poderão inverter o fluxo de dólares, afetando o comportamento do preço dos ativos no curto prazo.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,51 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi reduzida, de 6,50% para 6,03%.

CONHECE-TE A TI MESMO, E FAÇA BONS INVESTIMENTOS!

Há séculos e mais séculos, a frase “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo” – atribuída ao filósofo grego Sócrates – é empregada por uma variedade de estudiosos para demonstrar que o autoconhecimento é peça chave de uma vida feliz. Embora sua origem seja a filosofia, tenha certeza: também nas finanças pessoais essa máxima se aplica com perfeição. Quem tem clareza a respeito do seu estilo de lidar com dinheiro amplia, e muito, as chances de fazer um investimento adequado às suas necessidades – e, consequentemente, de ser bem-sucedido nele. Pois não é assim que as coisas funcionam em quase toda esfera da vida? Pense bem. Não seria uma tortura para alguém que detesta cálculo cursar uma faculdade de engenharia? Qual a probabilidade de um fã de esportes individuais se sair bem num time de vôlei? Quanto tempo uma carteira de ações resistiria à ansiedade de um investidor que é avesso ao risco?

“As prioridades, o estilo de vida e os objetivos são pessoais e estão intimamente ligados ao momento vivido por toda e cada família, suas ambições e nível de renda”, diz o consultor financeiro Conrado Navarro. “Ou seja, sem definir as razões para poupar e os prazos para as conquistas relacionadas ao dinheiro não há como definir o melhor investimento. E sem investir, resta permanecer escravo do endividamento, do crediário, custo de vida elevado…”. A questão toda é que raramente paramos para estudar nosso próprio perfil como investidores. E mais do que isso, mal sabemos sobre que tipo de informação, a nosso respeito, devemos atentar durante essa reflexão. Pois uma ferramenta empregada pelos bancos pode indicar as principais coordenadas que devemos seguir para avaliar que tipo de investidor nós somos.

É muito provável, aliás, que você até já tenha deparado com ela. Trata-se da Análise de Perfil do Investidor (API), um questionário sobre objetivos de vida e tolerância ao risco que os bancos têm convidado seus clientes a responder. Com base na análise das respostas, as instituições são capazes de oferecer, de forma mais assertiva, os melhores produtos para cada perfil diferente. Muito bem. E por que não tomar como referência as informações questionadas na API para fazer uma auto avaliação do seu jeito de investir? O Como Investir preparou um guia de orientação para essa tarefa, com base nas APIs de alguns dos principais bancos do Brasil. Olha só quanta coisa a que prestar atenção!

Idade


Sabia que sua idade é um dos indicadores bastante observados na hora de definir seu perfil de investimento? Sim! Em geral, pessoas jovens são mais dadas ao risco. E é bom que seja assim. Afinal, elas têm pela frente um longo caminho para se beneficiar da maturação dos seus investimentos – ou para reaver uma eventual perda. Conforme envelhecem, é natural que os investidores busquem mais segurança para o patrimônio que conseguiram acumular ao longo da vida. Por isso, é comum que se sugira a eles aplicações menos arrojadas. Mas isso não é uma regra. Você pode ser jovem e ter objetivos a curto prazo, por exemplo, que exijam investimentos conservadores. Ou simplesmente não conseguir ouvir falar na ideia de perder dinheiro, mesmo que momentaneamente. Assim, a idade é um dos fatores a ser considerado, mas não é o único. Veja os outros:

Valor disponível para investir em relação ao patrimônio total


Se a API do seu banco questioná-lo a esse respeito, não ache que é pergunta demais. Pense bem: se você tem intenção de aplicar R$ 10 mil, e esse é todo o dinheiro que tem guardado, o mais indicado é não tomar riscos elevados. Afinal, se por um revés do mercado houver uma perda, sua estabilidade financeira pode ser comprometida. Por outro lado, se os R$ 10 mil representam apenas metade ou um terço do seu patrimônio, um mau desempenho momentâneo tende a não afetar suas reservas significativamente. Dá para procurar produtos mais sofisticados sem receio de errar. Portanto, busque fazer levantamentos periódicos do seu patrimônio. Você ficará mais tranquilo se tiver esses números em mente.

Horizonte e objetivos de investimento


Algumas perguntas incluídas nas APIs dos bancos procuram entender o que você espera dos seus investimentos. Você está mais interessado em formar uma reserva para emergências ou preservar seu patrimônio? Está atrás de rentabilidade elevada no longo prazo, mesmo encarando alguns riscos, ou pretende que os ganhos da aplicação complementem sua fonte de renda principal? Tem disposição para manter o investimento por alguns anos ou precisa do dinheiro dali a poucos meses para um objetivo específico? “Esses provavelmente são os pontos que exigem um grau mais alto de reflexão por parte dos investidores”, diz Rodrigo Ayub, gerente de divisão de fundos de investimento do Banco do Brasil. E eles fazem toda a diferença na hora de determinar o tipo de produto ideal para aplicar. Alternativas que possuam carências ou tributação regressiva não são adequados para quem pretende resgatar os recursos em breve. Quem busca rentabilidade elevada pode se aventurar em aplicações mais sofisticadas. E por aí vai.

Conhecimento prévio


Você sabe o que é CDI? Ou Ibovespa? Ou fundos multimercados? Para investir bem, é preciso ser transparente consigo mesmo – principalmente no que se refere ao seu conhecimento prévio sobre finanças. O investidor americano Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, insiste em uma técnica de investimento há décadas: invista apenas naquilo que você entende. Lembre-se disso quando alguém te oferecer uma nova aplicação. Você já ouviu falar dela? Já estudou a respeito? Conhece opções semelhantes? Sabe quando poderá resgatar o dinheiro e que taxas/impostos estão embutidos? Quanto mais estudar e aprender sobre investimentos, mais seguro estará de fazer uma boa aplicação.

Tolerância ao risco


Uma boa parcela da sua decisão quanto a fazer ou não um investimento diz respeito ao risco embutido nele. Sabemos que, em geral, quanto maior o risco maior é o retorno potencial de uma aplicação. Mas também maior pode ser o tombo se alguma coisa der errado. Algumas pessoas lidam muito bem com o risco. Outras, nem tanto. O problema é que pessoas muito avessas a risco podem cometer equívocos ao fazer investimentos mais sofisticados. Imagine-se na seguinte situação: você aplicou dinheiro em um produto que, depois de um mês, apresentava uma rentabilidade negativa de 5%. Qual seria sua reação? Talvez você tivesse o impulso de vender tudo na primeira oportunidade – e, possivelmente, essa não seria a saída mais adequada para a situação. Por isso, procure simular diferentes resultados de investimentos, bons e ruins, e tente prever como se comportaria diante de cada um. É a forma mais eficiente de entender sua tolerância aos riscos do mercado financeiro. Bons investimentos!

Fonte: Boletim Como Investir

www.comoinvestir.com.br