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Consultoria em Investimentos

dezembro 26th, 2013

ANALISTAS DOS BANCOS ELEVAM PROJEÇÃO PARA O IPCA EM 2013 E 2014

Os agentes do mercado financeiro, elevaram a sua estimativa para o IPCA no penúltimo Boletim Focus de 2014 divulgado no dia 20/12, pelo Banco Central.

A mediana das projeções para o fim de 2013 subiu de 5,70% para 5,72%.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,70% para 5,72% ao fim deste ano. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA foi elevada de 5,95% para 5,97%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados top 5, mantiveram a sua estimativa para a inflação de dezembro em 0,72%, com isso a meta atuarial para o mês de ficar em 1,21%, assim a meta atuarial para 2013 medida pelo IPCA deve ficar em 13,48%. Para a inflação de janeiro de 2014 os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o IPCA de 0,75% para 0,74%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi elevada pelos economistas dos bancos, de 6,03% para 6,05%. Há um mês, essa estimativa era de 6,14%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,30% ao final de 2013.

A projeção para a evolução da produção industrial em 2013 foi reduzida, ligeiramente, pelos economistas dos bancos de 1,61% para 1,60%.

Para 2014, os analistas dos bancos, reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 2,01% para 2,00%.

Para a produção industrial brasileira em 2014, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa de 2,31% para 2,23%.

Juros

Com a elevação dos juros pelo Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 27/11 a taxa básica de juros da economia brasileira encerra 2013 em 10,0% ao ano.

Para 2-14, os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 em 10,50% ao ano.

Perspectiva

Prestes a fechar 2013, o mercado já se programa para o que deve comandar a economia brasileira em 2014, quando haverá copa do mundo e eleições.

O ano de 2013 foi bastante atribulado para os investidores brasileiros, e 2014 promete ser ainda mais complicado. Entretanto, poderá haver boas oportunidades em investimentos ligados à inflação e que se beneficiem do juro alto e em fundos de ações small caps. Uma combinação de estratégias que já funcionaram neste ano com estratégias adaptadas ao cenário mais duro.

De concreto é que 2013, para o mercado financeiro, já é passado. Para 2014 a estratégia ainda é cautela no direcionamento dos recursos.

Cambio

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 de R$2,33 para R$2,34 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa também foi elevada só que de R$2,43 para R$2,45 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram, mais uma vez, a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,19 bilhões para US$1,18 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial foi elevada de US$ 7,85 bilhões para US$ 8,03 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi reduzida de 1,50% para 1,35%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi elevada de 3,85% para 4,00%.