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Consultoria em Investimentos

abril 7th, 2014

MERCADO ELEVA PELA QUINTA SEMANA SEGUIDA PROJEÇÃO PARA A INFLAÇÃO

Se por um lado às expectativas para a inflação não param de crescer, por outro as projeções para o crescimento da economia brasileira encolhe a cada dia. Estas são as principais informações divulgadas hoje, 07/04, através do Relatório de Mercado Focus, pelo Banco Central.

Inflação

Pela quinta semana seguida, os economistas do mercado financeiro aumentaram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo para 2014. Desta forma o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo deve encerrar este ano em 6,35%, ante 6,30% projetado na semana passada. Para o próximo ano os analistas dos bancos também elevaram a  sua estimativa para o IPCA de 5,80% para 5,84%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram, pela segunda semana seguida,  a sua projeção para a inflação de março em 0,84%. Entretanto, elevaram a sua estimativa para a inflação de abril de 0,64% para 0,68%.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou, pela segunda semana seguida,  de 6,14% para 6,07%.

PIB

A expectativa dos agentes das instituições financeiras para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2014 recuaram mais uma ve. Desta feita de 1,69% para 1,63%.

Por outro lado, elevaram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2014, de 1,38% para 1,50%.

A projeção dos agentes  das instituições financeiras para a evolução do PIB de 2015 foi mantida em 2,00%.

Na mesma linha, os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2015 em 3,00%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros de 2014 em 11,25% ao ano.

Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a Selic foi mantida em 12,00%.

Perspectiva

Os negócios durante a semana foram movidos por um maior apetite ao risco, decorrentes de vários fatores.

Nos EUA, repercutiram as declarações de Janet Yellen, segundos as quais a economia americana ainda não se encontra forte o suficiente para se abrir mãos dos estímulos monetários.

Foi divulgado o relatório oficial de emprego nos EUA (payrrol) referente a março. O documento mostrou que a economia norte-americana criou menos vagas que o esperado, enfraquecendo o dólar nos mercados internacionais.

A diminuição das tensões na região da Crimeia também contribuíram para a continuidade do fluxo positivo aos mercados emergentes.

No mercado doméstico, repercutiu a decisão do COPOM em elevar a Selic para 11,0%, conforme esperado pela maioria esmagadora do mercado. O comunicado sinalizou a intenção da autoridade em colocar um ponto final no ciclo de aperto, dependendo do comportamento da inflação no curto prazo.

Nesta manhã foi divulgado o IGP-DI de março, que subiu 1,48%, após avanço de 0,85% em fevereiro. O indicador foi pressionado pela alta dos preços no atacado.

Na ausência de novas notícias, o bom humor deve perder força e reverter parte dos ganhos recentes.

Palavra de ordem: antenção.

Câmbio

Os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,46 para R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi mantida em R$2,55 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes das instituições financeiras reduziram,  a sua estimativa  para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 4,25 bilhões para US$ 4,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi elevada de US$ 59,0 bilhões para US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 4,30% para 4,45%. Para 2015 a estimativa foi mantida em 5,50%.