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março, 2014

MERCADO VOLTA A ELEVAR ESTIMATIVA PARA IPCA EM 2014

Os agentes das instituições financeiras passaram a trabalhar com a perspectiva de maior inflação para 2014, deixando assim o IPCA ainda mais perto do teto da meta de inflação fixada pelo CMN – Conselho Monetário Nacional.

Inflação

Os analistas dos bancos elevaram, pela quarta semana seguida a sua estimativa para o IPCA de 2014. Desta forma o índice oficial de inflação do governo passa de 6,28% para 6,30%. Semana após semana a inflação para este ano se aproxima cada vez mais do teto da meta que é 6,50%. Para 2015 os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para o índice balizador das metas de inflação do governo em 5,80%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro considerados Top 5, mantiveram  a sua estimativa para a inflação de março em 0,84%. Da mesma forma a projeção para a inflação de abril medida pelo IPCA foi mantida, só que em 0,64%.

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou de 6,20% para 6,14%.

PIB

A estimativa dos economistas das instituições financeiras para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2014 voltaram a cair. Desta feita de 1,70% para 1,69%.

Da mesma forma reduziram a sua estimativa para a produção industrial de 2014, de 1,44% para 1,38%.

Para o PIB de 2015, a estimativa dos analistas das instituições financeiras foi mantida em 2,00%.

Na mesma linha, os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 em 3,00%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram inalterada a sua estimativa para a taxa básica de juros de 2014 em 11,25% ao ano.

Para o próximo ano, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a Selic foi mantida em 12,00%.

Perspectiva

O rebaixamento do rating soberano brasileiro pela agência classificadora de riscos S&P (BBB para BBB-) não causou o impacto esperado no mercado financeiro.

Isso porque, em parte, o mercado já havia precificado os motivos declinados pela agência ao justificar o rebaixamento.

O peso maior foi dado aos resultados da pesquisa Ibope sobre a popularidade da Presidente Dilma, que interrompeu uma sequencia ascendente de avaliação positiva. O momento é politicamente complicado para a Presidente, justamente quando a oposição conseguiu apoio ni Senado para instauração da CPI da Petrobras, afim de investigar sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Soma-se a isso o fluxo positivo de recursos estrangeiros para os mercados emergentes, com destaque para Tailândia, Chile, Brasil, Índia e Rússia, o melhor em 6 meses.

Como destacado, o Relatório de Mercado – FOCUS manteve a tendência de aceleração da inflação, tanto no varejo quanto no atacado, e queda da produção industrial e PIB. Selic mantida em 11,25%.

A onda recente de otimismo deve perder fôlego, pois não há consistência nos fundamentos. A cautela nos movimentos continua sendo a recomendação.

Câmbio

O mercado financeiro, na pesquisa Focus divulgada hoje, reduziram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,49 para R$2,46 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a taxa de cambio foi mantida em R$2,55.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela quinta semana seguida,  a sua projeção para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 4,71 bilhões para US$ 4,25 bilhões. Para o próximo ano a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi reduzida de US$ 55,4  bilhões para US$ 59,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 4,50% para 4,30%. Para 2015 a estimativa foi elevada de 5,35% para 5,50%.

PIB BRASILEIRO DEVE CRESCER 2,00% EM 2014, APONTA RELATÓRIO DE INFLAÇÃO

Com a qualificação dos gestores e membros dos comitês de investimentos, imposta pelo Ministério da Previdência através da Portaria 440/13, uma leitura que não pode ficar fora da lista de gestores e participantes de comitê de investimentos é sem dúvida o Relatório de Inflação publicado pelo Banco Central do Brasil.

O Relatório de  Inflação é publicado trimestralmente pelo Banco Central do Brasil e tem o objetivo de avaliar o desempenho do regime de metas         para a inflação  e delinear cenário prospectivo sobre o comportamento dos preços, explicitando as condições das economias nacional e internacional que orientaram as decisões do Copom – Comitê de Política Monetária Copom em relação à condução da política monetária.

Em 2013, a economia brasileira apresentou crescimento de 2,3% medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos dentro das fronteiras do país.

Nesta edição do Relatório de Inflação, a autoridade monetária aponta que o crescimento da produção industrial brasileira em 2014 será de 1,5%, contra 1,3% registrado em 2013.

Já a evolução do setor de serviços para este ano foi estimado em 2,2%, ante 2,0% apontados  em 2013.

