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abril, 2014

Poupou por conta própria até a aposentadoria? Veja quanto gastar por mês para que o dinheiro dure os próximos anos

Você poupou, poupou, poupou e finalmente chegou aos 60 anos, a idade em que planejava parar de trabalhar. Vitória! É hora de começar a usufruir um cotidiano mais tranquilo, sem o estresse típico da vida profissional. Mas eis que uma dúvida – e das cruéis, acredite – começa a ganhar espaço entre os seus primeiros planos de aposentado. Quanto, afinal, você poderá gastar das suas economias sem depauperá-las, assegurando que elas resistam enquanto você também resistir?

O questionamento é um dos mais comuns para quem chega a esse momento e que vai depender financeiramente de quanto conseguiu acumular ao longo dos anos, seja por meio de um plano de previdência privada, seja investindo por conta própria em produtos bancários ou imóveis, por exemplo. E não é à toa. Ninguém quer ter de apertar o cinto justo nessa fase. Ah, e só para lembrar: quanto mais se vive, maior a expectativa de viver ainda além. Calcula-se que os brasileiros que alcançam os 60 anos vivam ainda até quase os 82 anos, de acordo com o IBGE. Aos 65 anos, a idade sobe para 83.

Como, então, responder aquela fatídica pergunta? Não existe uma receita milagrosa. Mas alguns estudiosos até já tentaram criar as suas. Nos Estados Unidos, por exemplo, não há aposentado que não conheça a “regra dos 4%”, amplamente disseminada nos últimos 20 anos. Ela foi desenvolvida ainda na década de 1990 pelo planejador financeiro americano William Bengen, que estudou dados históricos sobre a performance de aplicações financeiras como títulos públicos e ações para chegar a uma “taxa de resgate” sustentável para a aposentadoria. Calma, calma, que a gente explica. De acordo com os levantamentos de Bengen, seria seguro usar 4% das suas economias voltadas para a aposentadoria a cada ano – elas durariam, pelo menos, 30 anos. Assim, segundo a teoria do estudioso, um americano que tivesse poupado US$ 1 milhão poderia resgatar daí US$ 40 mil por ano (equivalente a US$ 3.330 por mês) e, com isso, viver com a tranquilidade de que tudo estaria sob controle.
Para os poupadores, o modelo de Bengen sempre aparentou ser muito conveniente, pois evita dor de cabeça ao fixar uma taxa anual. Mas ele passou a ser fortemente questionado por não levar em consideração itens como possíveis mudanças nas condições de mercado. Veja bem: na década de 1990, quando a “regra dos 4%” surgiu, a taxa básica de juros nos Estados Unidos chegou a 6% ao ano. Por conta da crise financeira de 2008, no entanto, os juros americanos foram reduzidos a praticamente zero – e permanecem nesse patamar há mais de cinco anos. Com uma remuneração tão baixa em aplicações como títulos públicos, os americanos que confiarem cegamente nessa regra de bolso possivelmente verão suas economias sendo reduzidas num ritmo maior do que a rentabilidade dos investimentos seria capaz de compensar. Por outro lado, em países com condições econômicas diferentes – como o Brasil – a conta de Bengen também não fecha. “Regras desse tipo podem acabar sendo simplistas demais”, avalia Claudia Kodja, gestora de investimentos.
São cada vez mais difundidas estratégias sustentáveis de resgate que evolvem uma análise muito mais profunda e completa das características de cada candidato a aposentado. Recentemente, o banco JP Morgan, por exemplo, divulgou um modelo novo baseado em uma série de informações – como a idade de aposentadoria, a expectativa de vida, o volume de recursos acumulado, a composição do portfólio, outras rendas recebidas, além das preferências pessoais de cada um. Com base nesses dados, o banco simula mais de 10 mil possibilidades de renda diferentes – isso mesmo, 10 mil – para cada cliente, para só então escolher a que melhor se encaixa às necessidades. Isso mostra ou não mostra a relevância do assunto?

