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Consultoria em Investimentos

dezembro 9th, 2013

MERCADO REDUZ PROJEÇÃO PARA O IPCA EM 2013

Os agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central do Brasil para composição do Relatório de Mercado Focus, em 09 de dezembro, reduziram a projeção para inflação brasileira medida pelo IPCA.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram, pela quarta semana, a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,81% para 5,70% em 2013. Para 2014, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA foi mantida em 5,92%.

Inflação de curto prazo

Os analistas dos bancos, considerados top 5, reduziram a sua estimativa para a inflação de dezembro de 0,74% para 0,70%. Para a inflação de janeiro de 2014 os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para o IPCA de 0,72% para 0,74%.

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou ainda mais, saindo de 6,09% para 6,04%. Há um mês, essa estimativa era de 6,18%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro reduziram nesta semana, após seis semanas seguidas de alta, a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,50% para 2,35% ao final de 2013.

Em relação à evolução da produção industrial, os analistas dos bancos reduziram, mais uma vez, a sua estimativa para 2013 de 1,69% para 1,63%.

Para 2014, os analistas dos bancos, igualmente reduziram a sua estimativa a o crescimento da economia brasileira de 2,11% para 2,10%.

Para a produção industrial brasileira para 2014, os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa de 2,50% para 2,25%.

Juros

Com a elevação dos juros pelo Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 27/11 a taxa básica de juros da economia brasileira encerra 2013 em 10,0% ao ano.

Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros para 2014 em 10,50% ao ano.

Perspectiva

Com um comunicado lacônico, onde tira do texto a parte que dá maior peso a inflação, o Copom – Comitê de Politica Monetária do Banco Central sinaliza que possamos estar na fase final do ciclo de aperto monetário, mesmo com o agravamento da situação das contas públicas e do patamar elevado da inflação. Contudo, a atividade econômica parece precisar de uma dinâmica de crescimento plausível, estado que recomenda uma reavaliação do ciclo de alta dos juros por parte do Banco Central. Assim sendo, esperamos que as taxas de juros nominais de curto prazo proporcionem boa relação retorno x risco. Em relação às taxas de juros reais, a liquidez baixa dos ativos e prazos de vencimentos mais elevados deixa esta classe mais vulnerável aos eventos externos e à evolução do quadro fiscal. Porém, taxas superiores a 6% a.a. certamente devem ser seguidas com maior atenção pelo investidor. Por sua vez o real, o patamar deve permanecer ao redor de R$2,35 por unidade da moeda norte-americana, analisando as incertezas correntes.

Para encerra, no mercado de ações, entendemos que os segmentos ligados ao mercado externo e com um certo poder de repassar seus preços, além do setor financeiro, podem ser um boa opção. Porém, parece admissível arriscar em aumento da volatilidade, na medida em que se aproxima o período eleitoral e da possível redução dos estímulos monetários americanos.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram, mais uma vez, a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,30 bilhões para US$1,25 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial recuou de US$ 7,85 bilhões para US$ 7,45 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi mantida em 1,50%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi mantida em 3,80%.