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Consultoria em Investimentos

janeiro 20th, 2014

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA SELIC EM 2014

Por mais uma semana, o Relatório de Mercado Focus manteve-se praticamente estável, a não ser pela elevação da projeção da taxa básica de juros. As estimativas dos economistas dos bancos em relação à Selic foi alterada em função da elevação da taxa em 0,50 ponto percentual pelo Copom – Comitê de Política Monetária em sua reunião de janeiro, para 10,5% ao ano, quando o mercado apostava em uma alta de 0,25 ponto.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em 6,00% para 6,01% ao fim deste ano. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA , também, foi elevada de  5,50% para 5,60%.

Inflação de curto prazo

Os analista das instituições financeiras, considerados top 5, elevaram para a inflação de janeiro de 0,74% para 0,76%. Para a inflação de fevereiro de 2014 os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o IPCA de 0,67% para 0,62%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi reduzida pelos agentes do mercado financeiro, de 5,99% para 5,98%. A redução da estimativa pode ser pequena, mas o índice apresenta queda já há quatro semanas.

PIB

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,99% para 2,00% em 2014.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2014 manteve-se em 2,20%.

Para 2015, os agentes do mercado financeiro, elevaram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 2,48% para 2,50%, mesmo patamar de duas semanas atrás.

Para a produção industrial brasileira em 2015, os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa de 3,00% para 2,89%.

JUROS

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 de 10,50% para 10,75% ao ano. Para 2015 os analistas do mercado mantiveram a Selic em 11,50% ao ano.

Perspectiva

Este mostra prenúncios de ser um ano com muitos desafios, no radar temos as eleições presidenciais, situação econômica do país e a redução dos estímulos à economia norte-americana. Assim sendo, os investidores, de todos os segmentos, terão vários empecilhos pela frente.

No segmento de renda fixa, com a continuidade do aperto monetário, o direcionamento dos recursos para em títulos pós-fixados, que apresentam menor volatilidade e acompanham os movimentos dos juros, ou em títulos de prazo mais curto, pode ser uma boa alternativa para a proteção da carteira.

Os títulos atrelados a índice de inflação são uma boa alternativa para o longo prazo, mas caso se faça a opção por esta modalidade de aplicação financeira é importante entender que no curto prazo a volatilidade deve permanecer em função da marcação a mercado. É importante ratificar que se levado até o vencimento o investidor receberá a taxa de juros pactuada no momento da compra.

Por todos os fatores acima, o segmento de renda variável também deve apresentar volatilidade e risco ao investidor. O importante é ficar atendo para aproveitar as oportunidades que aparecerem.

Como recomendação, cautela na gestão dos recursos ainda é a palavra de ordem.

Cambio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção foi elevada de R$ 2,47 para R$ 2,50.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2014 de US$ 8,25 bilhões para US$9,10 bilhões em 2014. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em US$12,00 bilhões

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros foi elevada de US$ 59 bilhões para  US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados manteve em 4,00%. Para 2015, a estimativa dos economistas dos bancos, também manteve-se em 5,00%.