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novembro, 2013

MERCADO PROJETA PIB EM 2,50% PARA 2013

Os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central do Brasil, através da pesquisa Focus divulgada hoje, 25/11, voltaram a reduzir a sua estimativa para a inflação oficial de 2013.

Inflação

Os agentes das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,84% para 5,82%. Para o próximo ano, a projeção para a inflação oficial do governo foi elevada de 5,91% para 5,92%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a estimativa para a inflação de novembro recuou, pela segunda semana seguida, de 0,68% para 0,63%. Entretanto, os analistas das instituições Top 5 elevaram a sua projeção para a inflação de dezembro de 0,71% para 0,74%.

Em relação à projeção para o IPCA para os próximos 12 meses os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção em 6,14%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela quinta semana seguida,  a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013.

Em relação à evolução da produção industrial, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para 2013, em 1,70%.

Para 2014, os analistas dos bancos também mantiveram a sua projeção para a evolução do PIB, em 2,10%.

Em relação a produção industrial brasileira para 2014, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa em 2,50%.

Juros

Pela quinta semana não houve modificação na projeção para a taxa Selic, que foi mantida em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014, entretanto os analistas dos bancos elevaram  a sua estimativa para a taxa básica de juros para 2014 de 10,25% para 10,50% ao ano.

Perspectiva

Entramos na última semana de novembro e a agenda além de enxuta não traz nada de muito relevante. O momento é de começar a pensar já ao ano de 2014 e prioridades. A semana que se inicia tem como principal assunto a reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Centra, também estará em pauta o julgamento de ações pelo STF – Supremo Tribunal Federal  examinando a  correção de depósitos em caderneta de poupança no período em que vigoraram os quatro programas econômicos, nas décadas de 1980 e 1990 e além da reunião do conselho de administração da Petrobras.

O mercado já colocou nos preços a elevação da Taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 10,0% ao ano, devendo encerrar assim 2013; o STF deve adiar a decisão sobre os planos econômicos  para o próximo ano, desta forma evitará prejuízo total projetado em R$ 150 bilhões para o sistema bancário nacional, é preciso destacar que mais da metade deste valor deverá ser bancado por Caixa e o Banco do Brasil, batendo no Tesouro Nacional que é o emissor e controlador dos bancos públicos; e por fim a elevação do preço da gasolina em torno de 5% nos postos de abastecimento, além da implementação do gatilho para reajuste que evitará diferenças entre preços praticados no Brasil e no exterior no futuro.

A semana não deve se resumir apenas aos assuntos abordados acima, outras informações relevantes devem surgir. A FGV – Fundação Getúlio Vargas e a CNI – Confederação Nacional da Indústria vão divulgar os indicadores industriais de novembro, que ratificar ou não a projeção de alta de 2,5% do PIB – Produto Interno Bruto para 2013, índice de consenso tanto do mercado financeiro como do governo e Banco Central. Caso se confirme, a presidente Dilma Rousseff tem mais é mais é que comemorar. Em época de campanha alguém pode dizer que é pouco. É natural. Mas é imperativo reconhecer que um crescimento econômico de 2,5% é aproximadamente quatro vezes os minguados 0,9% obtidos no ano passado. E, melhor que em 2012, com o governo emitindo sinais diferentes. Mais promissores para quem defende regras de mercado como pré-condição para crescimento econômico saudável e consistente.

O Copom deve ser o centro das atenções para o mercado financeiro, contudo, o ciclo de alta, iniciado em abril, está perto do fim. Se não na reunião de novembro, pelo Focus de hoje, talvez em será em janeiro ou fevereiro. Logo aí. Há um indicio por parte do mercado, que até pode ser apenas torcida, de que o governo evidencia determinação em estruturar nova agenda de trabalho para 2014, talvez até em função da eleição e da necessidade em levar a presidente Dilma à reeleição.

Essa agenda deve estar mais alinhada com os interesses ou prioridades do setor privado e também com o momento por que o país está passando. A Copa do Mundo batendo as portas, e em seguida, a Olimpíada. A Copa do Mundo deixou de ser evento longínquo. Estará em todas as agendas direta ou indiretamente.

