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janeiro, 2014

AGENTES DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM A PROJEÇÃO PARA SELIC e IPCA EM 2014

Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia e para o índice de inflação oficial do governo.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram, pela terceira semana seguida, a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em 6,01% para 6,02% ao fim deste ano. Para 2015, a expectativa em relação a inflação medida pelo IPCA , também, foi elevada de  5,60% para 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os analista das instituições financeiras, considerados top 5, mantiveram suas projeções em relação a inflação de janeiro em 0,76%. Para a inflação de fevereiro de 2014 os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para o IPCA de 0,62% para 0,64%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses também sofreu correção para cima. Subindo de 5,98% para 5,99%.

PIB

Os economistas dos bancos reduziram , pela primeira vez no ano, a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,00% para 1,91% em 2014.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2014 manteve-se em 2,20%.

Para 2015, os analistas do mercado, reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,50% para 2,20%.

Para a produção industrial brasileira em 2015, os economistas dos bancos elevaram a sua projeção de 2,89% para 2,95%.

JUROS

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 de 10,75% para 11,00% ao ano. Para 2015 os analistas do mercado mantiveram a Selic em 11,50% ao ano.

Perspectiva

O sentimento de aversão ao risco persiste e freia o ímpeto os investidores. O mercado mostra-se mais seletivo, buscando economias com fundamentos mais sólidos, ante um clima de retração da liquidez no mercado internacional. O Federal Reserve –Fed, Banco Central norte-americano, deve reduzir suas compras mensais de ativos para US$ 65 bilhões em sua reunião de política monetária que termina na próxima quarta-feira, 29/01.

A recomendação ainda continua sendo, cautela.

Com a expectativa de Selic em 11,0% ao final de 2014 os ativos atrelados a variação da taxa de juros doméstica, Selic, tornam-se uma boa opção para a proteção da carteira. Os ativos de longo prazo atrelados à variação da inflação tende, ainda, a apresentar volatilidade no curto prazo.

Cambio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa foi elevada R$ 2,50.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2014 de US$ 9,10 bilhões para US$8,00 bilhões em 2014. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em US$12,00 bilhões.

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi reduzida de US$ 60 bilhões para US$57,50 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros foi mantida em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados manteve em 4,00%. Para 2015, a estimativa dos economistas dos bancos, também manteve-se em 5,00%.

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA SELIC EM 2014

Por mais uma semana, o Relatório de Mercado Focus manteve-se praticamente estável, a não ser pela elevação da projeção da taxa básica de juros. As estimativas dos economistas dos bancos em relação à Selic foi alterada em função da elevação da taxa em 0,50 ponto percentual pelo Copom – Comitê de Política Monetária em sua reunião de janeiro, para 10,5% ao ano, quando o mercado apostava em uma alta de 0,25 ponto.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em 6,00% para 6,01% ao fim deste ano. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA , também, foi elevada de  5,50% para 5,60%.

Inflação de curto prazo

Os analista das instituições financeiras, considerados top 5, elevaram para a inflação de janeiro de 0,74% para 0,76%. Para a inflação de fevereiro de 2014 os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o IPCA de 0,67% para 0,62%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi reduzida pelos agentes do mercado financeiro, de 5,99% para 5,98%. A redução da estimativa pode ser pequena, mas o índice apresenta queda já há quatro semanas.

PIB

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,99% para 2,00% em 2014.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2014 manteve-se em 2,20%.

Para 2015, os agentes do mercado financeiro, elevaram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 2,48% para 2,50%, mesmo patamar de duas semanas atrás.

Para a produção industrial brasileira em 2015, os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa de 3,00% para 2,89%.

JUROS

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 de 10,50% para 10,75% ao ano. Para 2015 os analistas do mercado mantiveram a Selic em 11,50% ao ano.

Perspectiva

Este mostra prenúncios de ser um ano com muitos desafios, no radar temos as eleições presidenciais, situação econômica do país e a redução dos estímulos à economia norte-americana. Assim sendo, os investidores, de todos os segmentos, terão vários empecilhos pela frente.

No segmento de renda fixa, com a continuidade do aperto monetário, o direcionamento dos recursos para em títulos pós-fixados, que apresentam menor volatilidade e acompanham os movimentos dos juros, ou em títulos de prazo mais curto, pode ser uma boa alternativa para a proteção da carteira.