Nas projeções do consumo das famílias, o banco Central aponta que deve registrar crescimento da ordem de 2,0%. Em 2013 o mês item apontou evolução de 2,3%.

A autoridade monetária aponta que na sua avaliação esse crescimento será “amparado no cenário de manutenção das baixas taxas de desemprego e de ganhos reais de salários moderados”.

As exportações e importações de bens e serviços devem crescer 1,3% e 0,9%, respectivamente, em 2104, ante elevações de 2,5% e 8,4%, respectivamente, em 2013.

“As exportações devem se beneficiar do cenário de maior crescimento global e da depreciação do real, a qual também deve contribuir para o arrefecimento das importações” afirma o Banco Central.

A posição do Banco Central em elevar sua estimativa para os preços administrados, que estava com uma alta de 4,5% para 2014 e 2015, e nesta projeção passou para 5,0%, foi considerada importante. A autoridade monetária elevou sua estimativa para aumento de energia elétrica para 2014, de 7,50% para 9,50%. É importante essa manifestação do Banco Central, pois reconhece que essa política de represamento dos preços administrados pelo governo está acarretando efeitos negativos à economia, até mesmo porque mantém as expectativas de inflação muito altas no horizonte relevante para a ação do Copom.

O cenário de referência da autoridade monetária assinalou que elevou a estimativa para a inflação de 2014 de 5,60% para 6,10% e aumentou, ligeiramente, a projeção relativa a 2015, de 5,40% para 5,50%.

Caso haja interesse em conhecer documento completo, clique aqui.

ANALISTAS DOS BANCOS ELEVAM ESTIMATIVA PARA IPCA E SELIC EM 2014

Os analistas dos bancos voltaram a elevar, pela terceira semana seguida, a sua projeção para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, e da mesma forma a sua estimativa para a taxa básica de juros em 2014. As informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 24/03, pelo Banco Centra do Brasil.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram pela terceira semana seguida a sua projeção para a inflação de 2014. Passando de 6,11% para 6,28%. Desta forma a inflação para 2014 se aproxima perigosamente do teto da meta que é 6,50%. Para 2014 os analistas das instituições financeiras também elevaram a sua estimativa para o IPCA de  5,70% para 5,80%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições consideradas Top 5, elevaram significativamente  a sua projeção para a inflação de março de 0,69% para 0,84%. Da mesma forma a estimativa para a inflação de abril medida pelo IPCA foi elevada de 0,57% para 0,64%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi elevada, de 6,12% para 6,20%.

PIB

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 1,70% para 2014.

Em relação à produção industrial para 2014, os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção, pela quinta semana seguida, para 1,44% para 1,41%.

Para o PIB de 2015, os agentes do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

O Relatório Focus desta semana mostra que os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 em 3,00%.

Taxa de juros

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa básica de juros de 2014 de 11,00% para 11,25% ao ano. Desta forma o mercado passou a apostar em uma elevação de mais 50 pb para este ano.

Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a taxa básica de juros foi mantida em 12,00%.

Perspectiva

Reunião da autoridade monetária norte americana (FOMC) realizada na semana confirmou a redução do programa de estímulos a economia, com recompra de ativos no volume de US$ 55 bi mensais. O comunicado pós reunião sugeriu a possibilidade do juro subir em 2015.

Mercados globais operaram na defensiva, aguardando os desdobramentos da anexação da Crimeia pelos russos.

Do lado doméstico, no radar os efeitos da estiagem sobre os reservatórios das hidrelétricas do sudeste e centro-oeste, que podem trazer aumento de custos da energia.

Especulações sobre um tropeço de Dilma em pesquisa eleitoral mexeu com os mercados na quinta-feira, com Ibovespa acelerando alta e juros futuros em queda.

Mercado passou a precificar mais alta na taxa Selic, após fala do Presidente do BC, Alexandre Tombini em audiência pública no Senado, na qual mostrou preocupação com a inflação de alimentos, e afirmou que o BC irá agir para garantir que esses problemas fiquem no curto prazo.

Pesquisa FOCUS trouxe aumento dos índices inflacionários, e ajustou a SELIC para 11,25% no final do ano.

Em meio aos fracos dados econômicos da China, mercado trabalha com expectativa de mais estímulos pelo governo para combater a desaceleração da economia chinesa.