De certo mesmo temos que o mercado não tem um horizonte claro e desta forma ainda recomendamos cautela na gestão dos recursos aplicados no mercado financeiro.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 de R$2,27 para R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro elevaram, nesta semana , a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,20 bilhões para US$1,40 bilhões. Para 2014, a projeção para o superávit comercial subiu de US$ 8,00 bilhões para US$ 8,10 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi reduzida de 1,60% para 1,50%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi mantida em 3,80%.

Ética e carreira

Por Silvio Celestino

Em tempos de mensalão é bom conversarmos sobre ética para variar.

Vivemos em um mundo no qual as pessoas éticas têm de competir, no decorrer de sua carreira profissional, com aquelas que não o são. E, vida pessoal, por vezes, não é muito diferente. Entretanto, a ética impõe limites inexistentes para quem não a possui. Desse modo, a luta é – e sempre será – desigual. Além disso, esses indivíduos são destruidores, enquanto os primeiros, construtores. E o ato de destruir exige uma inteligência menor do que o de construir.

Basta observar a complexidade de conhecimento e habilidades para erguer um prédio: engenharia, licenças legais, funcionários treinados, material e tempo. Já uma única bomba, no lugar certo, ele cai em poucos segundos. Ainda assim, temos de pensar mais na obra que construiremos no decorrer de nossa v ida.

O interesse do indivíduo em evoluir o faz alcançar certo nível de ética. Quanto maior sua determinação, maiores as chances de alcançar patamares elevados e que o permitam pertencer e contribuir para organizações humanas. A interrupção dessa evolução o faz estagnar, até mesmo em sua carreira. Por isso, conhecer esses níveis e refletir sobre a necessidade de continuar evoluindo é uma decisão relevante a todos.

O primeiro nível da ética é aquele no qual o pensamento da pessoa é: “Estão todos contra mim!” O indivíduo se comporta como um sobrevivente e, ao mesmo tempo, um predador.

Somente sai de sua “caverna” para conseguir o que for necessário para sua sobrevivência, retornando a uma zona de conforto e segurança em seguida. Essa ética, utilizada por fundamentalistas, é a origem dos terroristas. E nem todo terrorista usa bombas para destruir as demais pessoas.

O segundo nível é aquele no qual o pensamento dominante é: “Somos nós contra eles!” Ou seja, o indivíduo descobriu que outras pessoas também têm o mundo contra elas. Então se juntam e convidam outras para fazer parte do grupo. Desse modo, possuem um poder de destruição maior e querem usá-lo contra seus inimigos a todo custo. É nesse nível de ética que se formam grupos terroristas, declarados ou disfarçados em agremiações políticas.

O terceiro nível é aquele onde o indivíduo contribui com um grupo para construir algo. O pensamento dominante é: “Nós ganhamos e eles ganham!” Esse nível é o mínimo que deve ser alcançado por líderes, funcionários, fornecedores e clientes, para que uma organização empresarial possa ser duradoura.

O quarto nível é aquele no qual o indivíduo descobre que faz parte de um todo. O pensamento, neste caso é: “Somos um só!” A pessoa sabe que o que ela fizer aos outros irá afetá-la também. Por essa razão, busca contribuir o máximo possível de modo positivo, pois sabe que sua ação fará diferença para o mundo. Esse é o nível de ética que temos de atingir para construção de um país viável. A ideia de que há o setor público separado do setor privado, e que um deve se sustentar à custa do outro, precisa desaparecer. Temos problemas sérios demais para resolver e teríamos mais chances, se trabalhássemos juntos. Infelizmente, ainda estamos longe disso. Mas, já foi pior.

O quinto e último nível é reservado a indivíduos de grande iluminação. É aquele no qual o pensamento dominante é: “Eu perco e você perde, para que a humanidade saia ganhando!” É o estado de evolução no qual a pessoa sabe que terá de arriscar diversas esferas de sua vida, inclusive ela própria, para cumprir um propósito. Sabe que fará sacrifícios e que aqueles que contribuírem com ela, também serão sacrificados. Mas a causa maior trará benefícios à humanidade, especialmente às gerações futuras. Martin Luther King, Gandhi e Mandela são grandes exemplos. Mas também Tiradentes, Irmã Dulce, e Chico Xavier.

Um mundo melhor se faz de seres humanos que se aperfeiçoam para atingir os níveis mais altos da ética. Eles fazem obras inesquecíveis! Obras de uma vida toda.

Vamos em frente!