Os títulos atrelados a índice de inflação são uma boa alternativa para o longo prazo, mas caso se faça a opção por esta modalidade de aplicação financeira é importante entender que no curto prazo a volatilidade deve permanecer em função da marcação a mercado. É importante ratificar que se levado até o vencimento o investidor receberá a taxa de juros pactuada no momento da compra.

Por todos os fatores acima, o segmento de renda variável também deve apresentar volatilidade e risco ao investidor. O importante é ficar atendo para aproveitar as oportunidades que aparecerem.

Como recomendação, cautela na gestão dos recursos ainda é a palavra de ordem.

Cambio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção foi elevada de R$ 2,47 para R$ 2,50.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2014 de US$ 8,25 bilhões para US$9,10 bilhões em 2014. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em US$12,00 bilhões

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros foi elevada de US$ 59 bilhões para  US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados manteve em 4,00%. Para 2015, a estimativa dos economistas dos bancos, também manteve-se em 5,00%.

ANALISTAS DOS BANCOS ELEVAM PROJEÇÃO PARA O IPCA E PARA O PIB EM 2014

Os economistas das instituições financeiras elevaram suas estimativas para o crescimento do PIB e da inflação ao fim de 2014, as informações constam do Boletim Focus, do Banco Central divulgado hoje, 13/01.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em 6,00% para o fim deste ano. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA manteve-se em 5,50%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de janeiro em 0,74%. Para a inflação de fevereiro de 2014 os analistas dos bancos tem uma estimativa para o IPCA de 0,67%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi reduzida pelos analistas dos bancos, de 6,00% para 5,99%.

PIB

Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,95% para 1,99% em 2014.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2014 manteve-se em 2,20%.

Para 2015, os agentes do mercado financeiro, reduziram ligeiramente a projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,50% para 2,48%.

Para a produção industrial brasileira em 2015, os analistas das instituições financeiras elevaram as projeções de 2,89% para 3,00%.

JUROS

Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 em 10,50% ao ano. Entretanto, para 2015 elevaram de 11,25% para 11,50%.

Perspectiva

Na sexta-feira (10/01/2014) foi divulgado o índice oficial de inflação do mês de dezembro/13. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como base para as metas do governo, fechou o ano passado em 5,91%. Acima da expectativa de mercado publicada na semana passada. Apesar do resultado, o índice ainda ficou dentro do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%. O aumento do índice de inflação está diretamente correlacionado ao ajuste dos preços de combustível, reajustados em 30 de novembro pelo governo, e de passagens aéreas.

O mercado segue na expectativa pelo desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que será encerrada na próxima quarta-feira. Atualmente, a Taxa Selic apresenta-se em 10% ao ano.

Cambio

Os economistas dos bancos mantiveram a projeção para a taxa de câmbio de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção aumentou de R$ 2,45 para R$ 2,47.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram  a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2014 em US$ 8,03 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados manteve em 1,40%. Para 2015, a estimativa dos economistas dos bancos, também manteve-se em 5,00%.

Autor: Vinícius Gaspar

MERCADO ESTIMA DÓLAR EM R$ 2,45 AO FINAL DE 2014

O primeiro Relatório de Mercado Focus de 2014 divulgado hoje, 06/01 mostra que os agentes do mercado estimam que o dólar feche o ano em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram ligeiramente a sua projeção, para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,73% para 5,74% de 2013. Para este ano, a estimativa para o índice de inflação oficial do governo foi reduzida de 5,98% para 5,97%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados top 5, mantiveram a sua estimativa para a inflação de dezembro de 2013 em 0,72%, com isso a meta atuarial para o mês de ficar em 1,21%, assim a meta atuarial para 2013 medida pelo IPCA deve ficar em 12,07%. Para a inflação de janeiro os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa  para o IPCA em 0,74%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi reduzida pelos analistas dos bancos, de 6,03% para 6,00%.

PIB

Os economistas do mercado financeiro reduziram ligeiramente a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,30% para 2,28% em 2013.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2013 também foi reduzida pelos economistas dos bancos de 1,59% para 1,53%.

Para 2014, os agentes do mercado financeiro, reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,00% para 1,95%.

Para a produção industrial brasileira em 2014, os analistas das instituições financeiras reduziram as suas projeções de 2,23% para 2,20%.

Juros

Com a elevação dos juros pelo Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 27/11 a taxa básica de juros da economia brasileira encerra 2013 em 10,0% ao ano.

Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 em 10,50% ao ano.

