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Consultoria em Investimentos

janeiro 27th, 2014

AGENTES DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM A PROJEÇÃO PARA SELIC e IPCA EM 2014

Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia e para o índice de inflação oficial do governo.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram, pela terceira semana seguida, a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em 6,01% para 6,02% ao fim deste ano. Para 2015, a expectativa em relação a inflação medida pelo IPCA , também, foi elevada de  5,60% para 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os analista das instituições financeiras, considerados top 5, mantiveram suas projeções em relação a inflação de janeiro em 0,76%. Para a inflação de fevereiro de 2014 os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para o IPCA de 0,62% para 0,64%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses também sofreu correção para cima. Subindo de 5,98% para 5,99%.

PIB

Os economistas dos bancos reduziram , pela primeira vez no ano, a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,00% para 1,91% em 2014.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2014 manteve-se em 2,20%.

Para 2015, os analistas do mercado, reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,50% para 2,20%.

Para a produção industrial brasileira em 2015, os economistas dos bancos elevaram a sua projeção de 2,89% para 2,95%.

JUROS

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 de 10,75% para 11,00% ao ano. Para 2015 os analistas do mercado mantiveram a Selic em 11,50% ao ano.

Perspectiva

O sentimento de aversão ao risco persiste e freia o ímpeto os investidores. O mercado mostra-se mais seletivo, buscando economias com fundamentos mais sólidos, ante um clima de retração da liquidez no mercado internacional. O Federal Reserve –Fed, Banco Central norte-americano, deve reduzir suas compras mensais de ativos para US$ 65 bilhões em sua reunião de política monetária que termina na próxima quarta-feira, 29/01.

A recomendação ainda continua sendo, cautela.

Com a expectativa de Selic em 11,0% ao final de 2014 os ativos atrelados a variação da taxa de juros doméstica, Selic, tornam-se uma boa opção para a proteção da carteira. Os ativos de longo prazo atrelados à variação da inflação tende, ainda, a apresentar volatilidade no curto prazo.

Cambio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa foi elevada R$ 2,50.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2014 de US$ 9,10 bilhões para US$8,00 bilhões em 2014. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em US$12,00 bilhões.

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi reduzida de US$ 60 bilhões para US$57,50 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros foi mantida em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados manteve em 4,00%. Para 2015, a estimativa dos economistas dos bancos, também manteve-se em 5,00%.