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Consultoria em Investimentos

dezembro 16th, 2013

MERCADO ELEVA ESTIMATIVA PARA O DÓLAR EM 2013 E 2014

Os economistas das instituições financeiras elevaram suas estimativas para a cotação do dólar ao fim de 2013 e do próximo ano, as informações constam do  Boletim Focus, do Banco Central  divulgado hoje, 16/12.

A mediana das estimativas para o fim de 2013 subiu de R$ 2,30 para R$ 2,33 e para o próximo, de R$ 2,40 para R$ 2,43.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em 5,70% para o fim deste ano. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA foi elevada de 5,92% para 5,95%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiros, considerados top 5, elevaram a sua projeção para a inflação de dezembro de 0,70% para 0,72%. Para a inflação de janeiro de 2014 os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o IPCA de 0,74% para 0,75%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi reduzida pelos analistas das instituições financeiras, de 6,04% para 6,03%. Há um mês, essa estimativa era de 6,14%.

PIB

Após apresentar estabilidade em suas estimativas, os economistas do mercado financeiro reduziram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,35% para 2,30% ao final de 2013.

A estimativa para a evolução da produção industrial em 2013 também foi reduzida pelos analistas dos bancos de 1,63% para 1,61%.

Para 2014, os agentes do mercado financeiro, reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,10% para 2,01%.

Para a produção industrial brasileira para 2014, os economistas dos bancos elevaram  a sua estimativa de 2,25% para 2,31%.

Juros

Com a elevação dos juros pelo Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 27/11 a taxa básica de juros da economia brasileira encerra 2013 em 10,0% ao ano.

Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 em 10,50% ao ano.

Perspectiva

No mercado de renda fixa, o peso dos fatores domésticos se tornou predominante na definição das expectativas dos investidores, principalmente após as indicações de que a normalização da política monetária norte americana seria postergada para o primeiro trimestre de 2014, o que abriu espaço para a correção para cima dos preços dos ativos entre setembro e outubro. A partir da segunda quinzena de outubro, entretanto, a conjugação de baixo crescimento doméstico, expectativas inflacionárias ainda desancoradas, resultados fiscais ruins e a possibilidade de rebaixamento do rating do país acirrou a piora de percepção de Câmbio.

Também no segmento de renda variável permanece a indefinição, como base no cenário tanto interno como externo.

De concreto, se percebe que a volatilidade permanece e com este cenário cautela continua sendo a palavra de ordem.

Cambio

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 de R$2,30 para R$2,33 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção também foi elevada só que de R$2,40 para R$2,43 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram, mais uma vez, a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,25 bilhões para US$1,19 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial foi elevada de US$ 7,45 bilhões para US$ 7,85 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi mantida em 1,50%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi elevada de 3,80% para 3,85%.