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Consultoria em Investimentos

outubro 21st, 2013

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA SELIC EM 2013 E 2014

O Relatório de Mercado Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central revela que os analistas do mercado financeiro já incorporaram em suas estimativas um cenário de maior aperto monetário ao reavaliar suas projeções para a taxa Selic de 9,75% para 10,25% ao ano até o fim de 2014. Deste modo, o mercado está apostando em mais uma alta de 50 bps na ultima reunião do Copom em 2013 e mais uma elevação de 25 bps no inicio do próximo ano. Em relação a inflação, os participantes de mercado voltaram a acreditar em uma  tendência de alta, projetando o IPCA em 5,83% ao fim de 2013.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a sua estimativa para o índice oficial de inflação nesta edição do Relatório de Mercado – Focus, divulgada hoje, 21/10, pelo Banco Central do Brasil. Na avaliação dos agentes do mercado a inflação medida pelo IPCA deve subir de 5,81% para 5,83% . A estimativa para o índice oficial de inflação para 2014 foi reduzida ligeiramente de 5,95% para 5,94%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a estimativa para a inflação de curto prazo foi reduzida nesta semana. O IPCA de outubro recuou de 0,60% para 0,57%. Entretanto, a estimativa para  inflação de  novembro foi elevada de 0,65% para 0,68%.

Os analistas dos bancos voltaram a elevar sua estimativa para a inflação para os próximos 12 meses. Nesta semana os economistas dos bancos elevaram a projeção do IPCA de 6,24% para 6,25%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevara a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,48% para 2,50% ao final de 2013. Para o crescimento da indústria, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para 2013, de 1,80% para 1,84%, esta é a segunda semana seguida de elevação desta projeção.

Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram, mais uma vez, a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,20%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada nesta semana de 2,39% para 2,50%.

Juros

Sem grandes surpresas os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa básica de juros em 0,50 pontos base, desta forma passaram a estimar que a Selic deva encerrar 2013 em 10,00% ao ano. Para 2014 a projeção também foi elevada, só que em 0,75% pontos base. Assim estima-se uma elevação dos juros em 2014 para 10,25% ao ano.

Câmbio

Os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,29 para R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para2014, a estimativa dos agentes do mercado financeiro foi mantida, só que em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Em relação à balança comercial, os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,99 bilhões para US$2,00 bilhões. Em contra partida, para 2014, a projeção do superávit comercial foi reduzida de US$ 9,25 bilhões para US$ 9,25 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi reduzida de 1,80% para 1,70%. Para 2014 a estimativa dos analistas do mercado financeiro, foi reduzida de 4,10% para 4,00%.