Mercado continua sugerindo cautela no curto prazo.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,49 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi elevada de R$ 2,54 para R$2,55.

Balanço de pagamentos e IED

Os das economistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 5,00 bilhões para US$ 4,71bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

Para 2014 a projeção para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi reduzida de US$ 58,8 bilhões para US$ 55,4 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 4,50% para 4,30%. Para 2015 a estimativa foi elevada de 5,35% para 5,50%.

FOCUS – MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA INFLAÇÃO E PIB EM 2014

Os economistas dos bancos voltaram a elevar a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2014, e no mesmo documento elevou a sua projeção para a evolução do PIB – Produto interno Bruto brasileiro em 2014. As informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 17/03, pela autoridade monetária.

Inflação

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a inflação de 2013 voltou a ser elevada. Passando de 6,01% para 6,11%. A meta para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo é de 4,5% neste ano com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais. Para 2014 os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa estável, em 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os Top 5, elevaram a sua estimativa para a inflação de março de 0,65% para 0,69%. Em contrapartida, a estimativa para a inflação de março medida pelo IPCA foi reduzida de 0,59% para 0,57%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi mantida, pela segunda semana seguida, em 6,12%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro, na contramão das expectativas, elevaram nesta semana a  sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,68% para 1,70% em 2014.

Entretanto os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção para a evolução da produção industrial para este ano. A estimativa para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foi reduzida de 1,57% para 1,44%.

Para o PIB de 2015, os agentes do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

A maior surpresa trazida pelo Relatório Focus desta semana foi a evolução da estimativa para a produção industrial brasileira de 2015, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção de 2,95% para 3,00%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram nesta semana a sua estimativa para a taxa básica de juros de 2014 em 11,00%. Desta forma o mercado espera mais uma elevação da taxa básica de juros em 0,25 pb.

Para 2015, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa básica de juros também foi mantida, só em 12,00%.

Perspectiva

O resultado em fevereiro foi bom, mas os problemas estruturais da inflação continuam: represamento relevante de preços dos combustíveis, energia elétrica e transportes públicos, além da pressão pontual dos alimentos no curto prazo.

Desta forma, as taxas de juros futuros sinalizam para uma Selic superior a 13% ao ano em 2015.

Caso não aconteça uma compensação de outros preços, como o do setor de serviços, dificilmente a inflação será menor que 6% neste ano.

Assim, a autoridade monetária deverá se pautar entre a fraca atividade econômica, a expectativa da inflação e o comportamento da nossa moeda frente ao dólar norte americano, para determinar os próximos passos da política monetária.

O mercado aposta em mais uma elevação de 25 bps. E possivelmente outras altas ocorrerão após as eleições.

A volatilidade certamente prevalecerá.

Com o PIB, estimado pelo mercado, em 1,68% para 2014 e o risco de racionamento de energia, o cenário de risco para os ativos continua elevado, contudo o preço dos ativos já refletem um cenário potencialmente ruim.

A esse quadro acrescente-se as eleições, e as incertezas do principal consumidor de commodities, a China.

A esse quadro acrescente-se as eleições, e as incertezas do principal consumidor mundial de commodities, a China.

Entendemos que os riscos estão “no preço” dos ativos e que, apesar de dificuldade em vislumbrar um cenário mais promissor, não se deve deixar de observar as oportunidades neste mercado.

Caso saia de cena o risco de racionamento, ou mesmo a falta de energia, sinais mais animadores da economia chinesa poderiam ser o pontapé inicial rumo a uma recuperação na bolsa. E também, caso haja alguma surpresa eleitoral, acreditamos que qualquer mudança neste campo também poderia ser favorável para os ativos de risco.

Entretanto, a incerteza ainda dá o tom, a montagem de posições “defensivas” deverá continuará fazendo parte da estratégia.

Palavra de ordem: continua sendo cautela!

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,48 para R$2,49 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a expectativa para a taxa de cambio foi reduzida de R$ 2,55 para R$2,54.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa dos agentes do mercado financeiro para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 foi reduzida, mais uma vez, de US$ 6,36 bilhões para US$ 5,00bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi elevada de US$ 58,0 bilhões para US$ 58,8 bilhões. Para 2015, a projeção dos agentes do mercado financeiro foi mantida em US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 4,12% para 4,50%. Para 2015 a estimativa também foi elevada só que de 5,00% para 5,35%.