Fonte primária da informação: Infomoney

ANALISTAS DO MERCADO REDUZEM ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO OFICIAL EM 2013

Os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação oficial deste ano, na semana encerrada em 14/11, as informações constam do Boletim Focus, do Banco Central (BC) divulgada hoje, 18 de novembro.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram ligeiramente, nesta semana, a sua estimativa para a inflação oficial do governo medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,85% para 5,84%. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA também recuou, nas projeções dos analistas que passou de 5,93% para 5,91%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a expectativa para a inflação de novembro recuou de 0,69% para 0,68%. Para a inflação de dezembro a projeção dos analistas do mercado aponta elevação para o IPCA de 0,70% para 0,71%.

Em relação à estimativa para o IPCA para os próximos 12 meses os economistas dos bancos reduziram ligeiramente, pela quarta semana seguida, a sua projeção de 6,18% para 6,14%.

PIB

Pela quarta semana seguida os analista dos bancos mantiveram inalterada a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013.

Em relação à evolução da produção industrial, os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a sua estimativa para 2013, de 1,72% para 1,70%.

Para 2014, os agentes do mercado financeiro reduziram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para a evolução do PIB, de 2,11% para 2,10%.

Em contrapartida, a  projeção para produção industrial brasileira para 2014 foi elevada de 2,42% para 2,50%.

Juros

Não houve alteração na projeção para a taxa Selic, que foi mantida em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014 a projeção novamente foi conservada, em 10,25% ao ano.

Perspectiva

A gestão da política monetária norte-americana e o plano de reforma chinês estão no centro das atenções do mercado financeiro mundo afora.

Em sabatina ao comitê bancário do Senado dos Estados Unidos na última quinta-feira, 14/11, a indicada pela Casa Branca para o comando do Banco Central norte-americano (Fed) a partir de 2014, Janet Yellen, ratificou a tese do afrouxamento monetário que vem sendo praticada pelo governo. “É importante não remover o suporte, especialmente quando a recuperação é frágil e as ferramentas disponíveis para a política monetária são limitadas caso a economia fraqueje”, disse Yellen. Cabe destacar que as taxas de juros já estão próximas de zero.

Com o vazamento da parte escrita de seu discurso lida na abertura da audiência, os movimentos dos mercados sofriam a influencia positiva desde a madrugada de quinta-feira. No discurso de abertura, Janet Yellen assinala que a taxa de desemprego em 7,3%, observada em outubro, ainda está acima do desejado e reflete “um mercado de trabalho e um desempenho econômico muito aquém de seu potencial”.

Os juros dos títulos do Tesouro americano, reagindo ao discurso, recuaram e o T-note de 10 anos chegou a ser negociado a 2,691%. Assim, em um movimento de adequação, esse título voltou a ser comercializado com retorno de 2,70%. Os T-Bond de 30 anos apresentava rendimento de 3,790%.

A China, que divulgou na sexta-feira passada um longo e ambicioso plano de reformas econômicas e sociais, também contribuiu para o ajuste positivo dos mercados. As propostas vão da revisão da política de filho único ao fim da possibilidade de detenção sem julgamento. Na parte econômico-financeira, o governo chinês deseja restringir o papel do governo e expandir a participação do setor privado na economia. Os planos compreendem a aceleração da liberalização da taxa de juros, a abertura da conta de capital e o estímulo à criação de mais bancos privados. Nesta segunda-feira, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 2,87%, a maior alta registrada desde o início de setembro.

A informação de que os preços médios das novas residências em 70 cidades da China proporcionaram novo recorde no mês de outubro, sinalizando que a demanda por habitação continua forte no país, também contribuiu para animar o mercado.

No cenário doméstico, às declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que não falta moeda estrangeira no câmbio à vista, apesar da maior procura por dólares no mercado brasileiro, deve contribuir positivamente. Ele assinalou que a valorização do dólar era um movimento aguardado, pois a economia global converge para um período de transição no qual começaram a serem retiradas as medidas extraordinárias adotadas após a crise financeira mundial.

O mercado de juros deve acompanhar o movimento dos títulos do Tesoyro americano e analisar os dados contidos no Boletim Focus. No noticiário, a FGV informou que o IPC-S subiu 0,64% na segunda quadrissemana de novembro, ante 0,63% na leitura anterior.

Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,56%, para R$ 2,3220. O Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro/2017 recuou para 11,83%, de 11,97% na véspera. Já o Ibovespa subiu 2,34% para 53.452 pontos.

