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outubro 7th, 2013

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO DO PIB BRASILEIRO PARA 2,47% EM 2013

O Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 07/10, pelo Banco Central do Brasil revela que os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para o crescimento da economia em 2013 e reduziram a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo em 2014.

Ainda segundo o relatório Focus, os analistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para a Produção Industrial ano.

Inflação

O relatório de Mercado Focus mostra estabilidade nas estimativas dos analistas do mercado para a inflação deste ano. A estimativa para o índice de 2013 permaneceu em 5,82%, mesmo nível projetado há quatro semanas. Para 2014, a projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo recuou de 5,97% para 5,95% ante o índice de 5,85% estimada há um mês. Entre os analistas que mais acertam as projeções para o médio prazo, os chamados de Top 5, não houve mudanças nas estimativas. O IPCA de 2013 deverá ficar em 5,8%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, para a inflação de curto prazo, os analistas elevaram a sua estimativa para o IPCA de setembro, que de 0,33% para 0,34% . Para outubro, a estimativa recuou de 0,59% para 0,57%. Há quatro semanas, as estimativas para a inflação de curto prazo estavam respectivamente em 0,45% e 0,55%.

Os analistas dos bancos voltaram a elevar sua estimativa para a inflação para os próximos 12 meses. Nesta semana os economistas do mercado financeiro projetam elevação do IPCA de 6,21% para 6,23%.

PIB

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,40% para 2,47% ao final deste ano. Em relação à evolução do crescimento da indústria, os analistas dos bancos reduziram pela 3ª semana seguida a sua estimativa para 2013, de 2,07% para 1,70%.

Para 2014, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,20%. A projeção para produção industrial brasileira de 2014 também foi reduzida de 2,40% para 2,30%.

Juros

Analistas do mercado financeiro, que participam da consulta realizada pelo Banco Central avaliam que o Copom – Comitê de Política Monetária deve elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual na reunião que se inicia em 08 e se encerra na quarta-feira, 9/10 e deverá ainda elevar a Selic em mais 0,25 ponto porcentual na reunião do comitê em novembro.

Perspectiva

As projeções para a economia neste fim de 2013 mostram que os analistas do mercado financeiro começam a perceber uma luz no fim do túnel. Pela quarta semana seguida, o Relatório de Mercado Focus do Banco Central, que reúne estimativas dos analistas das 100 principais instituições financeiras brasileiras, sinaliza uma melhora nas perspectivas para o final de 2013. Apesar de o cenário ainda permanecer sombrio para o próximo ano, os analistas classificam setembro como um mês especialmente mais promissor do que o preconizado no início de semestre, marcado pelas manifestações nas ruas e incertezas políticas.

O Relatório Focus mostra que foram reduzidas as projeções de desvalorização do Real em comparação a moeda norte-americana para o fechamento de 2013, confrontado com as semanas anteriores — quando já havia melhorado a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB). Em que pese às projeções de taxas serem maiores que as de um mês atrás, o Focus da desta semana traz o princípio de uma desaceleração da inflação e melhora do câmbio, além de uma perspectiva mais elevada de crescimento da atividade.

Estamos observando o final de uma onda de pessimismo que se iniciou em janeiro deste ano por uma série de fatores, como o PIB ruim do primeiro trimestre, o aumento da taxa de juros, a mudança de perspectiva de risco pela Standard & Poors, a inflação acima da meta e as mais fortes manifestações de rua já vistas neste país.

É consenso que a guinada começou com a divulgação do PIB do segundo trimestre, no dia 30 de agosto, que surpreendeu o mercado ao mostra um crescimento de 1,5%, ante estimativa da ordem de 1,00%. E teve seu ápice na semana passada, com a decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de manutenção dos estímulos à economia, contendo o fluxo de saída de dólares.

Apesar do parente sinal de melhora, entendemos que a volatilidade ainda permanecerá por um bom tempo, principalmente no segmento de renda fixa nos fundo atrelados ao IMA B.

Recomendamos que seja mantida a estratégia de proteção da carteira com a alocação dos recursos originados do repasse do Ente para fundos atrelados ao IRF M 1 e CDI.

Na renda variável, o último trimestre do ano é tradicionalmente um período de recuperação nos preços das ações. Entretanto, é um mercado muito sensível as notícias externas, que não tem sido boas. Nos EUA, o presidente Barack Obama e os líderes congressistas não fecharam acordo sobre o aumento no teto da dívida do país. Este impasse é recorrente todos os anos, e uma solução deve aparecer antes do governo ficar sem caixa.

Neste sentido, é factível e não nos parece nenhum absurdo um movimento altista neste final de ano, com a bolsa testando os 58.000 pontos.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, a projeção dos analistas do mercado financeiro também foi mantida, só que em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Em relação à balança comercial, os analistas dos bancos mantiveram a sua mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, em US$2,00 bilhões. Em contra partida, para 2014, a projeção do superávit comercial foi reduzida  em US$ 10,00 bilhões para US$ 9,75 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi mantida em 1,80%. Para 2014 a estimativa dos analistas do mercado financeiro, foi reduzida de 4,20% para 4,10%.