É claro que a definição de quanto gastar por mês ao parar de trabalhar depende de uma decisão prévia, tomada muito tempo antes: que valor poupar enquanto estiver em atividade, com base em uma estimativa de gastos durante a velhice. Mas contas muito bem feitinhas na hora de começar a usar o dinheiro fazem toda a diferença. Para Claudia, há pelo menos cinco itens básicos para considerar nesse momento: o volume de recursos guardado, a rentabilidade projetada para os investimentos, a inflação esperada para os próximos anos, a expectativa de vida e as necessidades mensais de recursos que cada um tem. “Isso tudo é importante porque ainda que os recursos cresçam com o tempo, devido à remuneração das aplicações, a inflação também está aí, depreciando o valor do dinheiro”, diz a especialista.

A recomendação mais usual entre os especialistas é de que os resgates mensais durante a aposentadoria fiquem o mais próximo possível do valor do rendimento das aplicações, descontada a inflação. Isso é para evitar que o principal – ou seja, o dinheiro poupado – seja consumido muito rapidamente. Afinal, quanto menor for o principal, menores também serão os rendimentos dele. Então, se uma aplicação rende 0,8% ao mês e a inflação gira em torno de 0,3%, uma taxa de 0,5% ao mês pode servir como uma baliza para os resgates. Mas há ainda outros fatores a considerar, como o peso da tributação e das taxas de serviço. Por isso, o melhor a fazer é procurar ajuda profissional. Um planejador financeiro pode indicar, com base em cálculos precisos, a forma mais eficiente de usar o seu dinheiro nessa fase da vida.

E não esqueça nunca: é importante reavaliar com frequência as condições em que se encontram suas economias da aposentadoria. Tanto é preciso acompanhar o volume de gastos mensais, quanto a rentabilidade dos investimentos e a inflação. Isso porque essas variáveis podem mudar ao longo do tempo. Os juros podem subir ou cair, assim como a inflação – e consequentemente, seu custo de vida. Tudo isso tem impacto sobre a sua possibilidade de renda. “Tire tempo para revisar seus gastos todos os anos. Não dê aumentos automáticos a si mesmo”, recomenda o estrategista de investimentos Scott Thoma, da consultoria Edward Jones, em um relatório sobre estratégias de resgate de aposentadoria. “Ser flexível com sua renda é o que pode ajudar seu dinheiro a garantir suas necessidades com o passar do tempo.”

Fonte: Boletim como Investir

http://www.comoinvestir.com.br/

MERCADO MELHORA ESTIMATIVA PARA CRESCIMENTO DO PIB EM 2014

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, através da pesquisa Focus, elevaram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira e reduziram a estimativa para o índice de inflação oficial do governo para este ano. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (28).

Inflação

A projeção para a inflação também melhorou, após sete semanas em alta. Hoje, os agentes do mercado financeiro acreditam que o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo será menor que 6,51%, atingindo 6,50%, que é o teto da meta de inflação definida pelo governo para este ano. A estimativa para a inflação de 2015 permaneceu em 6,00%

Igualmente a estimativa do IPCA para os próximos 12 meses caiu pela segunda semana, desta feita de 6,07% para 6,00%. A média das estimativas para a inflação em 2015 ficou em 6% e a projeção para abril também se manteve em 0,80%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de abril em 0,80%. Da mesma forma, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio em 0,48%.

PIB

Segundo os analistas das instituições financeiras, expectativa para o crescimento da economia brasileira subiu de 1,63% para 1,65%.

As estimativas para a produção industrial brasileira em 2014 foram mantidas em 1,40%.

Para a evolução do PIB do país em 2015 os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa em 2,00%.

Entretanto, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 em 2,65%.

Taxa de juros

As projeções para a Selic ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para o próximo ano, também permaneceu em 12,00%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 11,00% ao ano.

Perspectiva

Com agenda esvaziada, os mercados retornaram dos feriados sem um direcional definido. Com isso, o mercado de ações oscilou no terreno negativo, realizando lucros após as fortes altas observadas nas duas semanas anteriores, com o mercado reagindo as tensões crescentes envolvendo Ucrânia e Rússia, além de indicadores contraditórios nos EUA. Destaque negativo para o setor de serviços, que se expandiu em abril em ritmo mais lento do que em março.

As taxas futuras dos juros fecharam a semana em queda, conduzidas pelo recuo dos juros dos títulos do tesouro norte-americano (Treasuries) e pela desvalorização do dólar ante o real após a divulgação dos dados do fluxo cambial, apesar das preocupações com a desaceleração com a economia chinesa.