O mercado de renda variável fica na expectativa da divulgação do plano de reajuste de combustível a ser anunciado pela e pelo comportamento do mercado internacional.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 de R$2,25 para R$2,27 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,55 bilhões para US$1,20 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial recuou de US$ 10,00 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi mantida em 1,60%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi elevada de 3,75% para 3,80%.

INSTRUÇÃO DA CVM EXIGE RESPEITO A PERFIL DE INVESTIDOR

Agora, ao recomendarem produtos, as instituições financeiras terão que verificar uma série de requisitos

Rio – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou hoje a Instrução nº 539, que traz regras para adequar produtos, serviços e operações financeiras ao perfil do cliente, o chamado “suitability”.

Agora, ao recomendarem produtos, as instituições financeiras terão que verificar uma série de requisitos. As novas regras entram em vigor no dia 5 de janeiro.

Será preciso observar, por exemplo, se o produto, serviço ou operação é adequado aos objetivos de investimento do cliente e se sua situação financeira é compatível com aquele investimento. A norma indica ainda que a instituição avalie se o cliente possui conhecimento necessário para compreender os riscos envolvidos na operação.

Também devem ser analisadas e classificadas as categorias de produtos disponíveis, considerando, no mínimo, os riscos e seus ativos subjacentes, perfil dos emissores, eventuais garantias e prazos de carência.

Em gestação desde dezembro de 2011, a instrução prevê ainda casos de vedação à recomendação de produtos ou serviços ao cliente. A proibição pode ocorrer quando o perfil do cliente não for adequado ao produto ou serviço, se não forem obtidas as informações que permitam a identificação de seu perfil ou quando as mesmas não estiverem atualizadas. O perfil do cliente deve ser atualizado, no mínimo, a cada 24 meses.

A norma editada hoje sofreu mudanças em relação à que foi colocada em audiência pública em 2011. Uma delas foi à exclusão dos analistas e administradores de carteiras de valores mobiliários da norma, por não atuarem diretamente na distribuição ou aconselhamento de clientes específicos.

Outra alteração relevante foi à supressão da referência a “ofertas” ao longo da norma, sendo mantido apenas o termo “recomendações”. Para a CVM, isso deixa mais claro que o foco da instrução é a recomendação de produtos e serviços a clientes específicos, afastando-se a preocupação em torno da amplitude da expressão “oferta”.

A CVM ressalta que “o cliente continua livre para ordenar suas operações, devendo ser alertado, apenas, caso sua ordem esteja inadequada ao seu perfil ou quando este estiver desatualizado ou não existir”.

É dispensada a obrigatoriedade de verificar a adequação ao perfil, quando for possível presumir que o cliente tenha conhecimento necessário ou estrutura suficiente para respaldar suas próprias decisões de investimento.

Esse rol de clientes foi ampliado a partir das manifestações na audiência pública e passou a incluir os demais participantes do sistema de distribuição e não apenas as instituições financeiras, os investidores não residentes, os analistas de valores mobiliários e, por fim, as pessoas jurídicas consideradas investidores qualificados.

Fonte primária da informação: Portal Exame

JUROS FUTUROS FECHAM EM QUEDA COM DADOS DO VAREJO

Abaixo reproduzimos matéria sinalizando que há exagero na alta dos juros e que há a possibilidade de a autoridade monetária reduzir o ritmo de elevação dos juros o que pode impactar positivamente no resultado do IMA.

SÃO PAULO – Os juros futuros fecharam em queda nesta quarta-feira,13, após um resultado pior do que o esperado das vendas no varejo em setembro e dando prosseguimento à correção dos exageros recentes. A retração das taxas também acompanhou os yields dos Treasuries e a queda do dólar durante grande parte da sessão. Vale notar, porém, que a moeda zerou suas perdas nos minutos finais de negócios, reduzindo a queda de alguns vencimentos de juros.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (118.560 contratos) estava em 10,11%, exatamente o mesmo nível do ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (317.380 contratos) indicava 10,86%, de 10,96% da terça-feira, 12. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (174.530 contratos) apontava 11,97%, ante 12,08% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (3.270 contratos) marcava máxima de 12,38%, de 12,48% no ajuste anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quarta-feira, 13, que as vendas subiram 0,5% em setembro ante agosto, abaixo da mediana das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 0,70%. No conceito ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, as vendas recuaram 0,7% no mesmo período, também abaixo do esperado, que era estabilidade. Tais resultados trouxeram a leitura de que o aperto monetário em curso não pode ser estendido por muito mais tempo, como precifica a curva de juros, sob o risco de comprometer ainda mais a atividade.