FOCUS – ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2014 E 2015

Ainda que crescimento da economia brasileira tenha surpreendido em 2013, os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para a evolução do PIB – Produto interno Bruto brasileiro em 2014. Esta informação consta do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 10/03, pelo Banco Central.

Inflação

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para a inflação neste ano voltou a subir ligeiramente. Passou de 6,00% para 6,01%. A meta para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo é de 4,5% neste ano com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa estável, em 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de fevereiro em 0,60%, pela segunda semana seguida. Entretanto, elevaram a sua estimativa para a inflação de março medida pelo IPCA de 0,64% para 0,65%.

A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi mantida, nesta semana, em  6,12%.

PIB

Os  analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,70% para 1,68% em 2014.

Igualmente a expectativa dos analistas do mercado financeiro para a evolução da produção industrial é também pessimista para este ano. A estimativa para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foi reduzida de 1,80% para 1,57%.

Para o PIB de 2015, os economistas dos bancos mantiveram  a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

Para a produção industrial brasileira de 2015, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção de 3,00% para 2,95%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro reduziram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 de 11,13% para 11,00%.

Com isso o mercado continua esperando que a autoridade monetária (BC) continue com a redução no ritmo do aperto monetário iniciado no início de 2013.

Para 2015, a estimativa doa economistas dos bancos a para a taxa básica de juros também foi reduzida, só que de 12,00% para 11,75%.

Perspectiva

A Semana que passou foi curta devido aos feriados do Carnaval.

Destaque para a divulgação da ata do COPOM, que deixou em aberto à possibilidade de nova alta do juro na próxima reunião. A inflação mostra resistência, principalmente no item alimentos devido à estiagem.

O mercado de ações norte americano registrou novas altas, após divulgação da criação de 175 mil novos postos de trabalho nos EUA, ante a expectativa de 149 mil coletada pela Reuters.

Com isso os vértices mais longos da curva de juros doméstica ajustou-se, diante da percepção da continuidade do programa de recompra de ativos, e possível impacto no juro americano.

Na China, indústria fabricante de equipamentos solares deixou de cumprir com pagamento de juros, fator que deve forçar uma nova precificação do risco de crédito no mercado chinês.

Além da retomada da safra de balanços, interrompida na semana do carnaval, teremos a divulgação do IPCA (que deve mostrar aceleração em relação a janeiro), dados de vendas do varejo de janeiro e o IBC-BR, prévia do PIB.

Relatório de Mercado Focus, traz como destaque as novas quedas do PIB e Produção Industrial, que podem exercer alguma pressão baixista na ponta curta do juro.

Diante do cenário, o mercado de juro deverá manter a tendência de abertura moderada. Na renda variável, deverão prevalecer os noticiários externos (tensão na Ucrânia, queda das exportações e aumento nas importações da China, resultando em balança comercial negativa, ante previsão de superávit).

Palavra de ordem: cautela!

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,49 para R$2,50 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a expectativa para a taxa de cambio permaneceu em R$ 2,55.

Balanço de pagamentos e IED

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 foi reduzida de US$ 7,0 bilhões para US$ 6,36 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 58,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos economistas do mercado financeiro também foi mantida só que em US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 4,10% para 4,12%. Para 2015 a projeção foi mantida em 5,00%.

COM INFLAÇÃO PERSISTENTE, ATA DO COPOM SINALIZA SEQUÊNCIA DO AJUSTE NA TAXA BÁSICA DE JUROS

O COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central  do Brasil elevou a estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, índice oficial de inflação do governo central, para 2014. Essa projeção sugere índice ainda acima da meta para a inflação, estas informações foram divulgadas nesta quinta-feira pela ata do Copom. O documento ilustra a decisão do comitê em elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto porcentual, para 10,75% ao ano.

No cenário de referência, explica a ata, a projeção para a inflação de 2014 “se manteve relativamente estável” em comparação ao valor avaliado na última reunião, e segue acima da meta de 4,5o% fixada pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. Em relação à inflação de 2015, a estimativa no cenário de referência apresentou redução diante do valor analisado na reunião anterior que ocorreu em janeiro, contudo ainda se encontra acima da meta. No cenário de mercado, a estimativa para o IPCA para 2015 conservou-se estável, conforme a ata do Copom divulgada hoje, 06/03.