A curva dos juros futuros ainda continua apontando divisão sobre o rumo do ciclo de alta da taxa Selic, apesar de o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, ter admitido certo desconforto com a alta dos preços. Hamilton ponderou, no entanto, que a inflação encerrará 2014 dentro da meta.

No Brasil, destaque para a nota do setor externo do BC, que voltou a preocupar o mercado. O déficit em transações correntes foi de R$ 6,248 em março, sem que o rombo tivesse sido coberto pelos investimentos produtivos, em mais um sinal de deterioração das contas externas do País.

O dólar encerrou a semana em alta, com as tensões na Ucrânia gerando aversão a risco.

Na terça-feira tem início a reunião de política monetária do FED. Os investidores esperam que o banco central dos EUA anuncie mais uma redução de US$ 10 bilhões no programa de recompra de ativos.

Não há um prognóstico firme para a semana que se inicia, Para os próximos dias estão previstos balanços importantes, como o do Itaú e o do Santander, e os da BRF e Pão de Açúcar, todos na terça-feira. Desses números e das notícias na frente russa – vai depender o humor do mercado.

Por enquanto a recomendação é pela manutenção da estratégia de proteção da carteira frente à volatilidade.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,51 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,02 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 4,70% para 4,75%. Para 2015 a projeção também foi elevada, só que de 6,00% para 6,03%.

ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM PROJEÇÃO DO IPCA ACIMA DA META PARA ESTE ANO

O Relatório de Mercado – FOCUS divulgado hoje, 22/04, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas do mercado financeiro estão estimando que a inflação medida pelo IPCA fique acima do teto estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, para a execução da politica monetária do  governo.

Inflação

Pela sétima semana consecutiva, o mercado financeiro elevou a sua estimativa para o IPCA – Índice de  Preço ao Consumidor Amplo para este ano. Desta forma a inflação oficial do governo deve encerrar 2014 em 6,51%, ante 6,47% projetado na semana anterior. Para 2015 os agentes do mercado financeiro mantiveram a  sua projeção para o IPCA em 6,00%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, elevaram a sua estimativa para a inflação de abril de 0,72% para 0,80%. Da mesma forma, elevaram a sua projeção para a inflação de maio de 0,47% para 0,48%.

Entretanto projeção dos economistas dos bancos para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou, pela segunda semana seguida,  de 6,12% para 6,07%.

PIB

As perspectivas dos agentes das instituições financeiras para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2014 voltaram a recuar. Desta vez o indicador caiu de 1,65% para 1,63%.

Entretanto, as projeções para a produção industrial brasileira em 2014 foram elevadas de 0,70% para 1,40%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a evolução do PIB de 2015 foi mantida em 2,00%.

Na mesma linha, os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2015 em 2,95%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros de 2014 em 11,25% ao ano.

Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a Selic foi mantida em 12,00%.

Entretanto, cabe destacar que em função da baixa atividade econômica a autoridade monetária pode encerrar o ciclo de aperto monetário.

Perspectiva

Impulsionada pelos rumores de novas quedas da Presidente Dilma na pesquisa IBOPE de intenção de votos, o Ibovespa retomou os 52 mil pontos na quinta-feira, subindo pela 5ª semana consecutiva acumulando 15,89% no período chamado de “rally-eleitoral”. No mês, acumula ganhos de 3,37%.

Na semana, favoreceu o alívio com o PIB chinês, que veio ligeiramente melhor do que o mercado esperava. O PIB cresceu 7,4% A/A no 1T14, contra 7,3% das projeções, ainda que tenha se desacelerado em relação ao trimestre anterior.

O ingresso de recursos no Brasil e o ambiente global mais favorável a investimentos emergentes levaram à desvalorização do dólar, que ficou abaixo de R$ 2,24 na quinta-feira, após os investidores buscarem a moeda norte-americana já na quarta-feira para se protegerem durante os dias em que o mercado ficou fechado por conta dos feriados. No exterior, diminuíram as tensões geopolíticas em torno da Ucrânia, que têm alimentando a cautela dos investidores nas últimas semanas. Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e a União Europeia pediram juntos o fim imediato da violência na região, onde as potências ocidentais acreditam que a Rússia está fomentando um movimento separatista pró-russo.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,24% em fevereiro sobre o mês anterior. O indicador, considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, cuja mediana de 23 projeções apontava alta de 0,30%.