Hoje, o dólar se manteve em queda durante grande parte do pregão e também deu sua contribuição para os juros. Apenas nos minutos finais, a moeda zerou as perdas, o que pode estar relacionado, segundo um operador, à zeragem de posição por algum participante no fim do dia, um comportamento semelhante ao observado no pregão de terça-feira, 13. O dólar à vista no balcão terminou exatamente estável, a R$ 2,3340.

O juro do T-note de 10 anos estava em 2,732%, de 2,774% na terça-feira, 12. Nesta quarta-feira, 13, Janet Yellen, indicada para a presidência do Fed, estará em audiência do Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos para confirmá-la à frente da autoridade monetária no ano que vem.

Fonte primária da informação: AE Mercados

MERCADO MANTÉM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2013 E 2014

Os economistas do mercado financeiro mantiveram  inalteradas suas estimativas para a inflação e o crescimento da economia em 2013, contudo elevaram a sua estimativa para o IPCA e reduziram suas projeções para o PIB em 2014.

O Relatório de Mercado – Focus, do Banco Central revelou nesta segunda-feira, 11/11, que a projeção para o IPCA de 2013 foi mantida em 5,85%, mas para 2014 a estimativa para o indicador foi elevada.

Inflação

A estimativa de que a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo encerre este ano em 5,85% foi mantida. Para o próximo ano, houve alteração na projeção, que passou de 5,92% para 5,93%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a estimativa para a inflação de novembro foi elevada de 0,65% para 0,69%. Para o último mês do ano a estimativa dos analistas do mercado aponta estabilidade para o IPCA em 0,70%, mesma projeção da semana passada.

Os analistas dos bancos reduziram ligeiramente, pela terceira semana seguida, a sua projeção para a inflação para os próximos 12 meses. A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o IPCA recuou de 6,21% para 6,18%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalteradas, por mais uma semana, as suas projeções para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013. Em relação ao crescimento da indústria, os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para 2013, de 1,77% para 1,72%.

Para 2014, os economistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, de 2,13% para 2,11%. A projeção para produção industrial brasileira de 2014 foi reduzida de 2,50% para 2,42%.

Juros

Não houve alteração na projeção para a taxa Selic, que foi mantida em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014 a projeção novamente foi conservada, em 10,25% ao ano.

Perspectiva

A volatilidade apresenta neste inicio de mês é explicada principalmente em função de que os dados robustos da economia norte-americana possa sinalizar que o FED (Banco Central norte-americano) possa iniciar o desmonte dos estímulos a economia ainda neste ano. Com isso os juros dispararam e os contratos de DI mais longos romperam a barreira dos 12,50%.

A questão fiscal, que também está pesando e permanece como grande tema para os mercados domésticos. Mesmo passando o recado a economistas, em reunião na sexta-feira na sede do ministério da Fazenda, em São Paulo, de que cumprirá o superávit de R$ 73 bilhões, o governo tenta manobra para não compensar a necessidade de economia primária de Estados e municípios.

Ao mesmo tempo, notícias dão conta que o Refis, esperança de elevar o resultado das contas públicas, pode não ser do tamanho esperado pelo governo caso os bancos não aceitem as condições oferecidas pela Receita Federal. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou ainda neste fim de semana que não pretende aceitar uma fórmula de reajuste dos combustíveis que represente uma indexação da inflação.

Mesmo com a ligeira descompressão das taxas, a tendência de pressão para os juros continua, já que os dados da pesquisa Focus e do IPC-Fipe, divulgados na manhã de hoje, dão força à percepção de resistência da alta de preços domésticos. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2014 subiu de 5,92% para 5,93%.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos economistas das instituições financeiras foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos reduziram, pela terceira semana seguida, a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,90 bilhões para US$1,55 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial foi elevada de US$ 9,25 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

O “loiraduto” é um detalhe em certos fundos de previdência

Por trás do escândalo de desvio dos fundos municipais, orquestrado por modelos sedutoras, está um rombo de 20 bilhões de reais que cresce com a má gestão dos investimentos

São Paulo – Em setembro, a Polícia Federal (PF) prendeu 17 profissionais que se diziam ligados ao mercado financeiro. Eles são acusados de fazer parte de um esquema de desvio de recursos de fundos de previdência de municípios.