Na ata da reunião ocorrida em janeiro, o documento citava apenas que, para o próximo ano, “em ambos os cenários, a projeção de inflação se posiciona acima da meta” e não delineava se havia acontecido um movimento de alta ou de baixa em relação à expectativa anterior. Cabe destacar que, no Relatório Trimestral de Inflação, publicado em dezembro de 2013, a autoridade monetária tinha confirmado que, no cenário de referência, sua projeção era de uma inflação em 5,60% ao final deste ano e de 5,40% no encerramento do próximo ano. Já no cenário de mercado, a projeção do Copom para o IPCA é de encerrar 2015 em 5,30% – a mesma taxa de 5,6% é esperada para o acumulado deste ano.

Ajuste

A autoridade monetária conservou a avaliação de que é apropriado o prosseguimento da série de ajuste das condições monetárias ora em andamento, porém retirou o termo “ritmo” que fora apresentada na ata da reunião ocorrida no mês.

Na ata da reunião de janeiro, o colegiado do Banco Central tinha destacado que era “apropriada” a continuidade do ritmo de ajuste da politica monetária “ora em curso”. Na reunião da semana passada o Copom elevou de 10,50% para 10,75% a taxa Selic Meta. Com esta foi à oitava elevação seguida a partir de abril de 2013, quando o colegiado do Banco Central iniciou o ciclo de aperto monetário com o enxugamento da liquidez do sistema financeiro.

A ata publicada hoje, também trouxe outra alteração ao adicionar que os efeitos das ações da política monetária sobre a inflação são “cumulativos”. O documento conservou a ponderação de que esses efeitos despontam com defasagens. A autoridade monetária sustentou que a estimativa da inflação ainda mostra resistência, entretanto incluiu que isso ocorre “não obstante moderação observada na margem”.

De prático cabe ressaltar que o alivio nos juros, observado em fevereiro, foi uma condição momentânea e ainda não dá para afirmar que o cenário apresenta tendência de melhora no curto prazo.

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO DO PIB E REDUZ SELIC PARA 2014

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta quarta-feira, 05/03, pelo Banco Central do Brasil revela que os agentes do mercado financeiro reduziram as suas estimativas  para a taxa Selic e elevaram a projeção para o crescimento da economia em 2014. Em relação ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, as estimativas permaneceram inalteradas.

Inflação

Os economistas  dos bancos  mantiveram a sua estimativa para a evolução do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em  6,00% para o final de 2014. Para 2015, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA permaneceu em 5,70%, pela quinta semana seguida.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de fevereiro em 0,60%. Também mantiveram a sua estimativa para a inflação de março medida pelo IPCA, em 0,64%.

A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi elevada de 6,11% para 6,12%.

PIB

Após uma sequencia de três quedas consecutivas, os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,67% para 1,70%.

A estimativa para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foi reduzida de 1,87% para 1,80%.

Para o PIB de 2015, os agentes do mercado financeiro mantiveram  a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

Para a produção industrial brasileira de 2015, os agentes das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em 3,00%.

Taxa de juros

Os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para a taxa básica de juros para 2014 de 11,25% para 11,13%.

Com isso o mercado continua acreditando em uma redução no ritmo do aperto monetário iniciado no início de 2013.

Para 2015, a projeção doa analistas do mercado financeiro para a taxa básica de juros permaneceu em 12,00%.

Perspectiva

Os dados econômicos melhores dos EUA em março tendem a fazer com que o dólar volte a subir forte em relação ao real, influindo negativamente também no desempenho bolsa brasileira.

No cenário corporativo, o mercado financeiro permanecerá atento à temporada de balanços, que deve durar até o fim do mês de março.

O mês de março deve ser muito parecido a fevereiro, no que diz respeito a uma pressão tão forte de venda, pois o mercado já veio descontado, mas não há uma visão de efetiva melhora de contas públicas e recuo de inflação (no Brasil).

Posteriormente ao choque dos mercados no inicio do ano, fevereiro parece ter acalmado em parte os ânimos dos investidores, apesar de que a aversão a risco não tenha se desaparecido. Com a taxa Selic juros básicos agora no maior patamar em mais de dois anos, como afirmamos no inicio desta análise, o ambiente macroeconômico doméstico ainda inspira cautela.

O ponto mais importante, do ponto de vista investidor racional em 2014 é a liquidez. Se por um lado a taxa de juros está maior, o cenário está mais difícil e qualquer investidor racional até aceitaria abrir mão de uma rentabilidade maior para garantir liquidez.