Perspectiva

O ano de 2014 será especialmente favorável aos investimentos em renda fixa mais conservadores, precisamente por conta do cenário econômico incerto.

A probabilidade de uma repetição do que foi o ano de 2013, ainda que em menor proporção, sugere cautela.

Logo, destacam-se os investimentos em taxas de juros, tais como as LFT’s – Letras Financeiras do Tesouro, títulos atrelados à variação da taxa Selic, ou as LTN’s – Letras do Tesouro Nacional mais curtas. Com a Selic em 10,00% ao ano, e com probabilidade de alcançar 10,50%, optar por aplicações atreladas a elas pode ser interessante para se proteger da inflação no curto prazo.

Na outra ponta, há os títulos que protegem o passivo dos Regimes Próprios de Previdência Social, e que pagam juros acima da variação do IPCA. Dentre eles, destacam-se as NTN-B’s, títulos emitidos pelo Tesouro Nacional com grandes volumes de negociações diárias. O IMA-B é o subsegmento do IMA que replica a variação desses títulos. Sua atratividade está no fato de proteger o dinheiro da corrosão inflacionária, e por estarem pagando juros acima dos 6,0% ao ano nos vencimentos mais longos.

Entretanto, a aplicação requer certo cuidado. Caso a expectativa da taxa Selic futura seja de alta, esses títulos tendem a se ajustar ao novo cenário e perder valor. Por outro lado, com a Selic em queda, esses títulos se valorizam.

O mercado de ações deve se confrontar com um ano também difícil em 2014, em função de fatores como o baixo crescimento econômico projetado para o Brasil, a retirada dos estímulos à economia norte-americana, a possível elevação da taxa de juros nos EUA e, para algumas empresas, a temida alta do dólar.

O Relatório de Mercado divulgado semanalmente pelo Banco Central estima um crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,30% em 2013 e de somente 2,00% em 2014. A projeção do crescimento econômico brasileiro vem sendo paulatinamente reduzida pelos analistas do mercado financeiro.

Com elevação da inflação, a autoridade monetária iniciou em abril de 2013 o ciclo de aperto monetário com a elevação da taxa básica de juros, o que sacrifica ainda mais o já combalido crescimento da economia.

O fraco crescimento econômico é o principal fator que impacta negativamente o desempenho da Bolsa de Valores, pois a performance das ações acaba sendo um reflexo dos maus resultados das empresas brasileiras.

Se somarmos a isso o fraco desempenho das contas públicas em 2013, que podem levar ao rebaixamento rating de crédito e consequente perda do grau de investimento em 2014, o que seria desastroso para a economia do Brasil.

A recuperação da economia norte-americana deve dar inicio a retirada dos estímulos à economia, via redução do volume de recompra de títulos públicos e hipotecários pelo FED – Federal Reserve, que pode ter um efeito bom no longo prazo, entretanto o efeito imediato não deve ser nada positivo para a bolsa brasileira.

Com menos dinheiro em circulação no mercado e uma provável elevação da taxa básica de juros nos EUA, o capital estrangeiro mais especulativo pode deixar o Brasil, o que comumente provoca quedas na Bolsa.

O efeito da retirada dos estímulos e do crescimento norte-americano será uma valorização ainda maior da moeda norte-americana, o que deve prejudicar as empresas que dependem de importações, ou que têm grande parte da dívida atrelada ao dólar.

Por sua vez, empresas exportadoras e com baixo endividamento na moeda norte-americana, devem se beneficiar dessa conjuntura. Com o dólar encerrando 2013 na casa de 2,357 reais, a projeção para o fim de 2014 já se aproxima do patamar de 2,50 reais.

Somado a tudo isso, o mercado de renda variável deve sofrer com o sobe e desce radical em 2014, devido as eleições presidenciais.

Mesmo assim, para quem desejar uma pequena exposição a Bolsa na carteira, a opção é procurar bons gestores de fundos não atrelados ao Ibovespa.

Uma outra opção em um cenário volátil seriam os fundos multimercados de estratégia macro, que investem em diversas classes de ativos, tanto na renda fixa quanto na variável, posicionando-se de forma a tirar proveito do cenário no curtíssimo prazo.

Cambio

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2014 em R$2,45 para R$2,34 por unidade da moeda norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram  a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2014 em US$ 8,03 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi elevada de 1,33% para 1,40%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi elevada de 3,85% para 4,00%.