O escândalo ganhou maior destaque quando foi revelado que modelos, como a catarinense Luciane Hoepers, seduziam prefeitos para convencê-los a fazer investimentos recomendados pela quadrilha — e, claro, muitos deram prejuízo.

Mas o “loiraduto”, que, segundo a Polícia Federal, drenou 50 milhões de reais do caixa das prefeituras em um ano e meio, é apenas um detalhe pitoresco dos problemas que tomam conta desses fundos de pensão — e que, até a chegada das loiras, vinham se desenrolando sem que ninguém prestasse atenção.

“Há uma série de indícios de irregularidades não só nos fundos das prefeituras mas também nos estaduais. E isso ajudou a criar um rombo nas contas do setor”, diz Leonardo Rolim, secretário de Políticas da Previdência Social do Ministério da Previdência.

Com 175 bilhões de reais sob gestão, os fundos de previdência dos estados e municípios têm 9 milhões de investidores, incluindo aposentados e pensionistas. Muitos deles têm motivos para se preocupar.

Em 2012, esses planos acumularam déficit financeiro de 20 bilhões de reais, 67% maior que o do ano anterior — o que significa que as receitas não foram suficientes para cobrir as despesas. A diferença tem sido coberta, de uma forma ou de outra, pelos estados e municípios, mas não se sabe até quando eles terão dinheiro para isso.

A maior parte do prejuízo dos fundos deve-se à má gestão dos recursos aplicados. Segundo um relatório do Ministério da Previdência, foram encontradas pelo menos 312 “irregularidades” de 2012 a 2013. Desse total, cerca de 100 foram encaminhadas à Polícia Federal, que investiga se também houve fraudes.

Um dos casos que mais chamaram a atenção do ministério é o fundo do estado de Tocantins, que tem um patrimônio de 3 bilhões de reais. Nos últimos anos, o fundo perdeu cerca de 170 milhões de reais com investimentos em bancos quebrados, como BVA e Morada.

Na inspeção realizada em setembro pelo Ministério da Previdência, foram encontradas pelo menos 14 aplicações que extrapolavam os limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional.

Uma delas foi feita na aquisição de 100% das cotas de um fundo de renda fixa da gestora carioca NSG, quatro vezes mais do que o permitido por lei — o fundo, por sua vez, investe mais da metade de seu patrimônio em outro fundo multimercado da mesma gestora, o que também infringe as regras de mercado.

A gestora NSG admite que os fundos extrapolaram os limites legais e que agora estão se adequando às normas. O responsável pelo fundo de Tocantins, Rodrigo de Oliveira, reconhece os problemas e afirma estar conduzindo uma auditoria para apurar os investimentos. Os fundos de Pará, Roraima e Rio Grande do Norte também sofreram perdas expressivas com bancos liquidados — e estão na mira da Polícia Federal.

De acordo com o relatório preliminar da PF, alguns prefeitos e gestores dos fundos recebiam comissões de até 3% sobre o valor total da aplicação.

Mas nem sempre o problema do fundo é caso de polícia. EXAME entrou em contato com gestores de fundos municipais para tirar dúvidas sobre seus investimentos. Alguns não souberam dizer onde aplicavam os recursos.

No fundo da prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, a gestora responsável, que pediu para não ser identificada, reconhece “não ter muita experiência no setor” e que seria preciso consultar um economista para responder a algumas questões. O fundo de Campinas também teve perdas com a quebra do banco BVA.

Pente-fino

Os primeiros fundos de pensão de estados e municípios surgiram na década de 80, mas só recentemente seus problemas vieram à tona. Isso porque, até 2009, o Ministério da Previdência não fazia uma fiscalização tão detalhada dos investimentos desses fundos.

Na primeira análise mais aprofundada dos planos, há quatro anos, numa parceria entre o Ministério da Previdência e o Banco Central, descobriu-se que 117 deles foram usados por corretoras para manipular o preço de títulos públicos, segundo mostram documentos obtidos por EXAME. As corretoras foram liquidadas, e alguns gestores dos fundos, afastados.