O IBC-Br mais fraco sugere que o COPOM possa interromper o ciclo de alta da Selic, mantendo o juro em 11,00%. Corroboram com este cenário a divulgação do IPCA-15 mais comportado. O IPCA-15 avançou 0,78% em abril, bem abaixo da média das expectativas, de 0,85%. Em doze meses, o indicador passou de 5,9% em março para 6,19% abril. Houve também alta do índice de difusão, de 66,8% em março para 72,9% em abril.

Mercados externos operam em direções opostas nesta manhã, com investidores de olho nas tensões envolvendo a Ucrânia e Rússia, e cautela frente a economia chinesa, provocada por preocupações com liquidez e resultados.

Pesquisa FOCUS indica que a expansão do PIB diminuiu para 1,63%, ante 1,65% da semana anterior. Em relação a inflação medida pelo IPCA, a expectativa subiu para 6,51%, ante 6,47% da última pesquisa, superando o teto da meta. Selic mantida em 11,25% no fim do ano.

Ibovespa pode corrigir com realização de lucros. Juro já precificado com manutenção da Selic, sem espaço para grandes oscilações. Noticiário fraco não define tendência.

Palavra de ordem: cautela.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,55 para R$2,51 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção  para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,02 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 4,60% para 4,70%. Para 2015 a projeção também foi elevada, só que de 5,90% para 6,00%.

MERCADO ELEVA PELA QUINTA SEMANA SEGUIDA PROJEÇÃO PARA A INFLAÇÃO

Se por um lado às expectativas para a inflação não param de crescer, por outro as projeções para o crescimento da economia brasileira encolhe a cada dia. Estas são as principais informações divulgadas hoje, 07/04, através do Relatório de Mercado Focus, pelo Banco Central.

Inflação

Pela quinta semana seguida, os economistas do mercado financeiro aumentaram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo para 2014. Desta forma o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo deve encerrar este ano em 6,35%, ante 6,30% projetado na semana passada. Para o próximo ano os analistas dos bancos também elevaram a  sua estimativa para o IPCA de 5,80% para 5,84%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram, pela segunda semana seguida,  a sua projeção para a inflação de março em 0,84%. Entretanto, elevaram a sua estimativa para a inflação de abril de 0,64% para 0,68%.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou, pela segunda semana seguida,  de 6,14% para 6,07%.

PIB

A expectativa dos agentes das instituições financeiras para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2014 recuaram mais uma ve. Desta feita de 1,69% para 1,63%.

Por outro lado, elevaram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2014, de 1,38% para 1,50%.

A projeção dos agentes  das instituições financeiras para a evolução do PIB de 2015 foi mantida em 2,00%.

Na mesma linha, os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2015 em 3,00%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros de 2014 em 11,25% ao ano.

Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a Selic foi mantida em 12,00%.

Perspectiva

Os negócios durante a semana foram movidos por um maior apetite ao risco, decorrentes de vários fatores.

Nos EUA, repercutiram as declarações de Janet Yellen, segundos as quais a economia americana ainda não se encontra forte o suficiente para se abrir mãos dos estímulos monetários.

Foi divulgado o relatório oficial de emprego nos EUA (payrrol) referente a março. O documento mostrou que a economia norte-americana criou menos vagas que o esperado, enfraquecendo o dólar nos mercados internacionais.

A diminuição das tensões na região da Crimeia também contribuíram para a continuidade do fluxo positivo aos mercados emergentes.

No mercado doméstico, repercutiu a decisão do COPOM em elevar a Selic para 11,0%, conforme esperado pela maioria esmagadora do mercado. O comunicado sinalizou a intenção da autoridade em colocar um ponto final no ciclo de aperto, dependendo do comportamento da inflação no curto prazo.

Nesta manhã foi divulgado o IGP-DI de março, que subiu 1,48%, após avanço de 0,85% em fevereiro. O indicador foi pressionado pela alta dos preços no atacado.

Na ausência de novas notícias, o bom humor deve perder força e reverter parte dos ganhos recentes.

Palavra de ordem: antenção.

Câmbio

Os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,46 para R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi mantida em R$2,55 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes das instituições financeiras reduziram,  a sua estimativa  para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 4,25 bilhões para US$ 4,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi elevada de US$ 59,0 bilhões para US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 4,30% para 4,45%. Para 2015 a estimativa foi mantida em 5,50%.