Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

novembro 14th, 2013

INSTRUÇÃO DA CVM EXIGE RESPEITO A PERFIL DE INVESTIDOR

Agora, ao recomendarem produtos, as instituições financeiras terão que verificar uma série de requisitos

Rio – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou hoje a Instrução nº 539, que traz regras para adequar produtos, serviços e operações financeiras ao perfil do cliente, o chamado “suitability”.

Agora, ao recomendarem produtos, as instituições financeiras terão que verificar uma série de requisitos. As novas regras entram em vigor no dia 5 de janeiro.

Será preciso observar, por exemplo, se o produto, serviço ou operação é adequado aos objetivos de investimento do cliente e se sua situação financeira é compatível com aquele investimento. A norma indica ainda que a instituição avalie se o cliente possui conhecimento necessário para compreender os riscos envolvidos na operação.

Também devem ser analisadas e classificadas as categorias de produtos disponíveis, considerando, no mínimo, os riscos e seus ativos subjacentes, perfil dos emissores, eventuais garantias e prazos de carência.

Em gestação desde dezembro de 2011, a instrução prevê ainda casos de vedação à recomendação de produtos ou serviços ao cliente. A proibição pode ocorrer quando o perfil do cliente não for adequado ao produto ou serviço, se não forem obtidas as informações que permitam a identificação de seu perfil ou quando as mesmas não estiverem atualizadas. O perfil do cliente deve ser atualizado, no mínimo, a cada 24 meses.

A norma editada hoje sofreu mudanças em relação à que foi colocada em audiência pública em 2011. Uma delas foi à exclusão dos analistas e administradores de carteiras de valores mobiliários da norma, por não atuarem diretamente na distribuição ou aconselhamento de clientes específicos.

Outra alteração relevante foi à supressão da referência a “ofertas” ao longo da norma, sendo mantido apenas o termo “recomendações”. Para a CVM, isso deixa mais claro que o foco da instrução é a recomendação de produtos e serviços a clientes específicos, afastando-se a preocupação em torno da amplitude da expressão “oferta”.

A CVM ressalta que “o cliente continua livre para ordenar suas operações, devendo ser alertado, apenas, caso sua ordem esteja inadequada ao seu perfil ou quando este estiver desatualizado ou não existir”.

É dispensada a obrigatoriedade de verificar a adequação ao perfil, quando for possível presumir que o cliente tenha conhecimento necessário ou estrutura suficiente para respaldar suas próprias decisões de investimento.

Esse rol de clientes foi ampliado a partir das manifestações na audiência pública e passou a incluir os demais participantes do sistema de distribuição e não apenas as instituições financeiras, os investidores não residentes, os analistas de valores mobiliários e, por fim, as pessoas jurídicas consideradas investidores qualificados.

Fonte primária da informação: Portal Exame

JUROS FUTUROS FECHAM EM QUEDA COM DADOS DO VAREJO

Abaixo reproduzimos matéria sinalizando que há exagero na alta dos juros e que há a possibilidade de a autoridade monetária reduzir o ritmo de elevação dos juros o que pode impactar positivamente no resultado do IMA.

SÃO PAULO – Os juros futuros fecharam em queda nesta quarta-feira,13, após um resultado pior do que o esperado das vendas no varejo em setembro e dando prosseguimento à correção dos exageros recentes. A retração das taxas também acompanhou os yields dos Treasuries e a queda do dólar durante grande parte da sessão. Vale notar, porém, que a moeda zerou suas perdas nos minutos finais de negócios, reduzindo a queda de alguns vencimentos de juros.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (118.560 contratos) estava em 10,11%, exatamente o mesmo nível do ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (317.380 contratos) indicava 10,86%, de 10,96% da terça-feira, 12. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (174.530 contratos) apontava 11,97%, ante 12,08% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (3.270 contratos) marcava máxima de 12,38%, de 12,48% no ajuste anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quarta-feira, 13, que as vendas subiram 0,5% em setembro ante agosto, abaixo da mediana das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 0,70%. No conceito ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, as vendas recuaram 0,7% no mesmo período, também abaixo do esperado, que era estabilidade. Tais resultados trouxeram a leitura de que o aperto monetário em curso não pode ser estendido por muito mais tempo, como precifica a curva de juros, sob o risco de comprometer ainda mais a atividade.

Hoje, o dólar se manteve em queda durante grande parte do pregão e também deu sua contribuição para os juros. Apenas nos minutos finais, a moeda zerou as perdas, o que pode estar relacionado, segundo um operador, à zeragem de posição por algum participante no fim do dia, um comportamento semelhante ao observado no pregão de terça-feira, 13. O dólar à vista no balcão terminou exatamente estável, a R$ 2,3340.

O juro do T-note de 10 anos estava em 2,732%, de 2,774% na terça-feira, 12. Nesta quarta-feira, 13, Janet Yellen, indicada para a presidência do Fed, estará em audiência do Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos para confirmá-la à frente da autoridade monetária no ano que vem.

Fonte primária da informação: AE Mercados