Por tudo isso, a maioria dos fundos está no vermelho — e o próprio governo acha que o prejuízo deverá aumentar. A estimativa do governo é que o rombo passe de 20 bilhões para 65 bilhões de reais até 2018, pois leva tempo para ajustar as contas. Hoje, o fundo com maior prejuízo é o do governo de São Paulo, mas, segundo dados do ministério, não há irregularidades com ele.

O problema é que o fundo arrecada menos do que gasta e precisa reajustar as contribuições para estancar a sangria. Para evitar que novos planos venham a ter problemas, o Ministério da Previdência está endurecendo as regras do setor.

Agora passará a exigir que os membros dos comitês de investimento dos planos tenham um certificado de gestor financeiro e que as empresas que vendem investimentos para os planos sejam registradas no governo. Talvez fique mais difícil para as loiras. Se vai melhorar ou não o desempenho desses fundos, ninguém sabe.

Fonte primária da informação: Portal Exame

MERCADO MANTÉM ESTIMATIVA PARA JUROS E ELEVA IPCA PARA 2013

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a expectativa de prosseguimento do ajuste das condições monetárias no país, ao mesmo tempo em que elevaram levemente a sua projeção para a inflação neste ano.

O Relatório de Mercado – Focus, do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 04/11, revela que a estimativa para a última reunião do Copom – Comitê de Política Monetária de 2013, em 26 e 27 de novembro, foi mantida em nova elevação de 0,5 ponto percentual na Selic, encerrando o ano a 10,0%.

Com a inflação ainda em níveis elevados, a autoridade monetária já sinalizou que prosseguirá com o ciclo de aperto monetário.

Inflação

O mercado financeiro elevou, nesta semana, de 5,82% para 5,85% a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo índice. A projeção para o índice oficial de inflação para 2014 foi mantida em 5,92%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a projeção para a inflação de curto prazo foi mantida nesta semana. O IPCA, na avaliação dos agentes do mercado financeiro deve encerrar outubro em 0,57%. Por sua vez, a projeção para inflação de novembro foi mantida em 0,65%.

Os analistas dos bancos reduziram ligeiramente, pela segunda semanada seguida, a sua projeção para a inflação para os próximos 12 meses. Hoje, os economistas dos bancos apontam redução da projeção para o IPCA de 6,22% para 6,21%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013. Em relação ao crescimento da indústria, os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para 2013, de 1,80% para 1,77%.

Para 2014, os analistas das instituições financeiras também apostam na manutenção do crescimento da economia brasileira, só que em 2,13%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada de 2,39% para 2,50%.

Juros

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a taxa Selic em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014 a projeção igualmente foi mantida, em 10,25% ao ano.

Perspectiva

Embora o mercado devolva um pouco da alta acumulada nos últimos dias, a apreensão com o descumprimento da meta fiscal pelo governo restringe a redução nas taxas. Em relação a inflação, o Relatório de Mercado – Focus, do Banco Central, trouxe pequena alteração nas projeções para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2013 e nos próximos 12 meses. Para o encerramento do ano, a taxa estimada foi elevada de 5,83% para 5,85% e, para os 12 meses a frente houve redução de 6,22% para 6,21%.

Na Bolsa de Valores, as atenções devem se voltar para a divulgação de balanços corporativos nacionais, que trarão setores importantes como construção civil e empresas relevantes, como Vale, CSN e Banco do Brasil. Ainda permanecerão no foco os dados de inflação domésticos e a divulgação de indicadores econômicos norte-americanos, que podem incorporar impactos da suspensão do governo e das disputas políticas.

A Petrobras figura com uma das ações mais indicada para novembro.  A Petrobras surpreendeu positivamente o mercado, não pelo baixo lucro líquido apresentado, mas pela notícia de que um novo procedimento para o reajuste dos combustíveis pode ser anunciado. Se realmente ocorrerá, contribuirá para tirar um peso do papel, além de proporcionar melhor equilíbrio ao caixa.

A modificação na metodologia no reajuste dos preços, que será decidida até o próximo dia 22, foi utilizada como justificativa para a recomendação da ação por vários analistas do mercado.

Câmbio

Os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos economistas das instituições financeiras foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,97 bilhões para US$1,90 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,50 bilhões para US$ 9,25 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi reduzida de 1,70% para 1,60%. Para 2014 a estimativa dos analistas do mercado financeiro, foi reduzida de 3,85% para 3,75%.