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fevereiro, 2014

FOCUS – MERCADO CONTINUA APOSTANDO EM INFLAÇÃO MAIOR PARA 2014

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 24/02, pela autoridade monetária mostra que os economistas dos bancos continuam com a expectativa de elevação no índice oficial do governo medido pelo IPCA..

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – de 5,93% para 6,00% para o final de 2014. Para 2015, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA f em 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, reduziram a sua estimativa para a inflação de fevereiro de 0,63% para 0,60%. Em relação a inflação de março de 2014 os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para o IPCA de 0,50% para 0,64%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi elevada de 6,05% para 6,11%.

PIB

Os analistas das instituições financeiras reduziram, pela terceira semana seguida, a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,79% para 1,67%.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2014 também recuou, só que neste caso de 1,93% para 1,87%.

Para 2015, os economistas dos bancos, reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,10% para 2,00%.

Para a produção industrial brasileira em 2015, os agentes das instituições financeiras elevaram as suas projeções de 2,89% para 3,00%.

Taxa de juros

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 em 11,25%.

Com isso o mercado continua acreditando em um elevação de 0,50 p.b para a reunião do Copom que acontece nos dias 24 e 25 de fevereiro e de mai 0,25 p.b. na reunião de abril.

Já para o exercício de 2015 a projeção para a taxa básica de juros permaneceu em 12,00%.

Perspectiva

Nesta semana, tanto a agenda doméstica quanto a internacional estão recheadas de eventos. No Brasil, o grande destaque será a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que deverá elevar a Selic para 10,75%, podendo encerrar o ciclo de aperto monetário iniciado em abril do ano passado. Atividade econômica mais fraca, inflação mais moderada neste início de ano e o anúncio de uma política fiscal mais contracionista seriam as razões para o final do ciclo.

Merecerá destaque a divulgação do resultado do PIB no 4º trimestre de 2013. Projetamos expansão de 0,2% do PIB em base T/T dessazonalizado, contra retração de 0,5% observada no 3º trimestre. Confirmada essa projeção, a economia brasileira teria crescido 2,2% em 2013 (1,0% em 2012). Os indicadores de inflação que serão conhecidos ao longo da semana continuarão mostrando arrefecimento dos preços ao consumidor, refletindo as altas moderadas de alimentação e a dissipação das pressões típicas do início do ano. No front externo, os indicadores que serão conhecidos ao longo dos próximos dias, principalmente os oriundos dos Estados Unidos e China, deverão fornecer subsídios para uma melhor avaliação da conjuntura mundial, contribuindo para moldar as expectativas dos agentes dos mercados.

A recomendação ainda continua sendo cautela, entretanto começamos a avaliar uma mudança nas expectativas em relação à composição das carteiras dos RPPS. Qualquer alteração dependerá de mudanças no andamento da politica monetária em curso.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,50 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção aumentou de R$ 2,53 para R$ 2,55.

Balanço de pagamentos e IED

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 foi mantida em US$ 7,9 bilhões. Para o próximo ano a estimativa foi reduzida de US$ 11,5 bilhões para US$ 10,5 bilhões.

Em 2014 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos elevou de US$ 58 bilhões para US$ 58,8 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros foi mantida em US$ 57,3 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014 e 2015, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados elevaram-se, respectivamente, em 4,10% e 5,00%.