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Consultoria em Investimentos

abril 28th, 2014

MERCADO MELHORA ESTIMATIVA PARA CRESCIMENTO DO PIB EM 2014

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, através da pesquisa Focus, elevaram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira e reduziram a estimativa para o índice de inflação oficial do governo para este ano. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (28).

Inflação

A projeção para a inflação também melhorou, após sete semanas em alta. Hoje, os agentes do mercado financeiro acreditam que o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo será menor que 6,51%, atingindo 6,50%, que é o teto da meta de inflação definida pelo governo para este ano. A estimativa para a inflação de 2015 permaneceu em 6,00%

Igualmente a estimativa do IPCA para os próximos 12 meses caiu pela segunda semana, desta feita de 6,07% para 6,00%. A média das estimativas para a inflação em 2015 ficou em 6% e a projeção para abril também se manteve em 0,80%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de abril em 0,80%. Da mesma forma, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio em 0,48%.

PIB

Segundo os analistas das instituições financeiras, expectativa para o crescimento da economia brasileira subiu de 1,63% para 1,65%.

As estimativas para a produção industrial brasileira em 2014 foram mantidas em 1,40%.

Para a evolução do PIB do país em 2015 os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa em 2,00%.

Entretanto, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 em 2,65%.

Taxa de juros

As projeções para a Selic ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para o próximo ano, também permaneceu em 12,00%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 11,00% ao ano.

Perspectiva

Com agenda esvaziada, os mercados retornaram dos feriados sem um direcional definido. Com isso, o mercado de ações oscilou no terreno negativo, realizando lucros após as fortes altas observadas nas duas semanas anteriores, com o mercado reagindo as tensões crescentes envolvendo Ucrânia e Rússia, além de indicadores contraditórios nos EUA. Destaque negativo para o setor de serviços, que se expandiu em abril em ritmo mais lento do que em março.

As taxas futuras dos juros fecharam a semana em queda, conduzidas pelo recuo dos juros dos títulos do tesouro norte-americano (Treasuries) e pela desvalorização do dólar ante o real após a divulgação dos dados do fluxo cambial, apesar das preocupações com a desaceleração com a economia chinesa.

A curva dos juros futuros ainda continua apontando divisão sobre o rumo do ciclo de alta da taxa Selic, apesar de o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, ter admitido certo desconforto com a alta dos preços. Hamilton ponderou, no entanto, que a inflação encerrará 2014 dentro da meta.

No Brasil, destaque para a nota do setor externo do BC, que voltou a preocupar o mercado. O déficit em transações correntes foi de R$ 6,248 em março, sem que o rombo tivesse sido coberto pelos investimentos produtivos, em mais um sinal de deterioração das contas externas do País.

O dólar encerrou a semana em alta, com as tensões na Ucrânia gerando aversão a risco.

Na terça-feira tem início a reunião de política monetária do FED. Os investidores esperam que o banco central dos EUA anuncie mais uma redução de US$ 10 bilhões no programa de recompra de ativos.

Não há um prognóstico firme para a semana que se inicia, Para os próximos dias estão previstos balanços importantes, como o do Itaú e o do Santander, e os da BRF e Pão de Açúcar, todos na terça-feira. Desses números e das notícias na frente russa – vai depender o humor do mercado.

Por enquanto a recomendação é pela manutenção da estratégia de proteção da carteira frente à volatilidade.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,51 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,02 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 4,70% para 4,75%. Para 2015 a projeção também foi elevada, só que de 6,00% para 6,03%.