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novembro 21st, 2013

Ética e carreira

Por Silvio Celestino

Em tempos de mensalão é bom conversarmos sobre ética para variar.

Vivemos em um mundo no qual as pessoas éticas têm de competir, no decorrer de sua carreira profissional, com aquelas que não o são. E, vida pessoal, por vezes, não é muito diferente. Entretanto, a ética impõe limites inexistentes para quem não a possui. Desse modo, a luta é – e sempre será – desigual. Além disso, esses indivíduos são destruidores, enquanto os primeiros, construtores. E o ato de destruir exige uma inteligência menor do que o de construir.

Basta observar a complexidade de conhecimento e habilidades para erguer um prédio: engenharia, licenças legais, funcionários treinados, material e tempo. Já uma única bomba, no lugar certo, ele cai em poucos segundos. Ainda assim, temos de pensar mais na obra que construiremos no decorrer de nossa v ida.

O interesse do indivíduo em evoluir o faz alcançar certo nível de ética. Quanto maior sua determinação, maiores as chances de alcançar patamares elevados e que o permitam pertencer e contribuir para organizações humanas. A interrupção dessa evolução o faz estagnar, até mesmo em sua carreira. Por isso, conhecer esses níveis e refletir sobre a necessidade de continuar evoluindo é uma decisão relevante a todos.

O primeiro nível da ética é aquele no qual o pensamento da pessoa é: “Estão todos contra mim!” O indivíduo se comporta como um sobrevivente e, ao mesmo tempo, um predador.

Somente sai de sua “caverna” para conseguir o que for necessário para sua sobrevivência, retornando a uma zona de conforto e segurança em seguida. Essa ética, utilizada por fundamentalistas, é a origem dos terroristas. E nem todo terrorista usa bombas para destruir as demais pessoas.

O segundo nível é aquele no qual o pensamento dominante é: “Somos nós contra eles!” Ou seja, o indivíduo descobriu que outras pessoas também têm o mundo contra elas. Então se juntam e convidam outras para fazer parte do grupo. Desse modo, possuem um poder de destruição maior e querem usá-lo contra seus inimigos a todo custo. É nesse nível de ética que se formam grupos terroristas, declarados ou disfarçados em agremiações políticas.

O terceiro nível é aquele onde o indivíduo contribui com um grupo para construir algo. O pensamento dominante é: “Nós ganhamos e eles ganham!” Esse nível é o mínimo que deve ser alcançado por líderes, funcionários, fornecedores e clientes, para que uma organização empresarial possa ser duradoura.

O quarto nível é aquele no qual o indivíduo descobre que faz parte de um todo. O pensamento, neste caso é: “Somos um só!” A pessoa sabe que o que ela fizer aos outros irá afetá-la também. Por essa razão, busca contribuir o máximo possível de modo positivo, pois sabe que sua ação fará diferença para o mundo. Esse é o nível de ética que temos de atingir para construção de um país viável. A ideia de que há o setor público separado do setor privado, e que um deve se sustentar à custa do outro, precisa desaparecer. Temos problemas sérios demais para resolver e teríamos mais chances, se trabalhássemos juntos. Infelizmente, ainda estamos longe disso. Mas, já foi pior.

O quinto e último nível é reservado a indivíduos de grande iluminação. É aquele no qual o pensamento dominante é: “Eu perco e você perde, para que a humanidade saia ganhando!” É o estado de evolução no qual a pessoa sabe que terá de arriscar diversas esferas de sua vida, inclusive ela própria, para cumprir um propósito. Sabe que fará sacrifícios e que aqueles que contribuírem com ela, também serão sacrificados. Mas a causa maior trará benefícios à humanidade, especialmente às gerações futuras. Martin Luther King, Gandhi e Mandela são grandes exemplos. Mas também Tiradentes, Irmã Dulce, e Chico Xavier.

Um mundo melhor se faz de seres humanos que se aperfeiçoam para atingir os níveis mais altos da ética. Eles fazem obras inesquecíveis! Obras de uma vida toda.

Vamos em frente!

Fonte primária da informação: Infomoney