A ligeira melhora apresentada pelos mercados em fevereiro é apenas momentânea. A divulgação da meta de superávit primário e o corte no orçamento anunciados na penúltima semana do mês trouxeram um certo conforto ao câmbio e ao mercado de juros. O dólar fechou o mês em queda após quatro meses seguidos de valorização frente ao real. Já na renda fixa, depois de títulos públicos pagando juro real em torno de 7,0%, a curva mostrou um fechamento e levou ao aumento dos preços dos papéis.

Apesar do temor de uma nova elevação dos juros até o fim deste ano e de eventuais alterações por parte do governo em virtude das eleições, é importante ficar atentos às oportunidades vinculadas à inflação. O foco deve ficar em títulos curtos, como NTN-Bs com vencimentos até o fim de 2015 ou pré de curto prazo como os títulos atrelados ao IRF M1. Com a Selic no patamar atual não é necessário correr riscos mais elevados, porque a base dos juros já está alta. O juro real subiu muito mais que a inflação.

É também recomendável direcionar uma parcela dos recursos da carteira para fundos atrelados ao CDI. No longo prazo, é preciso ter ações, um fundo multimercado com estratégia em índice de ações. Em um momento como o atual é possível buscar retorno acima do CDI nesta modalidade de investimento.

No cenário nacional a discussão presente em todas as rodas é se o governo federal vai permanecer com esta postura mais amigável em relação ao mercado. Uma postura de maior comprometimento com a politica fiscal, por exemplo, ou se apenas fez um discurso com foco maior no curto prazo, para fugir de um possível rebaixamento da nota de risco do país até as eleições. Neste momento, o mercado trabalha com uma perspectiva positiva.

O fechamento (queda) não apenas da ponta curta da curva de juros, mas também da longa, na qual habitualmente se posicionam investidores estrangeiros, é um sinal de que o mercado está observando uma alteração de postura do governo.

Além da mudança vinda de Brasília, cabe destacar que as revisões para baixo do crescimento da economia neste ano colaboraram para a trégua nas taxas de juros, assim como indicadores mais fracos vindos dos Estados Unidos.

O movimento de fechamento das taxas de juros não deve se prolongar, como observado no último dia no mês.

O mercado deve seguir, ainda, sem um movimento definido, o desempenho visto em fevereiro foi apenas um alívio. A possibilidade de novas ondas de pressão ainda são muito grandes, logo não há uma tendência definida de melhora para este ano. Não teremos ainda uma tendência, um movimento tão claro, que aponte uma direção clara para a renda fixa, em que o investidor possa se sentir confortável. Se faz necessário, neste momento uma gestão mais ativa que busque oportunidades em distorções pontuais, dada a complexidade do mercado.

A melhora dos indicadores em fevereiro foi proporcionada pela combinação de dois fatores que precisam ser apontados. No cenário externo, está em xeque a tendência de elevação das taxas de juros globais. No Brasil, está em julgamento o quanto as questões domésticas vão acrescentar a esse movimento internacional, ou seja, se haverá um prêmio adicional por conta da situação do país. Neste mês, os dois elementos contribuíram para o alívio dos investidores.

Na bolsa, a história tão diferente. O índice Bovespa mostrou mais um mês de quedas, mas com variação mais suave que a queda de 7,5% apresentada em janeiro. Em um mês de forte volatilidade, em que o Ibovespa se aproximou da linha dos 45 mil pontos, ficou mais claro ao investidor que nem tudo estava no preço. Isso quer dizer que o piso pode estar ainda mais distante, o que não quer dizer que haja oportunidades.

A falta de fluxo é o principal problema enfrentado pelo mercado de renda variável no momento.

Por enquanto a palavra de ordem ainda é cautela objetivando principalmente a proteção da carteira contra a volatilidade que ainda se mantem persistente.

Câmbio

Os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,50 para R$2,49 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção permaneceu em R$ 2,55.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa dos agentes do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 foi reduzida de US$ 7,9 bilhões para US$ 7,0 bilhões. Para 2015 a projeção também foi reduzida de US$ 10,5 bilhões para US$ 10,0 bilhões.

Em 2014 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi reduzida de US$ 58,8 bilhões para US$ 58,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros foi também reduzida só que de US$ 57,3 bilhões para US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014 e 2015, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados elevaram-se, respectivamente, em 4,10% e 5,00%.